É este o espírito (chamem-lhe fé, se quiserem)

«O nosso sonho é sermos campeões, mas temos uma meta diferente este ano. Começámos bem, contudo temos de ter os pés bem assentes no chão, pois ainda faltam 27 jornadas. Temos de ir jogo a jogo… Estamos focados em ajudar a fazer do Sporting um clube ainda maior e em colocá-lo no lugar que merece […] Representamos mais de três milhões de pessoas e algumas delas têm algumas necessidades específicas, até mesmo de cariz social. Sinto-me um privilegiado por fazer parte destas ações, não só a nível profissional, mas também pessoal», Marcelo Boeck.

«Tal como agora, em 2000 ninguém acreditava que o Sporting pudesse ser campeão», Acosta.

Acorda, Sporting!

«O Olhanense prepara-se para fazer um encaixe financeiro importante com a receita de bilheteira do jogo com o Sporting, domingo, no Estádio Algarve. A corrida aos bilhetes tem sido tal que os responsáveis já perspectivam a maior assistência de sempre.», in A Bola.

A onda verde continua a crescer e aproveito para lançar o desafio à direcção: organizar viagens, aos preços das que existem para claques, que levarão os Leões a todos os estádios do país!

spooooooooooorting

Pumba e pumba!

Primeiro, entala-se o bucha,. que acreditou que as suas dimensões metiam medo e acabou por entalar, também, o aprendiz de engorda.
Depois, mostra-se ao estica que a bandalheira acabou (e, diga-se, este imbecil deste Evangelista já merecia ser posto no lugar há muito tempo).
O anão, pelo menos para já, ficou sem resposta. Mas que estou a gostar muito disto, lá isso estou!
SPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORTING!

E o domingo que não chega…

derby3

Todos os anos, a mesma fé. Nova época, novos protagonistas, novos sonhos. Aquele desejo de, semanalmente, gritar golo a plenos pulmões. Aquele desejo de sorrir ao ver as capas dos jornais. Aquela coisa de puto, de saltitar de uns noticiários para outros para poder ver, uma e outra vez, os resumos. A esperança de encontrar na net vídeos onde os relatos da rádio, associados às imagens, nos fazem reviver tudo novamente. Aquela vontade de ter sempre o cachecol à mão. E de vestir a verde e branca para ir à bola, mesmo que esse ir à bola tenha que ser através de uma transmissão televisiva. Aquele acreditar que vamos ter uma equipa capaz de ampliar o nosso orgulho de ser do Sporting.

Esta equipa voltou a fazer-me sentir tudo isto e mais qualquer coisa. Quando um jogo termina, o meu coração já acelera a pensar no próximo. E o raio do domingo que nunca mais chega…

O Sonho

Rui, Marcelo, Cédric, Welder, Maurício, Eric, Jefferson, Rojo, Adrien, André Martins, Diego, Gerson, Fito, William, Carrillo, Wilson, Diogo, Slimani, Cissé, Fredy, Chaby, Luís Ribeiro, Nuno Reis, Rúben, Riquicho, King, Tobias, Fokobo, Mica, Esgaio, João Mário, Kikas, Zezinho, Alexandre, Iuri, Cristian, Betinho.

Vou contar-te uma história. É a história de um miúdo que, como tantos outros, sonhou ser jogador de futebol. Mas esse miúdo não queria ser, apenas, jogador de futebol. Queria ser jogador do Sporting. Cresceu colecionando recortes de jornal, posters, bilhetes de jogos… Cresceu com o coração acelerado, de cada vez que ia a Alvalade ver os craques a treinar.

Sempre que podia, quando ia para a rua jogar à bola com os amigos, ia equipado à Sporting. Tinha orgulho, muito, em encarar o mundo de leão ao peito. Andou ao soco por falarem mal do seu clube e zangou-se com amigos de outras cores. Os mesmos amigos que, quando fazia anos, obrigava a cantar os parabéns olhando para um bolo onde bonecos verde e brancos festejavam golos.

Quando eram mesmo a sério, esses golos eram gravados nas míticas k7. E quando os vídeos apareceram, passou a gravar os resumos do domingo desportivo. No cimento, no alcatrão ou nos pelados, tentava imitar o que os seus ídolos faziam na relva. Repetia, uma e outra vez, sonhando fazê-lo com a mais bela camisola do mundo. Lá para os 14 anos, ao fim de várias tentativas, conseguiu convencer os pais a deixarem-no ir a um treino de captação. Entrou pela porta 10-A, a mesma por onde passavam os profissionais. O coração batia mais depressa do que se tivesse feito um sprint de área a área. E jamais se esqueceu do som que os pítons das chuteiras faziam ao longo do corredor.

À medida que ia crescendo, o miúdo foi percebendo que seria complicado concretizar o sonho. Mas isso não o impediu de continuar a sonhar. Muito menos de ser miúdo, quando se trata de pensar em futebol. Quando se trata de pensar no Sporting. Ainda hoje, homem feito, o miúdo sonha marcar golos decisivos que conquistam o mundo. Sonha fazer, cortes de bicicleta, sobre a linha. Sonha aguentar estoicamente uma lesão e trocar a dor por um remate inacreditável. Sonha ver o seu guarda-redes ser expulso e, a poucos minutos do final, assumir a baliza e fazer uma defesa impossível.

Agora que uma nova época começa, é esse miúdo que te pede para não maltratares o seu sonho! Que te pede para, quando vestires a camisola do Sporting, te lembrares que estás a vestir muito mais do que uma camisola. Estás a vestir mais de um século de história feita se suor e de lágrimas, de sorrisos e de abraços, de esforço e dedicação, de devoção e de glória! Estás a vestir o sonho de milhões de miúdos e de miúdas, sem idade, que, se pudessem, pisariam essa relva prontos a lutar e a correr até deixarem de sentir as pernas! Estás a vestir a camisola do Sporting, caralho!
E, acredita, se sentires o mesmo orgulho que eu sinto quando visto a minha, vais sentir algo único: quando correres no relvado de Alvalade, gritando um golo de Leão ao peito, vais ter a sensação que há demasiada gente em campo. Como que por magia, milhares e milhares de miúdos e de miúdas terão transformado o fosso numa histórica pista de atletismo e, de lágrimas de felicidade nos olhos, correm a teu lado agradecendo-te quereres fazer parte de um sonho que jamais terá fim. »

Era obrigar toda a gente a ver isto antes de ir dormir

Fico com um nó na garganta ao ver a forma como um italiano, que por cá passou um ano, soube entender o Sporting, encarnar o Sporting, viver o Sporting, amar o Sporting! Mais do que palavras, o momento em que ele veste a verde e branca ao filho é um arrepio no coração.
SPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORTING!

 

 

 

Que saudades de sentir esta ansiedade

Faz parte do sentimento de qualquer Sportinguista que se preze: os jogos começam a ser vividos com antecedência, demasiada por vezes, num contrair do estômago que se vai intensificando à medida que se aproxima o apito inicial.
Fruto do que temos vivido nos últimos anos, com direcções apostadas em transformar o Sporting numa empresa tão emocionante quanto a farda bancária e plantéis onde não faltaram jogadores incapazes de se comprometerem com a causa leonina, esse sentimento foi-se esbatendo. Salvo raras excepções, o jogo começava a ser vivido aquando do apito inicial. E pior, era vivido com um maldito sentimento de desconfiança sobre o que podíamos esperar.

Esta época vive-se algo completamente oposto. Mesmo sabendo que há um longo caminho a percorrer e que este novo projecto e esta nova equipa têm mil e uma batalhas para travar (e que há muita estratégia por afinar), há o regresso de um sentimento delicioso: a ansiedade. Se vivi com entusiasmo o regresso a casa, na primeira jornada, se comecei cedo a imaginar o que aconteceria em Coimbra dizendo a mim mesmo  «não exageres, meu, que isto tem que ser jogo a jogo e as goleadas não acontecem todas as semanas», esta semana tenho sofrido de «stress de dérbi» como há muito não sentia.

Não vejo a hora de chegar sábado à noite e de eu poder agradecer, com o meu apoio, o facto de me terem permitido voltar a sentir algo assim!