hoje escreves tu: O Paradoxo

Um dos mais antigos seguidores do Cacifo, o homem que promoveu uma inesquecível «caça ao Polga», passa para o papel virtual aquilo que é o nosso estado de alma.

O Paradoxo, by Placebo

Eis-nos nesta altura do campeonato, ainda a dar os passos logo a seguir aos primeiros, a deparar-nos com o seguinte facto: arriscamo-nos a tornar-nos, contra todas as expectativas, candidatos ao título!

E são várias as almas confusas, no nosso próprio Clube, perante isto, porque ninguém ou muito poucos o esperavam. E era em boa verdade muito improvável, mas escusamos de nos continuar a enganar: se ganharmos no Porto no Domingo, somos mesmo candidatos ao título, pelo menos até uma dada altura em que os resultados possam vir a contradizê-lo (como sucede com todos neste desporto, e desde sempre). Mas no imediato, e feitos os jogos com galinhas e braguilhas, seremos mesmo o melhor colocado candidato ao título.

O curioso é que perante tão inusitada surpresa nesta fase, muitos de nós parecemos esquizofrenicamente empenhados em negá-lo. “Somos mesmo candidatos ao título”? “Chiuuuuu”! Como se a mera invocação blasfema afastasse de nós as boas graças de uma qualquer entidade divina, que só nos protegerá se for na qualidade de coitadinhos bem convencidinhos dessa triste condição. Como se elevar a fasquia a esse nível aumentasse a exigência a esta Direcção, pondo em risco o cumprimento dos objectivos, e expondo-a à crítica pelo eventual insucesso (posta a fasquia, entenda-se, no nível mais alto).

Não concordo, mas compreendo. E compreendo porque isso a que estamos a assistir é um autêntico milagre!
Estamos perante uma conjunção de competência e de sorte que raras vezes se tem o privilégio de viver. Mas é bem contemporâneo, e bem real, caros leões, está a acontecer enquanto falamos aqui, aconteceu contra o Alba perante 20.000, aconteceu em Braga, enfim, tem vindo a acontecer de há uns meses para cá. E não é estúpido desejar que continue a acontecer, não sendo preciso confundir ambição pelo que parecia (era?) impossível, com delírio e precipitação perante alguns resultados esporádicos (e exibições condizentes). Não é preciso confundir felicidade pelo momento actual com arrogância e irracionalidade com um futuro necessariamente incerto. Porque não é igual, e se há coisa que qualquer bom sportinguista tem obrigação de diferenciar bem, são essas distintas situações.

Por isso assuma-se de uma vez por toda, pelo menos a nível do “microcosmos” Cacifeiro, que sim, seremos candidatos se vencermos no Porto! Seremos os maiores sempre, mas seremos mesmo candidatos ao título e a uma festa no Marquês se vencermos. Orgulhosamente e esperançosamente. Com alegria pelo momento, já sabendo que sem desnecessárias ilusões que só levam a escusadas desilusões, até porque a bola é redonda, e há várias coisas que ainda por cima neste país a tornam particularmente escorregadia. Mas admitamos a felicidade, porque ESTE momento que vivemos é nosso, e estamos a fazer por merecê-lo, com estes atletas, estes treinadores e estes dirigentes.

E para os que justificadamente receiam que este elevar de fasquia (ou assumir de fasquia) pode prejudicar esta inacreditável Direcção, apenas posso dizer para não se preocuparem. O milagre já aconteceu, e continua a acontecer. E sem intervenção divina, mas sim de gestores (finalmente!) dignos do nome deste Clube, e maior elogio não lhes saberei fazer. A partir daqui, só temos que aproveitar este momento histórico. Mas para isso há que, em primeiro lugar, reconhecê-lo, e deixarmos de estar tão preocupados em negá-lo pelos mais variados motivos, a começar pelo medo de sermos afinal tão grandes como sempre soubemos que éramos.

Obrigado Sporting!
Saudações Leoninas

hoje escreves tu: Sporting 2020. Sonho ou realidade?

Sporting 2020! Sonho ou realidade?, by Lanterna Verde

Jornal do Sporting – 23 de Maio de 2020
O Sporting Clube de Portugal conquistou hoje o seu terceiro campeonato consecutivo num Estádio de Alvalade completamente cheio. 55.000 adeptos lotaram o recinto e começaram a comemorar quando Betinho marcou o segundo golo da tarde, despoletando a festa que se prolongou pela noite fora em todo o País.
Os milhões de adeptos Sportinguistas invadiram as praças de todas as cidades nacionais para festejar. Em Lisboa, a celebração inundou a cidade de verde e branco. Após o jogo e a vitória por 3-0 sobre o eterno rival de vermelho, a celebração dentro do Estádio de Alvalade saiu pela Avenida da República abaixo, em direcção ao Marquês, Rossio e Terreiro do Paço, completamente apinhados de adeptos. O autocarro com a equipa, técnicos e dirigentes desceu este percurso ao longo de 3 horas, terminando a sua jornada na Praça do Município, onde o Presidente da CML deu os parabéns ao clube pelo seu 22º título nacional, o 4º nos últimos 5 anos. O Presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho, agradeceu e deu mais uma vez os parabéns ao treinador, Leonardo Jardim, e a todo o plantel e equipa técnica.

Bruno de Carvalho aproveitou para fazer um balanço do percurso dos últimos sete anos, destacando os seguintes pontos:
– importância do 1º campeonato conquistado pela actual estrutura em 2016, após concluída a estabilização do clube, momento em que a equipa principal incluía já 8 titulares oriundos da formação do clube;
– consolidação, nos últimos dois anos, da capacidade de lançar e manter os talentos da Academia em Alvalade, vendendo pouco e bem (ndr: a venda de William Carvalho ao Arsenal por 40 milhões de euros em 2016 é um excelente exemplo desta estratégia, permitindo um importante encaixe financeiro mas sem afectar a estrutura da equipa, tendo em conta a progressiva integração de Fokobo na equipa principal);
– estabilidade organizacional atingida pelo clube nos últimos anos, possibilitando o ambiente propício ao lançamento e desenvolvimento dos jovens talentos, com o apoio da dedicada massa adepta do clube;
– trabalho fantástico da equipa técnica na redefinição e consolidação da identidade do futebol do Sporting como equipa de ataque e de espectáculo. Bruno de Carvalho aproveitou para gracejar com Leonardo Jardim, perguntando aos adeptos presentes na Praça do Município se queriam “Leonardo forever?!”… a resposta, afirmativa, foi a uma só voz das milhares de gargantas presentes;
– Bruno de Carvalho terminou agradecendo aos milhões de sportinguistas o seu apoio e dedicação constantes ao clube, destacando os 150.000 sócios “pagantes” que o clube atingiu em Setembro de 2019 e os inúmeros Núcleos e Casas do Sporting espalhados pelo Mundo.

Destaque também para as palavras de Jorge Jejuns no final do jogo, reconhecendo a superioridade incontestável do adversário e referindo que foi “limpinho, limpinho!”, numa nota do habitual fair play que o caracteriza. Já Luís Dumbo Vieira optou por valorizar a qualificação directa para a Liga dos Campeões, obtida ao fim de três anos, referindo ter já grandes planos para adquirir a nova “espinha dorsal” da selecção… da Sérvia! País onde refere existirem já resmas de milhões de adeptos do SLB e centenas de milhares de sócios da “instituição”, em resultado do investimento feito pelo clube no País, exemplificando com a recente parceria da benfica TV com um canal de cabo local para transmissão dos jogos dos saudoso títulos europeus do benfica na década de 60, reforçando assim a dimensão internacional da “instituição”.
Vieira aproveitou ainda por enviar uma “alfinetada” a Pinto da Costa, questionando se já estava totalmente adaptado à “institucionalização”, aludindo assim ao segundo aniversário da sua prisão domiciliária, resultante da condenação por tentativa de agressão a Bruno de Carvalho em Maio de 2018, aquando da celebração da conquista do título nacional pelo Sporting em pleno relvado do Estádio do Dragão, na penúltima jornada do campeonato, naquele que ficou conhecido pelo título da “fruta”: antes do jogo, o Sporting ofereceu ao porto uma caixa de maçãs e outra de bananas… da Madeira. Referiu então Bruno de Carvalho na Sporting TV: “Embora declinemos mais uma vez o convite para a tribuna do Dragão, não queremos que lá falte a frutinha habitual. Maçãs fresquinhas, para compensar a maçã podre de há uns anos, e bananas, que continuamos a não ser.” Posteriormente Bruno de Carvalho negou qualquer intenção de associar este gesto ao principal parceiro da Academia do Porto, Cátio Baldé. Pinto da Costa foi entretanto substituído na Presidência do FCP por Manuel Serrão mas o clube ainda não conseguiu refazer-se deste processo sucessório nem das várias estórias entretanto contadas por Pinto da Costa na sua autobiografia “Sistema & Fruta – manual para a hegemonia do futebolzinho tuga para totós”, na qual cumpriu a promessa feita em 2013 de colocar a boca no trombone.

Relembramos mais algumas obras realizadas pela actual equipa dirigente do Sporting Clube de Portugal nestes sete anos em exercício de funções:
– implementação da restruturação do Grupo Sporting e da entrada de investidores no capital social, com manutenção da independência do Grupo e potenciando os resultados positivos obtidos desde 2017;
– fecho do fosso do Estádio de Alvalade em 2015, aumentando a capacidade para 55.000 lugares, desde então quase sempre totalmente preenchidos com as cerca de 45.000 gameboxes vendidas anualmente. A assistência média de 52.500 espectadores nas últimas 3 épocas permitiu também baixar o preço médio das gameboxes e das várias modalidades de bilhetes;
– acordo para o naming do Estádio de Alvalade, celebrado com a Peugeot, como “Estádio do Leão”, com vantajosas condições financeiras para o clube;
– construção do Pavilhão João Rocha ao lado do Estádio de Alvalade, permitindo a realização dos jogos das restantes modalidades de forma planeada com os jogos da equipa de futebol e revitalizando as tardes desportivas que os adeptos tanto apreciam. Os vários títulos obtidos pelo Futebol de Salão, Andebol, Basquete e Hóquei não serão certamente alheios a esta obra;
– acordo estabelecido com a Câmara Municipal de Lisboa para as obras de beneficiação do Estádio Universitário, permitindo a utilização do mesmo pelo Atletismo do SCP, recente tetra-campeão europeu;
– promoção do processo de profissionalização dos árbitros e da revisão das regras de avaliação do seu desempenho.

Entrevistado pela Sporting TV (ndr: não confundir com a Sporto TV!) nas bancadas de Alvalade, no final de jogo, um adepto cinquentenário do clube, Lanterna Verde, transmitiu a emoção do comum adepto do Sporting Clube de Portugal neste momento de vitória: “O Sporting é do Cacifo! Nos últimos 5 anos vi o Sporting ser campeão tantas vezes como nas 4 décadas anteriores. Valeu a pena, durante os piores anos da história deste clube, entre 2009 e 2013 ter mantido a fé e ter conseguido passar esta paixão ao meu filho, nascido em 2009, apesar de todos os anúncios do fim do clube então feitos pelos arautos da desgraça. Agora com 10 anos, seguramente que ele vai ver o Sporting continuar a ganhar muitos títulos durante a vida dele e que me vai agradecer ter-lhe passado esta “doença”, a Sportinguite aguda! Raio do miúdo, passa a vida agarrado ao meu Ipad, metido no Cacifo!!”.

lionfuture

hoje escreves tu: O Sporting está de volta? Mas alguém tem dúvidas?

Um dos comentadores mais populares responde ao post publicado ontem.

O SPORTING ESTÁ DE VOLTA? MAS ALGUÉM TEM DÚVIDAS?, by Sá

Começo este post respondendo às duas perguntas que constam no título. Sim, o SPORTING está mesmo de volta. E sim, quem tiver dúvidas que vá tirá-las no caralho.

Depois de ler ontem o post do lampião, senti imediatamente o impulso de fazer este texto. Nunca gostei de “meias-verdades” nem de “mal-entendidos” e muito menos de “intenções escondidas”. E por isso desconfiei, como desconfio sempre, de toda a gente que que não é das nossas cores e que aparece vindo do nada, a fazer elogios ao nosso SPORTING. Uns pensarão que “antes elogiar do que criticar”. Eu digo simplesmente que não precisamos desses elogios. Nunca precisámos nem nunca precisaremos. E, sinceramente, troca-me um bocado as ideias ver que há 4 meses andavam a celebrar o nosso fim e, passado esse tempo, já elogiam a nossa gestão. Mais uma vez, uns pensarão que “Foda-se, mas coisas mudam!”. Eu prefiro dizer que é melhor esperar mais 4 meses para ver se esses elogios não se transformam novamente em críticas. Sou um desconfiado por natureza. É um defeito meu, quiçá fruto de alguns pontapés que já levei na vida.

E porque é que o SPORTING está de volta? Por tantas razões, que se torna difícil fazer um apanhado sem correr o risco de deixar alguma coisa de fora. Mas vou tentar:

Estamos de volta porque, na realidade, nunca “saímos de cena”. Acredito, no meu íntimo, que o maior capital de um clube desportivo é a sua massa associativa. E a nossa, perdoem-me os restantes clubes do globo, é inigualável. Para comprovar isto, lembro-me da deslocação a Madrid há 3 anos onde, em plena crise desportiva, levámos um mar de gente ao Vicente Calderón sendo uma das maiores deslocações que algum clube fez no reduto dos colchoneros. Lembro-me da afluência das nossas AG´s (eleitorais ou não). Lembro-me da deslocação que fizemos a Manchester, lembro-me da nossa recepção nos EUA. E lembrar-me-ia de muitas mais situações, mas vou prosseguir. Não somos “mais” do que ninguém. Somos simplesmente melhores, mais fiéis e mais apaixonados. E demonstramos isso semana a semana, ao invés de apregoar aos 4 ventos que somos muitos ou poucos. O típico caso em que a qualidade ultrapassa largamente a quantidade.

Estamos de volta porque temos um rumo. Que toda a gente percebe e que não é alterado de 2 em 2 semanas. Que não está dependente dos resultados e que, acima de tudo, é assente naquilo que eu defendo à muito tempo, a formação. Quem me conhece aqui do Cacifo sabe que sempre defendi uma equipa totalmente (leram bem, totalmente) composto pelas nossas jóias da Academia. E estava disposto a aceitar os resultados que uma política tão radical como esta poderiam trazer, fossem eles bons ou maus. Como eu sou um bocado marado das ideias (e o Presidente não), conseguiu-se conciliar a minha vontade com a inclusão de verdadeiras mais-valias no plantel.

Estamos de volta porque temos um Presidente que, para além do mérito de perceber o que era necessário, é um estratega, um operacional e um avaliador. Definiu a estratégia, empenha-se em aplicá-la e está atento a eventuais desvios que possam surgir para poder actuar em conformidade. Percebeu que para controlar todo o processo de mudança de mentalidades, tinha de estar perto da equipa. Tinha de perceber os comportamentos dos jogadores e equipa técnica “in-loco”, nos jogos e nos treinos. Controlar à distância não é controlar. É simplesmente delegar e rezar para que corra bem. E por isso é que vemos o Presidente no banco (e não para substituir o treinador, como muita gente já dizia).

Estamos de volta porque voltámos a ser sustentáveis. Temos uma dívida pagável, uma reestruturação financeira e organizativa que permitirá à SAD gerar e distribuir lucros a médio prazo e voltámos a ser atractivos ao investimento externo. E não foi preciso gastar rios de dinheiro em viagens ao exterior, como o engodo fez, sem qualquer resultado que não fosse aumentar a despesa.

Faço agora uma pausa para voltar às razões que me levaram a fazer este texto.

Se o Sporting está forte, está forte. Não está “mais ou menos forte”, não está “a crescer”, não está “a fazer o seu caminho”. Está forte, porra! Não obstante da margem que temos sempre para melhorar, os dados comprovam-no. Melhor qualidade de jogo, melhor ataque, melhor defesa, melhor marcador. Só não está na frente porque só se fosse louco é que o Bufas permitia chegarmos ao Ladrão em igualdade ou vantagem pontual. Da mesma forma que julgo que vamos sair de lá nas mesmas condições. É difícil ter esperança num jogo onde já sabemos de antemão que vamos ser roubados.

Para terminar, enfatizo o parágrafo anterior. Estamos fortes. Estamos unidos. Estamos empenhados. Todos, sem excepção. A começar pela direcção, passando pelos adeptos e acabando nos jogadores. E como diz o cântico “a nossa força é BRUTAL!”. Esta mensagem é para nós todos mas também é para os rivais. Dispensamos a vossa condescendência. Cagamos para a vossa falsa vontade de nos ver fortes. Vomitamos quando falam em alianças ou uniões. Só queremos saber de nós, do nosso caminho e do nosso sucesso. De vocês, só queremos distância (física e pontual). Excepto quando formos jogar nos vossos redutos. Nessa altura só vamos querer hostilidade.

hoje escreves tu: O Sporting está de volta? Esperemos que sim…

Pela primeira vez, recebi um texto enviado por um rival. O meu aplauso pelo fairplay demonstrado.

O Sporting está de volta? Esperemos que sim…, by Jorge

Antes de mais tenho de afirmar 2 coisas:
1ª – Sou Benfiquista.
2ª – Como disse um anónimo em Algures, “O Cacifo é do Caralho”!!!
É verdade que sou Benfiquista, mas sou um seguidor diário deste magnífico blog. Muitas vezes não concordo com o que o Grande Cherba escreve, mas consigo compreender o ponto de vista Verde dele, tal como eu também tenho o meu ponto de vista Vermelho. No fundo sinto-me igual a ele, a diferença é apenas a cor com que vibramos. Mas tenho a certeza que a forma como ele vibra com as vitórias do Sporting, seja em futebol, Andebol ou outra modalidade qualquer é igual à minha.
 Durante muitos anos o Sporting teve presidente bastante ligados à Banca que retiraram alguma da emoção ao clube. Bruno Carvalho trouxe de volta essa emoção ao clube. Vai cometer erros é certo, mas vê-se que está ali um Sportinguista, que quer colocar o clube no seu devido lugar. O Sporting é uma grande força. E não, não vou dizer que o Benfica é o maior. O Benfica é grande, enorme, tal como o Sporting. Têm muitas semelhanças e muitas diferenças. Ambos têm muita força, quer a nível nacional, quer também a nível internacional.
Durante estas últimas 4 épocas o Sporting esteve bastante abaixo do esperado. Agora tem um novo ânimo, tendo alguém que comanda a equipa que se pode chamar de treinador. O Presidente sente verdadeiramente o clube e isso ajuda bastante.
Creio ser cedo para dizer que o Sporting vai lutar pelo título, pois acho que quer o Porto, quer o Benfica, neste momento têm melhores plantéis e acho que é muito complicado ficar à frente dos dois. Mas acredito que será possível ficar em 2º/3º lugar e indo à Liga dos Campeões o plantel poderá sofrer melhorias e aumentar o nível global, passando a lutar de facto pelo título.
O que me faz ainda mais impressão aqui no estrangeiro, não é a corrupção em si que vive em Portugal, em todos os sectores, mas sim a impunidade que se vê. Actualmente a impunidade é tal, que se faz praticamente tudo às claras, e isso é o mais assustador. Quem corrompe SABE que não irá sofrer consequências, pelo que se sente completamente à vontade para fazer o que quer.
Acredito que Sporting e Benfica caminharão lado a lado, mas cada um pelo seu pé, de forma a erradicar a corrupção existente e dominada pelo Porto.
Eu não quero que o Benfica domine os órgãos do futebol. O que eu quero é que Sporting e Benfica, lutando cada um por si em campo e pelos seus interesses, caminhem juntos na credibilização do futebol, porque o grande interesse de Pinto da Costa é que Benfica e Sporting estejam de costas voltadas. Foi assim que o Porto conseguiu dominar o futebol em Portugal.
Os adeptos de Sporting e Benfica têm de continuar a gozar uns com os outros e a criticarem-se, mas as direcções devem seguir um caminho que permite limpar o futebol português.
O Cacifo tem que continuar a mostrar o orgulho em ser Sporting, continuar a gozar com os Benfiquistas, continuar a defender o Sporting, assim como eu e os Benfiquistas faremos o mesmo com o Benfica.
Obrigado Cherba por teres um blog do Cacifo, que defende sempre o Sporting! Como Benfiquista respeito-te bastante. És enorme.
Abraço Benfiquista ;)

Hoje escreves tu: Os cabrões do apito, os filhos da puta dos assobios e a cultura de exigência


«Os cabrões do apito, os filhos da puta dos assobios e a cultura de exigência», by Leão de Trafalgar

(AVISO: a seguinte mensagem contem vocabulário que poderá ofender certas sensibilidades mais susceptíveis da bancada central… ah, já vem tarde o aviso?! opá olha que se foda!…)

Ponto prévio: é um facto que o Sporting é e tem sido, dos três históricos, o mais prejudicado pela arbitragem. Não é uma questão de facciosismo. É um facto! Portanto, qualquer benefício que possamos vir a ter como consequência de erros de arbitragem fica por conta do saldo dos últimos 20/30 anos, do qual somos indiscutivelmente credores. Descomplexem-se pois os que vivem tolhidos pela culpa de marcarmos dois golos em fora de jogo… Temos crédito para isso e muito mais: golos com a mão que decidem campeonatos, expulsões injustas, adversários que deviam ter sido expulsos, grandes-penalidades contra inventadas, outras a favor que ficam por marcar… Temos apanhado com tudo isso e, provavelmente, vamos continuar a apanhar.

Mas não nos temos que esconder atrás dos infortúnios do passado. Somos muito superiores a isso. Como verdadeiros Leões, é pela audácia que deverá ser pautada a nossa actuação, e não pela pedinchice. Se jogarmos sempre para ganhar, pelo menos, por dois de diferença, a influência dos bois de negro/cabrões do apito tenderá naturalmente a não surtir efeitos práticos. Quanto mais não seja porque, para anular a nossa vantagem, estariam obrigados no mínimo a cometer dois “erros” clamorosos por jogo. Mesmo no nosso país, isso é “bandeira” a mais e o suficiente para qualquer boi de negro pensar duas vezes antes de levar o apito às beiças.

Isto para dizer que admiro muito a postura correcta e vertical com que o nosso treinador tem encarado este assunto das arbitragens. Todos têm direito a errar, como homens (ou bois…) que são. Mas antes do mais está o nosso valor e o objectivo de demonstrá-lo sem sombra de dúvidas. Espero que essa postura do nosso treinador se mantenha, assenta-lhe muito bem a sobranceria moral sobre cabrões de apitos e gente sem nível que vive de tentar influenciar os ditos cabrões. É uma postura que já hoje lhe dá uma vantagem muito mais valiosa do que qualquer influência neste ou naquele resultado: dos actuais treinadores dos três históricos, é sem dúvida o que revela mais classe, sendo também por isso fiel à imagem do Clube que representa (e ama!) e dos seus Sócios e adeptos. E em articulação — e total sintonia — com esta forma de estar, a Direcção revela por um lado respeito institucional pela classe, e por outro, sem hesitações, age em conformidade quando o Clube não é respeitado.

Dar-se ao respeito e respeitar para em troca ser respeitado (enfim, com mais probabilidade…). No que toca aos cabrões do apito, parece-me a melhor forma de actuação.

Mas como agir quando aquele sinalzinho sonoro de alta frequência que adverte: “filha-da-putice em curso!” não vem do relvado mas sim de onde menos se deveria esperar, das bancadas, dos adeptos?!? O que fazer em relação aos filhos da puta dos assobios??

O nosso treinador, com a sua já referida classe, tenta a abordagem pedagógica: “esta é a equipa que empatou com o rio ave”. Portanto, não embandeirem em arco, só porque fizemos um resultado normalíssimo frente a uns cromos com ilusões de grandeza. E, consequentemente, não venham assobiar quando a vossa auto-propulsionada expectativa ficar longe da dura realidade: que esta é a primeira época depois da pior de que há memória, que temos uma equipa que é fantástica mas que está ainda a crescer, que temos ainda em resolução graves problemas extra-futebol mas que naturalmente condicionam aquilo que é feito em campo.

Eu, numa abordagem mais “vão-se foder”, digo: os filhos da puta dos assobios, nesta fase da vida do nosso clube, têm o potencial de ser tão ou mais prejudiciais do que os cabrões do apito. O apito, na pior das hipóteses, fode-nos os três pontos daquele jogo em particular. A merda dos assobios fica lá, de um jogo para o outro, a ressoar na cabeça de todos, a condicionar a alegria com que o jogo deve e tem que ser jogado e seguido.

“Mas então agora não é suposto sermos exigentes? E não será exactamente isso que significam os nossos assobios: uma expressão da exigência máxima dirigida aos nossos jogadores?” Este é sem dúvida um ponto de vista sobre o que é “exigência”… da perspectiva de quem assentou a peidola nas almofadinhas fofas da bancada central e está à espera que lhes sirvam uma boa dose de bola, com um resultado previsível, e que no fim os deixe de sorriso nos lábios e a pensar nas larachas que vão mandar aos amigos lampiões. Esquecem-se que esta cultura de exigência, tal como enunciada pela nova Direcção, tem um pressuposto muito simples mas fundamental: antes do mais, temos que ser exigentes connosco próprios. Só então estaremos em condições de exigir a outros.

“Então mas eu tenho as quotas em dia, já comprei as gameboxes, já comprei as camisolas, até tenho acções da SAD! Não terei já ganho, ou melhor, comprado o direito de assobiar?!”

Não. Porque há um contributo que tem que ser feito e que fica para lá de todo o dinheiro que possamos ter e gastar. Há uma dívida de sofrimento que temos que honrar antes de poder exigir seja o que for. Devemo-la a quem se propôs restaurar a dignidade e a glória ao nosso grande clube. Essa dignidade e essa glória já foram nossas por direito — e serão novamente, não tenho dúvidas. Mas, entretanto, optámos por aliená-las, com o mesmo desprendimento com que alienámos o património do Clube. Consciente ou inconscientemente, mas sem dúvida no exercício dos nossos direitos como Sócios e adeptos, escolhemos de livre e espontânea vontade cair naquilo que o caro consócio José Manuel Nobre designou de “logro”. E assim permitimos que o nosso grande amor pudesse ser dominado pelas “lutas do negócio”.

Não foi o godinho, não foi o bettencas, não foi o franco, não foi o roquette. Fomos nós, e só nós!!

Queremos muito ganhar, sempre! Mas estamos preparados e sabemos que também vamos empatar, e que também vamos perder. Que vamos fazer exibições menos conseguidas. Que vamos falhar golos. Que vamos fazer passes errados. Que vamos dar grandes casas lá atrás. Só que, como disse outro consócio, vamos aguentar tudo isso, em nome do Sporting! Porque em primeiro lugar a responsabilidade é nossa se passados 20 anos o Sporting passou de temível a inconsequente. E além disso — apesar disso! — temos agora a grande sorte de poder contar com as pessoas certas no lugar certo para inverter esse rumo dos acontecimentos, para corrigir a nossa falta de visão e discernimento colectivos. Mas temos que lhes dar o tempo e o espaço que necessitam para levar a cabo essa tarefa colossal.

Portanto, sejam exigentes, comecem convosco. Por favor façam-se sócios, comprem as gameboxes e as camisolas. Vão ao estádio. Apoiem, saltem, cantem, gritem. Quando for tempo das coisas correrem mal — sendo que, tal como nos diz Eclesiastes “para tudo há um tempo debaixo dos céus”, haverá com certeza um tempo para as coisas correrem mal — nessa altura, se puderem, apoiem mais, saltem mais, cantem mais, gritem ainda mais! Senão, fiquem calados. Joguem no telemóvel, bebam uma ‘jola, comam um magnum, vão bater um papo com o Jubas… Mas por amor de Fito calem-se com a merda dos assobios!!

Se não forem capazes disso, então façam o grande favor de apanhar o 50 e sair umas paragens mais abaixo, vão ver que aí é que estão bem…

Se formos fieis aos nossos princípios — sem dúvida aquilo que mais nos distingue dos nossos rivais — seremos sempre maiores do que qualquer obstáculo, nem os cabrões do apito nos conseguirão travar. Temos o nosso caminho pela frente, há que percorre-lo, sem pressas nem ansiedades, mas deliberadamente e teimosamente. E sempre com a certeza que cada passo que damos nos leva mais próximo dos nossos objectivos e que a única coisa que temos que temer é o próprio medo.

hoje escreves tu: Qual o limite?

A resposta ao desafio foi pronta e aqui temos o texto sobre a vitória de João Sousa.

“Qual o limite?”, by Talk Talk

Vi o João Sousa jogar pela primeira vez há alguns anos no Estoril Open! Percebi ali que tinha algo mais do que os outros jogadores portugueses que despontavam como profissionais. Tinha características físicas ideais (estatura e físico esguio), peso de bola, jogo de pés, garra, técnica e atitude, tudo características que nenhum dos outros possuía na totalidade.
Demorou o seu tempo a ascender no ranking. É preciso entender a dificuldade que há para ascender no ranking quando factores como a condição financeira para fazer determinados torneios podem impedir essa mesma ascensão. Com a mudança de treinador, Frederico Marques, um ex jogador que será pouco mais velho do que o próprio João, a ascensão tornou-se uma realidade permitindo a sua recente entrada no top 100 mundial, tornando-se ainda o número 1 nacional.

Bem, mas falando desta vitória. Tenho que começar por dizer que… apenas vi o terceiro e último set. Factores de força maior impediram-me de acompanhar o encontro desde o início: uma jogatana de pares com mais 3 artistas do ténis numa guerra sem tréguas que desta vez acabou estranhamente num empate (na prática ganhou o Sporting pois somos 3 leões em 4).
Do que vi notei um João Sousa confiante, a tentar impor o ritmo. Iniciou com um break (vitória num jogo a responder ao serviço o que é sempre óptimo porque quem serve tem geralmente vantagem), resistindo depois a varias bolas de break do adversário. No fim e após alguns pontos perdidos por nervosismo alcançou a glória tornando-se no primeiro português a vencer um torneio ATP!

Sem me alongar muito mais gostava de fazer uma analogia com o nosso Clube.
Começo pelo título: qual o limite?
Essa dúvida anda nas nossas cabeças em relação ao potencial da nossa equipa. Até onde podemos chegar? Qual o nosso limite? Em relação ao João a dúvida é basicamente a mesma, até onde poderá chegar o João?
Espero que a resposta para ambos os casos seja: “o céu!”

hoje escreves tu: Em vez de servirem o Sporting, servem-se do Sporting

Pego num exclusivo do «Sporting, O Nosso Ideal», que, acredito, vai fazer com que me perguntem se gosto de mexer em merda. A pergunta é matreira e eu respondo que não. Mas acho que é meu dever ajudar a mostrar a todos os Sportinguistas o mal que se foi fazendo ao nosso clube.

Em vez de servirem o Sporting, servem-se do Sporting, by Sporting o Nosso Ideal

Tal como o título refere, em vez de servirem o Sporting, servem-se dele. E de quem podíamos estar a falar? De muita gente, mas vamos apenas falar de 2 ex-dirigentes, bem recentes, do Sporting Clube de Portugal. Existem inúmeros ex-dirigentes do nosso clube, outros recentes, outros nem tanto, sim, porque recentes ou não, destruíram o Sporting e querem-se apoderar dele. Hoje, vamos falar de Carlos Freitas e Luís Duque. Os “Homens Fortes do futebol Leonino”, designados assim por Godinho Lopes. Vamos falar deles e vamos falar do que têm andado a fazer desde que saíram do seu cargo no clube. Carlos Freitas e Luís Duque, após saírem do Sporting Clube de Portugal, não saíram de mãos a abanar, até pelo contrário, saíram a ganhar. Os dois ex-dirigentes desportivos do Sporting Clube de Portugal, saíram do clube com alguns acordos com Godinho, nomeadamente, que iriam continuar a receber os seus ordenados MILIONÁRIOS, por muitos mais meses após a sua saída. Continuaram a receber os seus ordenados, bónus, prémios, continuaram até a usar as viaturas do clube mais cartões de combustível, isto tudo pago do pelo clube. Os bónus e prémios que recebiam, permitiam viverem luxuosamente ao ponto de comprarem carros próprios, de luxo.

Após a chegada do nosso grande e actual presidente, Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho, essas regalias acabaram. E quando digo que acabaram, acabaram mesmo. Os dois ex-dirigentes deixaram de receber os seus ordenados, deixaram de usufruir das viaturas e dos seus cartões de combustível. Como é óbvio não estamos a condenar a atitude de Bruno de Carvalho. Estamos a apoiar. Se os senhores, se assim se podem chamar, não exerciam qualquer tipo de função no clube, não tinham que receber 1 cêntimo sequer. Depois de Bruno de Carvalho ter terminado com isso tudo, os dois ex-dirigentes do Sporting ponderaram e avançaram mesmo com processos judiciais contra o Sporting Clube de Portugal, exigindo assim os ordenados em atraso que tinham acordado com Godinho Lopes. Os processos estão a decorrer e ainda não se sabe a continuidade dos mesmos.

A ex direcção do nosso clube, tal como outras anteriores, deixou marcas profundas em todos os Sportinguistas e principalmente no clube em geral. Aproveitaram-se tanto do Sporting, ao ponto de, até, pedirem camisolas e equipamentos completos oficiais e licenciados do Sporting Clube de Portugal com números e nomes de jogadores do clube e falsificarem as assinaturas dos atletas, escritas nos equipamentos, para no fim, venderem as camisolas por terceiros, num negócio alheio ao clube, rendendo milhares de euros que foram parar aos bolsos de um ex-dirigente acima referido.

Ao que o “Sporting o nosso ideal” apurou, recentemente, Carlos Freitas, aconselhou Bruma a não renovar com o Sporting CP. Acrescentamos também, que o mesmo ex-dirigente leonino, desviou Pizzi, jogador que estaria perto de assinar pelo Sporting Clube de Portugal, para o clube rival, Benfica. Não foi o único. O novo jogador do Sport Lisboa e Benfica, Funes Mori, foi desviado do Porto também, pelo ex-dirigente.

Zelamos pela verdade, e pela verdade não passaremos.
Por um Presente e Futuro melhor, em prol do nosso clube, faremos o que for necessário para o ajudar a ultrapassar obstáculos difíceis ou fáceis. Só unidos iremos conseguir.
O SPORTING É NOSSO, OUTRA VEZ!

Hoje escreves tu: Sportinguização

Tema muito interessante, o do aproveitamento das Escolas Academia Sporting para potenciar o Sportinguismo. Ainda para mais, aos olhos de alguém que trabalha directamente com essa ferramenta cheia de potencial. (desculpem o caps original, mas estou sem tempo para estar a editar).

SPORTINGUIZAÇÃO, by Nero

A CONVITE DO ANFITRIÃO DEIXO AQUI UM DESABAFO A PROPÓSITO DE UM TEMA TÃO VULNERÁVEL DE MOMENTO NO NOSSO CLUBE.

ANTES DE MAIS PERMITAM-ME O CARTÃO DE VISITA: EU SOU O RUI; SOU SPORTINGUISTA SE CALHAR MESMO ANTES DE SER RUI E TENHO A SORTE DE VESTIR DIARIAMENTE A CAMISOLA DO MEU CLUBE POIS SOU TREINADOR NUMA DAS ESCOLAS ACADEMIA SPORTING NO NORTE DO PAIS. A MINHA DISSERTAÇÃO BASEIA-SE NA MINHA EXPERIÊNCIA COMO FUTEBOLISTA QUE FUI, COMO TREINADOR QUE SOU E SOBRETUDO COMO ADEPTO QUE FUI, SOU E SEREI! ADIANTE…

AS EAS SÃO UM FRANCHISING DA MARCA SPORTING ESPALHADAS POR TODO O PAÍS COMO QUALQUER MACDONALDS, A DIFERENÇA É QUE NAO CONTRIBUEM PARA A TAXA DE OBESIDADE INFANTO-JUVENIL NEM TÊM UM PALHAÇO À PORTA… TÊM VÁRIOS! CALMA. NÃO NO SENTIDO DEPRECIATIVO DA PALAVRA MAS SIM FIGURATIVO. OS TREINADORES E COLABORADORES DAS EAS SÃO OS PALHAÇOS QUE ALEGRAM E INCENTIVAM CENTENAS DE MIÚDOS DIARIAMENTE, SÃO ESSAS PESSOAS, SPORTINGUISTAS OU NÃO, QUE OS ESTIMULAM A LUTAREM POR UM SONHO. O SONHO DE UM DIA VESTIREM A CAMISOLA SÉNIOR EM ALVALADE.

O GRANDE PROBLEMA AQUI É QUE ESTE SONHO SÓ SE CONSEGUE VENDER POR UNS MESES PORQUE RAPIDAMENTE SE PERCEBE QUE EXISTE POUCO SUPORTE DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL A ESTA PARTE. HÁ UM SUB-APROVEITAMENTO DESTAS ACADEMIAS… É FACTUAL QUE DEVEM DAR ALGUM LUCRO À EMPRESA-MÃE, NO ENTANTO A MEU VER AO CLUBE PODERIAM SERVIR NÃO SÓ COMO PONTOS DE SCOUTING MAS TAMBÉM DE MERCHANDISING DE CLUBISMO. A ATRAVESSAR UMA FORTE CRISE DE IDENTIDADE O NOSSO CLUBE TERIA TUDO A GANHAR SE ATRAVÉS DESTAS EAS ESPALHADAS PELO PAÍS ANGARIASSE NOVOS SÓCIOS, MELHOR (!), SÓCIOS NOVOS. SÓCIOS DESSES SEM CHEIRO A MOFO E QUE VALEM UM MÍSERO VOTO MAS QUE PODERÃO DAR OUTRA VIVACIDADE AO SCP E REDIMENSIONA-LO AO NÍVEL DE OUTRORA, JÁ QUE CADA SPORTINGUISTA DE DEZ ANOS GARANTE PELO MENOS + DUAS LINHAS DE DESCENDENTES AFICCIONADOS AO SCP.

CADA EAS RECEBE DEZENAS DE MIÚDOS E EM VÁRIOS ESCALÕES, E PELO QUE VEJO INFELIZMENTE ESTES MIÚDOS REPRESENTAM APENAS UM NÚMERO EM EUROS MENSALMENTE. ERA RECOMPENSADOR SE SE ORGANIZASSEM TREINOS ESPORADICAMENTE NA ACADEMIA EM ALCOCHETE OU UM TORNEIO INTER-EAS, ENFIM ALGUMA COISA QUE CATIVASSE AS CRIANÇAS E INERENTEMENTE OS PAIS DELAS, ALGUMA COISA QUE GARANTISSE NÃO SÓ AS INSCRIÇÕES NAS ÉPOCAS SEGUINTES MAS TAMBÉM A VAIDADE DE VESTIR UMA CAMISOLA LISTADA DE VERDE E BRANCO. O CLUBISMO COMPRA-SE… O SPORTING SÓ PRECISA DE O SABER VENDER PORQUE BOAS MONTRAS JÁ TEM.

ALÉM DISSO NUMA ALTURA EM QUE COMEÇAM A EMERGIR ESCOLAS DE OUTROS CLUBES, É IMPORTANTE NESTA FASE DA VIDA DO CLUBE MANTER A SUA HEGEMONIA NA FORMAÇÃO, A SPORTINGUIZAÇÃO EVITARIA OS EFEITOS DO ASSÉDIO DESSES OUTROS AOS NOSSOS PEQUENOS JOGADORES E, AQUI CONFESSO, DAR-ME-IA UMA CLARA AJUDA ENQUANTO TREINADOR DELES.

E QUE FORMA MELHOR DE CATIVAR MIÚDOS DO QUE POR EXEMPLO UM DIA COM UM JOGADOR SÉNIOR?? SIM, DESSES TAIS QUE APARECEM NA TV! OU AINDA UM BILHETE-FAMÍLIA PARA O JOGADOR DO MÊS PARA UM QUALQUER JOGO…

ENFIM, SERIA TÃO FÁCIL SPORTINGUIZAR SEM DIFICULDADE NEM CUSTOS ACRESCIDOS NESTAS EAS QUE EU COMO ADEPTO DO CLUBE E COLABORADOR NUMA DELAS SINTO-ME INCOMODADO COM TANTO DESPERDÍCIO.

hoje escreves tu: Qualidade a mais para mais para estar na 2.ª Liga

Um curioso exercício sobre alguns dos nossos mais promissores jogadores e o que poderá ser melhor para a sua evolução.

Qualidade a mais para mais para estar na 2.ª Liga, by Ruben Pinheiro

João Mário, Ricardo Esgaio e Zezinho: se há um 1 ou 2 meses seria normal pensar que algum destes jogadores ou mesmo os 3 pudessem estar na primeira equipa do Sporting na época 2013/2014, o decorrer da pré-epoca confirmou o contrário e nenhum destes jovens ao que tudo indica fará parte dos 22 escolhidos para a equipa de Leonardo Jardim. Este desfecho ocorre devido a diversos factores e circunstâncias que não cabe agora enunciar, e não me vou debruçar sobre a justiça ou eventual injustiça da não inserção destes jogadores, mas sim pôr olhos na época que se avizinha e tentar perceber aquilo que seria o mais indicado para a boa evolução destes jovens com um potencial que está à vista de todos.

No meu entender, o ideal depois da não integração na 1.ª equipa seria mesmo o empréstimo a uma equipa da Liga Principal ou mesmo um clube estrangeiro que garanta minutos a estes jogadores (como por exemplo o parceiro Cercle Brugge, onde evoluiu William Carvalho), sendo que este meu entendimento deriva principalmente de 2 motivos muito fortes como são o facto de o Sporting ter cerca de 18 jogos até à reabertura do mercado e a não ser que haja uma grande onda de lesões ou rendimento muito aquém de alguns jogadores da equipa principal muito dificilmente estes 3 jogadores irão ter muitos minutos na 1.ª equipa e acima de tudo devido à menor qualidade que apresente a nossa 2.ª Liga (por muito que o equilíbrio e a imprevisibilidade da classificação final nos tente “enganar”).

A verdade é que por exemplo os jogos feitos pela equipa B do Sporting em casa, que tive oportunidade de ver (e foram a maioria), eram invariavelmente a um ritmo muito baixo e com um jogo de posse por parte dos jovens leões sem grande oposição dos adversários pois no 2.º escalão ainda permanece muito a cultura do “pontinho” e para muitos treinadores jogar fora ainda é sinónimo de recuar as linhas jogar no bloco muito baixo sem correr grandes riscos e caso o empate aconteça estaremos sempre na presença de um óptimo resultado, e contra um equipa com a qualidade técnica do Sporting B a equipa média desta 2.ª Liga limita-se a deixar jogar sem fazer um pressing muito incisivo sobre o portador da bola, portador esse que se for por exemplo João Mário apenas terá que jogar aquilo que sabe, impondo a sua qualidade técnica e jogando quase que de “cadeirão” (como é frequente se dizer entre os adeptos de futebol).

E é esta falta de exigência constante (que acontece de forma ainda mais acentuada nos campeonatos nacionais da formação) que faz com que a evolução não se faça tão depressa como poderia acontecer, e que estes jogadores muitas vezes não tenham a rodagem competitiva exigida para o mais alto nível consumando-se depois na tal falta de “intensidade” que o adepto reclama por exemplo na selecção de sub-20 que jogou na Turquia.

João Mário: Diria que não seria descabido de todo apelidar este jogador como o “Thiago Alcântara Português”, pois à semelhança do espanhol poderá ser no futuro um jogador capaz de fazer as 3 posições do meio campo (6, 8 ou 10) dada a sua qualidade técnica para a recepção de bola e execução do passe (seja curto ou longo) sempre junto a um grande discernimento sobre qual a melhor opção para dar continuidade à jogada, consubstanciado isso numa grande visão de jogo. Os aspectos a melhorar são sobretudo: o remate e a capacidade para aparecer mais em zonas de finalização, a velocidade de execução com a bola nos pés, o doseamento do esforço (pois muitas vezes faz a transição defensiva a passo) e a capacidade para ir ao choque com médios mais robustos fisicamente. E a correcção destes erros seria mais rápida num campeonato mais forte.

Zezinho: Jogador muito forte com bola, tendo como principal característica a dificuldade que os adversários têm em lha roubar, pois é muita forte a protegê-la e tem qualidade técnica para conseguir suprir a pressão do adversário que a tenta roubar. Tem a força física para ser o “bicho” que a posição 6 ou 8 exige que seja, mas deverá aprender também a dosear o esforço e o posicionamento em campo para que o seu desempenho defensivo e capacidade para cortar linhas de passe seja constante ao longo de todo o jogo. O seu grande defeito diria que é a falta de percepção sobre aquele que deve ser o momento certo para soltar a bola exagerando muitas vezes na condução da mesma, quando a devia soltar de forma mais rápida como se exige na primeira fase da transição ofensiva (defeito que poderia desaparecer aos poucos num campeonato com um ritmo mais alto que a 2ª Liga).

Ricardo Esgaio: Aquilo que impressiona mais em Esgaio é mesmo a sua inteligência com e sem bola. Estando nós na presença de um jogador que percebe o jogo, ao contrário de muitos dos seus colegas que só são jogadores devido às características físicas que possuem como atletas. É esta inteligência para entender o que o jogo exige, que faz com na época passada a sua polivalência o fizesse ser opção para a maioria das posições do campo (tendo mesmo jogado a defesa esquerdo). Apesar de fazer bem as alas dada a sua velocidade com bola, finta curta, raça e capacidade para aparecer a finalizar jogadas fazendo dele um jogador com muito “golo”, a posição em que talvez poderia ser melhor potenciado é mesmo a médio interior pois é muito forte na recepção e no passe, na capacidade para jogar de primeira e executar rápido aliando isso a uma boa visão de jogo e uma grande intensidade com e sem bola. No fundo estamos a falar de um jogador com grande QI futebolístico, que seja a jogar a lateral, extremo ou médio tem tudo para ser muito útil à equipa A do Sporting nos próximos anos.

Ao que consta, a direcção está mesmo a ponderar a possibilidade de emprestar o irmão de Wilson Eduardo, mas deveria também fazê-lo com Esgaio e Zezinho, dando-lhes assim a possibilidade de jogar a um nível mais elevado que a Liga “Revolução by Cabovisão”, regressando depois mais fortes ao Sporting, e serem opções válidas na 1ª Equipa (tendo sempre aberta a possibilidade de regressarem já em Janeiro em caso de necessidade).

hoje escreves tu: Um sonho (im)possível

capeleputos

 

Abrimos a semana com um hoje escreves tu, precisamente por ir ao encontro de um post que eu pensei escrever e que teria como tema a questão da aposta na formação. Assim sendo, ao texto do Marodri, que já esteve perto de tornar-se cronista do Cacifo sobre assuntos relacionados com os nossos putos, acrescento o meu ponto de vista e abro espaço a uma troca de ideias que, ao fim ao cabo, nos fará pensar no nosso ADN.

Um sonho (im)possível, by Marodri

Sou um Sportinguista já veterano, mas desde sempre um apaixonado e seguidor do nosso futebol de formação.
Assim, quando muito se fala do exemplo do Borussia Dortmund e se vive uma justificada euforia com os jovens atletas da nossa Academia , resolvi fazer um exercício imaginativo e criar um plantel totalmente oriundo da nossa formação para que, daqui por dois anos (2015/2016) , possamos lutar pelo título nacional e marcar presença honrosa nas competições europeias.
Claro que isto é um desejo quase utópico, trata-se apenas de um exercício imaginativo que, para ser minimamente possível necessitaria de um Presidente forte e com carisma (não fui apoiante de Bruno de Carvalho, mas agora é o meu Presidente, tem o meu apoio e confio nele), um treinador com coragem (acredito no Leonardo Jardim) e uma massa adepta apoiante e paciente.

PLANTEL

Guarda Redes – Rui Patrício e Vitor Golas.
Defesas Dtos. – Cedric Soares e Mauro Riquicho (sub 19).
Defesas Esqs. – Mica Pinto e Ruben Ribeiro (sub 19).
Defesas Centrais – Tiago Ilori, Eric Dier, Tobias Figueiredo e Ruben Semedo.
Médios Defensivos – Fabrice Fokobo e Wlliam Carvalho.
Médios de Transição – Adrien Silva e Luka Stojanovic.
Médios Ofensivos –  André Martins, João Mário e Filipe Chaby.
Médios Alas – Ricardo Esgaio, Carlos Mané, Bruma e Iuri Medeiros.
Avançados – Betinho, Guedes, Wilson Eduardo e Cristian Ponde (sub 19).

Teríamos pois um plantel de 26 atletas com: –  um guarda redes de nível excepcional e outro com muito valor e margem de progressão; quatro laterais com alta rotação e bastante ofensivos; quatro centrais com média de altura de 1,90 m, com muito valor e que se complementam muito bem; dois médios defensivos muito fortes , tanto física como tacticamente; dois médios de transição dinâmicos e com poder de remate, três médios ofensivos com muita técnica e boa visão de jogo; quatro médios ala que actuam em qualquer dos flancos, rápidos e desequilibradores; quatro avançados, sendo dois mais fixos e dois bastante móveis.

É lógico que, destes atletas alguns poderão sair do Sporting e outros perder-se-ão pelo caminho, mas também existem outros valores que em breve irão aparecer (Manafá, Palhinha, Domingos Duarte, José Postiga, etc., etc.).
Não se esqueçam de imaginar estes jovens com mais dois anos de idade, de rodagem e de experiência.
Utópico? –  Sim!  Impossível? – Talvez não!

Saudações leoninas
Marodri

Um sonho (im)possível, by Cherba

Sou um Sportinguista com 31 anos dedicados à causa (e mais cinco de vida), ou seja, estarei a meio do percurso que me permitirá assumir-me como um veterano verde e branco.
Isso não me impede de, há largos anos, sonhar com conquistas assentes na prata da casa. Cresci a ouvir “estórias” sobre Futre e admirar o seu futebol, a entusiasmar-me com Figo (e a aplaudir Paulo Torres ou Emílio Peixe, por exemplo), Beto conquistou o meu respeito, Dani enervou-me pela forma como “cuspiu” no seu próprio talento, Hugo Viana podia ter sido bem mais do que foi, Quaresma podia ter sido ainda mais, Cristiano Ronaldo dispensa apresentações, Moutinho é uma recordação agridoce, Djaló foi o melhor do mundo na cabeça de Boloni (mas, ainda assim, parte importante da equipa que mais me fez ferver o sangue nas última década), Miguel Veloso apostou todas as fichas na sua conta bancária…
A estes exemplos, junta-se uma memória incontornável e com mais peso do que o contemporâneo exemplo chamado Dortmund: o Ajax, por quem torci naquela final frente ao AC Milan. É esse Ajax que serve de exemplo ao sonho que partilho com o Marodri (já agora, camarada, parto do princípio que, se buscas um presidente com carisma, há anos que vens votando em branco) e é esse Ajax que me diz que poderá ser um erro apostar num plantel unicamente formado por jogadores oriundos da formação.

É verdade que estamos numa espécie de ano zero onde, desde logo, conseguimos algo fundamental: contratámos um treinador (sim, esse Ajax também tinha um belíssimo treinador). Também é verdade, que estamos num ano em que não existem competições europeias. Também é verdade, que se torna impossível não ficar entusiasmado com os nomes apontados pelo Marodri.
A questão, a meu ver, é que este ano zero resulta da nossa pior época de sempre… resultante de outras épocas em que sentimos o Leão atolar-se cada vez mais. Olhar para 20 e tal miúdos como salvadores, carregando-lhe sobre os ombros a tarefa de reerguer o Rampante, pode ser um risco. Sou da opinião que o aplauso entusiástico e a crença de que estamos a formar mais não sei quantos melhores do mundo, separa-se do assobio e do «este gajo é uma merda!» por uma linha demasiado ténue. Sou da opinião que, por mais carisma que um miúdo tenha, há momento de pressão em que é fundamental ter a sua lado alguém mais experiente, alguém capaz de assumir a bola, alguém capaz de servir de referência. Mais, alguém capaz de assumir o erro e de chamar a si os assobios que seriam para o puto.

Nesse sentido, não me parece errado ter jogadores vindo de fora. Já o disse, aqui, e percebo perfeitamente que na sua maioria não sejam nomes capazes de gerar ondas de entusiasmo. Já não percebo que comecem a ser etiquetados antes mesmo de assinarem contrato, mas, lá está, ao menos que o comum adepto descarregue frustrações e assobios sobre quem vem de fora. Pode ser que, assim, os putos possam crescer um pouco mais afastados das críticas. Pode ser que a aposta na formação tenha espaço para a sua revolução ponderada (sim, ao contrário de algumas teorias mal intencionadas defendem, estamos a apostar na formação. Dez renovações de contrato que qualquer adepto desejaria, são prova disso. A presença, constante, de Chaby ou Ponde na equipa principal é prova disso. Dizer que ter Patrício, Cédric ou Adrien a titulares não conta para reforçar a ideia de que esta direcção aposta na formação, é um argumento que seria utilizado ao contrário se qualquer um deles fosse relegado para o banco por uma qualquer contratação). Pode ser que, escudado por terceiros, este sonho se torne cada vez mais possível.