O Mundo é um estádio

moutinho

Domingo, é dia de jogo grande.
Domingo, não há desculpa para ficar em casa porque a crise é grande e os bilhetes são caros (a partir de €8 para sócios e €13 para adeptos).
Domingo, não importa se se gosta do Paulo Bento, do Soares Franco ou do Romagnoli.
Domingo, o mundo é um estádio. E esse estádio é o de Alvalade.
Porque, Domingo, o Sporting precisa de nós!

Ir a Alvalade também é isto

Na década de 90, em redor do velhinho Estádio, existiam insuportáveis senhoras em pré-reforma ansiosas por nos espetarem um autocolante na peitaça, pela módica quantia de 300 escudos (mas era um autocolante prateado e brilhante com o símbolo do Sporting no meio, ao melhor estilo daqueles que nos impediam de terminar as colecções de cromos dos campeonatos dos mundo).

Hoje, em redor do moderno Estádio, existem gajos carregados destes flyers, convidando-nos a jantar num local onde senhoras bem mais experientes do que as tais em pré-reforma estão ansiosas por sentar-se à nossa mesa e começar a pedir copos em que 1,5€ deve servir apenas para o gelo. O que vale é que, diz o flyer, a segunda bebida é oferta.

No topo do mundo

Lá, onde há mais ursos polares que pessoas. Lá, onde os glaciares são monstros gigantescos a derreter. Lá, na aldeia – Longyearbyen – onde tudo é único por estar o mais a norte do planeta. Lá, no Pólo Norte, no Ártico, a uma latitude de 78º, mais 40 que Lisboa, num arquipélago onde a temperatura média varia entre -14º e 6º, onde há noite 24 horas no Inverno e sol outras 24 no Verão, onde a Aurora Borealis faz a sua mais impressionante aparição.

Lá, também já está o Sporting! No topo do mundo… onde pertence!