Eu acho que devias continuar a jogar

«Acho que o regresso ao Sporting é o prémio pela época que fiz no Boavista, onde cresci como homem e como profissional. As expectativas são muito boas, até porque quando regressamos à casa mãe temos uma vontade maior de voltar a trabalhar. Se tudo correr bem devo ficar», Vítor Golas.

Caro Vítor, permite-me dar-te a minha opinião: penso que lucrarias muito mais se continuasses mais um ano fora de Alvalade, como titular do Boavista ou de outra equipa. Mesmo que fiques como segundo redes, entregando ao Tiago o papel de 3º elemento, acredito que seja melhor para a tua evolução jogares 30 ou 40 jogos do que 10 ou 12 em Taças e tacinhas.

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Encosta Patrício?

Paulo Sérgio garantiu que, amanhã, Timo Hildebrand vai ser titular, justificando a opção pelo facto do guarda-redes não ter tido trabalho frente ao Estoril. Será apenas isso, ou está na calha novo titular?

Somos uns mãos largas!

Primeiro, enchemos os bolsos ao Braga.
Depois, mandamos o Moutinho para o Dragão.
Agora, e com pena dos minhotos, emprestamos-lhe o Stojkovic.
Se não fossemos nós a reforçar os rivais, este campeonato não tinha piada. Vinha direitinho para Alvalade, sem grandes problemas.
Parece-me é que estamos a ser um bocadinho injustos para com os lampiões, mas pronto, ainda temos o Veloso e o Yannick para mandar para lá.

Stoj, Stoj, Stojkovic! Stoj, Stoj, Stojkovic!

No dia em que José Eduardo Bettencourt assumiu na totalidade a pasta do futebol leonino, parece-me pertinente abordar o primeiro caso que tem que resolver: o que fazer com Stojkovic, que ontem meteu a pata na poça no jogo contra a França?

Para lá das muitas ou poucas qualidades futebolísticas do sérvio, os factos são estes:
– Stojkovic tem um enorme ordenado, cerca de 700 mil euros/ano, o que tem impedido de ser contratado por outros clubes;
– Stojkovic aceita rescindir se lhe pagarem um ano de salários;
– Stojkovic estará, muito provavelmente, no próximo Campeonato do Mundo e será titular na baliza da selecção sérvia

Não importa agora questionar quem deu aval à contratação de um jogador com tal ordenado (sim, o Ricardo tinha saído e ganhava mais), sem ter-se dado ao trabalho de ponderar o facto de ter vários antecedentes disciplinares. Importa, isso sim, perguntar o seguinte? Damos-lhe 700 mil ou esperamos que o homem se valorize no próximo Mundial para tentarmos conseguir ter algum retorno do investimento feito?

p.s. – já que falamos em Bettencourt e em Mundial, seria bom que o nosso presidente e, agora, responsável pela pasta do futebol, pensasse em, na reabertura de mercado, ir buscar um companheiro de Matias Fernandez na selecção do Chile, o goleador Humberto Suazo (conforme já aqui defendeu o Jordão). Aos 28, perdido nos mexicanos do Monterrey, era menino para marcar 10 a 15 golos por época no nosso campeonato. E, se a defesa da selecção chilena não der barraca como deu ontem, com o Brasil (Suazo marcou dois golos), vai poder mostrar-se ao mundo no Verão de 2010.

O Louco volta a atacar

Stojkovic voltou, ontem, em Belgrado, a mostrar incompreensão por não ser a primeira escolha na defesa das redes – agora, do Getafe. O guardião, cedido pelo Sporting, ao qual está vinculado até 2012, ao emblema espanhol, onde, diga-se, ainda não teve oportunidade de jogar, revelou ter questionado o treinador Victor Muñoz sobre a sua parca utilização, mas a justificação não convenceu Stoi.

“Falei com o treinador e perguntei-lhe o porquê de não jogar. Disse-me que não conheço suficientemente a Liga espanhola e a língua. Não entendo a explicação. Resta-me trabalhar e esperar uma oportunidade”.

in O Jogo

Desculpa lá, Rui

Faz hoje precisamente um ano que te estreaste como titular. Nessa altura já tinhas defendido um penalti, naquele célebre jogo nos Barreiros, contra o Marítimo, onde entraste a substituir um lesionado Ricardo. Nessa altura, para mim e para milhares de Sportinguistas, tu podias representar algo há muito desejado: ter um guarda-redes formado em Alvalade a defender as nossas cores e como titular da selecção nacional.

O tempo foi passando e sobre ti surgiram dúvidas, muitas dúvidas, alimentadas pelos constantes tremeliques durante os jogos, pelos golos (mal) sofridos, pela presença de um fantasma chamado Stojkovic, um guarda-redes com maior maturidade e exibições que faziam dele o natural titular. Eu fui um dos que te criticou e questionou várias vezes o porquê de continuares a ser titular. No fundo, não fazia sentido ter um guarda-redes que em vez de nos valer pontos fazia com que os perdêssemos.

Este ano voltaste a começar a época a titular, defendeste um penalti contra o FCporto, para a Supertaça, mas os jogos que se seguiram continuaram a mostrar um guarda-redes inseguro, incapaz de transmitir confiança a adeptos e colegas de equipa. Até que… até que, sem explicação aparente, aproveitaste a viagem à Ucrânia para fazeres uma exibição segura, confiante e personalizada, com claro peso na vitória final. Seguiu-se outro bom jogo em Paços de Ferreira, em Vila do Conde, uma fotografia menos bonita contra o Leixões e uma grande exibição contra a Naval.

De um momento para o outro já não tremes nem fazes cara de puto assustado. Já não bates constantemente com as palmas das mãos nas pernas e repetes “foda-se…”, enquanto abanas a cabeça. Agora sais aos cruzamentos e seguras todas as bolas, terminado esse movimento de cabeça levantada, estilo altivo, quase em bicos dos pés como fazia o saudoso e elegante Vítor Damas. Revelas uma surpreendente frieza que, como já aqui disse o Douglas, te faz parecer um guarda-redes italiano. Uma personalidade e confiança que, a manterem-se e como escreveu o mesmo Douglas há dois dias, te levarão a ser o número um da nossa selecção.

Da minha parte, deixo-te um pedido de desculpas pela impaciência com que encarei as dores do teu crescimento e aquilo que considerava teimosia do Paulo Bento. E quero dar-te os parabéns pelo teu primeiro ano como titular da nossa baliza. Se continuares assim, espero que por lá fiques muitos e bons anos!