A todos os que gostam de começar o dia a ler uma coisa chamada Correio da Manhã

Hoje um diário generalista publicou uma “notícia” versando o meu depoimento à CAP, enquanto testemunha do Sporting CP, no âmbito do caso Bruma. Aliando o teor criativo do texto à falta de rigor do processo (estranhamente ou não fui contactado pelo diário em causa durante o processo criativo em causa) enviei aos media o esclarecimento que agora aqui partilho sabendo que existem muitos amigos Sportinguistas interessados na matéria, esta sim, de facto.

ESCLARECIMENTO
Um diário generalista publicou na sua edição de hoje, 21 de Agosto de 2013, um artigo que visou, não só trazer a público, como igualmente interpretar o conteúdo do depoimento que prestei, enquanto testemunha indicada pela Sporting SAD, no processo que decorre na Comissão Arbitral Paritária acerca da validade do contrato que liga o atleta Armindo Tué Bagna ao Sporting até Junho de 2014.
Em defesa da honra e da verdade dos factos impõe-se um esclarecimento:

1. O artigo publicado pelo jornal em causa incide sobre o meu depoimento enquanto testemunha num processo em curso e cujo conteúdo é conhecido apenas dos elementos presentes na audição, facto que devia motivar uma reflexão e inclusive investigação por parte da justiça desportiva de modo a evitar a descredibilização dos processos que conduz e que assentam, entre outros factores, no sigilo e defesa do conteúdo dos mesmos, face a tentativas de instrumentalização da conclusão/decisão final dos processos em curso.

2. Em nenhum momento o referido jornal me contactou no contexto da notícia em causa procurando qualquer esclarecimento ou validação do conteúdo publicado, como seria expectável e exigível à luz das mais elementares regras do exercício de um jornalismo sério, independente e que vise informar com verdade.

3. O argumento central do artigo publicado, assenta na conclusão de que, ao terem existido negociações entre a Sporting Clube de Portugal SAD e o atleta Armindo Tué Bagna e seus representantes, visando a renovação do contrato do atleta com o clube, tal permitiria concluir que a Sporting SAD reconheceria, na altura, que o contrato que ligaria o atleta ao clube até 2014 não seria válido. Tendo em conta a recorrência com que clubes e atletas negoceiam novos vínculos independentemente da existência, como se verificava, de contratos em vigor, esta interpretação criativa apresenta-se como inexplicavelmente grosseira, pueril e não recolhe sequer sustento na observação prática, mais ou menos informada, da realidade do futebol profissional e da relação entre clubes e atletas neste contexto.

4. Em defesa da honra, da verdade dos factos e do esclarecimento devido dos interessados, elucido que em boa verdade existiram negociações por mim conduzidas visando a renovação do acordo entre o Clube e o atleta no período entre Dezembro de 2012 e Março de 2013, acordo esse que substituiria não só o contrato ainda em curso até Junho de 2013 como também aquele que liga o atleta ao Clube até Junho de 2014. Em nenhum momento deste processo o atleta ou seus representantes questionaram a validade tanto do contrato ainda em curso como daquele que agora é discutido.

Lisboa, 21 de Agosto de 2013
Pedro Cunha Ferreira
Ex Secretário-Geral da Sporting SAD

(retirado do Facebook do proprio Pedro Cunha Ferreira)

Verdes Anos: Os tomates no sítio e outras «estórias»

Belíssima entrevista, repleta de memórias, publicada, hoje, no i. O entrevistado é Domingos Castro, que nos brinda com verdadeiras pérolas!

O Domingos faz parte da nossa memória. No tempo em que só havia dois canais de televisão, estava sempre a aparecer.
Ui, bons tempos esses…

Quanto tempo ficou no Sporting?
Vivi lá 18 anos.

Viveu?
Sim, eu e o Dionísio fomos de Guimarães para o Estádio José Alvalade. Vivíamos lá dentro, no centro de estágio, e convivíamos com uma série de malta. Nem imagina…

Pois não, quantos quartos?
[Faz contas de cabeça em voz alta.] Onze.

E que malta era essa?
Ena pá, tantos, tantos. Começo pelos futebolistas: Futre, Litos, Figo, Fernando Mendes, Venâncio…

Havia de outras modalidades.
Claro que sim. Nós, por exemplo. Os dias eram assim: treino de manhã, almoço, treino à tarde e jantar. Nesses intervalos íamos ver todos os desportos, como boxe, karaté, voleibol, ginástica, hóquei em patins, ciclismo. De repente encontrávamos o António Livramento ou o Joaquim Agostinho.

Assim, sem mais nem menos.
Sim senhor [olha pela janela, como que a reviver todos os encontros]. Uma vez, o Joaquim Agostinho chamou-me: “Ó Domingos, vem cá comer estas caracoletas.”

Ui, grande Agostinho.
[Domingos ri-se e põe a língua de fora em tom de desaprovação.] Não sei se sabe, mas lá em cima, e eu e o Dionísio somos de Guimarães, não se vê caracóis em lado nenhum. Não é um petisco comercial como cá em Lisboa. Bom, o Agostinho está ao lado de uma panela e chama-me. Ele tinha acabado de fazer caracoletas e queria que as provasse. Se dissesse à minha mãe que tinha provado caracoletas, ela caía para o lado. Como era o Agostinho, lá tive de provar. Meti a primeira na boca, mastiguei-a e fiz um sorriso. O Agostinho a olhar para mim. Comi a segunda e depois não quis mais. Não por falta de qualidade, mas por falta de hábito. Ainda hoje não me consigo ver a comer caracoletas [deita a língua para fora novamente].

Livramento, Agostinho, que classe.
E faltam outros. Do ciclismo, dei-me ainda com o Marco Chagas, o Alexandre Ruas, o Emídio Pinto. Repare, ainda apanhei a pista de ciclismo em Alvalade.


Naquele tempo, o Sporting estava todo concentrado nesse espaço. A porta 10A era o sonho de qualquer atleta. Entrávamos ali todos os dias e ficávamos com pele de galinha. Agora lembro-me de uma história engraçada: uma vez saí do estádio, uma pessoa perguntou-me onde era a Rua Francisco Stromp e eu não sabia! A Francisco Stromp é aquela à frente do estádio. Então eu passava lá a vida e não sabia, que vergonha [dito isto, uma palmada na mesa mais uma gargalhada sonora].

Como atleta do Sporting, via os jogos de futebol?
[Faz uma careta, sinal de “pfff, lógico”].

Lembra-se de algum?
Muitos, o 7-1, o 6-3, isto com o Benfica, e o 2-1 ao Barcelona.

É de que ano esse jogo?
[Pensativo.] Acho que 1986/87, Taça UEFA. Perdemos lá 1-0 e cá estamos a ganhar 2-0 até dez minutos do fim [golos de Negrete 40′ e Meade 60′]. Quando nos marcam [Roberto 83′], que desilusão. Não me lembro de alguma vez ter saído do estádio tão desorientado.

Via os jogos onde?
Na bancada da pala. Dormíamos mesmo por debaixo dessa bancada central. Era só subir para os camarotes. Os sócios até faziam questão de nos ver por lá.

Também ia aos jogos fora de Alvalade?
[Faz uma careta como que a dizer “Sporting até ao fim”]. Uma vez fui à Luz. Encostado ao varão da escada, aquilo estava mais cheio que sei lá o quê. Ganhámos 2-1.

E fora de Portugal?
Quando havia tempo também íamos. Lembro-me de uma viagem à Roménia [começa a rir-se descontroladamente com a mão direita na testa].

Timisoara?
Isso, 1990. Tínhamos goleado 7-0 em Alvalade. Na comitiva, além de mim e do Dionísio, o Valentim Loureiro. Mal chega lá dá-nos uma pasta cheia de dinheiro, mas cheia mesmo, deste tamanho [e faz questão de a medir com as duas mãos em cima da secretária; garanto, era grande mesmo].


Bem, fomos às compras e não havia nada para comprar. A revolução que derrubou o regime do Ceausescu tinha sido em Dezembro do ano anterior. Começara até em Timisoara, pelo que ainda havia marcas de tiros nas paredes dos prédios e a cidade estava vazia. Só para ver, não havia nada nas lojas dos centros comerciais. Além de que aquele dinheiro não valia nada. Ou seja, tínhamos uma mala cheia de nada. Eu não consegui comprar nada e o Dionísio contentou-se com um lagarto de madeira [lá vêm as gargalhadas sonoras, com a mão a bater na mesa… de madeira].

E mais?
Mais? No dia do jogo, vamos para a bancada de imprensa.

Vamos?
Era aí que queria chegar. A disposição táctica é a seguinte: Dionísio, Marinho Peres e eu.

Marinho Peres, o treinador?
Exacto, ele estava suspenso, por ter feito um manguito aos adeptos do Malines na primeira eliminatória. A propósito, também fui à Bélgica ver esse 2-2. O guarda-redes deles era o Preud’homme. Mas vá, voltamos a Timisoara. O Marinho Peres está no meio de nós, eles fazem o 1-0, depois o 2-0. O Marinho vira-se para o Dionísio e diz-lhe “vai lá abaixo dizer para entrar o Luisinho”. Lembra-se do Luisinho? Que classe. Ele estava no banco. Entrou na segunda parte e não houve mais golos.


Espera aí, lembrei-me agora de outra bem boa. Ainda Timisoara. No jantar de despedida, no Hotel Continental, sabe o que aconteceu aos instrumentos da banda que estava a tocar?

Não faço ideia.
O presidente [Sousa Cintra] comprou tudo, de um momento para o outro!

E falar de atletismo, que é bom?
Também pode ser.

É o organizador da Meia Maratona de Luanda.
Vou hoje para lá, fazer os preparativos. O percurso é propício. É todo plano, do porto [de Luanda] à ponta da ilha [do Cabo]. Há estradas novas e uma paisagem encantadora. Só esperamos que o tempo nos ajude e a temperatura não esteja alta a 1 de Setembro.

Quantos atletas?
Estabelecemos um limite de 300. Vinte deles de ponta, com contrato assinado. Há prémios bons para os dez primeiros.

E se alguém bater o recorde mundial?
O recorde é 58 minutos e 23 segundos, de Tadese, da Eritreia, estabelecido em Lisboa há três anos. Se o baterem, o vencedor ganha 100 mil dólares [75 mil euros].

No seu tempo também era assim?
Sim, também eram tentadores.

Alguma vez ganhou?
Já [ups, gargalhadas; lá vem história]. Uma vez, o Gebrselassie bateu o recorde dos 10 mil metros em Oslo. Queria dar-me uma volta de avanço, isso é que era bom. Comecei a correr, a correr, a correr, ele sempre no meu pé e os organizadores a dizerem-me repetidamente Domingos out.

Porquê?
São proibidas lebres, atletas que puxem por outros. É uma prática comum, mas não era o caso, claro. Então continuei a correr até cortar a meta. Resultado: o Gebrselassie bateu o recorde do mundo.

Foi medalha de prata nos Mundiais-87 em Roma. Como foi?
Ainda hoje tenho esse dia aqui [aponta para a cabeça]. Antes da prova, eu e o Dionísio íamos a entrar para o estádio quando o Moniz Pereira [treinador] se separou de nós em direcção à bancada. De repente, menos de um minuto depois, vejo-o a vir ter comigo e diz-me só isto “hoje é o teu dia, tomates no sítio”. Ganhei a prata.

Atrás de quem?
Said Aouita, Marrocos. Uma jóia de pessoa.

No ano seguinte, Olímpicos de Seul.
Fui a quatro Jogos Olímpicos e essa aldeia olímpica foi a melhor de todas. Estávamos todos concentrados naquele espaço e divertíamo-nos sempre. O problema foi que não cheguei ao fim.

Então?
Fiquei em quarto lugar nos 5000 metros, mas ia em segundo na última curva. Chorei como um bebé [volta a olhar pela janela, com nostalgia] e tive de me ir embora nesse dia. O Comité Olímpico conseguiu-me um voo para Portugal.


Mas aquilo era malta fixe, impecável. Almoçávamos todos juntos, dávamo-nos muito bem. Todos, sem excepção. Lembra-se daquele cubano, Sotomayor, do salto em comprimento?

Sim.
Cada vez que o via chamava-lhe Banco Pinto e Sotto Mayor. Às tantas já era ele que me dizia isso [mais risos].

Quando tem que ser o presidente a manifestar-se, é porque a coisa já fede

«Leões ameaçam família de Bruma na Guiné», puxa, hoje, para chamada de capa, aquele nojo que nem para limpar o cu serve, intitulado Correio da Manhã. Procurei saber o que se passava, pois apesar da diminuição do número de leões na África Ocidental podia ter acontecido alguns deles terem resolvido ir rugir para a porta da família Na Bangna. Depressa percebi que, uma vez mais, estávamos a remexer na merda que se tornou esta novela, quando percebo que estes imbecis que se acham jornalistas noticiam que «Um indivíduo que se apresentou como emissário de Bruno de Carvalho está na Guiné-Bissau a “ameaçar e a pressionar” a família de Bruma».

Portanto, depois do «olá, nós somos da Juve Leo e vamos raptar-te», temos o «olá, eu vim a mandado do Bruno de Carvalho e vou cortar-te as orelhas se o Bruma não renovar! Estás a ouvir?». Isto já não é ridículo. É nojento. Tão nojento, que leva ao seguinte comunicado.

 

O Sporting Clube de Portugal vem lamentar a notícia publicada hoje no “Correio da Manhã” com o título: «Leões ameaçam família de Bruma na Guiné». Lamentamos ter que mais uma vez fazer um esclarecimento público sobre este tema, pois, este assunto deveria ser tratado fora dos holofotes do mediatismo e com a ponderação e sigilo que merecem. Esta notícia é totalmente falsa e lesiva do bom nome da nossa Instituição e de quem a serve. Muitas das afirmações constituem difamação e serão alvo de denúncia nas instituições competentes.

Alguns pontos que importam esclarecer:
1- A notícia refere que “emissário leonino está na Guiné”. Quem tem conduzido este processo negocial sou eu, enquanto Presidente da Sporting SAD e não tenho qualquer emissário em lado nenhum para tratar deste assunto.

2- Volta o “Correio da Manhã” a fazer referência a uma alegada tentativa de sequestro/perseguição ao jogador, fazendo agora, a ligação de que este suposto emissário, “enviado pelo Sporting”, faria parte do mesmo grupo.
O Sporting Clube de Portugal e a Sporting SAD são geridos por pessoas de bem, cuja missão é defender os interesses das instituições que servem e não utilizar práticas criminosas para obter qualquer resultado. Esta tentativa objectiva de denegrir o Sporting e a sua Direcção não vão deixar de ser devidamente defendidas no local próprio.

3- Lamentamos que o advogado de Bruma, a ser verdade a notícia, tenha comentado estas alegações com a resposta que tal é algo que não o “surpreende”.
Tomei posse há quatro meses e desde o primeiro dia, uma das minhas prioridades, foi a de renovar com Bruma tentando resolver um assunto que considerei da máxima gravidade e prioridade, perante a inércia incompreensível dos responsáveis anteriores. Todo o processo já foi por nós relatado em outros comunicados.
Estamos conscientes da situação, confiantes que a razão nos seja atribuída pela CAP e recusamo-nos a fazer parte de um circo que apenas tem permitido a venda de jornais e uns minutos de fama para aqueles que vão surgindo do nada, no meio deste processo. Lamentamos tudo o que se está a passar em termos públicos que tem afectado e prejudicado muito, o Sporting e o jogador Bruma.
Continuamos serenamente à espera da reunião por nós solicitada, desde o regresso do jogador do Mundial “Sub20” e esperançados que o bom senso comece a imperar levando, este assunto, a uma mesa de reuniões em que as partes envolvidas não continuem a fazer deste tema uma novela nos jornais.

Bruno de Carvalho
Presidente do Sporting Clube de Portugal e da Sporting SAD
Lisboa, 2 de Agosto de 2013

E pimba!

«O Rui Patrício tem honrado a camisola do Sporting, foi formado aqui e já demonstrou publicamente o amor ao clube em diversas ocasiões. Por isso, é logo a primeira pessoa, que numa eventual saída, não quer prejudicar o Sporting Clube de Portugal, nem acreditamos que vá pressionar o clube sabendo que a proposta em cima da mesa seja muito inferior ao seu real valor, mesmo que a nível pessoal a mesma seja satisfatória […]
Estamos a falar do melhor guarda-redes português, titularíssimo da seleção portuguesa, um dos melhores do Mundo. Com certeza que o Mónaco, com o desejo de construir uma equipa com os melhores, terá isso em atenção e fará uma proposta mais condizente com o valor do jogador […] Mas, que fique claro, o Sporting não está em condições de pensar deixar sair Rui Patrício por um valor inferior a 15 milhões, nem sem as partes envolvidas estarem prontas para verem os seus direitos económicos atuais e futuros alterados com o apresentado pelo Sporting. Há uma diferença muito grande entre aquilo que é o valor do Rui Patrício e aquilo que é uma proposta, com certeza, meramente exploratória […]
Os empresários têm de aprender uma lição rápida: quanto mais quiserem fazer negócio com o Sporting pelos jornais, menos negócio farão. Todos aqueles que assim o tentaram, deram-se mal. Quando se quiserem sentar e negociar a sério, então, o Sporting estará sempre pronto a negociar e a defender os interesses do clube e, claro, não menos importante, os do jogador. Comigo não se negoceia através dos jornais», Bruno de Carvalho in Record

Se o ridículo matasse

«O Sporting está interessado no extremo-esquerdo do Levski Sofia, Garry Mendes Rodrigues. O clube búlgaro ainda não recebeu qualquer oferta oficial da parte dos leões, mas o jogador, de 22 anos, está bem colocado na lista leonina».

Quem o diz é um tal de foradejogo, mas é bem possível que esta estupidez chegue a algum diário desportivo. Depois, quando assinar pelo Guimarães ou pelos lamps, vão dizer que nos roubaram mais um jogador.

Mania das grandezas

Vale tudo para tentar atingir o Sporting.
Para o jogo de ontem, venderam-se cerca de 2500 bilhetes. O que é que a nossa comunicação social faz? Diz que estiveram 500 adeptos a assistir ao jogo.
Entretanto, Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal, afirmou que o seu objectivo é transformar o Sporting no grande clube de Portugal. E o que é que começa a circular, com a agravante de serem blogues afectos ao Sporting a alimentar a palhaçada? Que Bruno de Carvalho afirmou que quer transformar o Sporting num grande clube.
Perante estes “pormenores”, permitam-me perguntar-vos? Quem é que inventou que nós somos três milhões? Onde é que esses números estão provados? Então, aqui fica: há quatro milhões de Sportinguistas espalhados pelo mundo. Desmintam-me, se forem capazes!