O pior cego é aquele que não quer ver

«Não tenho a mínima dúvida de que o Sporting está a ser escandalosamente prejudicado! Tem sido escândalo atrás de escândalo. Não precisamos de favores, só queremos isenção. Parece que os árbitros ficam cegos nos jogos do Sporting“», Sousa Cintra ao seu melhor estilo.

A vassoura

Maniche (nem devias ter vindo)
Pedro Mendes (se o Polga é útil pela experiência, qual a razão para Pedro Mendes não ficar?)
Caneira (finalmente)
Pedro Silva (quem é que te contratou?)
Purovic (o Youtube foi uma grande invenção, não foi? quase tão grande como o Paulo Bento querer que fosses um avançado móvel, capaz de vir atrás receber, distribuir, e sprintar para a área)
Valdés (não consigo entender a razão da dispensa. Até porque, numa estrutura organizada e com um treinador decente, podia fazer muito melhor)
Grimi (fizeste-me ter saudades do Leal. E do Balajic. Está tudo dito)
Zapater (obrigado pela forma entusiasta como festejaste os golos. Mas o futebol, pelo menos aquele de que gosto, é muito mais do que isso)
Vukcevic (Vuk, é uma pena ver-te partir. Ainda por cima com a certeza de que podias desempenhar na perfeição o papel para o qual estamos a tentar contratar o Bojinov)
Torsiglieri (acho que vai fazer-te bem um ano como titular noutra equipa. Vê se aproveitas para melhorar o teu posicionamento face a cruzamentos, por alto, para a área)
Saleiro (embora sejas capaz de falhar tantos golos como o Postiga, acredito que não farias pior se te dessem as mesmas oportunidades. Mas pronto, também acho que o Rui Fonte é bem melhor do que tu e deixámo-lo ir para Espanha)
Abel (acho bem que sejas integrado na estrutura)
Nuno André Coelho (és patético. Nos gestos e nas palavras. Ah, e nunca serás metade do pior pé do Beckenbauer)

Ao canto, com orelhas de burro

Custa, e não é pouco, assistir a estas noites europeias onde três clubes portugueses vão apertando o cerco a um submarino amarelo que se apresenta como único obstáculo a que a Liga Europa tenha o carimbo nacional.
E, sinceramente, o que me custa mais, é sentir que estamos arredados de tudo e mais alguma coisa por culpa própria. Por erros, não ocasionais mas idênticos e consecutivos. Tantos e tão claros, que até se tornaria enfadonho voltar a enumerá-los.

Posto isto, e enquanto choramingamos, ao cantinho, com a orelhas de burro em cima da tola, espero que se consiga meditar em tudo o que de mau tem sido feito no e ao Sporting.
E que, mais do que tentar copiar as virtudes dos outros, saibamos crescer com os nossos erros.

Probabilidades Matemáticas

É tão certo 2 + 2 serem 4 como o Sporting sair-se melhor na fotografia se jogar menos.

Como todos os que assistiram à eliminação com o Rangers, senti um nó na garganta quando sofremos o golo nos descontos. Por que razão não corre nada bem? Por que motivo não temos só um bocadinho de sorte? Porque caralho não posso só desta vez ter motivos para me sentir satisfeito pela vitória? Será que não podemos ter uma alegria (por mais patética que seja) nesta merda de época. Estes foram os pensamentos que tive naquele momento de desilusão.

O jogo acaba. E eu ponho-me a pensar outra vez. Agora mais a frio, ponho-me a imaginar o jogo com o PSV e lembro-me do que aconteceu este ano ao Feyenoord. Medo. O meu sonho termina. A minha frustração dá lugar a uma sensação de alívio.

Foda-se, quanto menos jogarmos menos possibilidades temos de fazer figuras que nos envergonhem. Seja um PSV, um Liverpool, um Manchester City ou no pior dos cenários um Benfica ou um Porto. É a primeira vez que isto acontece. Desejo que o Sporting compita menos porque, simplesmente, estou farto de ser gozado. Não quero ser mais o cabeçudo. Cansei-me. Há incompetência a mais no clube para pensar que poderia ser de outra maneira se tivéssemos passado esta eliminatória. É estatística pura. A realidade confirma isso a cada jogo.

É nisto que se tornou o Sporting para mim. É triste mas é verdade.

Dissecando o zombie

Por muito que alguns dos que, diariamente, nos ajudam a fazer do Cacifo aquilo que ele é não gostem, a definição que o Douglas encontrou para o Sporting parece-me perfeita: zombie ou morto-vivo. Não creio, no entanto, que apenas dois ou três pedaços do zombie estejam livres da podridão que, nos últimos dois anos, semana após semana, alastra pelo corpo deste Sporting em agonia. Vai daí, lembrei-me de dissecar o zombie.

Cérebro
Foi aqui que o vírus teve início, trazido das planícies alentejanas por um senhor de olhos esbugalhados atrás de óculos fora de moda. Os que se lhe seguiram – uma espécie de Dom Quixote agarrado à coca, um cabeçudo de Torres amigo do whisky e crente de que valia mais três segundos lugares do que um primeiro, e um bandalho ordinário que fica na história do clube pelas piores razões – apenas contribuiram para alimentar os agentes infecciosos que grassam pelo corpo do nosso Sporting. Curiosamente, no dia 26 de Março, temos oportunidade de mexer no cérebro e começar a tentar que o antivírus faça efeito.

Olhos
Turvos… raiados de sangue… quase cegos. A culpa não é deles, mas sim das lentes que lhes deram. Umas lentes que servem para Paços de Ferreira, para Leixões, até para a Selecção, mas que levaram, nos últimos 30 meses (ao tempo que andamos nisto…) o clube para um verdadeiro deserto de ideias, de conhecimentos tácticos e, pior, para um derserto de identidade e de conhecimento da grandeza do clube. Para este zombie, jogar bem é esforçar-se e, no final, dizer que vamos levantar a cabeça. Não admira que o pescoço esteja todo fodido, de tantos esticões…

Boca
Não há. Não há uma voz de comando. Não há um grito. Não há um soldado capaz de guiar as tropas e minimizar a incapacidade do comandante para o cargo que desempenha. O zombie está mudo.

Pescoço / Cervical
Disse-o acima: tudo fodido. Das sete vértebras que minimizavam o andar marreco e de cabeça em baixo, uma está no estaleiro, outra foi para o Porto, outra foi para o Génova, outra enlouqueceu e não há treinador que lhe deite a mão, outra foi sambar a troco de uns milhares de euros que nos permitam, no final da época, pagar a cirurgia para lipoaspirar o sebo gadelhudo que se alojou na cintura. Sobram duas vértebras, demasiado tenrinhas e desamparadas para conseguirem fazer o que quer que seja.

As mãos
É das partes do zombie em melhor estado, muito por culpa de uma das vértebras tenrinhas que, apesar de tudo, vai conseguindo melhorar (mesmo sem alguém que o ensine). Claro que Patrício, fruto desse processo de crescimento, continua a enterrar de quando em vez, mas é dos pedaços do zombie que devemos preservar. Tiago, por uma questão de acreditar que sabe o que é o Sporting, poderá ser aproveitado para treinar os guarda-redes das camadas jovens. E o alemão, se quiser, pode ficar e ajudar o Rui a crescer.

Os pés
Dos nove dedos que restam ao zombie, aproveitam-se três e dois meios: Torsi (haja um defesa que não manda biqueirada para a frente), João Pereira (haja atitude a sério) e Carriço, pese embora este último dê indícios de poder estar afectado pelo virus. Os meios são Evaldo, a quem sou capaz de dar o benefício da dúvida e esperar para ver o que joga com um treinador decente, e Cedric, escondido num abrigo à espera que o surja a cura.
Os restantes dedos não têm qualidade para encher uma chuteira com mais de cem anos de história e aspirações a vencer. Ou porque já deram o que tinham a dar (Polga), ou porque são dos jogadores mais patéticos de que tenho memória (Grimi).

A cintura
Gorda e pesada. Maniche é um verdadeiro insulto para qualquer Sportinguista. Não tem lugar, obviamente. Pedro Mendes tem qualidade, mas o motor começa a dar sinais de cansaço (ainda assim, penso que é importante mantê-lo, até pelo carácter e experiência que representa para o balneário). André Santos é, claramente, para manter. Zapater… eu sei lá o que vale Zapater…

O coração
É curioso como o jogo de ontem mostrou que ainda existe alguém capaz de fazer bater o coração do zombie. Matías Fernandez fez, provavelmente, o seu melhor jogo ao serviço do Sporting, e deixou-nos esperançados num futuro onde Valdés e, quem sabe, Vuk, levarão o sangue limpo a todo o corpo (e há um tal de Tales que, de tão pequenino, nem se vê. Dá para emprestarem?)

Os braços
Para este zombie, em tempos conhecido como o maior fabricante de asas futebolísticas, abrir os braços é um constante esgar de dor (não só para ele como para nós). Cristiano ia abrir um rodízio com Paulo Sérgio e Cabral. Yannick é outro Varela ou outro Lourenço (como preferirem), incapaz de fazer mais do que seis ou sete jogos a sério por época, passando o resto do tempo entre movimentos tecnicamente aberrantes, o posto médico e o sofá, vendo os vídeos da Luciana a vomitar. Salomão só estará pronto para o Sporting depois de um ano numa equipa que lhe permita ir ganhando estaleca, enquanto não tira o aparelho dos dentes.

As pernas
Já viram que só temos duas? Postiga e Saleiro. Está tudo dito.

A alma
Somos nós e, confesso, ontem fiquei com a ideia de que seremos capazes de recuperar o zombie. Desde que não voltemos a dar-lhe um dador de sangue também ele infectado. Nesse caso, o melhor mesmo é dar um tiro na cabeça deste farrapo verde e branco.

Olha lá, oh Paulo Sérgio

O que é preciso para tu deixares de colocar o Maniche a titular?
Para perceberes que a equipa não funciona com três médios de características idênticas?
Para assumires que o André Santos é o médio fisicamente mais disponível, logo, tem que jogar? (já para não dizer que tem sido o mais regular ao longo da época)
Para meteres na cabeça que isto é o Sporting Clube de Portugal e que jogar com dois médios de contenção (Mendes e Santos) é o máximo que os adeptos toleram?
Para te deixares de merdas e estabilizares a táctica num 4-2-3-1, onde a figura central do 3 seja sempre o Matías ou o Valdés?

No fundo, custa assim tanto dares uma imagem um bocadinho melhor da tua pessoa enquanto treinador de futebol?

Mas Quem Será o Pai da Criança?

Como dizia a letra da canção que tocou em tudo o que foi baile de verão,”Mas quem será o pai da Criança”?

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Na realidade, e ao que tudo indica, a resposta é fácil. Digamos que o pai da criança é o José Eduardo Bettencourt. A mãe não interessa. Uma rameira qualquer, provavelmente. Padrinhos é o que não falta à criança. Costinha, Couceiro, Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco, Rogério Alves, Orgãos Sociais do Sporting, Conselho Leonino, BES, BCP, Paulo Bento, Carlos Carvalhal, Paulo Sérgio, Dias Ferreira, Rui Oliveira e Costa e Eduardo Barroso.

A família é numerosa e corro o risco de deixar alguém de fora. Perdoem-me, por isso. Mas todos estes, directa ou indirectamente, são responsáveios por terem deixado o menino nas nossas mãos.

E quem é esta criança?

É o Sporting. Um clube catatónico. Com uma Direcção demissionária mas que se acha na legitimidade de gerir com um critério mais do que duvidoso. Autora moral dos maiores atentados futebolísticos dos últimos anos:

Sem Liedson, valor e símbolo do clube. Incapaz de o vender no melhor momento. Incapaz, em alternativa, de o segurar e fazê-lo terminar a carreira no clube. Incapaz de entender que o mesmo estava na curva descendente da carreira há anos sem nunca ter demonstrado vontade e perícia para garantir a sua natural sucessão. Incapaz de entender que mesmo na curva descendente da carreira este Liedson é mehor com uma perna de pau do que todos os outros que ficaram e a quem se convencionou chamar de atacantes.

Sem Moutinho, capitão e símbolo do clube. Incapaz de o vender quando o valor de mercado apontava noutra direcção. Incapaz de o fazer crescer enquanto futebolista. Incapaz de o contrariar e apresentar-lhe um projecto vencedor. Aceitar com naturalidade a sua ida para um rival directo.

Sem Izmailov, valor e símbolo da arte de bem jogar. O único verdadeiro desequilibrador do plantel. Incapaz de garantir uma estrutura que o fizesse sentir cómodo. Abrindo frentes de batalha numa questão onde a guerra estava perdida à partida.

Sem um plantel competitivo e sem futuro à vista.

Sem símbolos e jogadores do passado entregues à causa.

Com menos adeptos e menos sócios.

Mais longe do primeiro lugar e da Champions League.

Refém da Banca, da Olivedesportos, do Jorge Mendes e do Pinto da Costa.

Com um estádio novo cheio de bicho e caruncho.

Submerso num profundo coma em que a cultura da impunidade se instalou e viciou toda a gente desde o Presidente ao gajo do torniquete.

Na realidade, pouca importa saber quem o pai da criança. Porque na verdade, o menino está nas nossas mãos. E é a nós, sócios e adeptos do Sporting, quem cabe a difícil missão de o educar e fazer crescer nas melhores condições possíveis.

A árvore e a floresta

Diz-se “não se deve confundir a árvore com a floresta”. No desdentado Sporting deste ano, essa máxima é totalmente válida, mas ao contrário. O treinador pediu um pinheiro, um homem-golo que concretizasse as várias oportunidades que a floresta consegue criar. A floresta não se confunde com este pinheiro em particular, mas devia. Sem uma árvore frondosa no ataque, a floresta não só é confundida, como fica confusa, enfraquecida, descrente, à beira de arder totalmente num qualquer incêndio mais descontrolado, seja na capital do móvel, seja na Bavária de outros deprimentes tempos.

É de uma imbecilidade atroz, de uma incompetência gritante, arrancar para uma época com um ataque formado por um velho Liedson, um atarantado Djaló e duas contradições futebolísticas, como os avançados-sem-golo Postiga e Saleiro. Gastaram-se milhões que não existem para reforçar a defesa com um central em adaptação ao futebol europeu, com um médio ofensivo igual aos que já tínhamos, um médio centro para substituir os proscritos, com laterais que fazem bons arranjos florais, mas não dão lenha para aquecer nas noites longas de Inverno. Para o pinheiro, segundo nos disseram, não houve oferta para responder à procura.

Não percebo – e não é uma afirmação coloquial, não percebo mesmo – como é que a prioridade desde o primeiro dia de funções deste director desportivo, deste presidente, deste treinador, das meninas da secretaria, dos rapazes da segurança, dos meninos dos bares, dos técnicos de equipamentos, dos conselheiros leoninos, de toda a gente que trabalha no clube, a prioridade, dizia, não foi a contratação de um ataque totalmente novo, para que o Liedson passasse a ser apenas parte da floresta e não a Árvore. Porque ele já não é a Árvore, se calhar nunca foi. Mas agora não é de certeza. A questão já nem é o companheiro ideal para o Liedson é o Liedson ser o companheiro ideal de alguém, da Árvore, do pinheiro.

Com quatro jornadas jogadas, os quatro candidatos distinguem-se – para lá da influência da arbitragem- na capacidade de concretizar as oportunidades de golo criadas. Todos têm uma floresta com problemas, mas uns têm mais Árvores que outros. No caso do Sporting, com a venda do Veloso, com a “morte” do Vuk que chegámos a conhecer e com o “envelhecimento” do Liedson, não há ninguém que tenha “queda” para marcar golos. Que os saiba marcar, sequer. O Porto tem 12 pontos porque tem jogadores que marcam golos. O Sporting tem sete pontos porque não tem ninguém que marque golos. Agora, amplifique-se este ritmo aos 30 jogos da época… e vai dar, mais coisa menos coisa, a mesma diferença pontual do ano passado entre o Sporting e o campeão.

Portanto, o senhores que mandam no clube preocuparam-se em tratar do bicho que estava a apodrecer a floresta, mas esqueceram-se – ou não souberam – arranjar uma árvore (ou várias) mestra para segurar as outras. Hoje, com várias semanas até à reabertura de mercado, estamos em risco de um qualquer fósforo (Lille), uma faísca mais forte (Luz) ou várias faíscas como as de sábado último, descambarem em novo incêndio… que queimará outro treinador, outro capitão, outros artistas.

Agora que as férias terminaram…

…talvez seja altura de acabarmos com os disparates, começando por aqueles que são ditos pelos adeptos. Bastou jogarmos com a Académica, e perdermos, para voltar o “fantasma Villas-Boas”. Diz que o homem tem feito um trabalho brilhante na briosa (digam-me qual, que eu ainda não vi), que tiveram uma exibição exemplar em Alvalade (ui…), que, que, que, que…

Com tantos “ques”, dou comigo a pensar que devíamos ter ido buscar o José Mota, esse mesmo que nos deu quatro batatas quando treinava um “Paços sensação” e que, há ano e meio, nos deu um banho em Alvalade, ao comando do “Leixões sensação”. Num flashback à minha memória dou, até, comigo a pensar que devíamos ter ido buscar o Mário Reis e o Abílio ao saudoso Salgueiros ou, de uma forma mais actual, que o Domingos é que era ou, já que o Domingos deve ter guia de marcha para o Dragão, vamos buscar o Jesualdo Ferreira que, com jeitinho, volta a limpar o campeonato.

Ora, caros leões (e leoas), não me fodam! Chega desta merda, ou não? Chega de experimentar, ou não? Chega de fingirmos que um treinador estrangeiro, com tarimba, não é a melhor solução, ou não?

A(s) pergunta(s) é para vocês mas, obviamente, é também para o senhor de farta cabeleira branca que, hoje, regressa bronzeado a Lisboa, curiosamente o mesmo senhor que, há dez anos, esteve envolvido naquela épica caminhada que colocou um ponto final em 18 anos longe do título nacional.
E, se querem que vos diga, este é um dos pormenores que me faz mais confusão: Bettencourt tem perfeita noção que, para ser-se campeão, há que reforçar, efectivamente, a equipa. Há que ter líderes (Schemeichel, André Cruz, Beto, Rui Jorge, Acosta) capazes de mostrar os tomates quando as coisas correm mal (neste momento temos um, Liedson, e outro que, a médio prazo, poderá fazer o mesmo, Pedro Mendes). Há que ter um treinador apoiado por tudo e todos, não um treinador a recibos verdes, contratado por seis meses e que, na altura mais delicada da época, fica literalmente sozinho, porque o presidente foi de férias e o Salema é das figuras mais patéticas que existem no nosso clube, símbolo daqueles cabrões engravatados que têm andado a mamar à conta nos últimos 15 anos.

Agora que as férias terminaram, espero que, de uma vez por todas, se perceba que há muito trabalho a fazer.
Começar-se do zero, se quiserem.
Precisamos de um treinador (e, sim, no meio disto tudo, até me custa criticar o Carvalhal).
Precisamos de uma estrutura para o futebol (vão-se foder com o Freitas Lobo. Onde é que este gajo pode ser director desportivo? Quando muito poderá ter uma função na porspecção de mercado… lembrem-se do Manolo Vidal, peça chave na relação do balneário com os dirigentes e com a própria massa adepta).
Precisamos de recuperar símbolos e pessoas que gostem e sintam o Sporting.
Precisamos de pessoas que se sintam responsáveis pelo Sporting. Precisamos de profissionais.
Precisamos de reaproximar o clube dos adeptos.
Precisamos de voltar a ter um Sporting Clube de Portugal, foda-se!

p.s. – sim, precisamos de uma limpeza de balneário, mas ficará para um futuro post. Parece-me mais importante limpar primeiro tudo o que rodeia o balneário, para que, quem venha a entrar, não o faça com os pés cheios de merda!