República das bananas

Enquanto o Carvalhal alucina e diz que duvida que qualquer outro treinador fizesse melhor do que ele fez, o Liedson pede uns dias para descansar antes do Mundial e a SAD antecipa-lhe em uma semana o final da época.

Foda-se…

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Pormenores…

Quando se questiona o porquê do Sporting seguir tão afastado dos três primeiros lugares, é dispensável entrarmos em grandes discussões tácticas. Basta pensar que desde o dia 29 de Janeiro, dia em que perdemos em Braga, apenas ganhámos um (um, foda-se!!!) jogo fora de casa (4-0 no Restelo)!
Mas o Carvalhal tem gostado da equipa e isso é o mais importante…

Agora nós (ou seja, agradeço que os lampiões vão pró caralho que os enrabe)

Eu continuo lixado. Fodido, mesmo. Não tanto por ter perdido com o Benfica, mas por ter perdido com este Benfica que já nada tem a ver com a equipa que começou a perder gás depois da boa exibição de Marselha. Por outras palavras, penso que perdemos uma excelente oportunidade de voltar a ganhar na Luz só que, infelizmente, e tal como Peseiro havia feito ao deixar Pinilla no banco e colocar Douala a ponta-de-lança, Carvalhal mostrou que o tamanho dos seus tomates deve ser equivalente ao do seu pescoço e armou uma táctica “a la Marítimo”, deixando Saleiro no banco e colocando João Pereira a médio direito (até tinha aceite que tivesses colocado o Postiga, oh Carvalhal).

A pressão alta, ao longo de toda a primeira parte, foi, também ela, um disparate pela forma como foi ensaiada. Então a ideia é pressionar os dois centrais e o trinco adversário, e apresentamo-nos com um único avançado, pedindo ao médio mais ofensivo, Moutinho, para correr meio-campo vezes sem conta, só para poder tentar roubar a bola ao balerma com cabelo à sideshow bob? Rebentou o avançado, rebentou o médio. E, depois, aquela teoria de que o 4-2-3-1 libertaria o João Pereira e o Yannick nas alas, não passou disso mesmo: teoria.
Acima de tudo, vi dois putos mais preocupados em fechar e criar superioridade a meio-campo, do que dois extremos a quem foi dito “só acabas com as cavalgadas quando tivermos enfiado duas batatas a estes filhos da puta e tiveres obrigado o lateral a fazer faltas suficientes para ir para a rua!” (sendo esta última parte bastante complicada, eu sei).
No fundo, este jogo deu-me a certeza de que o Carvalhal, apesar de alguns momentos engraçados, não poderia continuar como treinador do Sporting. Se até num jogo sem pressão (até o Guimarães fez o favor de empatar em casa, foda-se), o homem se mostra incapaz de deixar de pensar pequenino, então obrigadinho e vai lá tratar da tua vidinha.

Mas, mais importante do que um jogo que me deixou, como tantos outros nos últimos, fodido da vida, é a necessidade de olhar para trás e constatar o seguinte: nos últimos três anos, esta é a segunda vez que vamos ficar a 20 ou mais pontos do primeiro lugar. Isto admite-se?
De aceitar, de uma vez por todas, que a correctíssima aposta na nossa formação será sempre inglória se não for sustentada pela contratação de jogadores que façam a diferença (sim, já temos Pedro Mendes, mas precisamos de, pelo menos, mais três desse calibre).
De planear uma época com o devido tempo e, de preferência, marcando mais de quatro joguinhos de preparação.
De, de uma vez por todas, passar a considerar que ir à Champions e ganhar uma Taça é merda para as ambições do Sporting.
De perceber que o Sporting não é um centro de formação de treinadores.
De aceitar esta época como um buraco negro ao qual não queremos voltar. E começar do zero.

p.s. – parece que Vukcevic não fará parte do Sporting 10/11. Não sei se fará parte de uma estratégia de “limpeza de balneário”, mas sei que lamento que os treinadores que o apanharam no Sporting, não tenham sido capazes de transformar a sua personalidade e forma muito própria de ver o futebol, numa mais valia para o grupo. Pior, um deles viu, do banco, o homem render na posição onde sempre quis e onde sempre devia jogar. Mas preferiu ignorar. Boa sorte, Simon.

O melhor golo no novo estádio?

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/tcyKBH2Oo4zKcvMDG6Y5/mov/1

Cinco golos, dois bons do Yannick e um, o último, absolutamente fenomenal! Assim, vale a pena ver os jogos do Sporting até ao fim da época.

Quanto ao resto, deixo para outro dia uma visão verdadeiramente apaixonada do estado do Sporting, agora que chegou mais um capataz do Jorge Mendes ao clube (Nuno Dias, sim, o das generalidades sobre a Champions é agora director de comunicação).

Uma análise que servirá para lançar o derby e que já tem título: “Eles têm o Jesus, mas o verdadeiro Cristo ainda está, por enquanto, em Alvalade”.

Entretanto, passo a Páscoa a sentir-me uma verdadeira Floribela. Que grande golo!

Postura correcta até ao fim

Guarda rancor pelo “timing” do anúncio de que o seu contrato não seria renovado? “De maneira alguma. Sinto-em enobrecido, pois foi uma honra ter sido escolhido para técnico do Sporting numa altura em que o clube atravessava uma grave crise. Só eu sei a pedra que tive de partir para a equipa render o que rendeu e essa é a minha grande satisfação. Os adeptos estavam arredados dos jogos, mas a verdade é que tivemos casa cheia nos últimos
[…] A equipa estava um caos quando aqui cheguei e, actualmente, temos jogadores valorizados e esse é também um trabalho que a mim me deu gozo particular, que foi o de levantar atletas desacreditados. Trabalhei para o futuro e creio que isso foi conseguido. O Sporting está em condições de atacar a próxima época e discutir o título”, Carlos Carvalhal

p.s. – gostava de ter visto o Matigol e o Vuk fazerem parte daqueles momento em que voltámos a jogar á bola e, claro, gostava de não ter levado tareias de lampiões e tripeiros, mas tenho, uma vez mais, que aplaudir a tua postura perante todo este cenário em que o respeito por ti foi pouco ou nenhum. Boa sorte, Carlos.