Também tu, Zé Maria?!?

Parece que se tornou moda, dirigentes ligados a antigas direcções virem elogiar o trabalho feito pela equipa liderada por Bruno de Carvalho, mas esses elogios serem feitos por José Maria Ricciardi, presidente do Banco Espírito Santo Investimento (BESI), antigo vice-presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting e, conforme todos percebemos, uma das pessoas que mais terá dificultado o acordo que permitiu a reestruturação financeira, é algo que justifica manter o Bloco de Notas no forno até à hora de almoço.

E o que diz, afinal, Ricciardi, em entrevista ao Dinheiro Vivo? «O que eu penso que se conseguiu foi uma reestruturação que foi positiva, não só para os dois bancos (BCP e BES) como para o Sporting, mas também muito dura. Estávamos a falar há pouco da consolidação das nossas contas públicas, ora o que isso representa para o Sporting também é muito duro […] O Sporting passou a ter de ter um orçamento que é talvez menos de metade daquele que tinha anteriormente, mas, como se vê, no futebol profissional não é só o dinheiro que faz com que os clubes consigam ter melhores ou piores desempenhos. Basta olhar para exemplos como o Braga ou o Paços de Ferreira, que, no ano passado ficou em terceiro lugar. Foi uma boa reestruturação, acho que se conseguiu que o Sporting ficasse com a situação financeira estabilizada, mas, por outro lado, para que isso fosse possível, foi preciso que o Sporting fizesse um trabalho extremamente duro e corajoso na diminuição dos seus custos […] Fiquei surpreso, não por ser este presidente, mas porque a tarefa seria muito difícil para qualquer um».

Ora, muito bem, Isto tem muito que se lhe diga. Além de nos confirmar que o trabalho que está a ser feito está a sê-lo bem feito e que a situação financeira está estabilizada, ainda serve de golpe de faca Zwilling na tola dos cogumelos (dado por um dos nomes mais associados à “linhagem”). Só foi pena o jornalista de serviço não ter perguntado ao caríssimo Zé Maria, «porque razão o senhor, como parte de anteriores direcções, não conseguiu demove-los de gastar rios de dinheiro e de aumentar a dívida?».

p.s. – querem lá ver que o Zé também está com o rabo apertado?

 

O cão e o Leão

Há quem diga que o futebol vive de emoções. Há quem defenda que vive de números. Há quem considere que o importante é o momento. Há quem se socorra da história. No fundo, o futebol é a soma de cada um de nós e temos que aprender a conviver com a opinião e estado de espírito alheios. Mas nesta convivência, há algo que nos une para lá do gostar de futebol: o gosto, a paixão, o amor por um mesmo clube. Por um mesmo ideal. Por um mesmo símbolo.

Ora o que que aconteceu ao Sporting, num passado recente, foi, precisamente, o colocar em causa deste clube, deste símbolo, desta paixão, deste amor. Não sei se o caminho seria mesmo o recomeçar. Mas sei que tudo foi posto em causa: a história, o ideal, o símbolo, a grandeza, a personalidade. O ser Sporting foi colocado em cheque. Aquele era, cada vez menos, o clube que há mais de um século tem vindo a juntar gerações. Aquele tinha passado a ser o clube onde tudo podia ser justificado com o facto da bola bater na barra e sair ou bater na barra e entrar. Estávamos na mão dos gestores, fãs do www.casinoonline.pt/slots, onde se empenhava todo e qualquer bem para poder apostar sem rumo (mas com muito norte).

Perante uma situação limite, valeu-nos o amor pelo Sporting. Foi esse amor que conduziu a um «basta», rugido de forma clara. Passaram seis meses sobre essa «revoleão» e, hoje, o nome Sporting voltou a ser respeitado. Claro que as vitórias ajudam, claro que os golos fazem sorrir, mas o que se destaca neste regresso é a mensagem clara de que existe um rumo. De que existem pessoas a trabalhar todas num mesmo sentido. De que os adeptos percebem esse trabalho e se juntam à enorme tarefa de recuperar a identidade perdida. É por isso que se fala em onda verde. É por isso que se fala em alma leonina. É por isso que adversários flatulentos se mostram incomodados e adeptos do maior rival até já falam numa aproximação (onde é que eu já ouvi isto?). É por isso que, na ausência de motivos de facto, alguns jornais seleccionados promovem a guerrilha na tentativa de minar o trabalho visível a todos.

Mas esse mesmo trabalho está longe de estar feito. A nossa identidade foi tão espezinhada que há quem continue a duvidar. Afinal, e agora que a questão deixou de resumir-se ao bater na barra (o Sporting tem, à quinta jornada, mais de um terço dos golos da época passada, tem o melhor ataque da prova, o melhor marcador e a melhor defesa), há adeptos que resolveram passar a questionar toda e qualquer acção da direcção. Sentam-se algures num camarote leonino e numa bancada nascente e já não querem saber se a bola entra ou se a bola sai. Aliás, a bola passou a ser secundária. E, quase aposto, devem ter sido esses adeptos que, há menos de uma semana, me incomodaram, profundamente, com os assobios à equipa. Abomino hipocrisias, e que outro termo posso usar para apelidar em diz que devemos apostar na nossa formação e que, ao primeiro jogo menos conseguido, parte para o assobio, mostrando que, afinal, até deseja que a bola entre menos vezes para poder continuar a sua luta (inglória, diria) no sentido de recuperar os tempos de escuridão em que estávamos mergulhados?

Para essa pessoas, de assobio fácil, as mesmas que durante os anos mais recentes o faziam para o lado, gostava de deixar uma nota. Quando pensarem em assobiar, olhem para o símbolo do Sporting. Sim, eu sei que, há poucos meses, esse símbolo podia confundir-se com um cão grande, obediente, ou com um qualquer Leão de circo que se confinava a uma existência de entretenimento num circo de pouca categoria. Olhem bem. Não é um cão; é um Leão! Rampante. E não vão ser umas centenas de assobios que vão voltar a fazê-lo esquecer-se que nasceu para ser rei desta selva.

Se um Leão incomoda muita gente, quatro milhões de Leões incomodam muito mais

Abro o e-mail do Cacifo. E sorrio. Alguém se deu ao trabalho de subscrever as newsletters de benfica e fcporto, reencaminhando-as para mim.
Sabe-me bem este sentimento de causar incómodo. Sabe-me bem este sentimento de que o Sporting voltou a incomodar. O contrário era, precisamente, o que me incomodava.

Cresci aprendendo a amar um Sporting que não ganhava. Mas que incomodava. Sempre. Fosse pelo futebol que praticava, fosse pela dedicação, devoção e militância dos seus adeptos, fosse pelos craques que forma ou que contratava. No fundo, e para lá de bocas da reacção, todos sabiam que o Leão Rampante o era e que os seus consecutivos inêxitos apenas disfarçavam uma grandiosidade ao alcance de poucos pelo mundo. Curiosamente, a conquista de dois campeonatos em três anos, no início do novo século, conduziu o Leão Rampante à cama do hospital. Fraco, cada vez mais fraco. Coma. E os milhares de Leões, que são milhões e que seguem este Leão para toda a parte, reuniram-se à sua volta afirmando não arredar pé e fazendo da fé verde e branca corrente de boas vibrações. Mal esperavam que, entre os escolhidos para reabilitar o Rampante, existissem hienas em pele de leão, desejosas de dar um tom azulado ao magnífico verde e de fazer da ímpar história do Sporting o motor de outros negócios.

Durou tanto, demasiado, esta letargia. Este cabrão deste coma que consumia todos os que «sem ti não sei viver». Dividiram-se Leões armados, de juba eriçada em trincheiras, numa guerra de rugidos alimentada por hienas e em que quem pia e quem fumaça se ria e esfregava as mãos de contente. Pior, em que quem pia e quem fumaça deixou de respeitar o Rampante, desejando-lhe irónicas melhoras e dando palmadinhas nas costas dos Leões sofredores que se recusavam a render-se. Outros, cansados de tanto mal ver fazer «ao nosso grande amor», abandonavam a luta, resguardando-se num luto que parecia inevitável.

As unhas cravam-se no chão. Os músculos retesam-se. A face retrai-se em raiva. «Levanta-te, Rampante!», rugem os que, após anos de luta, se recusaram a abandonar o líder. «Se é para cair, caímos todos de pé!». E o Rampante levanta-se, amparado por todos nós, caminhando sem receio para o recinto de batalha. Ao longe, orcs e trols, cada qual em sua elevação da planície, aguardam o início de mais uma guerra a dois. Olham para as suas tropas, com sorriso trocista, quando avistam a chegada do Leão.
Primeiro embate. Segundo. Terceiro. Quarto.
Semanas de batalha em que, a cada dia, novos infiltrados tentam minar a recuperação. Luta! Resiste!
Tentam diminuir-nos as vitórias com dois equívocos de apito, como se os restantes 89 minutos não fossem um desfilar de erros tendenciosos que se perdem no tempo e fazem campeões nas últimas décadas. Luta! Resiste!
São sindicatos que se só se preocupam connosco. São empresários a valer-se do desespero dos jornais. São jogadores que não respeitam a verde e branca com que cresceram. Luta! Resiste!
São hienas de cu apertado que gincham e até se mordem umas às outras. São famílias de jogadores ameaçadas e jogadores a “serem raptados” por soldados peidorrentos que se fazem passar pelas nossas cores. São casos resolvidos na secretaria. São fumaças desesperadas que, perdendo as hineas capachos, se contentam em roubar-nos dois dentes de leite que acabarão a apodrecer num qualquer confim da europa.
Luta e Resiste, meu Leão Rampante, que mesmo os que choravam o teu coma estão de volta para lutar a teu lado, num exército de quatro milhões onde até os judas serão envoltos nesta onda verde!

Abro o e-mail do Cacifo. E sorrio. Alguém se deu ao trabalho de subscrever as newsletters de benfica e fcporto, reencaminhando-as para mim.
Sabe-me bem este sentimento de causar incómodo. Sabe-me bem este sentimento de que o Sporting voltou a incomodar. O contrário era, precisamente, o que me incomodava.

leões

 

Acorda, Sporting!

«O Olhanense prepara-se para fazer um encaixe financeiro importante com a receita de bilheteira do jogo com o Sporting, domingo, no Estádio Algarve. A corrida aos bilhetes tem sido tal que os responsáveis já perspectivam a maior assistência de sempre.», in A Bola.

A onda verde continua a crescer e aproveito para lançar o desafio à direcção: organizar viagens, aos preços das que existem para claques, que levarão os Leões a todos os estádios do país!

spooooooooooorting

Pumba e pumba!

Primeiro, entala-se o bucha,. que acreditou que as suas dimensões metiam medo e acabou por entalar, também, o aprendiz de engorda.
Depois, mostra-se ao estica que a bandalheira acabou (e, diga-se, este imbecil deste Evangelista já merecia ser posto no lugar há muito tempo).
O anão, pelo menos para já, ficou sem resposta. Mas que estou a gostar muito disto, lá isso estou!
SPOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORTING!

Gira-discos (porque o estado de alma leonino também se canta)

Enfim duma escolha faz-se um desafio; Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar, sem vela ou navio; Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida; Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida…

E mais não digo, porque a haver post sobre esta assembleia, esse será escrito pelo Zandonaide. É a minha forma de retribuir o que ele fez ao longo de toda a tarde.
Até lá… Viva o Sporting Clube de Portugal!!!

É uma chatice estes gajos quererem cumprir promessas eleitorais

«[…] Estamos, também, a ultimar a auditoria de gestão. Ela já está definida nos seus termos gerais, mas, nos últimos dias, temos vindo a afinar pormenores dessa auditoria que vai abranger os últimos vinte anos da actividade do clube, incluindo todos os mandatos passados e incluindo os aspectos mais nevrálgicos da gestão dos últimos anos, tais como  património, aprovisionamento, fornecimento e contratações», Bacelar Gouveia, Presidente do Conselho Fiscal, em entrevista à Rádio Renascença.

 

De que vale o talento nos pés e o dinheiro na conta, se não se tiver cabeça?

«Não é que não esteja interessado em jogar num clube inglês, mas acredito que o Sporting, onde são dadas muitas oportunidades aos jovens, é o melhor sítio para progredir. Alguns jogadores perdem a cabeça, quando vão para grandes clubes, talvez porque acreditam ser um grande negócio. Não tenho essa convicção. Existe ainda outra desvantagem. Nesta idade não nos dão as mesmas oportunidades de jogar que à partida terei aqui. É por isso que quero ficar no Sporting. Mas um dia quero testar as minhas capacidades frente aos melhores e a Premier League é onde sonho jogar», Eric Dier.

«Se o Swansea é uma hipótese? Muitos clubes ingleses estão interessados, mas isso não quer dizer que o Eric Dier esteja interessado. A época terminou para o Dier, agora a preocupação dele está em ser seleccionado para o Mundial sub-20 e jogar no Mundial sub-20. Ele tem contrato com o Sporting e está muito feliz no clube. Quer recuperar da lesão, recuperar a preparação física, estar bem para o Mundial e estar bem para o início da próxima época. Onde? No Sporting, claro. Ele tem contrato até junho 2016», Jeremy Dier, pai e agente de Eric.

 

Entre as palavras de Dier e as do seu pai, passaram dois anos. São palavras que encaixam, na perfeição, naquilo que a actual direcção do Sporting defende e que, diz-se, é o pontapé de saída para um jogo de alto risco frente a uma selecção dos Senhores das Comissões. São palavras que deviam ser gravadas nos corredores da Academia. Isso e as fotos de Edgar Ié e Agostinho Cá, com o número de jogos que fizeram pelo Barcelona B.

Queremos fazer do Sporting um grande clube, tão grande como os maiores da Europa!

cacifo de ideias

Parece-me o dia perfeito, para dar o primeiro passo rumo a uma proposta que nasceu nas caixas de comentários do Cacifo.
Não sei se podemos chamar-lhe voluntariado verde e branco, mas tenho a certeza que, todos juntos, podemos tornar o Sporting no Sporting dos nossos sonhos. Tenho a certeza que, todos juntos, podemos dar sentido à frase «o Sporting é nosso outra vez!». Tenho a certeza que, com as nossas ideias (deixem-nas na caixa de comentários ou, se preferirem, enviem-nas por e-mail), podemos contagiar milhares de outros Leões.
Eu comprometo-me a alimentar este rugido. E a fazê-lo chegar a quem de direito.