É este o espírito (chamem-lhe fé, se quiserem)

«O nosso sonho é sermos campeões, mas temos uma meta diferente este ano. Começámos bem, contudo temos de ter os pés bem assentes no chão, pois ainda faltam 27 jornadas. Temos de ir jogo a jogo… Estamos focados em ajudar a fazer do Sporting um clube ainda maior e em colocá-lo no lugar que merece […] Representamos mais de três milhões de pessoas e algumas delas têm algumas necessidades específicas, até mesmo de cariz social. Sinto-me um privilegiado por fazer parte destas ações, não só a nível profissional, mas também pessoal», Marcelo Boeck.

«Tal como agora, em 2000 ninguém acreditava que o Sporting pudesse ser campeão», Acosta.

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Mexericos

Boek emprestado, com Cássio a chegar a custo zero para morder os calcanhares a Patrício. O Cássio é bom guarda-redes. Ponto. E, depois do que vi no Guadiana, o Boek é capaz de precisar de desenferrujar durante uma época. Só continua a levantar-me dúvidas o que se perde em termos de balneário e o número de anos que serão propostos a Cássio.

Labyad a treinar com a equipa B (que luxo, o gajo mais bem pago do plantel às ordens de Abel), Nuno Reis, Salomão e André Santos a treinar com a equipa principal. A propósito; renovar com o Salomão? Para quê?

Faz sentido?

De acordo com a edição de hoje do Record, o objectivo do Sporting passa por, a não ser que surja uma proposta irrecusável, manter Rui Patrício até ao próximo Mundial. E, então sim, negociá-lo. Com base nessa vontade, surge outra: a de emprestar Marcelo Boeck a um clube de primeira linha, de preferência um clube português, onde o keeper possa ser titular evitando, assim, passar mais um ano na sombra de Patrício e ganhando ritmo para, na época seguinte, assumir a baliza leonina.

Muito sinceramente, tudo isto me parece fazer sentido, mas… há sempre um mas. E, ao recordar-me da forma como, ontem, Marcelo abraçou e motivou todos os colegas que iam entrar em campo, sou obrigado a questionar se, num ano de transição, onde será fundamental o papel dos jogadores mais «velhos», fará sentido prescindirmos de alguém que parece ter lugar de relevo no balneário.

É este o espírito

«Muito se diz que FcPorto e Benfica estão muito à frente. Eu não vejo as coisas assim. Temos acertos pontuais a fazer, mas a diferença não é um abismo. Quem joga no Sporting precisa de lutar por títulos. É um nível de exigência muito alto, a cobrança da massa adepta é assim, e é assim que tem de ser», Marcelo Boeck, in O Jogo.

Quem quiser ler toda a entrevista pode clicar aqui (obrigado pelo link, Ricardo Martins)

Pagar na mesma moeda?

Para nós, adeptos, fez confusão a forma como, de semana para semana, Domingos ia atribuindo as culpas dos maus resultados aos jogadores. E, pese a forma como nunca chegou a espirrar nada cá para fora, é de acreditar que nem todos estivessem ao lado do treinador.
Não deixa de ser curioso que, agora, com Sá Pinto ao comando, comecemos a ouvir frases como a de João Pereira, dizendo que no tempo de Paciência a bola parecia que tinha picos (sim, depois veio dizer que não tinha nada a ver com o treinador), a de Carriço («Sá Pinto é da casa e, como eu, sente o clube. No fundo trouxe muita motivação, ambição, o grupo está unido e demos as mãos pelo mesmo objetivo») ou a de Marcelo («Com o Sá Pinto todos têm de correr, todos têm de marcar»).
Eu cá não sou de intrigas, mas parece-me que há aqui uma tentiva de deixar bem claro que, afinal, a culpa não era só de quem entrava em campo.