Foram Oceanos de amor…

E se o próximo treinador do Sporting for… o que lá está?
A pergunta pode parecer parva, mas duvido que não tenha já passado pela cabeça de grande parte dos Sportinguistas., tendo em conta a demora na apresentação do novo treinador.
Por esta altura, tenho a certeza de que quem gere o nosso futebol nunca equacionou a saída de Sá Pinto. E o único plano B disponível era em tudo semelhante ao utilizando aquando da saída de Domingos. É estranho, amador, diria mesmo, até porque bastava ver o que aconteceu frente ao Estoril para ter a certeza que o resto da semana, na Hungria e no Dragão, não traria milagres.

O que mais me custa, sinceramente, é que se continuem a aproveitar de pessoas que amam o Sporting e que não são capazes de dizer que não perante o desafio de tentar salvar a pele do Leão. Pena não perceberem, que são outras as peles que tentam salvar-se em primeiro lugar. Agora, Oceano, com aquela sua paixão expressa na forma como tentou motivar Viola, segundos antes da substituição. A permanecer como treinador principal, acabámos de contratar o homem que levou a nossa equipa B à liderança da segunda liga (à frente de um tal de Mitchell van der Gaag, que alguns adeptos gostariam de ver em Alvalade).
Resta saber se uma solução de recurso, se revelará a solução salvadora.

Sporting Clube de Portugal

Hoje, pelas piores razões, o nome faz todo o sentido.
Temos uma troika, que, afinada, entrou contra vontade da maioria e colocou o destino da nossa equipa nas mãos de quem não se revela capaz de nos tirar do buraco. Vivemos na austeridade de nos irem aos bolsos, e de nos pedirem esforços e compreensão. Dizem-nos que o duro presente é incontornável para um radioso futuro, mas cada vez menos de nós acreditam nesse futuro.
Portugal teve um 15 de Setembro. O Sporting pode ter um 30 de Setembro. Basta colocar de lado a ideia de que as Assembleias Gerais são para os sócios, e aparecer em massa! (e não se preocupem com os meninos das claques. Estão muito ocupados a preparar novos cânticos de incentivo ao amigo que se senta no banco).

Alívio

Não via a hora desta maldita época chegar ao fim.
Uma época onde, assim de repente, creio que se conseguiu fazer toda a merda que podia ter sido feita. E onde, estranhamente, ainda se conseguiu o mínimo dos mínimos: ficar em terceiro.
Que este 2010/2011 sirva de exemplo, revelando-se o espelho de tudo aquilo que o Sporting não pode ser.
Se assim for, estaremos certamente mais perto de voltar a ouvir o rugido do Leão.

Ao que isto já chegou

Isto parece uma brincadeira de mau gosto mas, infelizmente, é mesmo verdade: então tem que ser um lampião, ainda por cima do mais rasteiro, a vir denunciar uma certa conversa entre o médico do Porto e o árbitro, ontem, durante o jogo com o Sporting? Pior, e ao que parece, uma conversa que terá cheirado a esturro ao nosso treinador?
O que vale é que tudo se resolve com um convite para lanchar, não é?

Ao canto, com orelhas de burro

Custa, e não é pouco, assistir a estas noites europeias onde três clubes portugueses vão apertando o cerco a um submarino amarelo que se apresenta como único obstáculo a que a Liga Europa tenha o carimbo nacional.
E, sinceramente, o que me custa mais, é sentir que estamos arredados de tudo e mais alguma coisa por culpa própria. Por erros, não ocasionais mas idênticos e consecutivos. Tantos e tão claros, que até se tornaria enfadonho voltar a enumerá-los.

Posto isto, e enquanto choramingamos, ao cantinho, com a orelhas de burro em cima da tola, espero que se consiga meditar em tudo o que de mau tem sido feito no e ao Sporting.
E que, mais do que tentar copiar as virtudes dos outros, saibamos crescer com os nossos erros.