Eu quero ver se o teu desejo se torna realidade, Ilori

Ilori concedeu uma entrevista ao jornal oficial do nosso maior inimigo, o Jogo e o fcPorto, respectivamente.
Acabei por encontrar um excelente resumo da mesma no Notícias do Futebol, que vos deixo em seguida, sintetizando tudo com uma nota que me desperta curiosidade: Tiago Ilori afirma que estava preparado para não jogar durante dois anos, de forma a fazer valer os seus direitos e a conseguir dar o salto que queria. Eu quero ver é se ele está preparado, caso tenha que ficar dois anos a treinar, a ver os jogos da bancada e a ouvir os Beatles.

 

Tiago Ilori acabou de se transferir para o Liverpool e, em entrevista ao jornal “O Jogo”, explicou o porquê dessa mudança e de não ter aceitado renovar com o Sporting, sublinhando que teve muito mais a ver com algumas cláusulas do contrato proposto pelos leões do que pelo vencimento em si. “Fizeram-me uma proposta de renovação e estivemos em negociações. Acabei por não aceitar, não tanto pelo ordenado, mas devido a algumas cláusulas e pela duração do contrato. Tinha noção que poderia ser bom ficar no Sporting para jogar mais e ganhar experiência, mas não tinha medo de dar aquele passo em frente nesta altura. Depois, as coisas arrefeceram. Não é que eles tenham perdido o interesse, mas numa negociação tem de haver aproximação das pretensões de ambas as partes. E eles nunca se mais quiseram aproximar”, atirou o internacional sub-20 português.

De acordo com o jovem luso-britânico, o Sporting até começou por demonstrar grande esforço para tentar a renovação de contrato, contudo, essa intenção foi-se perdendo com o passar do tempo. “No início até houve um esforço grande. E não me posso queixar, porque sei as condições que me propunham. Os valores não eram maus, mas havia coisas que me preocupavam. Não me sentia bem com algumas cláusulas e a duração do contrato. Gosto muito do Sporting, mas não queria estar lá para o resto da minha vida; queria dar um passo em frente, fosse agora ou mais tarde. Com um contrato com tantos anos de duração, tinha receio que se um dia quisesse sair, eles podiam não me deixar”, explicou.

O Liverpool acabou por surgir no caminho de Tiago Ilori, como opção para o seu futuro imediato, contudo, o defesa-central assumiu que, mesmo que os “reds” não surgissem em cena, seria bem provável que não renovasse. “No início até estive perto de um acordo. Mas depois nunca mais disseram nada, nem voltaram a apresentar uma contraproposta. Tinha mais dois anos de contrato, havia tempo e não tinha que ser pressionado para renovar com condições que eu não queria. Acho que não renovava mesmo”, sublinhou a “O Jogo”.

Preparado para ficar dois anos sem jogar

Enquanto não renovasse, tudo indicaria que Tiago Ilori não seria utilizado pelo Sporting e o defesa-central reconheceu que estava inclusivamente preparado para ficar dois anos sem jogar. “Sim, estava. Acho que faria o que fosse necessário. Se não me iam deixar jogar porque eu não renovava, não fazia sentido obrigarem-me a ficar no Sporting, ainda por cima tendo uma proposta. Assim, arriscavam-se a não ganhar nada daqui a algum tempo”, atirou.

Uma paragem tão longa poderia ser fatal para a evolução de um jogador com a idade de Tiago Ilori e o defesa-central reconheceu isso mesmo, sublinhando que essa hipótese o deixava assustado. “Assustava. Ficar dois anos sem jogar não seria bom nem para mim, nem para um jogador de 30 anos. É algo que pode acabar a carreira de um jogador. Mas senti que estava a ser pressionado para assinar um contrato que eu não queria assinar. Com mais dois anos, não tinha que assinar nada. Sentia-me nesse direito”, confessou.

Apesar disso, o jovem luso-inglês nunca ponderou forçar a saída por uma via legal, tendo sempre acreditado que ia ser do Sporting a bem. “Nunca, nunca. Queria fazer tudo para que isso não acontecesse. Sabendo que não queria renovar com o contrato que estava em cima da mesa, já me tinha mentalizado que, com as propostas que tinha, ia sair”, referiu, antes de comentar as renovação de 17 jogadores que, ao contrário de Ilori, optaram por ficar em Alvalade. “Cada um tem de tomar a sua decisão. Acho que nenhum deles fez mal. Eles é que sabem o que pretendem do clube e o que o clube pretende deles. Se isso foi o melhor para eles, então acho muito bem que tenham assinado. E se aceitaram as condições é porque alguma coisa está bem”, afirmou a “O Jogo”.

Compreendeu decisão de Bruma

Apesar de achar que o luso-guineense, tal como ele próprio, nunca quis abrir uma guerra com o Sporting, Tiago Ilori diz compreender a decisão de Bruma, pois entende que essa foi a única forma que o extremo encontrou para conseguir sair de Alvalade. “Acho, em ambos os casos, que nenhum de nós queria que isso acontecesse. Possivelmente, o Bruma sentiu que era a última opção que tinha para poder sair, pois sentiu que estava na altura de dar um passo em frente e mudar de clube. Não porque não gostasse do clube, pelo contrário, o Bruma sempre foi sportinguista, mas por causa da carreira dele. Não chegaram a acordo para renovar e tentaram arranjar uma solução. Não acredito que tenha sido a primeira opção dele, foi mesmo a última. O que quer dizer que tentaram muita coisa antes disso e o Sporting não aceitou”, explicou.

Tal como sucedia com Bruma, também Tiago Ilori é representado por Pini Zahavi que, em Portugal, delega essa função ao seu sobrinho Nir Zahavi, mas o defesa-central nega que a ruptura que existiu entre Bruno de Carvalho e o super-agente não foi importante no seu processo. “Não acredito. O Sporting queria fazer o melhor negócio comigo, fosse renovando ou vendendo, e não podia entrar em ruptura com Zahavi ou não chegavam a acordo nenhum”, atirou, antes de reconhecer que nunca colocou a hipótese de abandonar Zahavi. “Nunca, até porque sempre me tratou bem e sempre colocou os meus interesses à frente de tudo. Se eu lhe tivesse pedido para renovar com o Sporting, ele teria renovado. Aconselhava-me, mas nunca me disse para ficar ou sair, as decisões eram minhas”, finalizou a “O Jogo”.

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Resumo da entrevista

Confesso que nunca pensei que fosse tão simples resumir cinco páginas de entrevista:
é uma entrevista do Cacifo!
é louvável o esforço para defender o Bruma, mas eu dispenso vê-lo novamente de Leão ao peito. Não tem dignidade para tal.
Ilori vai pelo mesmo caminho.
dos outros dois bandalhos, pouco mais há a dizer. É fechar-lhes as portas.
É uma entrevista do Cacifo! Ah, já vos disse?
Vai dar um prazer redobrado conquistar títulos com pessoas que sentem o Sporting desta forma.

Não entendo a pancada

Voltaram a dizer-me, hoje, que foi uma estupidez não termos ido buscar o Steven Vitória.
Eu respondi que ele só tinha ido parar ao outro lado da segunda-circular, por ter Steven no nome; que gosto mais do Steven Seagal; que se o futebol tivesse a possibilidade de substituições para marcar penaltis era fixe; que o Jardel também era o maior quando estava no… Estoril; que eu sou suspeito para discutir estas coisas, porque sempre me incomodou ouvir Sportinguistas a dizer que o «Maicon e o Rolando é que eram» ou que «faz-nos falta um Luisão» (logo eu que sempre achei que, com menos 20 centímetros, o cabeçudo seria uma nova versão do Argel).
Depois, face ao «foda-se, tu és sempre a mesma merda!» com que fui brindado, concluí: eu quero é ver o Dier e o Ilori a jogarem juntos e a formarem uma das melhores duplas do mundo.

p.s. – já agora, e porque precisamos de avançados, dava bem mais jeito conseguir o Zé Luís, do Braga, que parece ter carta branca para rumar a Belém.

Chamada para Liverpool

Ian Ayre?
Sim!
Ouvi dizer que querem contratar o Tiago Ilori. É verdade?
Oh, sim! Absolutamente! É um enorme talento!
Sem dúvida que é. E acha que um enorme talento só vale 4,5 milhões de euros?
Bem… também não sabemos se ele virá a ser o craque que esperamos, certo?
É verdade. Mas, foda-se, o rapaz tem uma cláusula de 30 milhões!
Nós emprestamos um craque marroquino!
Já temos um, bem melhor do que o vosso…
Mas este é extremo!
Temos melhores.
Então, o que é que propõe?
15 milhões é uma boa base para começarmos a falar…
Está louco?!?
Não.
15 milhões, por um jogador que só tem mais um ano de contrato?!?
Porra, pensava que estava a falar com o Godinho…
What?!?
Nada, nada. Estava a pensar alto. Bem, vamos lá falar a sério.
Por esses valores não dá para falar… Ainda por cima, o Tiago já nos disse que quer vir para Liverpool.
Foi?!? Nem sabia que ele gostava dos Beatles… Mas sabe que não basta ele querer, certo? Pelo menos, enquanto tiver contrato…
Então prefere que ele venha daqui por um ano, a custo zero?
Não sei se daqui por um ano vocês ainda vão lembrar-se de um reserva da nossa equipa B…
Era capaz de fazer isso ao miúdo?
Tanto quanto vocês e o Zahavi são capazes de manipulá-lo…
Se calhar é melhor desligar…
Espere, tenho uma nova proposta.
Diga.
5 milhões mais o Sebastián Coates!
Fuck!
You!

 

Zahavi. Pini Zahavi (só para decorarmos o nome)

Começou aqui: «A SAD, entretanto, continua a trabalhar em vários dossiers e um dos mais exigentes passa pela renovação de Bruma. Como o Maisfutebol já noticiou, o Sporting considera a renovação do extremo prioritária e tem acordo com Bruma relativamente ao salário do jovem: falta acertar o prémio. O Sporting considera que as exigências de Zahavi são muito altas e não está disposto a recuar, enquanto o agente continua a também não ceder. Para tentar chegar a um acordo, a próxima semana deve incluir Catio Baldé nas negociações entre as partes»

Continua aqui: «As posições entre direção do Sporting e a empresa que está a fazer a gestão do processo do Bruma estão extremadas. Não há um acordo de entendimento entre o que o Sporting quer e o que empresa acha que é o melhor para o jogador. É essa a situação em que estamos», disse Cátio Baldé, em declarações à Antena 1, sustentando que a intenção do jovem que trouxe da Guiné-Bissau é continuar em Alvalade. «Isso sempre foi a vontade dele. É um jogador jovem, sabe que ainda não fez nada está a iniciar a carreira e mudar de ares não fazia sentido nenhum.»

p.s. – ao que parece, o Sporting oferece 5 anos de contrato, tanto a Bruma como a Ilori, evoluindo até atingir os 700 mil euros brutos (mais prémios por objectivos). O Pini, o tal que tem o nome associado “à fuga do Moutinho”, quer  um milhão por ano.