Ínsua

Sou suspeito para falar sobre Ínsua, pelo simples facto de ter sido dos jogadores que, nos últimos anos, mais gostei de ver com a camisola do Sporting. E não me refiro, unicamente, ao que considero serem as suas qualidades enquanto jogador; esse respeito que me merece deve-se, e muito, à forma como mostrava sentir a camisola quando, por exemplo, festejava um golo.
Posto isto, e face às recentes notícias que envolvem o possível empréstimo do argentino ao Benfica, tenho a dizer o seguinte: a) querem, pagam os tais dez milhões que, ao que parece, o Sporting tem que receber se ele regressar a Portugal; b) o Ínsua deve ter muitos outros clubes interessados e vai lixar-me, muito, se aceitar vestir a camisola encarnada

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Uma flor na mata queimada

Noticia-se hoje que, aquando da venda de Ínsua ao Atlético Madrid, ficou acordado que no caso de regressar a Portugal para jogar noutro clube, fosse por empréstimo fosse a título definitivo, o Sporting teria que receber 10 milhões de euros. Parece que o Godinho conseguiu dar um passo sem pisar merda. Aplauso.

Nota dirigida a quem merece o meu respeito

Felizmente, 95%, mais coisa menos coisa, das pessoas que aqui comentam, são merecedoras do meu respeito. Os outros cinco por cento são dois tipos de palermas: os que acham piada a poderem ter vários nicks diferentes e os adeptos de clubes adversários, que encontram na provocação e no insulto baixo a forma de nos dizerem o quanto gostavam de ter um blogue como este pintado a cores manhosas. E, com esse incrível poder que a web lhes deu, uns e outros, os palermas claro está, tratam de tentar dar algum sentido às suas vidinhas de merda.

Ora, às pessoas que merecem o meu respeito, gostaria de dizer que, em virtude de estarem a crescer cada vez mais cogumelos venenosos no relvado do Cacifo, tomei duas decisões:
– primeiro, vai haver muita vassourada em nicks trazidos pela proximidade do acto eleitoral. É possível que algum novo cacifeiro acabe por levar por tabela, mas, nesse caso, e pedindo antecipada desculpa, solicito que me enviem um e-mail e me dêem conta dessa injustiça;
– segundo, vou dar muito pouca margem a off topics. É algo que tenho tolerado, embora, confesso, me aborreça um bocado (tal como me aborrece numa conversa cara a cara) até porque, por vezes, quase transforma a caixa de comentários num fórum onde o fio condutor é menos visível que o seu primo de pesca.

Estas são duas medidas que visam, até às eleições, tentar dar aos milhares de Sportinguistas que fazem do Cacifo um dos seus (ou o seu) blogues de referência a possibilidade de discutir, de forma o menos minada possível, tão importante momento para o nosso clube. Quem preferir a informação encomendada e contaminada, pode sempre tirar um mês de férias e alugar quarto com vista para um pasquim diário e respectiva caixa de comentários.

Um abraço para a maioria. E uma a la Ínsua (saudades…) na tola dos cogumelos.

Financeiro vs desportivo

É assim que vivemos actualmente, sendo Ínsua um bom exemplo.
De acordo com o CM, «o Atl. de Madrid aceitou, ainda, assumir uma dívida de 800 mil euros que o Sporting tinha com Insúa, relativa a direitos de imagem. Além disso, os ‘colchoneros’ aceitaram pagar 400 mil euros a Emiliano Insúa (empresário e irmão do futebolista) por intermediação no negócio que levou o esquerdino do Liverpool para o Sporting. No total, a percentagem que o Sporting detinha (35%) de Insúa foi avaliada em 4,2 milhões de euros. O passe está ainda repartido por Liverpool (32%), jogador (18%) e Sporting Fund, gerido pelo BESI (15%)». E, ao que se diz, o Sporting poderá, ainda, vir a receber 35% de uma futura transferência.

É menos chocante, sem dúvida, uma espécie de lavar de mãos que até deve ter valido conversa sobre Elias e, quem sabe, “Póngólé”. Mas, por outro lado, perdemos o melhor jogador para uma posição em que temos andando constantemente à deriva. Mais, perdemos alma. Alma que Ínsua transmitia aos adeptos, que transmitia aos companheiros de balneário. Alma que cuja falta tanto nos temos queixado (depois admiram-se da ligação que Capel tem à bancada). Alma que dá vitórias e, ou esteja eu muito enganado, vitórias que permitem vender os medianos ao preço dos melhores (ou bater o pé, no caso destes últimos).
Depois de duas presidências ruinosas e a cinco dias do fecho de um mercado que parece um filme de terror, é para isto que caminhamos: um Sporting sem alma, refém de fundos e, cada vez mais, com um plantel… zinho.

p.s. – a ser verdade, a notícia foca um ponto tantas vezes aqui questionado: os dinheiros atrasados. Só à família Ínsua, devia-se mais de um milhão. Quem votou em Godinho, deve ter a latejar na cabeça frases como «Há vendas em função do projeto e não em função das necessidades – e esta é a grande diferença. Vender a qualquer preço só para permitir que se paguem salários não!»

p.s.2 – seria demasiado fácil eu abordar a temática «a equipa precisa é de estabilidade», não seria?

p.s.3 – hoje é o último dia para ajudarem a conquistar o título. cliquem AQUI e votem no Cacifo para melhor blogue de Futebol do ano

Rebajas!!!

insuamadrid

É este o resultado de promessas eleitorais como:
«Se gostava de ter jogadores europeus? Claro, mas exceto os jogadores de grande qualidade que estejam em fim de carreira, que é possível, é difícil ir buscar um jogador europeu que já esteja a jogar cá porque são preços elevados. Consegue-se com fundos e empresários? Claro, outros como nós conseguem, mas temos de ver a relação custo-benefício. O Adebayor, por exemplo, por 14 milhões de euros, que é sua a cláusula, é um bom nome para o Sporting, claro…  E o Sporting conseguia dar?  Tem as condições de qualquer clube europeu para ir buscar parte dos passes dos jogadores. Precisa de ter credibilidade, um técnico e um diretor bons e com prestígio»

ou como
«O projeto é para ganhar, não quero ficar dependente da venda dos jogadores. Há vendas em função do projeto e não em função das necessidades – e esta é a grande diferença. Vender a qualquer preço só para permitir que se paguem salários não. Jamais venderia um jogador para um rival»

ou como
«A independência passa por isso, tenho de ganhar. Se baterem uma cláusula de 30 milhões é outra coisa, vender um jogador para depois aguentar uma época desportiva ou algo do género acabou. A grande mudança é essa – eu, Luís Duque e Carlos Freitas viemos aqui para ganhar, não para vender os jogadores e equilibrar o passivo»

Se quiserem continuar até vomitarem, basta clicarem aqui.

Eu, se não se importam, vou limpar a boca e, com toda a certeza, deixar chorar a alma. Acabaram de tirar-me um pouco da que restava como, infelizmente, eu já temia no final do post «Essa coisa, ultrapassada, do amor e das referências».

 

O meu pé esquerdo

Vou ser rápido porque, em meu entender, esta palhaçada em redor do lado esquerdo da nossa defesa não justifica rios de tinta.
Joãozinho. Espero ter que engolir estas palavras, mas, para já, a única coisa que tenho a dizer é que parece que estamos a trazer o Areias por empréstimo. Com esta sensação, não preciso de dizer mais nada.
Ínsua. Só se eu fosse atrasado mental é que podia achar que, vender um jogador destes por três milhões, é um grande negócio (até parece que o homem está em final de carreira). A meu ver, Ínsua faria sempre parte de um esqueleto sobre o qual se partiria para a política de diminuir custos e integrar os putos da B. Ganha muito? Epá, mas foi preciso ano e meio para fazerem as contas? Ou andaram a brincar ao monopólio e agora têm que vender casas ao banco? E, já agora, então se o lateral esquerdo era caro, como explicam ter ido buscar um jogador para fazer-lhe concorrência, Pranjic, que, quer-me parecer, também veio ganhar acima do que podemos pagar? E, se o Ínsua sair mesmo, não faria mais sentido contratar um central a sério e colocar o Rojo no seu devido lugar?
Epá… vão gozar com o… meu pé esquerdo!