Mais uma renovação

Edelino Ié renovou contrato com o Sporting até 2018 e tem uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.
«Este era um objectivo que tinha. Vestir a camisola do Sporting é um grande orgulho, já cá estou há seis épocas e estou preparado para os desafios que vou ter pela frente. Quero continuar a evoluir e acredito que isso vai acontecer com o trabalho que temos desenvolvido. Estou muito feliz”, afirmou o médio ao Jornal Sporting.

hoje escreves tu: Qualidade a mais para mais para estar na 2.ª Liga

Um curioso exercício sobre alguns dos nossos mais promissores jogadores e o que poderá ser melhor para a sua evolução.

Qualidade a mais para mais para estar na 2.ª Liga, by Ruben Pinheiro

João Mário, Ricardo Esgaio e Zezinho: se há um 1 ou 2 meses seria normal pensar que algum destes jogadores ou mesmo os 3 pudessem estar na primeira equipa do Sporting na época 2013/2014, o decorrer da pré-epoca confirmou o contrário e nenhum destes jovens ao que tudo indica fará parte dos 22 escolhidos para a equipa de Leonardo Jardim. Este desfecho ocorre devido a diversos factores e circunstâncias que não cabe agora enunciar, e não me vou debruçar sobre a justiça ou eventual injustiça da não inserção destes jogadores, mas sim pôr olhos na época que se avizinha e tentar perceber aquilo que seria o mais indicado para a boa evolução destes jovens com um potencial que está à vista de todos.

No meu entender, o ideal depois da não integração na 1.ª equipa seria mesmo o empréstimo a uma equipa da Liga Principal ou mesmo um clube estrangeiro que garanta minutos a estes jogadores (como por exemplo o parceiro Cercle Brugge, onde evoluiu William Carvalho), sendo que este meu entendimento deriva principalmente de 2 motivos muito fortes como são o facto de o Sporting ter cerca de 18 jogos até à reabertura do mercado e a não ser que haja uma grande onda de lesões ou rendimento muito aquém de alguns jogadores da equipa principal muito dificilmente estes 3 jogadores irão ter muitos minutos na 1.ª equipa e acima de tudo devido à menor qualidade que apresente a nossa 2.ª Liga (por muito que o equilíbrio e a imprevisibilidade da classificação final nos tente “enganar”).

A verdade é que por exemplo os jogos feitos pela equipa B do Sporting em casa, que tive oportunidade de ver (e foram a maioria), eram invariavelmente a um ritmo muito baixo e com um jogo de posse por parte dos jovens leões sem grande oposição dos adversários pois no 2.º escalão ainda permanece muito a cultura do “pontinho” e para muitos treinadores jogar fora ainda é sinónimo de recuar as linhas jogar no bloco muito baixo sem correr grandes riscos e caso o empate aconteça estaremos sempre na presença de um óptimo resultado, e contra um equipa com a qualidade técnica do Sporting B a equipa média desta 2.ª Liga limita-se a deixar jogar sem fazer um pressing muito incisivo sobre o portador da bola, portador esse que se for por exemplo João Mário apenas terá que jogar aquilo que sabe, impondo a sua qualidade técnica e jogando quase que de “cadeirão” (como é frequente se dizer entre os adeptos de futebol).

E é esta falta de exigência constante (que acontece de forma ainda mais acentuada nos campeonatos nacionais da formação) que faz com que a evolução não se faça tão depressa como poderia acontecer, e que estes jogadores muitas vezes não tenham a rodagem competitiva exigida para o mais alto nível consumando-se depois na tal falta de “intensidade” que o adepto reclama por exemplo na selecção de sub-20 que jogou na Turquia.

João Mário: Diria que não seria descabido de todo apelidar este jogador como o “Thiago Alcântara Português”, pois à semelhança do espanhol poderá ser no futuro um jogador capaz de fazer as 3 posições do meio campo (6, 8 ou 10) dada a sua qualidade técnica para a recepção de bola e execução do passe (seja curto ou longo) sempre junto a um grande discernimento sobre qual a melhor opção para dar continuidade à jogada, consubstanciado isso numa grande visão de jogo. Os aspectos a melhorar são sobretudo: o remate e a capacidade para aparecer mais em zonas de finalização, a velocidade de execução com a bola nos pés, o doseamento do esforço (pois muitas vezes faz a transição defensiva a passo) e a capacidade para ir ao choque com médios mais robustos fisicamente. E a correcção destes erros seria mais rápida num campeonato mais forte.

Zezinho: Jogador muito forte com bola, tendo como principal característica a dificuldade que os adversários têm em lha roubar, pois é muita forte a protegê-la e tem qualidade técnica para conseguir suprir a pressão do adversário que a tenta roubar. Tem a força física para ser o “bicho” que a posição 6 ou 8 exige que seja, mas deverá aprender também a dosear o esforço e o posicionamento em campo para que o seu desempenho defensivo e capacidade para cortar linhas de passe seja constante ao longo de todo o jogo. O seu grande defeito diria que é a falta de percepção sobre aquele que deve ser o momento certo para soltar a bola exagerando muitas vezes na condução da mesma, quando a devia soltar de forma mais rápida como se exige na primeira fase da transição ofensiva (defeito que poderia desaparecer aos poucos num campeonato com um ritmo mais alto que a 2ª Liga).

Ricardo Esgaio: Aquilo que impressiona mais em Esgaio é mesmo a sua inteligência com e sem bola. Estando nós na presença de um jogador que percebe o jogo, ao contrário de muitos dos seus colegas que só são jogadores devido às características físicas que possuem como atletas. É esta inteligência para entender o que o jogo exige, que faz com na época passada a sua polivalência o fizesse ser opção para a maioria das posições do campo (tendo mesmo jogado a defesa esquerdo). Apesar de fazer bem as alas dada a sua velocidade com bola, finta curta, raça e capacidade para aparecer a finalizar jogadas fazendo dele um jogador com muito “golo”, a posição em que talvez poderia ser melhor potenciado é mesmo a médio interior pois é muito forte na recepção e no passe, na capacidade para jogar de primeira e executar rápido aliando isso a uma boa visão de jogo e uma grande intensidade com e sem bola. No fundo estamos a falar de um jogador com grande QI futebolístico, que seja a jogar a lateral, extremo ou médio tem tudo para ser muito útil à equipa A do Sporting nos próximos anos.

Ao que consta, a direcção está mesmo a ponderar a possibilidade de emprestar o irmão de Wilson Eduardo, mas deveria também fazê-lo com Esgaio e Zezinho, dando-lhes assim a possibilidade de jogar a um nível mais elevado que a Liga “Revolução by Cabovisão”, regressando depois mais fortes ao Sporting, e serem opções válidas na 1ª Equipa (tendo sempre aberta a possibilidade de regressarem já em Janeiro em caso de necessidade).

Mais um

Kikas renovou contrato com o Sporting até 2019, com uma cláusula de rescisão de 45 milhões. O médio de 22 anos está no nosso Clube há 15 anos.
Kikas confessa-se extremamente satisfeito com o desenlace: “É a recompensa para o trabalho e esforço que tenho dedicado a este grande Clube. O meu objectivo é continuar a ajudar a equipa B do Sporting e chegar à equipa A. Vou continuar a trabalhar para que isso se torne realidade”.

hoje escreves tu: Um sonho (im)possível

capeleputos

 

Abrimos a semana com um hoje escreves tu, precisamente por ir ao encontro de um post que eu pensei escrever e que teria como tema a questão da aposta na formação. Assim sendo, ao texto do Marodri, que já esteve perto de tornar-se cronista do Cacifo sobre assuntos relacionados com os nossos putos, acrescento o meu ponto de vista e abro espaço a uma troca de ideias que, ao fim ao cabo, nos fará pensar no nosso ADN.

Um sonho (im)possível, by Marodri

Sou um Sportinguista já veterano, mas desde sempre um apaixonado e seguidor do nosso futebol de formação.
Assim, quando muito se fala do exemplo do Borussia Dortmund e se vive uma justificada euforia com os jovens atletas da nossa Academia , resolvi fazer um exercício imaginativo e criar um plantel totalmente oriundo da nossa formação para que, daqui por dois anos (2015/2016) , possamos lutar pelo título nacional e marcar presença honrosa nas competições europeias.
Claro que isto é um desejo quase utópico, trata-se apenas de um exercício imaginativo que, para ser minimamente possível necessitaria de um Presidente forte e com carisma (não fui apoiante de Bruno de Carvalho, mas agora é o meu Presidente, tem o meu apoio e confio nele), um treinador com coragem (acredito no Leonardo Jardim) e uma massa adepta apoiante e paciente.

PLANTEL

Guarda Redes – Rui Patrício e Vitor Golas.
Defesas Dtos. – Cedric Soares e Mauro Riquicho (sub 19).
Defesas Esqs. – Mica Pinto e Ruben Ribeiro (sub 19).
Defesas Centrais – Tiago Ilori, Eric Dier, Tobias Figueiredo e Ruben Semedo.
Médios Defensivos – Fabrice Fokobo e Wlliam Carvalho.
Médios de Transição – Adrien Silva e Luka Stojanovic.
Médios Ofensivos –  André Martins, João Mário e Filipe Chaby.
Médios Alas – Ricardo Esgaio, Carlos Mané, Bruma e Iuri Medeiros.
Avançados – Betinho, Guedes, Wilson Eduardo e Cristian Ponde (sub 19).

Teríamos pois um plantel de 26 atletas com: –  um guarda redes de nível excepcional e outro com muito valor e margem de progressão; quatro laterais com alta rotação e bastante ofensivos; quatro centrais com média de altura de 1,90 m, com muito valor e que se complementam muito bem; dois médios defensivos muito fortes , tanto física como tacticamente; dois médios de transição dinâmicos e com poder de remate, três médios ofensivos com muita técnica e boa visão de jogo; quatro médios ala que actuam em qualquer dos flancos, rápidos e desequilibradores; quatro avançados, sendo dois mais fixos e dois bastante móveis.

É lógico que, destes atletas alguns poderão sair do Sporting e outros perder-se-ão pelo caminho, mas também existem outros valores que em breve irão aparecer (Manafá, Palhinha, Domingos Duarte, José Postiga, etc., etc.).
Não se esqueçam de imaginar estes jovens com mais dois anos de idade, de rodagem e de experiência.
Utópico? –  Sim!  Impossível? – Talvez não!

Saudações leoninas
Marodri

Um sonho (im)possível, by Cherba

Sou um Sportinguista com 31 anos dedicados à causa (e mais cinco de vida), ou seja, estarei a meio do percurso que me permitirá assumir-me como um veterano verde e branco.
Isso não me impede de, há largos anos, sonhar com conquistas assentes na prata da casa. Cresci a ouvir “estórias” sobre Futre e admirar o seu futebol, a entusiasmar-me com Figo (e a aplaudir Paulo Torres ou Emílio Peixe, por exemplo), Beto conquistou o meu respeito, Dani enervou-me pela forma como “cuspiu” no seu próprio talento, Hugo Viana podia ter sido bem mais do que foi, Quaresma podia ter sido ainda mais, Cristiano Ronaldo dispensa apresentações, Moutinho é uma recordação agridoce, Djaló foi o melhor do mundo na cabeça de Boloni (mas, ainda assim, parte importante da equipa que mais me fez ferver o sangue nas última década), Miguel Veloso apostou todas as fichas na sua conta bancária…
A estes exemplos, junta-se uma memória incontornável e com mais peso do que o contemporâneo exemplo chamado Dortmund: o Ajax, por quem torci naquela final frente ao AC Milan. É esse Ajax que serve de exemplo ao sonho que partilho com o Marodri (já agora, camarada, parto do princípio que, se buscas um presidente com carisma, há anos que vens votando em branco) e é esse Ajax que me diz que poderá ser um erro apostar num plantel unicamente formado por jogadores oriundos da formação.

É verdade que estamos numa espécie de ano zero onde, desde logo, conseguimos algo fundamental: contratámos um treinador (sim, esse Ajax também tinha um belíssimo treinador). Também é verdade, que estamos num ano em que não existem competições europeias. Também é verdade, que se torna impossível não ficar entusiasmado com os nomes apontados pelo Marodri.
A questão, a meu ver, é que este ano zero resulta da nossa pior época de sempre… resultante de outras épocas em que sentimos o Leão atolar-se cada vez mais. Olhar para 20 e tal miúdos como salvadores, carregando-lhe sobre os ombros a tarefa de reerguer o Rampante, pode ser um risco. Sou da opinião que o aplauso entusiástico e a crença de que estamos a formar mais não sei quantos melhores do mundo, separa-se do assobio e do «este gajo é uma merda!» por uma linha demasiado ténue. Sou da opinião que, por mais carisma que um miúdo tenha, há momento de pressão em que é fundamental ter a sua lado alguém mais experiente, alguém capaz de assumir a bola, alguém capaz de servir de referência. Mais, alguém capaz de assumir o erro e de chamar a si os assobios que seriam para o puto.

Nesse sentido, não me parece errado ter jogadores vindo de fora. Já o disse, aqui, e percebo perfeitamente que na sua maioria não sejam nomes capazes de gerar ondas de entusiasmo. Já não percebo que comecem a ser etiquetados antes mesmo de assinarem contrato, mas, lá está, ao menos que o comum adepto descarregue frustrações e assobios sobre quem vem de fora. Pode ser que, assim, os putos possam crescer um pouco mais afastados das críticas. Pode ser que a aposta na formação tenha espaço para a sua revolução ponderada (sim, ao contrário de algumas teorias mal intencionadas defendem, estamos a apostar na formação. Dez renovações de contrato que qualquer adepto desejaria, são prova disso. A presença, constante, de Chaby ou Ponde na equipa principal é prova disso. Dizer que ter Patrício, Cédric ou Adrien a titulares não conta para reforçar a ideia de que esta direcção aposta na formação, é um argumento que seria utilizado ao contrário se qualquer um deles fosse relegado para o banco por uma qualquer contratação). Pode ser que, escudado por terceiros, este sonho se torne cada vez mais possível.

O que já foi, o que ainda está e o que há-de vir

Em declarações ao jornal do Sevilha, Daniel Carriço recordou o tempo em que vestiu de verde e branco e deixou uma nota elucidativa: «Os últimos anos foram complicados porque mudámos muitas vezes de presidente e treinador. Eu  era capitão, tinha apenas 21 ou 22 anos e tudo mudava. Éramos jogadores da casa, mas em dois anos chegaram 25 ou 26 jogadores novos e os que já lá estavam sentiam-se deslocados».

Entretanto, Labyad é uma estranha ausência na lista de convocados para o Torneio do Guadiana. Numa altura em que as opções começam a ser mais finais, será que está de saída?

Cardozo já deu a conhecer, através do seu empresário, que nem quer ouvir falar em jogar no Spartak de Moscovo. «Só se eu fosse estúpido é que voltava a equipar de encarnado e branco!», terá dito o paraguaio, segundo confidenciou, ao Cacifo, o seu irmão, Rámon Carodozo. Tacuarita, disse-nos, ainda, que Oscar Cardozo está «entusiasmado com a possibilidade de ir para o Sporting. Ele ainda hoje fala na noite em que, com o estádio da Luz cheio, só conseguia ouvir os adeptos do Sporting

O teu pé esquerdo

Filipe Chaby,
confesso que sou um gajo que se entusiasma facilmente, quando o assunto é o Sporting. Mas não me parece que, no teu caso, seja um fogacho a deixar-me entusiasmado. Tens pinta de craque. Movimentos de craque. Inegável cultura táctica. E jogas com o raio do pé esquerdo, coisa que eu tive que esforçar-me, durante uma boa meia dúzia de anos, para aprender a fazer de forma a que não parecesse um Futre ao contrário (sim, o Futre tinha pé direito para não cair). Coisa que, curiosamente, coincide com nomes como Maradona ou Balakov, que fazem parte do meu livro sagrado de bem jogar futebol. O Patrício é canhoto. Até o maluco do Ivkovic era canhoto (por falar em malucos canhotos, acho que o LeoJardim era gajo para tornar o Vuk no jogador que, pelos meus dedos, é no PES).
Resumidamente, o teu pé esquerdo faz-me olhar o futuro leonino com um sorriso. Boa sorte, puto.

filipechabychuva

Sim, estou entusiasmado! (agora mandem-me para a fogueira)

Haveria muito para dizer, mas correria o risco de entrar em exageros e deixar falar, apenas, o puto que vive dentro de mim. E que, neste exacto momento, recua 25 anos e tem vontade de ir para a rua jogar à bola, imitando os profissionais que vestem a verde e branca. Não ganhámos nada? Depende. Se metade dos Sportinguistas estiverem a sentir o mesmo, eu diria que estamos a recuperar algo que andava amordaçado e que isso, caros Leões, é de tal dimensão que nem cabe no museu.

Fala o herói de Alkmaar

“Estou muito grato ao Clube, pois abriu-me as portas do futebol profissional. É sem dúvida o melhor clube português a trabalhar na formação e possivelmente se não fosse o Sporting, eu não teria sido jogador profissional. Aprendi muito com todos os treinadores que tive e também com os meus ex-colegas. Ter feito parte de um clube como este, é uma felicidade tremenda”, Miguel Garcia in Jornal Sporting.