Assino por baixo

danieloliv1

 

danieloliv2

Anúncios

É uma chatice estes gajos quererem cumprir promessas eleitorais

«[…] Estamos, também, a ultimar a auditoria de gestão. Ela já está definida nos seus termos gerais, mas, nos últimos dias, temos vindo a afinar pormenores dessa auditoria que vai abranger os últimos vinte anos da actividade do clube, incluindo todos os mandatos passados e incluindo os aspectos mais nevrálgicos da gestão dos últimos anos, tais como  património, aprovisionamento, fornecimento e contratações», Bacelar Gouveia, Presidente do Conselho Fiscal, em entrevista à Rádio Renascença.

 

Chamar os bois pelos nomes

Que fique bem registado quem nos conduziu a este momento!

index

ngB5F64375-D20C-47F9-9EB7-F818CBE16A03

ng05522144-E3D6-4F00-82A0-6CE05EE08F8B

SPORTING 2011/12

Jos%C3%A9+Eduardo+Bettencourt

Pensamento do dia

Pouco me importa que se chame Paulo, pouco me importa que se chame Luís. Pouco me importa o nome. Estou, isso sim, farto de ver dirigentes do Sporting salpicarem o nome do meu clube com a merda que fizeram em nome próprio. Porque, e a verdade é essa, por mais que se saiba que o Sporting Clube de Portugal nada teve a ver com os processos e com os crimes cometidos, todos os interessados aproveitarão para arremessar pedras e fazer acusações que, alimentadas por determinada comunicação social, passarão a ser verdade aos olhos e ouvidos de todos aqueles a quem só interessa tentar diminuir o nome de um clube que continua a dar mostras da sua dimensão superior.

Um discurso bonito


Paulo Pereira Cristóvão demitiu-se. Ok, já o tinha feito, mas parece que agora é de vez. Ou, então, comprou alguma viagem naqueles sites de descontos e quer ir de férias para voltar mais bronzeado.
Bem, a verdade é que o homem disse adeus ao Sporting com um comunicado que lhe valeu um discurso bem bonito, carregado de espírito leonino, e onde reafirma a sua inocência. Mas, para lá das palavras bonitas, o que sinto é que, uma vez mais, e à semelhança do que esta direcção já me habituou, ficou um enorme vazio no que toca a explicar que raio de obra(s) é que ele tinha que terminar ou deixar encaminhadas, antes de sair pelo seu próprio pé (diz ele).
Provavelmente, dentro de alguns dias será capa de jornal, com uma grande entrevista. Pode ser que, aí, se encontre substância para as palavras bonitas. Entretanto, fica a curiosidade de saber quem é que Godinho vai colocar a gerir as claques.

Nem o caneco, nem o caralho!

«Sofremos esta semana uma enorme deceção, com a derrota na final da Taça de Portugal. Não vale a pena ignorá-lo e cabe-me a mim, como presidente, assumir a derrota. Todos mereciam ter vivido a alegria da conquista, falhei esse objetivo!»
As palavras pertencem a Godinho Lopes, mas esta espécie de mea culpa peca por escassa. Porque, e não há volta a dar-lhe, Godinho e as pessoas que escolheu, falharam praticamente todos os objetivos.

Digo praticamente porque este ano acabou por representar o regresso dos Sportinguistas a Alvalade, em massivo apoio à sua equipa. Do entusiasmo inicial ao clássico frente ao Porto, do bálsamo Liga Europa ao derby com o Benfica, passando por assistências surpreendentes como aquela frente ao Guimarães, foram vários os exemplos de efetivo entusiasmo e efetiva crença nas bancadas. Portanto, esse acabou por ser o lado mais positivo deste ano: o Sporting não esteve de volta, como se anunciava, mas os Sportinguistas voltaram (e trazê-los de volta ao estádio era um dos objetivos propostos).
Nota positiva, ainda, para a conquista do campeonato de juniores e para o acordo com o município de Odivelas para reunir equipa B, atletismo, râguebi, andebol, futsal e basquetebol num único complexo desportivo. Resta saber o que isto representará em termos da prometida construção do Pavilhão junto ao Estádio de Alvalade.

Quanto ao resto, zero. Sim, eu sei que Godinho tinha apontado este como sendo um ano zero neste processo de trazer o Sporting de volta, mas ninguém nos avisou que este seria mais um ano a zeros.

Falhou o objetivo de lutarmos pelo título (e seria triste apontar o o facto de termos ficado a 16 pontos do primeiro, em vez de ficar a 30, como uma conquista), falhou o objetivo de ficar em segundo, falhou o objetivo de ficar em terceiro (e depois ainda vimos o Chelsea ganhar a Champs e ajudar o terceiro português a evitar uma pré), falhou o objetivo de aceder diretamente à Liga Europa, falhou o objetivo da Taça de Portugal (da forma vergonhosa e dolorosa a que todos assistimos), falhou o objetivo da Taça da Liga (contra reservas do Moreirense e afins).

Zero, zero conquistas, numa época em que gastámos dinheiro como há muito não era gasto. E, a propósito de dinheiro gasto, situações como a de Luís Aguiar, Rodriguez ou Bojinov são inaceitáveis. E ainda motivaram a revolução do departamento médico, que tinha vetado estes e outros nomes por não os considerar em condições.

Entretanto, Godinho mandou para casa um dos pilares fundamentais do seu projeto. Domingos, que a par de Duque e Freitas foi apresentado como sendo peça incontornável de uma ideia vencedora, tornou-se incapaz de levar a bom porto essa mesma ideia. Para o seu lugar entrou alguém capaz de apaziguar os adeptos mais inquietos: Sá Pinto. Sportinguista, homem da casa, surgiu como resposta às notícias postas a circular de que Domingos andava a encontrar-se com dirigentes do fcPorto. Godinho e sus muchachos safaram-se e, ironia do destino, num ato de fuga para a frente pouco ou nada pensaram, arriscaram-se a conseguir ir à pré da champions, à final da Liga Europa e a ganhar a Taça. Teria sido um ato de gestão genial, pois teria, mas, e pese todo o sofrimento que me (nos) fez passar, o facto de ter sido feito ao pontapé (aliás, nos últimos anos é assim que o Sporting tem sido gerido) acabou por justificar o morrer na praia.

Depois, há pormenores que não surpreendem. Quer dizer, talvez surpreendam os mais crentes. Olhando para a lista que Godinho apresentou aquando das eleições, tínhamos perante nós madeira para alimentar uma fogueira de vaidades. O que se passou, ontem, com aquele senhor arraçado de sapo, de seu nome Ângelo Correia, a mandar mais uma pedrada nos alicerces podres desta direção, foi apenas mais um episódio a juntar ao «espera aí que vou pôr-me ao fresco» de Carlos Barbosa, aos constantes recadinhos do papagaio Eduardo Barroso e ao triste episódio Paulo Pereira Cristóvão que permitiu aos suspeitos do costume fazerem rebolar o nome do Sporting no lodaçal do futebol português em que outros, há anos, se banham com total impunidade.

PPC que, ao lado de Godinho, fica também ligado à patética rábula da decoração do túnel (foda-se, custava muito encher aquilo de imagens de jogadores nossos a festejar golos?!?), às supostas gravações de incidentes graves na zona dos balneários do estádio da luz, e ao fechar os olhos aos atos vergonhosos praticados pelas claques nos dias que antecederam a final da Taça: primeiro, agrediram que estava à sua frente, na fila, para comprarem bilhetes. Depois, nas suas casinhas, que, diga-se, se situação no nosso estádio, trataram de vender a 50 euros bilhetes que custavam 10. E, na manhã da final, era ver afixados nas respetivas portas folhas com a indicação «bilhetes esgotados».

Costuma dizer-se que o que nasce afinado, perdão, torto, tarde ou nunca se endireita. E a verdade é que, quando olho para o ano em que a minha filha começará a ir ao estádio comigo, corro o risco de oferecer-lhe camisolas onde o cabrão do azul tmn ainda não desapareceu e um clube onde o passivo não pára de aumentar, gerido por pessoas que, caso não arranje um investidor nos confins do mundo e caso a equipa não comece a ganhar logo de início, irá à sua vidinha com a chegada do Outono e nos deixará à beira de mais uma época tão despida quanto as árvores sem folhas.