Mas, afinal, temos medo de quê?

É a pergunta que não consigo deixar de colocar a mim mesmo, depois do presidente do Marítimo ter tido a decência de colocar preto no branco o assunto Kleber.

Portanto, sabemos que oferecemos mais do que o Porto. Sabemos que, ao contrário do Porto, demos conhecimento ao Marítimo da intenção de contratar o jogador. Sabemos que a nossa proposta de pagamento era exactamente igual à do Porto.
Em resposta, fomos apelidados de “ridículos” por um cabrão de um presidente brasileiro que deve estar a receber por baixo da mesa umas boas centenas de milhar de euros.

E a nossa resposta é um simples “ridículas foram as declarações do presidente do Atlético Mineiro. A proposta que apresentámos foi a que eles pediram, por isso, não vou entrar num diálogo baixo”, dito por José Couceiro?
Mas custa assim tanto apontar o dedo aos filhos da puta nortenhos, que fazem do futebol uma banca de fruta?
p.s. – espero que pelo menos um dos futuros candidatos venha com intenção de pôr um ponto final nesta vassalagem.

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A cereja no topo do monte (de merda)

[…] Vamos dar-lhe as boas-vindas, e agradecer-lhe o espírito de ter querido vir, ter aceite arriscar, porque é sempre um risco[…], sobre a chegada de Cristiano.

[…] Ridículas foram as declarações do presidente do At. Mineiro. A forma como todo o processo decorreu, a lisura de processos do Sporting não são compatíveis com este tipo de diálogo […], sobre o falhanço Kleber.

[…] Nem sei se pode utilizar-se o verbo falhar. Queríamos saber a possibilidade do jogador sair e foi o que fizemos. Contudo, as partes tem todo o direito de não querer negociar […], sobre o falhanço Djalma.

[…] Uma equipa da dimensão do Sporting tem de arranjar soluções. O Sporting não pode colocar em causa questões relacionadas com o seu futuro. O Liedson ainda é jogador do Sporting, marca um momento especial e vai sair a bem, mas não há insubstituíveis. […] Não podemos ter uma atitude de desânimo, o futebol é o momento, na ausência de uns surgem outros. […] Se estivesse lesionado ninguém diria nada […], sobre a venda de Liedson.

[…] A gestão de uma equipa não se faz por querermos este ou aquele jogador, e entendemos que a situação ganhava contornos complicados […], sobre Paulo Sérgio ter pedido mais um avançado e ter ficado sem o melhor.

É desta forma que o homem forte do nosso futebol explica um dos dias mais tristes da história do nosso Sporting. Um dia em que se deixa sair o último símbolo do clube. Um dia em que uma espécie de Douala angolano, jogador do Marítimo, nos diz que não. Um dia em que o presidente de um clube do meio da tabela do campeonato brasileiro, provavelmente com mão dos filhos da puta azuis e brancos, nos apelida de ridículos.
A tudo isto o neto de um histórico que, a esta hora, deve estar às voltas no outro mundo, responde desta forma leviana. Pior, agradecendo ao tal do Cristiano, que não é Ronaldo, ter aceite correr o risco de vir para o Sporting. Pior, dando a entender que os desejos do treinador valem tanto com zero. Pior, deixando no ar a suspeição sobre a saída de Liedson.

Por tudo isto, por esta verdadeira cereja no topo do monte de merda composto por esta gentalha que gere os destinos do nosso clube, não há volta a dar: José Couceito e Francisco José Costa, só têm um caminho a seguir; juntar-se ao José das maracas. Rua, caralho! Rua!

Mas Quem Será o Pai da Criança?

Como dizia a letra da canção que tocou em tudo o que foi baile de verão,”Mas quem será o pai da Criança”?

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Na realidade, e ao que tudo indica, a resposta é fácil. Digamos que o pai da criança é o José Eduardo Bettencourt. A mãe não interessa. Uma rameira qualquer, provavelmente. Padrinhos é o que não falta à criança. Costinha, Couceiro, Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco, Rogério Alves, Orgãos Sociais do Sporting, Conselho Leonino, BES, BCP, Paulo Bento, Carlos Carvalhal, Paulo Sérgio, Dias Ferreira, Rui Oliveira e Costa e Eduardo Barroso.

A família é numerosa e corro o risco de deixar alguém de fora. Perdoem-me, por isso. Mas todos estes, directa ou indirectamente, são responsáveios por terem deixado o menino nas nossas mãos.

E quem é esta criança?

É o Sporting. Um clube catatónico. Com uma Direcção demissionária mas que se acha na legitimidade de gerir com um critério mais do que duvidoso. Autora moral dos maiores atentados futebolísticos dos últimos anos:

Sem Liedson, valor e símbolo do clube. Incapaz de o vender no melhor momento. Incapaz, em alternativa, de o segurar e fazê-lo terminar a carreira no clube. Incapaz de entender que o mesmo estava na curva descendente da carreira há anos sem nunca ter demonstrado vontade e perícia para garantir a sua natural sucessão. Incapaz de entender que mesmo na curva descendente da carreira este Liedson é mehor com uma perna de pau do que todos os outros que ficaram e a quem se convencionou chamar de atacantes.

Sem Moutinho, capitão e símbolo do clube. Incapaz de o vender quando o valor de mercado apontava noutra direcção. Incapaz de o fazer crescer enquanto futebolista. Incapaz de o contrariar e apresentar-lhe um projecto vencedor. Aceitar com naturalidade a sua ida para um rival directo.

Sem Izmailov, valor e símbolo da arte de bem jogar. O único verdadeiro desequilibrador do plantel. Incapaz de garantir uma estrutura que o fizesse sentir cómodo. Abrindo frentes de batalha numa questão onde a guerra estava perdida à partida.

Sem um plantel competitivo e sem futuro à vista.

Sem símbolos e jogadores do passado entregues à causa.

Com menos adeptos e menos sócios.

Mais longe do primeiro lugar e da Champions League.

Refém da Banca, da Olivedesportos, do Jorge Mendes e do Pinto da Costa.

Com um estádio novo cheio de bicho e caruncho.

Submerso num profundo coma em que a cultura da impunidade se instalou e viciou toda a gente desde o Presidente ao gajo do torniquete.

Na realidade, pouca importa saber quem o pai da criança. Porque na verdade, o menino está nas nossas mãos. E é a nós, sócios e adeptos do Sporting, quem cabe a difícil missão de o educar e fazer crescer nas melhores condições possíveis.

Venha de lá essa mudança!

«Depois de uma reunião de mais de duas horas, o presidente da mesa da Assembleia Geral dos leões, Dias Ferreira, anunciou que, por unanimidade, os membros dos órgãos sociais do Sporting decidiram renunciar aos respectivos mandatos com efeitos a partir do dia 14 de Fevereiro.
Em consequência dessa decisão, Dias Ferreira anunciou para o dia 26 de Março uma assembleia geral eleitoral»

Os rumores de mercado tiram-me do sério

Pode ser tudo mentira. Pode ser tudo para vender jornais. Mas há certos rumores de mercado que me deixam profundamente irritado.
Não, o problema não é o suposto interesse no Bruno Gama (vá lá saber-se porquê, o nome faz-me lembrar o Ivo Damas).
O problema são os constantes exemplos de ausência de visão a médio (já nem digo a longo) prazo e de estratégia que os nossos dirigentes deixam transparecer.

Penso que, por esta altura, já todos terão visto que o Evaldo do Sporting não é o Evaldo do Braga. Ok, não será um flop como Wender, mas é claramente um jogador a quem o peso da camisola verde e branca (mesmo neste estado) tolda os movimentos e a capacidade de fazer o que o lateral de um clube grande deve fazer: passar tanto ou mais minutos no meio-campo adversário, ajudando a encolher a equipa contrária e a criar situações de superioridade no último terço do terreno. E que opção temos? Grimi.

Penso que, por esta altura, já todos terão visto que precisamos de alguém para ocupar o lugar de Liedson que, infelizmente, já não é o abono de família que foi maquilhando a miséria que jogávamos semana após semana. E que opções temos? Postiga. Saleiro. Djanick.

Ora então, pergunto eu, não faria sentido que o Jogo avançasse que o Sporting tinha garantido o Kleber, do Marítimo, para a próxima época? (custa assim tanto ver o que o puto joga?)
Ora então, pergunto eu, não faria sentido que o Record avançasse que o Sporting está a tentar contratar o Taye Taiwo, possante lateral esquerdo do Marselha? (bastou ver o homem contra os lampiões, para perceber qualquer coisa, ou não?)

A verdade é que, depois de termos andando a brincar ao Carvalhal, em vez de prepararmos a época seguinte com um treinador a sério, devia estar preparado para isto e muito mais. Mas não estou. E isto irrita-me. Comamerda!