De pequeninos se cativam os meninos

avançados

 

O Dia do Avançado celebrou-se, ontem, no pólo do Estádio Universitário de Lisboa (EUL) entre os jogadores da formação do Sporting, alguns dos avançados «leoninos» já profissionais e Leonardo Jardim. A par do treinador da equipa principal, Montero, Wilson Eduardo, Slimani, Cissé e Carlos Mané marcaram presença no treino dos escalões de formação – pertencentes aos anos entre 2002 e 2007 – e deram alguns toques na bola, conversaram, tiraram fotografias e distribuíram autógrafos.

A «pequenada» mostrou-se contente com a presença dos ídolos «verdes e brancos» e os «mais velhos» manifestaram-se satisfeitos com esta iniciativa, que teve o intuito de proporcionar um dia diferente de treino às camadas mais jovens do Clube e de aproximar a formação da equipa principal. “É sempre bom para os mais novos perceberem que o Sporting é uma família, não só na Academia, mas sim em toda a instituição. Estas iniciativas são engraçadas para nós e boas para os mais novos, porque eles gostam de ver de perto os jogadores da equipa principal e de sentir que os jogadores que vêem na televisão estão com eles. Acredito, e espero, que isso lhes dê motivação para continuar no futebol e no Sporting”, disse Wilson Eduardo

Foi há um ano

1379852_533456303397272_1302622312_nFaz um ano que o André Patrão e o Miguel Paím deram início ao movimento Dar Rumo ao Sporting, arriscando o passo que tantos desejavam. Como sempre acontece, nas mais variadas situações, o segredo foi a iniciativa. A ela, juntaram-se milhares de outros Leões anónimos, que entre assinaturas, “passa palavra” e donativos, tornaram possível colocar um ponto final no momento mais medonho da história do nosso Sporting.

Na véspera do derby, não tive oportunidade de estar presente no jantar que vos homenageou (e cujo convite muito me honrou) de forma a agradecer-vos, pessoalmente, o terem dado esse primeiro passo e não terem desistido perante as dificuldades. Esse momento, por certo, chegará, mas, até lá, fica o meu abraço virtual de obrigado!

p.s. – não sei se consigo perdoar-vos não terem deixado o Godinho trazer o Milevski, o Marco Ruben, o Paulo Henrique, o Niculae, o Kléber e o Tsubasa.

Uma equipa unida, mais dificilmente será vencida!

autocarro

Entretanto, via twitter.
Capel: «Felicidades à minha equipa pela vitória importante. Muito orgulhoso dos meus companheiros e este é o caminho. Felicidades irmão [Montero] pelo golo e pelo trabalho. Enorme! Vamos miúdo!»
Montero: «Obrigado amigo, falta pouco para regressares. Que bem Sporting. Outra vitória. Unidos somos mais fortes. Que grupo cheio de vontade de ganhar!»

Contra os cabrões, marchar, marchar!

Pese o preço pornográfico dos bilhetes (basta pensar que, no derby, o bilhete mais caro eram 55 euros), o Sporting terá forte apoio em braga. Aos mais de 1500 bilhetes enviados para Alvalade, e que esgotaram, juntam-se muitos outros comprados por Sportinguistas residentes no norte do país, sendo garantido que, no mínimo, estarão dois mil leões a rugir bem alto, amanhã à noite!

ondaverde

O cão e o Leão

Há quem diga que o futebol vive de emoções. Há quem defenda que vive de números. Há quem considere que o importante é o momento. Há quem se socorra da história. No fundo, o futebol é a soma de cada um de nós e temos que aprender a conviver com a opinião e estado de espírito alheios. Mas nesta convivência, há algo que nos une para lá do gostar de futebol: o gosto, a paixão, o amor por um mesmo clube. Por um mesmo ideal. Por um mesmo símbolo.

Ora o que que aconteceu ao Sporting, num passado recente, foi, precisamente, o colocar em causa deste clube, deste símbolo, desta paixão, deste amor. Não sei se o caminho seria mesmo o recomeçar. Mas sei que tudo foi posto em causa: a história, o ideal, o símbolo, a grandeza, a personalidade. O ser Sporting foi colocado em cheque. Aquele era, cada vez menos, o clube que há mais de um século tem vindo a juntar gerações. Aquele tinha passado a ser o clube onde tudo podia ser justificado com o facto da bola bater na barra e sair ou bater na barra e entrar. Estávamos na mão dos gestores, fãs do www.casinoonline.pt/slots, onde se empenhava todo e qualquer bem para poder apostar sem rumo (mas com muito norte).

Perante uma situação limite, valeu-nos o amor pelo Sporting. Foi esse amor que conduziu a um «basta», rugido de forma clara. Passaram seis meses sobre essa «revoleão» e, hoje, o nome Sporting voltou a ser respeitado. Claro que as vitórias ajudam, claro que os golos fazem sorrir, mas o que se destaca neste regresso é a mensagem clara de que existe um rumo. De que existem pessoas a trabalhar todas num mesmo sentido. De que os adeptos percebem esse trabalho e se juntam à enorme tarefa de recuperar a identidade perdida. É por isso que se fala em onda verde. É por isso que se fala em alma leonina. É por isso que adversários flatulentos se mostram incomodados e adeptos do maior rival até já falam numa aproximação (onde é que eu já ouvi isto?). É por isso que, na ausência de motivos de facto, alguns jornais seleccionados promovem a guerrilha na tentativa de minar o trabalho visível a todos.

Mas esse mesmo trabalho está longe de estar feito. A nossa identidade foi tão espezinhada que há quem continue a duvidar. Afinal, e agora que a questão deixou de resumir-se ao bater na barra (o Sporting tem, à quinta jornada, mais de um terço dos golos da época passada, tem o melhor ataque da prova, o melhor marcador e a melhor defesa), há adeptos que resolveram passar a questionar toda e qualquer acção da direcção. Sentam-se algures num camarote leonino e numa bancada nascente e já não querem saber se a bola entra ou se a bola sai. Aliás, a bola passou a ser secundária. E, quase aposto, devem ter sido esses adeptos que, há menos de uma semana, me incomodaram, profundamente, com os assobios à equipa. Abomino hipocrisias, e que outro termo posso usar para apelidar em diz que devemos apostar na nossa formação e que, ao primeiro jogo menos conseguido, parte para o assobio, mostrando que, afinal, até deseja que a bola entre menos vezes para poder continuar a sua luta (inglória, diria) no sentido de recuperar os tempos de escuridão em que estávamos mergulhados?

Para essa pessoas, de assobio fácil, as mesmas que durante os anos mais recentes o faziam para o lado, gostava de deixar uma nota. Quando pensarem em assobiar, olhem para o símbolo do Sporting. Sim, eu sei que, há poucos meses, esse símbolo podia confundir-se com um cão grande, obediente, ou com um qualquer Leão de circo que se confinava a uma existência de entretenimento num circo de pouca categoria. Olhem bem. Não é um cão; é um Leão! Rampante. E não vão ser umas centenas de assobios que vão voltar a fazê-lo esquecer-se que nasceu para ser rei desta selva.