O maior aplauso, para este gesto técnico no momento da despedida

«Claro que não vou esquecer o Sporting. Foi um clube que apostou em mim, que me valorizou e que me tratou bem. Jamais esquecerei o Sporting, os bons tempos que aqui passei e, claro, as horas menos felizes. E não esquecerei a forma como resolveram a minha situação, porque isso vai permitir-me encontrar um novo clube e dar um novo rumo à minha carreira. Neste momento estou a analisar propostas», Evaldo.

Para acordar bem (apesar da chuva)

Adeus, Evaldo, até depois, chamo-te triste por saber que entre os dois, não há mais nada pra fazer ou conversar, chegou a hora de ires a andar! (Evaldo, que nunca me pareceu uma contratação que nos desse garantias, conforme fiz questão de dizer aqui).

p.s. – hoje há futsal, em casa, frente ao braga, e drby de júniores, no Seixal. A agenda completa está aqui.

Toma, que é fresquinho!

A Sporting SAD, face à informação que tem sido tornada pública, em diversos órgãos de comunicação social, relacionada com questões contratuais e salariais sobre os seus jogadores, esclarece o seguinte:

– A Sporting SAD tem mantido nas últimas semanas contactos constantes com o representante do jogador Evaldo, Renato Moura, no sentido de encontrar uma solução para o atleta, na defesa dos interesses mútuos.

Estranha-se que o referido representante de Evaldo, nunca nos contactos estabelecidos, se tenha referido a qualquer dívida por parte do Sporting ao atleta, situação que aquele vem agora alegar através da comunicação social. A Sporting SAD rejeita liminarmente qualquer dívida ao jogador Evaldo que, como é do conhecimento público, esteve emprestado na época 2012/13 ao Deportivo da Corunha. A existir qualquer falta de pagamento, esta teria que ser naturalmente comprovada e só poderia ser atribuída ao Deportivo da Corunha e nunca ao Sporting Clube de Portugal.

– A Sporting SAD reitera que, desde que esta Administração tomou posse, não existe, nem existiu, qualquer dívida salarial ao jogador Elias. A dívida existente diz respeito a um contrato de direitos de imagem que esta Administração decidiu rescindir, sustentado no reiterado incumprimento por parte do atleta, sendo firme propósito por parte do Sporting a defesa dos seus legítimos interesses, pelo que irá exigir uma indemnização.

– Relativamente ao jogador Bojinov, a Sporting SAD reitera que o mesmo se encontra com o contrato rescindido, tendo o Sporting cumprido todos os preceitos. É com estupefacção que a Sporting SAD é confrontada com declarações hoje na comunicação social de Genaro Palomba, representante do jogador, quando já mesmo depois da rescisão, a Administração da SAD aceitou reunir com ele a seu pedido, no dia 29 de Agosto de 2013, e onde não manifestaram qualquer contestação à rescisão referida.

– A Sporting SAD salvaguarda o grupo de trabalho, a sua dinâmica, os princípios definidos e defende os seus activos como um todo, nas suas múltiplas interacções, não podendo permitir que estes sejam colocados em causa.

No que respeita a Zakaria Labyad, o que tem estado em causa é o não cumprimento dos deveres com o Clube e que em nada tem a ver com o montante salarial por si auferido. Salienta-se aliás que no grupo de trabalho há jogadores com montantes salariais superiores e que dão o seu normal contributo ao Clube. Trata-se, neste caso, de uma opção de gestão desportiva.

Realça-se que o jogador conhece, porque a Sporting SAD comunicou em 8 de Agosto de 2013, as acções que intentou, nomeadamente a rescisão do contrato de direitos de imagem que mantinha, sendo firme propósito por parte do Sporting a defesa dos seus legítimos interesses, pelo que irá exigir uma indemnização. Assim, como irão ser exigidos o cumprimento de vários aspectos do contrato que a esta data ainda não o estão, situação que lesa fortemente a Sporting SAD.
Pese a consciência que tem do seu comportamento, incorrecto e lesivo dos superiores interesses da Sporting SAD, o jogador tenta passar para a opinião pública uma imagem de desconhecimento e inocência de todo este processo, vitimizando-se, quando na realidade se trata do principal responsável desta situação.

O jogador não irá trabalhar isoladamente como tem sido referido publicamente, mas sim integrado na estrutura do futebol profissional. O Sporting evidencia que procurou sempre soluções que salvaguardassem os seus interesses e do atleta, nomeadamente através de propostas de clubes ingleses e turcos, mas que o jogador, pese embora estas cobrissem na totalidade as condições contratuais auferidas, rejeitou-as sempre, liminarmente.

Ponto de situação

Ainda não tinha tido oportunidade de despedir-me, condignamente, de Hélder Postiga e de Yannick Djaló. Nem de, fechado o mercado, comentar a forma como a dupla Freitas/Duque abordou o mesmo. Vamos por partes.

Não pude deixar de achar cómica, a reação de alguns Sportinguistas à saída de Postiga e de Djaló, lamentando a sua venda e considerando que perdemos dois bons jogadores.
De Postiga, só tenho a dizer o seguinte: marcou 12 golos em quatro épocas, uma média miserável. Aliás, contabilizando o número de minutos jogados, consegue ter uma média pior do que Purovic, do que Rodrigo Bonifácio Tiuí e do que… Koke. Estou-me completamente a cagar para o facto do gajo se julgar a “Paula Rego das quatro linhas”. Quero golos. Ele é avançado e não os marca (e ainda impede os colegas de fazê-lo). Põe-te nas putas que já vais tarde!
Quanto a Yannick, teve mais do que oportunidades para provar que era jogador para o Sporting. Como avançado, consegue disfarçar as suas deficiências técnicas com alguns golos, mas podemos ter num plantel um jogador que, em dez bolas, domina duas à primeira? Que como extremo não sabe ir à linha e cruzar? Ou partir para cima do adversário e fazer a diferença num 1×1? Não, não é jogador para o Sporting e não vamos tratá-lo como coitadinho só porque é oriundo da nossa formação. Nem vamos fazer dele um menino bem comportado, quando várias vezes o vimos não festejar golos porque estava amuado por terem gozado com o seu novo penteado. Ah, e muito menos vamos manter um jogador que nos dá motivos para aplaudir duas ou três vezes por época, só porque o gajo ainda vai parar ao Porto e ai ai ai (por favor, não me falem no Varela. Se os tripas não tivessem sido campeões o gajo já tinha sido apelidado de merdoso que, por época, passa dois ou três meses lesionado).

Quanto ao mercado, e depois de ter-se conseguido um treinador com competência, existiam várias lacunas no plantel a resolver:
– um concorrente para João Pereira
– defesas centrais que permitissem colocar um ponto final no calvário dos lances pelo ar
– um lateral esquerdo
– médios centro de qualidade
– extremos
– avançados que substituíssem Liedson (porra que ainda ontem vi o homem marcar dois ao Flamengo)

Para concorrer com João Pereira avançou-se para João Gonçalves, entretanto emprestado ao Olhanense. Ficou Pereirinha, que para mim apenas tem hipótese de jogar neste posição, e chegou Arias, que muito boas indicações deixou no mundial de sub-20. Creio que temos o problema resolvido.
No centro da defesa, um dos maiores problemas, optou-se por manter Anderson Polga e Carriço (que, por muito que me custe dizê-lo, já me pareceu bem melhor). Foi-se buscar Rodriguez, ao Braga, e chegou o gigante Onyewu, que de muito bom, contra a Juventus, passou a grande merda, contra o Valência. Bipolaridades à parte, para mim não tem muito que saber: é Rodriguez, à esquerda, e Onyewu, à direita. Não será uma dupla de sonho, pois não, mas ganhamos, força, ganhamos altura e, aposto, deixamos de sofrer golos patéticos. E, porra, duvido que não seja dupla para nos fazer lutar por títulos. Agora, é preciso é que consigam jogar juntos três ou quatro vezes para ganharem entrosamento.
Ainda na defesa, agora do lado esquerdo, penso que está mais do que visto que Evaldo é mediano. Pouco ataca e defende assim assim. Tem dias, no fundo. Mas como o Sporting precisa de alguém que tenha meses em vez de dias, foi-se buscar Insua. E era preciso o Grimi pegar-lhe a gripe para o homem não vir a transformar-se no nosso titular.

A meio-campo, onde sobravam André Santos, Matias e Izmailov da época passada, chegaram Rinaudo, Schaars, Luis Aguiar e Elias. Prefiro nem me alongar muito em comentários, deixando apenas a seguinte pergunta: olhando para estes sete gajos, e mesmo acreditando que possamos sentir a falta de um gajo que limpe tudo o que sejam bolas pelo ar, há quantos anos não tínhamos um meio-campo com esta qualidade e estas opções?  Inácio, por exemplo, foi campeão com uma rodela central onde cabiam Duscher, Vidigal, Bino, Toñito e Delfim. Temos piores opções? E o Sr. Boloni, pese o poder de fogo ao seu dispôr, tinha como médios centro Paulo Bento, Vidigal, Custódio, Bruno Caires, Diogo, Hugo Viana e o Afonso “nem pensem que me vou embora até terminar o meu contrato” Martins. Temos piores opções?

Já cheirava mal não termos extremos, não cheirava? O odor mudou radicalmente com a chegada de Capel, Jeffren e Carrillo. Há extremos, pois há, e de qualidade. Até o puto peruano, que parece ter vindo numa de estagiar durante a primeira época, mostra a cada pormenor ter imenso futebol naqueles pés.

Por último, havia que resolver um problema que se deixou arrastar: a dependência de Liedson. É inacreditável como se foi deixando passar os anos sem se antecipar a saída ou diminuição de rendimento do Levezinho. Pensar que Postiga podia ser o seu substituto não foi um acto de fé, antes de acefalia, que nos deixou entregues a um ataque sem golos. Chegaram, entretanto, Wolfswinkel, Rubio e Bojinov. Já nem discutindo qualidades e características, patético será algum deles fazer pior do que o dito artista. E dizer que qualquer um deles não presta, parece-me desonesto.

Posto isto, e muito resumidamente, há matéria prima para o Sporting estar, efectivamente, de volta. Que assim nos ajude a ausência de lesões e que, depois de ter andando a colocar jogadores a titulares para poder vendê-los, que seja capaz Domingos de se deixar de invenções parvas e de confirmar que o que de bom fez até hoje, enquanto treinador, não foi obra do acaso. A prova de fogo está marcada para amanhã, naquele que tem tudo para poder ser o primeiro jogo do resto da nossa época.

 

 

 

Preocupações

Ontem, ao jantar, e pese a crescente onda de esperança que se apodera de nós, percebi que partilho com o Cintra e com o Douglas algumas preocupações:
– o nosso lado esquerdo, todo. Evaldo continua a revelar-se mediano, Yannick continua por revelar. A chegada de Capel (a confirmar-se, é um negócio do cacete), poderá resolver o problema do meio campo para a frente. Falta resolvê-lo para trás;
– será a nossa defesa, nomeadamente os centrais, capazes de responder a um adversário que coloque bolas em profundidade, nas costas da defesa? é que já se sabe que Domingos gosta da defesa subida e não temos propriamente homens muito rápidos no centro (e é impensável mantermos a pressão alta, impedindo o adversário de preparar lances longos, durante 90 minuto);
– Rinaudo é grande, pois que é, mas será capaz de refrear os ímpetos ou, se se preferir, será capaz de escapar aos amarelos que a sua forma de jogar lhe podem valer?
– o que é que se passa com Bojinov, foda-se? Está a perder peso? Está condicionado? Está enfiado na cama com o Lazanova?
– Postiga vai ser titular…