O vulcão

«Sabemos que na nossa casa, os adeptos podem ter uma posição importante e elevar aquilo que são as nossas performances desportivas. É importante ter o estádio cheio a apoiar a equipa do princípio ao fim», Leonardo Jardim.

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Que saudades de sentir esta ansiedade

Faz parte do sentimento de qualquer Sportinguista que se preze: os jogos começam a ser vividos com antecedência, demasiada por vezes, num contrair do estômago que se vai intensificando à medida que se aproxima o apito inicial.
Fruto do que temos vivido nos últimos anos, com direcções apostadas em transformar o Sporting numa empresa tão emocionante quanto a farda bancária e plantéis onde não faltaram jogadores incapazes de se comprometerem com a causa leonina, esse sentimento foi-se esbatendo. Salvo raras excepções, o jogo começava a ser vivido aquando do apito inicial. E pior, era vivido com um maldito sentimento de desconfiança sobre o que podíamos esperar.

Esta época vive-se algo completamente oposto. Mesmo sabendo que há um longo caminho a percorrer e que este novo projecto e esta nova equipa têm mil e uma batalhas para travar (e que há muita estratégia por afinar), há o regresso de um sentimento delicioso: a ansiedade. Se vivi com entusiasmo o regresso a casa, na primeira jornada, se comecei cedo a imaginar o que aconteceria em Coimbra dizendo a mim mesmo  «não exageres, meu, que isto tem que ser jogo a jogo e as goleadas não acontecem todas as semanas», esta semana tenho sofrido de «stress de dérbi» como há muito não sentia.

Não vejo a hora de chegar sábado à noite e de eu poder agradecer, com o meu apoio, o facto de me terem permitido voltar a sentir algo assim!

O outro problema

Ontem, Paulo Sérgio pode ter dado o primeiro passo para estabilizar de uma vez por todas o sistema táctico e, quem sabe, arrancar para uma série de vitórias condizente com aquilo que, pelo menos para nós, é o Sporting. Mas, e há sempre um mas, até quando vamos continuar a jogar naquele relvado vergonhoso? Num relvado tão, mas tão mau, que a equipa se vê impedida de lá treinar e que faz com que, jogar em casa, seja uma vantagem mínima. E que tal um sintético de última geração?