O craque e a equipa

montero

 

«”Estou muito feliz e agradecido, porque sei que este é o reconhecimento do meu trabalho. No entanto, este não é um prémio apenas meu, mas que divido com todos os meus companheiros e com toda a equipa técnica, que muito tem trabalhado. Queremos continuar a fazer as coisas bem e a olhar para o campeonato jogo a jogo”, Montero, sobre o facto de ter sido escolhido como o melhor jogador da Liga, nos meses de agosto e setembro.

Palavras que se cruzam bem… com estas!

wilson montero

Uma equipa unida, mais dificilmente será vencida!

autocarro

Entretanto, via twitter.
Capel: «Felicidades à minha equipa pela vitória importante. Muito orgulhoso dos meus companheiros e este é o caminho. Felicidades irmão [Montero] pelo golo e pelo trabalho. Enorme! Vamos miúdo!»
Montero: «Obrigado amigo, falta pouco para regressares. Que bem Sporting. Outra vitória. Unidos somos mais fortes. Que grupo cheio de vontade de ganhar!»

Sweet dreams are made of this

Diz que amanhã vai chover em Braga, à hora do jogo. Isso faz-me lembrar o jogo da época passada, com um hattrick de Wolfswinkel. Falar em hattrick, faz-me lembrar outro jogo em Braga, com três golos de Pinilla. Sabem quem era o treinador do Braga? Isso. Montero, importas-te de repetir a dose?

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p.s. – já repararam no rodapé da capa? Há coisas que nunca mudam…

Durmam bem (se conseguirem)

Ainda não consegui para de rir mentalmente, face à desonestidade intelectual de muito boa gente. Depois do torneio do Guadiana, nomeadamente depois da derrota frente ao Braga, o mundo tornou-se negro. Duas derrotas seguidas eram sinónimo de que mais não podíamos esperar do que uma época miserável, sempre a sofrer e a jogar para não sermos risota no dia seguinte. Mais, gajos como eu, que diziam ter visto um jogo de sentido único e resultado falacioso, eram apelidados de “adeptos de vitórias morais”.
Quatro dias volvidos, o que é que eu ouço? Que não devemos entusiasmar-nos muito por ter ganho 3-0 à Fiorentina, porque estivemos vários minutos à beira de sofrer um golo, quando o resultado estava em 1-0.

Ora, portanto, devo depreender que esta é uma vitória que me devia deixar preocupado? Devia ficar preocupado por marcar três golos a uma equipa italiana de topo; devia ficar preocupado por ter sabido defender (quantas vezes a possa de bola viola resultou em zero?); devia ficar preocupado por ter sabido aproveitar as oportunidades (e falhar outras tantas); devia ficar preocupado por Maurício continuar a calar muito boa gente; devia ficar preocupado por ver mais um miúdo dar conta do recado; devia ficar preocupado por saber que quando não houver Rinaudo há um William (ou vice versa) e que não é preciso adaptar um Carriço ou ter que levar com um Gelson; devia ficar preocupado por ver André Martins cada vez mais consistente; devia ficar preocupado por Magrão dar todos os inícios de vir a ser um jogador importante; devia ficar preocupado por ver Montero marcar um golo monumental; devia ficar preocupado por, finalmente, ver um treinador fazer uso do potencial de Carrillo; devia ficar preocupado por, finalmente, sentir que tenho um treinador (que até já ensaia um esquema alternativo ao 4-3-3, com um apoio directo ao ponta de lança); devia ficar preocupado por ver Slimani prometer corresponder ao que dele se espera; devia ficar preocupado por ver uma Curva Sul unida, entoando um cântico que se estranha mas que se entranha; devia ficar preocupado por ter homenageado os Cinco Violinos com uma vitória e mais um troféu para o Museu…

Peço desculpa, mas não sou capaz de partilhar dessa vossa forma de pensar. Ao contrário de Quartins, Sobrais e Tadeias desta vida, seguidos por alguns adeptos para quem o copo teima em estar meio vazio, vou dormir bem. Muito bem. E sem comprimidos para a azia ou para as insónias.

Sim, estou entusiasmado! (agora mandem-me para a fogueira)

Haveria muito para dizer, mas correria o risco de entrar em exageros e deixar falar, apenas, o puto que vive dentro de mim. E que, neste exacto momento, recua 25 anos e tem vontade de ir para a rua jogar à bola, imitando os profissionais que vestem a verde e branca. Não ganhámos nada? Depende. Se metade dos Sportinguistas estiverem a sentir o mesmo, eu diria que estamos a recuperar algo que andava amordaçado e que isso, caros Leões, é de tal dimensão que nem cabe no museu.