Sim, estou entusiasmado! (agora mandem-me para a fogueira)

Haveria muito para dizer, mas correria o risco de entrar em exageros e deixar falar, apenas, o puto que vive dentro de mim. E que, neste exacto momento, recua 25 anos e tem vontade de ir para a rua jogar à bola, imitando os profissionais que vestem a verde e branca. Não ganhámos nada? Depende. Se metade dos Sportinguistas estiverem a sentir o mesmo, eu diria que estamos a recuperar algo que andava amordaçado e que isso, caros Leões, é de tal dimensão que nem cabe no museu.

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O rabo da Carolina

Da caixa de comentários para as luzes do post, e pedindo desculpa às cacifeiras presentes pelo momento taberneiro, um dos mais geniais golpes de marketing dos últimos tempos:
junta-se um programa merdoso, mas com audiência + uma miúda muito gira. A miúda muito gira tem uma banda. Que, imagine-se, se chama The Girl in the Black Bikini. Ora, e o que faz a miúda gira? Escolhe o mais belo bikini preto que conseguiu encontrar e, com um sorriso maroto que diz, claramente, «eu sei bem o que estou a fazer», sobe a escadaria do sucesso oferecendo ao mundo um momento de pura telegenia.

 

Já gora, e porque as boas ideias merecem ser recompensadas, é esta a banda da Carolina.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UHwE1DRsjwY

Boji9

bojinov

Quem me acompanha há algum tempo, sabe que sou gajo que “gosta de apostar as fichas em cavalos complicados”. Foi assim com Vukcevic, depois com Bojinov. Provavelmente, é este jeito de ver futebol “à moleque” que me trai, mas, creio, ninguém poderá dizer que o búlgaro não tem qualidade depois do que se lhe viu fazer em Lecce, Florença ou Parma. Claro que Bojinov ganha muito, claro que passou uma imagem de pouco afinco na sua profissão, mas também é verdade que, para lá do lance do penalti (não vamos recordar atitude parecida, com outros protagonistas, vamos?), sempre que falou fê-lo de forma a motivar o grupo.
E, mesmo que a culpa seja de ter dormido pouco e me esperarem cinco quilómetros de corrida matinal, gostava de acreditar que alguém lhe dirá «Valeri, tens 27 anos, tens a oportunidade de escolher entre continuares na B italiana ou jogares num nível superior. Vais ter que ganhar menos, mas vais poder reconquistar os melhores adeptos do mundo. Precisamos de um gajo como tu, que parece sempre zangado, mas que, no fundo, apenas quer ser o melhor. E tu já foste um jogador de topo, recordas-te?». “Ia!”, respondia ele. “Quando é que chega o Ghilas para, juntos, partirmos esta merda toda?”

O cântaro e a fonte

Agora que o Drenthe resolveu actualizar o seu Facebook dizendo que vai jogar no Liverpool, cabe-me pedir-vos desculpa por ter-vos aumentado a expectativa relativamente à chegada do holandês.
Não, o negócio que envolvia o Miguel Veloso não saiu da minha cabeça. Efectivamente, existiu, acabando por fracassar porque não temos dinheiro para fazê-lo pensar que a Liga portuguesa vale a pena. O meu erro foi acreditar completamente na informação que me foi passada, segundo a qual a “troca” estaria terminada no prazo de dois ou três dias, pese todos os “ses” associados a uma negociação deste género.

Basicamente, na segunda vez que fui à fonte (a primeira foi a antecipação da chegada do Matías, que se confirmou), parti a asa, acabando por fazer figura de pasquim diário ou de presidente do Génova que, hoje, deve estar no aeroporto à espera do Miguel. E, como está longe de ser política do Cacifo encher a casa de fumo sem que haja fogo, fica o meu pedido de desculpa.

p.s. – se querem que vos diga, estava tão sedento de uma pré-época à Sporting que até fico feliz pelo facto do Miguel ainda estar no plantel. E torná-lo num dos capitães parece-me opção acertada, para fazê-lo crescer como homem e como jogador.