A corrida mais louca do mundo

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Vai começar, nos próximos dias, uma alucinante corrida ao lugar de chefe da banda leonina, com candidatos à altura do momento. Haverá despistes, armadilhas, rasteiras, alianças convenientes e, muito provavelmente, porrada e explosões inofensivas. No fim, não ganhará o melhor, porque não há melhores nem piores. Há mais parvos ou menos parvos. Mas quem manda continuará a mandar. Por isso, desfrutemos.

Pedro Souto, o fantasma: ninguém sabe quem é, o que faz, onde está. Foi para o Brasil pensar na candidatura, seguramente ao lado de um qualquer automóvel, na mais perfeita imitação de uma loiraça de um qualquer Salão de Genebra. Nunca deu uma entrevista, emagrece e engorda ao ritmo das primeiras páginas dos jornais. Diz que fica com o Paulo Bento mas também diz, de forma algo contraditória, que tem um projecto…

Paulo Cristóvão, o PJ: a grande esperança de todos os amantes das qualidades de Chuck Norris. Um polícia, um homem da PJ, cujo mote da vida é “quando desaparece uma criança a culpa é dos pais”, logo seguido de “se não descobres os culpados, cria-os à porrada”. Com ele, não haverá mais casos Veloso, Moutinho, Djaló… se os meninos de Alcochete querem desaparecer daqui, os paizinhos vão levar nos cornos. Com ele, o Apito Dourado ganhará uma dimensão épica, os árbitros vão mesmo ser empalados em Alvalade e as reuniões da Liga vão ser muito mais divertidas. Uma das poucas hipóteses de voltar a ver um presidente do Sporting a dizer caralhadas em eventos institucionais.

Rogério Alves, o papagaio: Com o antigo bastonário da Ordem dos advogados, as conferências de imprensa em Alvalade serão verdadeiros momentos mediáticos. Começam com o Sporting, claro, mas rapidamente o presidente comentará o caso Maddie (aliás, um tema chave nos debates de campanha), os dislates de Marinho Pinto, a reforma do código penal, o BPP, o sigilo bancário, a morte de Vasco Granja e o papel da Emel nos desequilíbrios psicológicos dos lisboetas. Com a sua falta de habilidade na escolha dos adereços oftamológicos, dificilmente terá coragem para usar metáforas nas críticas aos árbitros. Mas a regulamentação jurídica do futebol viverá uma Renascença.

Dias Ferreira, o troglodita: A outra hipótese de voltar a ver um presidente do Sporting a dizer caralhadas em eventos institucionais. Com ele, o Sporting será discutido e decidido na SIC Notícias. Em directo e com direito a perguntas dos telespectadores. Irritará até à loucura todos os seus opositores e adversários, contratará jogadores ao calhas e acabará, bêbado, às voltas no Marquês depois das derrotas do Sporting. Concorrerá com os mesmos cartazes da irmã, embora apelando menos à eutanásia (o verdadeiro móbil da Manela), mas numa lógica “comigo o Sporting vai morrer… mas devagarinho”.

Soares Franco, o D. Sebastião: Não resistirá e anunciará a sua candidatura na véspera das eleições. Tresloucado, aparecerá de pólo, numa atitude absolutamente irreflectida e gritará, no estúdio da SIC Notícias em directo, com Dias Ferreira perplexo, ao lado, que “o dr. Ricciardi não gosta de mim!”. Cristovão prende-o mesmo ali, com alguns calduços pelo meio, Alves abrirá logo um processo por difamação e Souto tentará, imediatamente, vender-lhe o mais recente modelo de um Ford Fiesta em segunda mão.

Efeito Ronny ou o constatar de um facto?

Foi o Ronny ou foi o facto do Paulo Bento ter abdicado de um lateral que não passa do meio campo, que mudou o jogo em Guimarães?

É um facto que o Ronny entrou muito bem em jogo, um pouco à imagem do Tiuí na final da Taça de Portugal, e teve peso enorme na reviravolta mas, para mim, este acontecimento só veio reforçar algo que estou farto de escrever aqui no Cacifo: uma equipa que precisa de atacar e encontrar espaços no meio campo adversário, não pode dar-se ao luxo de ter laterais que jogam de cadeirinha, como o Abel que faz centros do meio-campo (os centrais adversários agradecem) porque não vai à linha, ou como o Caneira, que equilibra defensivamente, mas que nem centros do meio campo faz.

É por isso que o Pedro Silva depressa ganhou a nossa simpatia, que o Pereirinha sempre será melhor lateral que o Abel, ou que o Grimi nos cativou e nos (me) fez pensar que era um bocado melhor do que realmente é. É por isso que perdemos pontos na Trofa ou em casa, com a Académica.

O Sporting, como qualquer clube que encontre 18 clubes defensivos em 20 jogos que faça, precisa de ter laterais capazes de desequilibrar. O Ronny conseguiu fazer isso.
(mas pedir que o homem seja o nosso médio esquerdo, é capaz de ser um bocadinho demais)

Vamos ver que tem tomates!

Pronto, aconteceu aquilo que temíamos. O Liedson lesionou-se.
Falha fcp, para a Taça da Liga, falha a recepção ao Braga e a visita a Restelo.
O objectivo é tê-lo pronto para receber o Benfica.
E até lá, quem marca golos?
O Yannick está recuperado, mas o PB deve achar que o melhor é ele consolar o amigo badocha.
O Postiga não marca golos.
O Tiuí é o Tiuí.
O Derlei fabrica mais do que marca.
E depois há o Vuk, o gajo com mais faro pelo golo a seguir ao Liedson. Dava jeito era que jogasse na posição onde deve jogar.

Não Há Estrelas no Céu

Estrela da Semana – Nós

 

Nascidos, criados e aculturados no seio da família sportinguista. Em especial, os milhares que comungam quinzenalmente na paróquia de Alvalade. Nós os que deixamos bem claro a atitude e o espírito que nos acompanhará durante a nova época. Porque há coisas que nunca mudam. E uma hora de jogo bastou, para para que a massa verde e branca mostrasse a raça e as garras do leão. Primeiro erro grosseiro de um árbitro em Alvalade e a postura de sempre. Vaia monumental a acompanhar o penalty e consequente  perseguição ao árbitro ao mais estilo PIDE  durante o resto do jogo. Desde o clássico, “boi preto” ou “ladrão” até ao muito acarinhado “gatuno” ouvimos de tudo um pouco. Palavras várias mas sempre com o registo e a marca da casa. Dedos na boca para assobiar ou em riste conforme a situação e o gosto pessoal. Porque há uma questão cultural que não pode ser esquecida. E de pais para filhos a herança de criticar o árbitro deve ser transmitida desde nascença. Para quem lá estava, e para quem viu de fora, a mensagem passou. Não perdoaremos erros dos árbitros. Nem penalties inventados. Só a nosso favor. E fazemos questão de o demonstrar logo a abrir. Na jornada inaugural para que ninguém se esqueça disso mesmo.  Que o Sporting somos nós. Porque nós, em Alvalade, levantamos a voz para que não suceda o mesmo que aos outros 6 milhões que um dia foram roubados e não gostaram da ideia. Nós nunca gostamos. Desde o princípio ao fim!

Lembrem-se disto, seus GATUNOS!