Eu acho que devias continuar a jogar

«Acho que o regresso ao Sporting é o prémio pela época que fiz no Boavista, onde cresci como homem e como profissional. As expectativas são muito boas, até porque quando regressamos à casa mãe temos uma vontade maior de voltar a trabalhar. Se tudo correr bem devo ficar», Vítor Golas.

Caro Vítor, permite-me dar-te a minha opinião: penso que lucrarias muito mais se continuasses mais um ano fora de Alvalade, como titular do Boavista ou de outra equipa. Mesmo que fiques como segundo redes, entregando ao Tiago o papel de 3º elemento, acredito que seja melhor para a tua evolução jogares 30 ou 40 jogos do que 10 ou 12 em Taças e tacinhas.

Somos uns mãos largas!

Primeiro, enchemos os bolsos ao Braga.
Depois, mandamos o Moutinho para o Dragão.
Agora, e com pena dos minhotos, emprestamos-lhe o Stojkovic.
Se não fossemos nós a reforçar os rivais, este campeonato não tinha piada. Vinha direitinho para Alvalade, sem grandes problemas.
Parece-me é que estamos a ser um bocadinho injustos para com os lampiões, mas pronto, ainda temos o Veloso e o Yannick para mandar para lá.

Stoj, Stoj, Stojkovic! Stoj, Stoj, Stojkovic!

No dia em que José Eduardo Bettencourt assumiu na totalidade a pasta do futebol leonino, parece-me pertinente abordar o primeiro caso que tem que resolver: o que fazer com Stojkovic, que ontem meteu a pata na poça no jogo contra a França?

Para lá das muitas ou poucas qualidades futebolísticas do sérvio, os factos são estes:
– Stojkovic tem um enorme ordenado, cerca de 700 mil euros/ano, o que tem impedido de ser contratado por outros clubes;
– Stojkovic aceita rescindir se lhe pagarem um ano de salários;
– Stojkovic estará, muito provavelmente, no próximo Campeonato do Mundo e será titular na baliza da selecção sérvia

Não importa agora questionar quem deu aval à contratação de um jogador com tal ordenado (sim, o Ricardo tinha saído e ganhava mais), sem ter-se dado ao trabalho de ponderar o facto de ter vários antecedentes disciplinares. Importa, isso sim, perguntar o seguinte? Damos-lhe 700 mil ou esperamos que o homem se valorize no próximo Mundial para tentarmos conseguir ter algum retorno do investimento feito?

p.s. – já que falamos em Bettencourt e em Mundial, seria bom que o nosso presidente e, agora, responsável pela pasta do futebol, pensasse em, na reabertura de mercado, ir buscar um companheiro de Matias Fernandez na selecção do Chile, o goleador Humberto Suazo (conforme já aqui defendeu o Jordão). Aos 28, perdido nos mexicanos do Monterrey, era menino para marcar 10 a 15 golos por época no nosso campeonato. E, se a defesa da selecção chilena não der barraca como deu ontem, com o Brasil (Suazo marcou dois golos), vai poder mostrar-se ao mundo no Verão de 2010.

O Louco volta a atacar

Stojkovic voltou, ontem, em Belgrado, a mostrar incompreensão por não ser a primeira escolha na defesa das redes – agora, do Getafe. O guardião, cedido pelo Sporting, ao qual está vinculado até 2012, ao emblema espanhol, onde, diga-se, ainda não teve oportunidade de jogar, revelou ter questionado o treinador Victor Muñoz sobre a sua parca utilização, mas a justificação não convenceu Stoi.

“Falei com o treinador e perguntei-lhe o porquê de não jogar. Disse-me que não conheço suficientemente a Liga espanhola e a língua. Não entendo a explicação. Resta-me trabalhar e esperar uma oportunidade”.

in O Jogo

Desculpa lá, Rui

Faz hoje precisamente um ano que te estreaste como titular. Nessa altura já tinhas defendido um penalti, naquele célebre jogo nos Barreiros, contra o Marítimo, onde entraste a substituir um lesionado Ricardo. Nessa altura, para mim e para milhares de Sportinguistas, tu podias representar algo há muito desejado: ter um guarda-redes formado em Alvalade a defender as nossas cores e como titular da selecção nacional.

O tempo foi passando e sobre ti surgiram dúvidas, muitas dúvidas, alimentadas pelos constantes tremeliques durante os jogos, pelos golos (mal) sofridos, pela presença de um fantasma chamado Stojkovic, um guarda-redes com maior maturidade e exibições que faziam dele o natural titular. Eu fui um dos que te criticou e questionou várias vezes o porquê de continuares a ser titular. No fundo, não fazia sentido ter um guarda-redes que em vez de nos valer pontos fazia com que os perdêssemos.

Este ano voltaste a começar a época a titular, defendeste um penalti contra o FCporto, para a Supertaça, mas os jogos que se seguiram continuaram a mostrar um guarda-redes inseguro, incapaz de transmitir confiança a adeptos e colegas de equipa. Até que… até que, sem explicação aparente, aproveitaste a viagem à Ucrânia para fazeres uma exibição segura, confiante e personalizada, com claro peso na vitória final. Seguiu-se outro bom jogo em Paços de Ferreira, em Vila do Conde, uma fotografia menos bonita contra o Leixões e uma grande exibição contra a Naval.

De um momento para o outro já não tremes nem fazes cara de puto assustado. Já não bates constantemente com as palmas das mãos nas pernas e repetes “foda-se…”, enquanto abanas a cabeça. Agora sais aos cruzamentos e seguras todas as bolas, terminado esse movimento de cabeça levantada, estilo altivo, quase em bicos dos pés como fazia o saudoso e elegante Vítor Damas. Revelas uma surpreendente frieza que, como já aqui disse o Douglas, te faz parecer um guarda-redes italiano. Uma personalidade e confiança que, a manterem-se e como escreveu o mesmo Douglas há dois dias, te levarão a ser o número um da nossa selecção.

Da minha parte, deixo-te um pedido de desculpas pela impaciência com que encarei as dores do teu crescimento e aquilo que considerava teimosia do Paulo Bento. E quero dar-te os parabéns pelo teu primeiro ano como titular da nossa baliza. Se continuares assim, espero que por lá fiques muitos e bons anos!

A Bola é do Stoj

Tal como o nosso amigo Sousa Cintra, o Stojkovic não vai deixar de ler A Bola.
Não porque tenha o privilégio laboral de não ter que comprá-la, muito menos por ter uma jornada de transportes até chegar a casa. O único ponto em que os motivos do Stoj e do Cintra para continuar a ler A Bola podem coincidir, é no terceiro: ambos acham que ler A Bola é divertido, embora com as devidas diferenças. O Cintra, como qualquer um de nós, diverte-se com os consecutivos exemplos de mau jornalismo, o Stoj diverte-se a ler as constantes provocações que ele ou o seu irmão Vladan encomendam ao dito jornaleco lampião.

Hoje temos mais um exemplo disso mesmo. “Mereço oportunidade. Acho que sou o melhor do plantel”, lê-se numa chamada de capa. Sabes, Stoj, eu também acho que, tecnicamente, és o melhor guarda-redes do plantel, para além de, quando estás em campo, teres aqueles momentos de bloqueio cerebral que têm tornado “redes” em ídolos. Acontece, meu caro louco da sérvia, que em termos de personalidade és uma verdadeira merda e começas realmente a cansar-me.

Depois de, pela boca do teu mano feio, teres dito o que disseste há pouco mais de um ano, depois de teres afrontado o Barbosa em pleno balneário, depois de te recusares a fazer o que te mandam nos treinos e de teres desaparecido em Liverpool, deixando os dirigentes do Everton à tua espera e impedindo a tua amiga Bola de escrever que tu e o Moutinho iam ser vendidos em pacote para aquele clubeco, ainda tiveste a sorte de te inscreverem na Champions. Com jeitinho, ou melhor, com verdadeira aplicação nos treinos, talvez até acontecesse voltares a ser convocado. Bastava mostrares que tinhas mudado, Stoj. Mas a verdade é que continuas a ser o mesmo palerma cheio de qualidades técnicas, incapaz de utilizá-las para ser jogador de futebol dos pés à cabeça.

Vá, vai lá divertir-te a ler A Bola. No Sporting, não voltas a jogar!