Verde e branco

Do andebol, esmagando o Benfica de uma forma que o resultado não espelha, passando pelo banho de bola dado pelos nossos meninos, ao Liverpool, na Next Gen (há ali uma mão cheia de putos que, bem aproveitados, ainda nos podem dar muitas alegrias. E quem quiser ver o resumo e dois golos fenomenais, pode clicar aqui ), terminando no futsal, com uma vitória, por 5-3, a abrir a UEFA Futsal Cup (e hoje há mais).

Creio que não haveria melhor forma de contagiar-nos a todos para dois meses em que muito estará em jogo. Começamos domingo, em Alvalade, recebendo o Braga para a Taça de Portugal. A vitória, em que todos acreditamos (e já há uma t-shirt à venda, no site oficial, para deixar o estádio mais verde), será um enorme tónico para a visita à Luz, no sábado seguinte.
Seguem-se dois jogos em casa, de vitória obrigatória (Zurique e Nacional da Madeira), e uma ida ao Olímpico de Roma, onde acredito que o Domingos tenha um dilema entre colocar a melhor equipa ou poupar jogadores para a deslocação a Coimbra, três dias depois. O campeonato é interrompido, para celebrar-se o Natal, e recomeça com um Sporting-Porto e uma ida a Braga.

Ora, escusado será dizer que, para além de afastar os arsenalistas da Taça e confirmar o primeiro lugar na Liga Europa, será fundamental conquistarmos, no mínimo, 10 a 12 pontos dos 15 que vão estar em disputa. E eu acredito.

p.s – não percebo o que o Onyewu foi fazer à selecção, quando podia ter ficado a recuperar em Alvalade. E já cheira mal ver o Matías regressar do Chile directo à enfermaria.

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Ponto de situação

Ainda não tinha tido oportunidade de despedir-me, condignamente, de Hélder Postiga e de Yannick Djaló. Nem de, fechado o mercado, comentar a forma como a dupla Freitas/Duque abordou o mesmo. Vamos por partes.

Não pude deixar de achar cómica, a reação de alguns Sportinguistas à saída de Postiga e de Djaló, lamentando a sua venda e considerando que perdemos dois bons jogadores.
De Postiga, só tenho a dizer o seguinte: marcou 12 golos em quatro épocas, uma média miserável. Aliás, contabilizando o número de minutos jogados, consegue ter uma média pior do que Purovic, do que Rodrigo Bonifácio Tiuí e do que… Koke. Estou-me completamente a cagar para o facto do gajo se julgar a “Paula Rego das quatro linhas”. Quero golos. Ele é avançado e não os marca (e ainda impede os colegas de fazê-lo). Põe-te nas putas que já vais tarde!
Quanto a Yannick, teve mais do que oportunidades para provar que era jogador para o Sporting. Como avançado, consegue disfarçar as suas deficiências técnicas com alguns golos, mas podemos ter num plantel um jogador que, em dez bolas, domina duas à primeira? Que como extremo não sabe ir à linha e cruzar? Ou partir para cima do adversário e fazer a diferença num 1×1? Não, não é jogador para o Sporting e não vamos tratá-lo como coitadinho só porque é oriundo da nossa formação. Nem vamos fazer dele um menino bem comportado, quando várias vezes o vimos não festejar golos porque estava amuado por terem gozado com o seu novo penteado. Ah, e muito menos vamos manter um jogador que nos dá motivos para aplaudir duas ou três vezes por época, só porque o gajo ainda vai parar ao Porto e ai ai ai (por favor, não me falem no Varela. Se os tripas não tivessem sido campeões o gajo já tinha sido apelidado de merdoso que, por época, passa dois ou três meses lesionado).

Quanto ao mercado, e depois de ter-se conseguido um treinador com competência, existiam várias lacunas no plantel a resolver:
– um concorrente para João Pereira
– defesas centrais que permitissem colocar um ponto final no calvário dos lances pelo ar
– um lateral esquerdo
– médios centro de qualidade
– extremos
– avançados que substituíssem Liedson (porra que ainda ontem vi o homem marcar dois ao Flamengo)

Para concorrer com João Pereira avançou-se para João Gonçalves, entretanto emprestado ao Olhanense. Ficou Pereirinha, que para mim apenas tem hipótese de jogar neste posição, e chegou Arias, que muito boas indicações deixou no mundial de sub-20. Creio que temos o problema resolvido.
No centro da defesa, um dos maiores problemas, optou-se por manter Anderson Polga e Carriço (que, por muito que me custe dizê-lo, já me pareceu bem melhor). Foi-se buscar Rodriguez, ao Braga, e chegou o gigante Onyewu, que de muito bom, contra a Juventus, passou a grande merda, contra o Valência. Bipolaridades à parte, para mim não tem muito que saber: é Rodriguez, à esquerda, e Onyewu, à direita. Não será uma dupla de sonho, pois não, mas ganhamos, força, ganhamos altura e, aposto, deixamos de sofrer golos patéticos. E, porra, duvido que não seja dupla para nos fazer lutar por títulos. Agora, é preciso é que consigam jogar juntos três ou quatro vezes para ganharem entrosamento.
Ainda na defesa, agora do lado esquerdo, penso que está mais do que visto que Evaldo é mediano. Pouco ataca e defende assim assim. Tem dias, no fundo. Mas como o Sporting precisa de alguém que tenha meses em vez de dias, foi-se buscar Insua. E era preciso o Grimi pegar-lhe a gripe para o homem não vir a transformar-se no nosso titular.

A meio-campo, onde sobravam André Santos, Matias e Izmailov da época passada, chegaram Rinaudo, Schaars, Luis Aguiar e Elias. Prefiro nem me alongar muito em comentários, deixando apenas a seguinte pergunta: olhando para estes sete gajos, e mesmo acreditando que possamos sentir a falta de um gajo que limpe tudo o que sejam bolas pelo ar, há quantos anos não tínhamos um meio-campo com esta qualidade e estas opções?  Inácio, por exemplo, foi campeão com uma rodela central onde cabiam Duscher, Vidigal, Bino, Toñito e Delfim. Temos piores opções? E o Sr. Boloni, pese o poder de fogo ao seu dispôr, tinha como médios centro Paulo Bento, Vidigal, Custódio, Bruno Caires, Diogo, Hugo Viana e o Afonso “nem pensem que me vou embora até terminar o meu contrato” Martins. Temos piores opções?

Já cheirava mal não termos extremos, não cheirava? O odor mudou radicalmente com a chegada de Capel, Jeffren e Carrillo. Há extremos, pois há, e de qualidade. Até o puto peruano, que parece ter vindo numa de estagiar durante a primeira época, mostra a cada pormenor ter imenso futebol naqueles pés.

Por último, havia que resolver um problema que se deixou arrastar: a dependência de Liedson. É inacreditável como se foi deixando passar os anos sem se antecipar a saída ou diminuição de rendimento do Levezinho. Pensar que Postiga podia ser o seu substituto não foi um acto de fé, antes de acefalia, que nos deixou entregues a um ataque sem golos. Chegaram, entretanto, Wolfswinkel, Rubio e Bojinov. Já nem discutindo qualidades e características, patético será algum deles fazer pior do que o dito artista. E dizer que qualquer um deles não presta, parece-me desonesto.

Posto isto, e muito resumidamente, há matéria prima para o Sporting estar, efectivamente, de volta. Que assim nos ajude a ausência de lesões e que, depois de ter andando a colocar jogadores a titulares para poder vendê-los, que seja capaz Domingos de se deixar de invenções parvas e de confirmar que o que de bom fez até hoje, enquanto treinador, não foi obra do acaso. A prova de fogo está marcada para amanhã, naquele que tem tudo para poder ser o primeiro jogo do resto da nossa época.

 

 

 

A vassoura

Maniche (nem devias ter vindo)
Pedro Mendes (se o Polga é útil pela experiência, qual a razão para Pedro Mendes não ficar?)
Caneira (finalmente)
Pedro Silva (quem é que te contratou?)
Purovic (o Youtube foi uma grande invenção, não foi? quase tão grande como o Paulo Bento querer que fosses um avançado móvel, capaz de vir atrás receber, distribuir, e sprintar para a área)
Valdés (não consigo entender a razão da dispensa. Até porque, numa estrutura organizada e com um treinador decente, podia fazer muito melhor)
Grimi (fizeste-me ter saudades do Leal. E do Balajic. Está tudo dito)
Zapater (obrigado pela forma entusiasta como festejaste os golos. Mas o futebol, pelo menos aquele de que gosto, é muito mais do que isso)
Vukcevic (Vuk, é uma pena ver-te partir. Ainda por cima com a certeza de que podias desempenhar na perfeição o papel para o qual estamos a tentar contratar o Bojinov)
Torsiglieri (acho que vai fazer-te bem um ano como titular noutra equipa. Vê se aproveitas para melhorar o teu posicionamento face a cruzamentos, por alto, para a área)
Saleiro (embora sejas capaz de falhar tantos golos como o Postiga, acredito que não farias pior se te dessem as mesmas oportunidades. Mas pronto, também acho que o Rui Fonte é bem melhor do que tu e deixámo-lo ir para Espanha)
Abel (acho bem que sejas integrado na estrutura)
Nuno André Coelho (és patético. Nos gestos e nas palavras. Ah, e nunca serás metade do pior pé do Beckenbauer)

SCP 2011/12 (dia 1)

Esta é uma camisola à medida de um campeão.
  Com o regresso do SCP ao símbolo, sem manchas verdes despropositadas nas laterais e com as riscas a uma largura que faz lembrar as camisolas do tempo da minha avó.
Vou comprar. As duas. E que hoje seja o primeiro dia de uma caminhada que nos faça pintar Portugal com estas incomparáveis cores!
  

Em casa

Na primeira jornada da Liga 2011 / 12, o Sporting joga em casa, recebendo o Olhanense.
Espero que façamos uma pré-época capaz de levar milhares de pessoas a Alvalade, e que esse seja o primeiro passo para um ano de enormes rugidos (e, já agora, que coloquemos um ponto final nesse aberrante vício de perder, estupidamente, pontos no nosso estádio).

O meu pé esquerdo

É, garantidamente, uma das posições em que precisamos de reforçar-nos, mesmo acreditando que Evaldo poderá acordar para a vida com a chegada de Domingos a Alvalade (resta saber se perceberá que um lateral de um clube que joga para ganhar tem que apoiar muito mais o ataque).

E para o lado esquerdo da defesa surgem com maior insistência dois nomes: Emiliano Ínsua, argentino do Liverpool, no ano passado emprestado ao Galatasaray; e Franck Tabanou, um médio ala esquerdo que, ao serviço do Toulouse, acabou por recuar um pouco no terreno para fazer todo a canhota, o que lhe valeu já ser apelidado de Gareth Bale francês.

Têm ambos 22 anos e parecem-me, qualquer deles, meninos para poderem conquistar as bancadas de Alvalade sendo que, e talvez por estar escaldado com Grimi, preferia ir buscar o francês. Aliás, ia buscar o francês e tentava aproveitar a onda de racismo a que Roberto Carlos tem sido sujeito na Rússia para trazer o pequeno-grande lateral brasileiro para Alvalade que, aos 38 anos, ainda seria menino para fazer uns 30 jogos de leão ao peito e fazer o país verde e branco vibrar com aquelas bombas de pé esquerdo. Mas pronto, isto sou eu que acordei com a mania das grandezas…