Enfim…

Dizem que Ogushi Onyewu ganhava muito dinheiro. E que falou grosso para o Sá Pinto. Num misto de contenção de custos e de gestão desportiva patética, emprestou-se o Capitão América ao Málaga. Veio um holandês, que também ganha muito, não joga um caracol e está sempre lesionado. Veio um argentino que é defesa esquerdo, mas que alguém julgou ser capaz de adaptar a central. Ficou um brasileiro que vive dos louros de um golo de calcanhar, ao City, mas que terminará a carreira ao nível de Gladstone. E um português que é mais trinco do que central, mas que, face ao quatro apresentado, tinha lugar sem espinhas no centro da defesa (ele e o Polga).

Agora, o brasileiro que, já se sabia, nunca seria contratado a título definitivo, vai para a Rússia. O português já cá não está. O holandês está lesionado (a sério?!?). E o argentino continuará a ser adaptado. Conclusão? Valia tanto mais pagar o ordenado ao Ogushi, não valia?

Pensamento solto

Li que, hoje, Jesualdo Ferreira já dará a sua opinião, numa reunião para começar a preparar o mercado de Janeiro. Assim sendo, e se não for pedir muito aos deuses do futebol, espero que o professor aponte a vassoura ao Elias, ao Boulahrouz e ao Gelson.
Os primeiros por já não poder olhar-lhes para a tromba, o último por se ter enganado quando escolheu o tipo de atleta que queria ser.

Boooooooooooulah… rouz!!!

«O Sporting é um clube de topo em Portugal e, mais importante, quer jogar futebol a sério. Tenho apenas uma semana de treinos mas já me diverti imenso e recebi montes de incentivos. O treinador Sá Pinto quer uma equipa a dominar o adversário mas sem descorar os aspetos defensivos […] Podia estar noutro clube a ganhar mais, mas fiz esta escolha pelo projeto desportivo. Um bom salário não garante títulos […] Joguei como defesa direito no Estugarda e na selecção, como solução de emergência. A central sinto-me dez vezes melhor. O velho Boulahrouz está de volta», Boulahrouz in NUsport, a partir das traduções dos desportivos portugueses