Parabéns, Campeões!

Em Equipa que ganha não se mexe

Os números do Campeão não se fazem só de golos marcados e sofridos. Não se pode olhar unicamente para a diferença 78-20.

O Campeonato que agora finda fica também na retina como a temporada das 16 expulsões (7 na primeira parte) a favor contra 3 em 30 jogos.

Convém não esquecer os 11 penalties a favor.

Como é lógico, só mesmo um ataque absolutamente demolidor pode explicar a matemática.

Por isso, Parabéns a este verdadeiro dream team!

República das bananas

Enquanto o Carvalhal alucina e diz que duvida que qualquer outro treinador fizesse melhor do que ele fez, o Liedson pede uns dias para descansar antes do Mundial e a SAD antecipa-lhe em uma semana o final da época.

Foda-se…

Comunicado oficial

“O Benfica-Sporting deu muito que falar. E foi motivo de conversas várias por causa da posição que o Sporting assumiu no final do jogo, pugnando por aqueles que são os nossos interesses, lutando por algo que já nos penalizou noutras ocasiões e que, desta vez, alguns quiseram deixar passar incólume e sem o devido destaque.

O Sporting não pretendeu, em momento algum, transferir para outros as suas próprias responsabilidades. Mas os erros próprios – desengane-se quem pensa que vai ser diferente… – são para ser debatidos no interior do balneário e não nos fóruns públicos, o que tanto agradaria a certos senhores. Mais. O Sporting não atribuiu a responsabilidade total pelo desfecho do jogo ao árbitro João Ferreira. E lances houve que teriam merecido justa contestação da nossa parte.

O Sporting pugnou, apenas, pela VERDADE DESPORTIVA, pedindo isenção e respeito na análise a um lance que acabou por ser determinante e que teve influência decisiva no desenrolar do jogo. Um lance que, estivemos atentos, passou despercebido a alguns analistas, sabe-se lá porque motivos… Ou melhor, por motivos que todos conhecemos mas que não deixaremos cair no esquecimento. O Sporting pode até estar longe dos seus objectivos. E cá estaremos nós para fazer a devida introspecção.

Mas o Sporting não se desviará nunca dos seus princípios. Por esse motivo, e porque A NOSSA VERDADE passa para a Opinião Pública deturpada pela pena de quem, na maioria dos casos, só quer (escre)ver o que lhe interessa, decidimos resguardar o grupo de trabalho até final da temporada, limitando o acesso à informação a estes espaços que são da nossa responsabilidade (o jornal e o site, órgãos oficiais do clube) e aos 15 minutos de treino, mais as habituais conferências antes e depois dos jogos (a não ser que, por qualquer motivo, tenhamos de alterar este procedimento).

Os jogadores do Sporting não deixarão, contudo, de participar em iniciativas de cariz solidário ou outro, uma vez que a vertente social estará sempre entre as nossas prioridades. Uma nota final para dizer aos sportinguistas que podem ficar tranquilos depois desta época difícil. Estamos a trabalhar no futuro. Em prol do Sporting. Mas dentro de casa. Longe das coscuvilhices…”

Sucessão – O Treinador

Não creio que o nome do treinador seja, por si só, um assunto vital. Definir o perfil, sim. Arrumar a casa primeiro, claro. Varrer a merda toda, evidentemente. Depois da aventura Carvalhal, que quase toda a gente já sabia não ter mãos para tamanha empreitada, é necessário escolher. Existem duas opções:

Treinador “Cromo” –  Um verdadeiro rato de laboratório, preocupado única e exclusivamente com o rendimento desportivo da equipa. Em sintonia com a Direcção. Pode ser estrangeiro ou português. De preferência sem os tiques e manias do futebol nacional. Um tipo duro com conhecimentos contrastados e curriculum à prova de bala para não ser queimado por qualquer Liedson desta vida. Só poderá resultar se antes a estrutura for devidamente parametrizada. Necessita o apoio de um bom Director Desportivo que blinde o balneário e que crie a sensação de família. Precisa que o trabalho de casa da pessoa que coordena o mercado seja feito a tempo e horas e com critério. Confeccionar um plantel competitivo é crucial. E depois, deve olhar para cima e ver um Presidente solidário que defenda institucionalmente o clube. A missão deste tipo de treinador fica confinado ao futebol da equipa. Não contem com este treinador para gerir situações em que depois de uma vitória se depare com um balneário em pé de guerra onde o Director Desportivo ande à bofetada com o melhor jogador. No fundo, o clássico treinador à Porto. Entra com a máquina bem oleada e só se preocupa com o que tem que fazer. Se for razoavelmente bom, é meio caminho andado para o sucesso. É a minha opção preferida mas de execução inviável no contexto actual. Quanto a nomes, já se sabe não custa sonhar. Mas dentro das possibilidades económicas do Sporting, até pode ser um André Villas Boas (não porque tenha provado especialmente nada mas porque acredito que os melhores nesta profissão bebem da experiência dos melhores), ou já com provas dadas (muito mais do que o Carvalhal) como são, por exemplo, um Domingos Paciência, um Jesualdo Ferreira ou um Manuel Machado. Estrangeiro, seria melhor. Ernesto Valverde, Dick Advocaat, Michael Laudrup. Boloni não, por favor.

Treinador “Segurança” – O famoso costas largas. Num mundo perfeito seria um mestre das ardósias e dos desenhos tácticos. No momento actual e para a realidade portuguesa basta o resto. A personalidade envolvente e aglutinadora poderiam compensar as carências conceptuais relacionadas com o jogo. É o típico sobrevivente mesmo quando nada no lodo. No fundo, seria uma espécie de Paulo Bento mas numa versão revista e melhorada. O seu magnetismo e força dentro do futebol seriam tão impressionantes que disfarçariam a inexistência de um departamento de prospecção, um líder de mercado e um Presidente como Deus manda. É pau para toda a obra. Conhece o mercado, rodeia-se de agentes influentes, compra guerras com quem entende. A política de comunicação do clube é da sua responsabilidade. Mas, acima de tudo, é um terapeuta. Um Psicólogo. Junta os jogadores. Faz acreditar o plantel numa causa. Luta e faz lutar todos até à morte por um objectivo. Na sua versão mais perfeita e completa, é o Mourinho. Um treinador Estrela maior do que o clube. Na versão do Sporting para mim só tem um rosto. Luiz Felipe Scolari.

Importa, portanto, definir o perfil pretendido e começar a preparar a época. Escolha-se agora. Para que em Maio se prepare tudo com tempo. Que o serviço funerário arranque. A sentença de morte do treinador está assinada. Alguns jogadores também têm os dias contados. É o momento de cortar com o passado e avançar sem medo do futuro.

P.S. – Relativamente à opção Manuel José, tenho as minhas dúvidas. O seu nome remete para uma ideia romântica do futebol. É o 7-1 ao Benfica, o ataque com o Ralph Meade, as épicas noites europeias e a frustração de nunca ter tido a real possibilidade de mostrar o que vale com armas a sério. Mas para mim também é o insucesso no Sporting e a experiência totalmente falhada num Benfica à deriva. A verdade é que a nossa realidade não dista assim tanto desse Benfica de Paulo Nunes e Donizete. Eu gosto do Manuel José. Acho que é um treinador mais do que competente para o futebol em Portugal. Não sei é se o Manuel José não é apenas carne para canhão se o modelo para o futebol continuar a ser este.

Agora que as férias terminaram…

…talvez seja altura de acabarmos com os disparates, começando por aqueles que são ditos pelos adeptos. Bastou jogarmos com a Académica, e perdermos, para voltar o “fantasma Villas-Boas”. Diz que o homem tem feito um trabalho brilhante na briosa (digam-me qual, que eu ainda não vi), que tiveram uma exibição exemplar em Alvalade (ui…), que, que, que, que…

Com tantos “ques”, dou comigo a pensar que devíamos ter ido buscar o José Mota, esse mesmo que nos deu quatro batatas quando treinava um “Paços sensação” e que, há ano e meio, nos deu um banho em Alvalade, ao comando do “Leixões sensação”. Num flashback à minha memória dou, até, comigo a pensar que devíamos ter ido buscar o Mário Reis e o Abílio ao saudoso Salgueiros ou, de uma forma mais actual, que o Domingos é que era ou, já que o Domingos deve ter guia de marcha para o Dragão, vamos buscar o Jesualdo Ferreira que, com jeitinho, volta a limpar o campeonato.

Ora, caros leões (e leoas), não me fodam! Chega desta merda, ou não? Chega de experimentar, ou não? Chega de fingirmos que um treinador estrangeiro, com tarimba, não é a melhor solução, ou não?

A(s) pergunta(s) é para vocês mas, obviamente, é também para o senhor de farta cabeleira branca que, hoje, regressa bronzeado a Lisboa, curiosamente o mesmo senhor que, há dez anos, esteve envolvido naquela épica caminhada que colocou um ponto final em 18 anos longe do título nacional.
E, se querem que vos diga, este é um dos pormenores que me faz mais confusão: Bettencourt tem perfeita noção que, para ser-se campeão, há que reforçar, efectivamente, a equipa. Há que ter líderes (Schemeichel, André Cruz, Beto, Rui Jorge, Acosta) capazes de mostrar os tomates quando as coisas correm mal (neste momento temos um, Liedson, e outro que, a médio prazo, poderá fazer o mesmo, Pedro Mendes). Há que ter um treinador apoiado por tudo e todos, não um treinador a recibos verdes, contratado por seis meses e que, na altura mais delicada da época, fica literalmente sozinho, porque o presidente foi de férias e o Salema é das figuras mais patéticas que existem no nosso clube, símbolo daqueles cabrões engravatados que têm andado a mamar à conta nos últimos 15 anos.

Agora que as férias terminaram, espero que, de uma vez por todas, se perceba que há muito trabalho a fazer.
Começar-se do zero, se quiserem.
Precisamos de um treinador (e, sim, no meio disto tudo, até me custa criticar o Carvalhal).
Precisamos de uma estrutura para o futebol (vão-se foder com o Freitas Lobo. Onde é que este gajo pode ser director desportivo? Quando muito poderá ter uma função na porspecção de mercado… lembrem-se do Manolo Vidal, peça chave na relação do balneário com os dirigentes e com a própria massa adepta).
Precisamos de recuperar símbolos e pessoas que gostem e sintam o Sporting.
Precisamos de pessoas que se sintam responsáveis pelo Sporting. Precisamos de profissionais.
Precisamos de reaproximar o clube dos adeptos.
Precisamos de voltar a ter um Sporting Clube de Portugal, foda-se!

p.s. – sim, precisamos de uma limpeza de balneário, mas ficará para um futuro post. Parece-me mais importante limpar primeiro tudo o que rodeia o balneário, para que, quem venha a entrar, não o faça com os pés cheios de merda!

O Sporting de Carvalhal

Penso que, por esta altura, já podemos falar de um Sporting de Carvalhal. E´ certo que muitos dos processos não estarão, ainda, implementados, bem como as rotinas de jogo que, como se viu durante 20 minutos, em Braga, correm o risco de ser traídas pelo biqueiro para a frente implementado no reinado bentiano.

A diferença começa, precisamente, nesse ponto: o Sporting voltou a jogar a bola de pe´ para pe´. Um, dois, três toques no máximo, e a equipa vai subindo no terreno de forma objectiva, em direcção a área contrária. Os avançados funcionam, invariavelmente, como pivots, recuando para servir de tabela a esta progressão e, muitas das vezes, abrindo brechas nas defesas para quem surge embalado, vindo de trás.

 A questão e´ que, neste modelo em que os médios voltaram a ter a bola nos pés, ao invés de andarem de cabeça no ar a vê-la passar como se um jogo de distrital se tratasse, torna-se imprescindível haver explosão e acelerações que provoquem os desequilíbrios e, quanto a mim, esse e´, actualmente, o grande dilema de Carvalhal: abdicar, ou não, da consistência táctica que Adrien, Veloso, Moutinho e Izmailov conferem ao centro do terreno. Mas, vamos por partes.

 Na defesa, Patrício e´ titular indiscutível e tem revelado assinalável evolução, nomeadamente no que toca a concentração, pormenor essencial para o guarda-redes de um clube que, em vários jogos, apenas permite dois ou três remates a baliza. Numa equipa estabilizada, estou em crer que Patrício perdera´ os pequenos tremeliques que, por vezes, ainda revela e, espero, aprendera´ que, com mais de 1,90 de altura, qualquer cruzamento nas imediações da sua área, têm que ser seus, nem que isso implique acertar nas cabeças que se meterem pelo caminho.

 `A sua frente, João Pereira, Tonel, Carriço e Grimi. A contratação de João Pereira foi, indiscutivelmente, uma tremenda mais valia. O seu estilo agressivo faz com que jogue um pouco na queima a defender, mas a profundidade que da´ `a equipa a atacar e´ o que precisa o Sporting, tantas e tantas vezes incapaz de furar defesas compostas por dez homens. Tonel veio dar jogo aéreo e agressividade, mas continuo a achar que Carriço precisava de um sr central a seu lado para poder evoluir ao ponto que penso que pode evoluir. Seja como for, os calafrios têm sido muito menos, nomeadamente nas bolas paradas. Na esquerda, Grimi continua a ser o patinho feio. Não sei se será falta de confiança, não sei se terá vindo um irmão gémeo jogar nos meses que antecederam a sua contratação definitiva, so´ sei que nunca sabemos o que esperar por aquele lado (o que não implica que eu, como muitos sportinguistas que conheço, considere que um qualquer Evaldo, que no Braga se limita a despejar bolas e a marcar lançamentos de linha lateral, fosse a solução).

O meio campo estabilizou com a entrada de Adrien, muito mais talhado para desempenhar o papel de trinco que vai a todas, do que Miguel Veloso. Mas, e em minha opinião, levantou-se outro problema: a qualidade de passe de Veloso, embora mais lenta, e´ infinitamente superior `a de Adrien. No fundo, ganhou-se em recuperação, perdeu-se em construção, o que poderia ate´ nem ser grave se os restantes três médios fossem constantes catalisadores do futebol ofensivo. E, quanto a mim, e´ aqui que reside o problema que, quando vejo o Sporting de Carvalhal, me faz pensar que a equipa tem dificuldade em jogar nos últimos 30 metros de terreno.
Porquê? Porque, desde logo, Veloso não tem características de médio-ala. Foge constantemente para o meio, raramente vai a linha, e´ lento. Porque, jogando nesta posição, Moutinho, uma espécie de oito e meio, deixa a equipa carente de um numero dez, de alguém capaz de desequilibrar atrás dos avançados. Porque Izmailov não pode ser pau para a toda a obra: apoia o lateral, fecha o meio, faz de pivot, acelera, trava, contemporiza, tenta ir a linha, tenta flectir para o meio para rematar cruzado, parecem-me demasiados pedidos para um homem so´, principalmente um homem a quem não foi dado tempo para, paulatinamente, ganhar o ritmo necessário depois de uma lesão e de uma paragem prolongada.

No ataque, Liedson e´ indiscutivel. Postiga uma esforçada nulidade. Saleiro cresce de jogo para jogo, mas parece-me estar a ficar um tanto ou quanto individualista. Yannick continua a falhar golos quando não deve falhar, como aconteceu em Braga, mas e´ dos poucos que, encostado a uma linha (esquerda, sff), consegue acelerar o jogo. Pongolle precisa de tempo. Vuk, continua a ser o nosso melhor rematador e um louco pela baliza, mas parece que, uma vez mais, será utilizado como médio ala.

Posto isto, e tendo em conta que Pereirinha tem medo de jogar `a bola, a minha pergunta e´ a seguinte: porque não joga Matias Fernandez?. Sim, para mim, Matias Fernandez tem lugar, a cagar, como titular desta equipa (da qual saiu, va´ la´ saber-se porquê, numa altura em que marcava golos e fazia assistências). A sua reaparição, em Braga, libertou a equipa (quando perceberam que havia quem fosse o elo entre o meio-campo e o ataque e pararam de bombear bolas para a frente) e libertou Moutinho (e que saudades tinha eu deste Moutinho). Aquele momento delicioso, em que sem linhas de passe, assume a finta pouco depois do meio campo, rasga a estrutura adversaria e oferece uma desmarcação perfeita a Yannick e, quanto a mim, o que falta a este Sporting para continuar a crescer: risco.

Somos um Sporting bem arrumadinho, bem comportadinho, que sabe o que fazer com a bola e mostra alguma segurança quando não a tem. Mas… e o resto? A mim, pelo menos a mim, faz-me falta o resto. Se Carvalhal for capaz de dar-me esse resto, terei todo o gosto em tê-lo como treinador na próxima época.

p.s. – faço esta analise sem saber o que representara a contratação de Pedro Mendes em termos tácticos. Tenho ideia que coloca-lo como trinco será desperdiçar um talento maior, mas… não me importava nada de ver um triângulo invertido, assente em Mendes, com Moutinho e Matias a esticarem até ao ataque.

O primeiro mês do resto a nossa vida

Chega de murros. De comunicados. De diz que disse.
Eu quero golos. Quero berrar ate ficar apoplético, agarrado ao simbolo da camisola verde e branca.
Este ano, Fevereiro tem mais uns dias. Ou melhor, tem mais uma noite. A da próxima sexta-feira, em Braga, onde damos inicio a um ciclo que vai mostrar, definitivamente, que sangue nos corre nas veias!

29 Janeiro – Braga-Sporting – Liga Sagres
2 ou 3 fevereiro – FC Porto-Sporting – Taça de Portugal – quartos-de-final
6 fevereiro – Sporting-Académica – Liga Sagres
9 ou 10 fevereiro – Sporting- Benfica – Taça da Liga, meias-finais
12 fevereiro – Paços de Ferreira-Sporting –  Liga Sagres
16 fevereiro – Everton-Sporting – Liga Europa, 16-avos-de-final
21 fevereiro – Olhanense-Sporting – Liga Sagres
25 fevereiro – Sporting-Everton  – Liga Europa, 16-avos-de-final
28 fevereiro – -Sporting-FC Porto –  Liga Sagres

Eu acredito.
E, aqui da minha bancada virtual, lanço-vos o grito
SPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORTING!!!