Eras tu que querias criar um cântico para o Montero?

Então esta iniciativa é para ti.

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Mostra o ultra que há em ti e cria um cântico para o nosso Sporting! Podes escolher o ritmo, a letra, as palmas e até inventar uma coreografia. Sê criativo! Não te colocamos qualquer entrave. Tu é que escolhes o que queres, como queres e se é destinado à equipa, ao clube, ao presidente, às claques ou a um jogador. Aqui a Voz é Tua!

Sabe todos os pormenores no site da Sporting Fans!

Que saudades de sentir esta ansiedade

Faz parte do sentimento de qualquer Sportinguista que se preze: os jogos começam a ser vividos com antecedência, demasiada por vezes, num contrair do estômago que se vai intensificando à medida que se aproxima o apito inicial.
Fruto do que temos vivido nos últimos anos, com direcções apostadas em transformar o Sporting numa empresa tão emocionante quanto a farda bancária e plantéis onde não faltaram jogadores incapazes de se comprometerem com a causa leonina, esse sentimento foi-se esbatendo. Salvo raras excepções, o jogo começava a ser vivido aquando do apito inicial. E pior, era vivido com um maldito sentimento de desconfiança sobre o que podíamos esperar.

Esta época vive-se algo completamente oposto. Mesmo sabendo que há um longo caminho a percorrer e que este novo projecto e esta nova equipa têm mil e uma batalhas para travar (e que há muita estratégia por afinar), há o regresso de um sentimento delicioso: a ansiedade. Se vivi com entusiasmo o regresso a casa, na primeira jornada, se comecei cedo a imaginar o que aconteceria em Coimbra dizendo a mim mesmo  «não exageres, meu, que isto tem que ser jogo a jogo e as goleadas não acontecem todas as semanas», esta semana tenho sofrido de «stress de dérbi» como há muito não sentia.

Não vejo a hora de chegar sábado à noite e de eu poder agradecer, com o meu apoio, o facto de me terem permitido voltar a sentir algo assim!

A Curva Sul está de volta!

«Trata-se de um assunto bastante delicado. Nascemos e crescemos na Curva Norte, mas o Sporting Clube de Portugal precisa, hoje mais do que nunca de nós! O nosso grande amor, precisa que façamos parte da solução e não do problema, precisa para se tornar mais forte, que todos estejamos unidos na defesa do nosso ideal!
Passamos desta forma a informar que na época 2013/2014, o Directivo Ultras XXI, estará no sector A18 da curva sul.», by DUXXI

A Curva Sul está de volta! E a última vez que isso aconteceu, foi aqui!

 

E toma lá outra vez!

Hoje há novidades!

Hoje, às 17h30, vamos assinar um inédito e importante protocolo entre o Sporting Clube de Portugal e os Grupos Organizados de Adeptos!
De seguida, vamos fazer uma sessão de apresentação e de autógrafos relativa à equipa de futebol profissional!
Vai tudo acontecer no auditório Artur Agostinho do Estádio José Alvalade, e contamos com a tua presença! (in Facebook oficial do Sporting)

Eu destacaria o primeiro ponto. Cheira-me às claques juntas na curva!

Por ti eu vou cantar, faça chuva ou faça sol

Sou do tempo em que existia um jornal chamado A Gazeta dos Desportos. E um prémio intitulado Troféu Gandula para Melhor Claque que, ano após ano, me habituei a ver se entregue à Juventude Leonina. Coleccionava recortes de fotografias que mostravam as coreografias, as mesmas que me prendiam a atenção quando comecei a ir ao futebol, por volta dos oito anos. As bandeiras gigantes, os fumos, os cânticos, as tochas. Leões empoleirados na rede de um velhinho Alvalade, ora festejando golos, ora de megafone em punho, dando indicações para a bancada.

Interessei-me pelo universo ultra, vendo nele um complemento ao meu espectáculo preferido, o futebol. Comecei a rumar ao topo sul, muitas vezes num caminho que se fazia com várias paragens: primeiro na estação dos barcos, do Barreiro, depois no terreiro do Paço, na Pç da Figueira ou no Saldanha. O cachecol (e, que raio, quantas vezes mudou a puta da forma de usá-lo, numa actualização que, se não acompanhada, fazia de nós uma espécie de palermas da fila da frente) e a voz afinada eram o equipamento obrigatório, desfilando pela rua com um único objectivo: cantar, bem alto, o nome Sporting! E, nesse cantar, as memórias são vastas: da falta de voz durante dois dias aos encontros com claque rival a meio do rio, quando Sporting e Benfica jogavam, em casa, no mesmo dia; de 90 minutos à chuva à carruagem travada a meio do caminho, no regresso do Jamor; o salve-se quem puder, em pleno Terreiro do Paço, fruto de uma carga policial onde um dos nossos levou uma bastonada na cara e a forma de combater a dor foi espeta-lhe gelados em cima; as caminhas, de ida e volta, rumo à Luz; as idas às Antas, com as célebres (e estúpidas, diga-se) limpezas nas estações de serviço, a atitude vergonhosa da polícia tripeira e as chuvas de pedras num estádio de merda que ficava abaixo do nível da rua; as idas à rede, galgando degraus de bancada e atropelando quem caia pelo caminho (e, numa dessas vezes, quando o Afonso Martins marca o golo ao Porto na meia final da Taça, safar uma miúda de ser pisada e acabar a noite a festejar com ela); o dossier verde, na faculdade, orgulhosamente forrado com imagens de coreografias da Juve e de outras claques do mundo que me mereciam respeito (e que via e comentava, vezes sem conta, com o Jordão, o Douglas e o Cintra); a mesada canalizada para zines ultra; a colecção de cachecóis de claques de todo o mundo; aquele maldito fim de tarde, em 95, onde fui um dos que caiu quando o varandim cedeu…

A lista continuaria até, fruto de várias atitudes que me iam desagradando, ter-me afastado um pouco e ter deixado de ser sócio da claque. O último episódio digno de registo de que me recordo, é aquela inesquecível meia-final, frente ao Benfica (5-3), onde a sul voltou a ser maior do que os interesses políticos e económicos que conduziram à criação do Directivo. Nessa noite, ensopado até aos ossos, voltei a subir à rede, perante o olhar surpreso da minha mulher. Nessa noite, voltei a sentir que era a nossa falta de voz que carregava o Leão, e fui capaz de esquecer todas as tristes cenas que tinham sido protagonizadas pelos líderes da mais antiga claque portuguesa. Líderes que promovem a agressão a outros sócios, em filas para a compra de bilhetes ou em conferências de imprensa; líderes que assumem, perante as câmaras de televisão, que são incapazes de ser diferentes dos que batem em crianças e mulheres apanhadas no meio da confusão; líderes que afirmam estar à margem das campanhas eleitorais e que, depois, surgem em almoçaradas de um dos candidatos.

Mas uma claque é muito mais do que os seus líderes, por mais que eles achem que não. A claque alimenta-se de vozes anónimas, algumas delas pontuais, todas dispostas a cantar pelo seu Sporting. As mesmas vozes anónimas que, há uma semana, fizeram Cardozo levantar-se do banco e, atónito, perguntar aos 59 mil do seu clube como era possível só ouvir os três mil de verde e branco vestidos. As mesmas vozes anónimas que, espero, amanhã mostrarão que não é só o Sporting que é nosso outra vez. A curva, também!

Com quantos ovos se faz a omelete da estabilidade?

Quando: 31 de janeiro, um dos dias mais vergonhosos e patéticos da história do Sporting
Arma: ovos.
Alvo: vice-presidente da mesa da assembleia geral do Sporting.
Snipers de pacotilha: os dos mustafados comunicados.
Motivo: manter a estabilidade* no Sporting.

*Estabilidade
Qualidade de estável; Firmeza, solidez; Permanência; Equilíbrio; (nova entrada, em 2012) forma de encher os tímpanos a sócios e adeptos, na tentativa de manter um poder nefasto e bafiento 
Tudo começou há quase dois anos, numa noite que se arrastou madrugada dentro e se cravou na história do Sporting como um dos momentos mais negros da mesma. Era noite de eleições, as mesmas que, ainda hoje, permanecem envoltas em dúvidas. O recém-eleito Godinho Lopes pedia aos sócios e adeptos que colocassem de lado as divergências e que o deixassem cumprir um projecto que traria o Sporting vencedor de volta.
A turba acalmou-se, aplaudiu contratações, comprou camisolas e cachecóis, encheu Alvalade num jogo de apresentação onde nem faltou um pobre Leão branco metido numa jaula. A época começou mal, mas ninguém arredou pé. Uma onda de vitórias fez-nos acreditar que era possível conquistar algo. Puro engano. Na procura da estabilidade, que começava a ser manchado com episódios patéticos como o das paredes dos túneis ou a rábula da visita ao estádio dos orcs, Domingos é demitido. E Carlos Barbosa demite-se.

«Calma», pede Godinho, que anuncia Sá Pinto como o homem certo no lugar certo. A turba volta a responder positivamente e, mesmo que com dúvidas, aceita acreditar num nome que lhe falava ao coração. Canta-se bem alto o nome Sporting, numa madrugada passada no aeroporto, mas o grito final fica atravessado na garganta, em pleno Jamor. Pelo meio, Paulo Pereira Cristóvão, arrasta o nome do Sporting para uma lama com a qual temos tentado evitar sapicar-nos. Demite-se, não se demite, é demitido. Mas aqui, meus amigos, não se colocava em causa a estabilidade.

Nova época, novas promessas, zero futebol. O passar de de um sono agitado para um pesadelo. À saída de jogadores com carisma, junta-se uma série de exibições e resultados vergonhosos. Sá Pinto, o tal que tinha sido apresentado como o homem certo no lugar certo, é demitido. Atira-se Oceano para a fogueira, sem que se perceba se é ele que fica até final, se está ali de forma provisória (isso logo se veria, importava era a estabilidade). Passados quinze dias, de olhos esbugalhados, Godinho rouba a vassoura a Duque e dá-lhe tamanha varridela que Freitas vai por arrasto. Tal como o projecto que recuperaria o Sporting vencedor. «Meus amigos, sócios e adeptos, ao fim de um ano e meio de trabalho percebi como é que isto funciona. Basto eu, uma espécie de especialista e um treinador. Ninguém nos pára!», anunciou Godinho, enquanto os jogadores perguntavam a Oceano: mister, o mister é o mister ou vem outro mister?

Veio, pois que veio, um gajo que eu tinha na minha caderneta de cromos do México 86. Ex-jogador com pinta, Franky Vercauteren foi apresentado como um treinador vencedor e ideias condizentes com a do presidente. Era o homem certo para estabilizar o Sporting, apostando na formação. Desculpe?!? Sim, apostar na formação. É esse o caminho. É esse o projecto. Mas, calma, estava tudo planeado. Afundámos as contas do clube para deixar os miúdos crescerem, cheios de estabilidade, na equipa B. Agora que estão prontos, podemos despachar, a qualquer custo, estes gajos que custaram e recebem balúrdios, pois já se acabou o dinheiro para pagar estes ordenados. Mas, por favor, acreditem em mim e no meu trabalho. Só precisamos de estabilidade ade ade ade ade ade ade (o eco ouvia-se pela boca dos notáveis do costume).

Entretanto, enquanto Franky esperava pela chegada do adjunto, Godinho trazia Jesualdo Ferreira. Estabilidade. «Eu sou o treinador dos treinadores», disse o professor, que depressa viu que o aluno belga era caso perdido e, com a concordância do reitor, tratou de mandá-lo para casa, suspenso ad eternum. E sem telemóvel. «Estejam descansados que agora é que é», disse Godinho para, imagine-se, os muitos que ainda o queriam escutar ou, mais estranho ainda, para os que acreditavam que a culpa do Sporting estar a lutar para não descer era dos que assobiavam a direcção e questionavam o trabalho feito. Dos que não davam estabilidade, no fundo.

E, em busca dessa estabilidade, Jesualdo Ferreira deu uma conferência de imprensa que acendeu, ainda mais, os ânimos. A claque amiga fazia greve. A marcação de uma AGE, para dar voz aos sócios, estava em marcha. «Voz aos sócios?!? Para quê? Isso não traz estabilidade!», exclamou Godinho (ade ade ade ade ade ade, o eco ouvia-se pela boca dos notáveis do costume). Abre a janela de transferências e a estabilidade transforma-se em leilão. Em trocas e baldrocas. Em ameaças de impugnação, em anúncios de providências, em comunicados de uma claque transformada em guarda pretoriana. Jesualdo volta a ser voz de quem o contratou, reforçando que os jogadores precisam de paz para trabalhar. Mas qual paz, foda-se?!?, apetece perguntar, enquanto os exemplos de incompetência se vão acumulando.

Anuncia-se Niculae. De uma assentada, alegra-se o cada vez mais ferido coração dos adeptos e dá-se, finalmente, um parceiro a Wolfswinkel. Medida do cacete. «Presidente, isto vai dar merda», alguém alerta Godinho. «Oh, anuncia lá o gajo no site. Olha lá, já limparam a foto do russo com a camisola do porto, não já?». O gajo, Marius Niculaeu, é anunciado. Mas não vem, porque ninguém sabe se pode jogar. «Musta, manda lá uns quantos gajos aterrorizarem o cabrão do Sampaio e quem mais por lá estiver, que eu vou ligar ao gajo que eu tenho como exemplo, para ver se desenrasco esta «estória» do avançado. Duvido que o meu amigo me deixe na mão. Olha, olha, e leva uns ovos. Vamos mostrar a estes gajos, como é que se cozinha a omolete da estabilidade!»

Caro Fernando Mendes

Permita-me pergunta-lhe: o que é, para si e para a claque que encabeça, “dignificar o Sporting Clube de Portugal”? Uma goleada ao Videoqualquercoisa e uma vitória sobre os vizinhos da segunda circular, são suficientes para terminar o protesto?

p.s. – seria demasiado simples questionar a utilização da expressão “dignificar o Sporting Clube de Portugal” por parte do Fernando Mendes e sus muchachos mais chegados, não seria?