Se não se importarem…

… eu vou buscar a minha filha. Já abdiquei de demasiado tempo de qualidade que ela me proporciona, para estar a ver este bando de bandalhos a enxovalharem o nome do meu clube.
Ah, só duas notas. Se alguém tiver o número do Polga, peçam-lhe para voltar. Se se agendar uma recepção à altura do que temos estado a ver, seja no aeroporto, seja onde for, avisem-me. Terei todo o gosto em cantar “só eu sei, porque não fico em casa”.

p.s. – peço-vos que não respondam aos sacos de merda que, com toda a certeza, aqui vão cair. Estarão a facilitar a limpeza. Obrigado.

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E não é que o homem conseguiu entusiasmar-me?

  «Agradeço a forma emocionante como fui recebido. Estou envolvido num projecto que é ganhar. É o que vocês querem e é por isso que estou aqui. Estou aqui para ganhar!»

  «O Sporting deve lutar pelo primeiro lugar. Quando o presidente falou comigo para concretizar esta missão, disse-lhe que podia contar comigo. Este é um grande desafio. É um passo enorme na minha carreira. Não quero falhar»

 «Deixem-me dizer que visitei o museu, e o Sporting é muito, muito grande. Parabéns! Mas aquilo é o passado, é algo em que não podemos mexer. Mas no futuro vamos mexer de certeza absoluta»

 «Neste momento está tudo a ser tratado para que o Sporting seja forte, sabendo que, para se ter um bom plantel, é preciso ter muito critério na escolha. Temos qualidade no plantel e temos qualidade na formação. Quem vier é para acrescentar qualidade ao plantel»

 «É uma responsabilidade muito grande e muito boa. Venho para um clube com mais de três milhões de adeptos. Conto com o vosso apoio para crescer. Vamos lutar para sermos primeiros. É para isso que o Sporting tem de lutar e é esse o meu pensamento»

Domingos

Continua tudo no segredo dos deuses motivando, até, um comunicado à CMVM negando qualquer pré-acordo ou negociação com treinadores. Mas, por esta altura, e mesmo com o fantasma de mais uma “enrabadela a la fêcêpê”, poucos duvidarão que Domingos será o próximo treinador do Sporting.

Eu não gosto do Domingos enquanto Domingos que me traz más memórias. Memórias de jogos perdidos com um “Porto à descoberta da fruta”, com quatro centrais e outros tantos trincos a defenderem uma merda de um golo marcado cedo (ou à espera de um, caído do céu, já tarde). Memórias de um avançado fiteiro “comamerda”, encaixando que nem uma luva no estilo de jogador azul e branco.

Mas sou capaz de gostar do Domingos enquanto Domingos treinador. É verdade que o Braga aposta muito no contra-golpe. Que, quando joga em Alvalade, na Luz ou no Dragão, costuma oferecer a iniciativa de jogo, mesmo que essa oferta seja, efectivamente, estratégica, de forma a permitir aos jogadores bracarenses fazerem algo que tão bem sabem fazer: diminuir os espaços aos adversários. Mas também é indesmentível que o treinador Domingos chegará ao Sporting com provas dadas. E, por muito que preferisse um treinador estrangeiro, é claro que olho para Domingos com certezas que nem Peseiro, nem Paulo Bento, nem Carvalhal, nem Paulo Sérgio me transmitiam.

Se ganhar a Liga Europa, entrará em Alvalade rodeado de perigosa euforia (conheço Sportinguistas que repetem que o homem ganhou sempre ao Jesus, nos jogos em casa), que poderá ser elevada no caso das nossas contratações irem além de uma qualquer “Bôbagem”. E, também por isso, será fundamental que a estrutura que o recebe lhe permita fazer o seu trabalho: treinar. Mesmo que o rapaz até mostre alguma apetência para troca de galhardetes em conferências de imprensa.

Exageros?

Sempre defendi que considerava um dos problemas do Sporting a ausência de referências. E já nem falo na ausência de referências dentro de campo. Refiro-me, isso sim, a referências fora dele, a pessoas que, integrando a estrutura, soubessem transmitir os valores e sentimentos associados ao que representa ser e/ou jogar no Sporting.

Vem isto a propósito da verdadeira revolução que, de acordo com o jornal O Jogo, vai ganhando forma em Alvalade e na Academia. Beto a treinar os iniciados, Sá Pinto a treinar os juvenis, Vidigal a treinar os juniores. Depois temos Nélson como treinador de guarda-redes e Manuel Fernandes como director técnico de avançados.

Ora bem, confesso que nem sabia que Vidigal e Beto, para além dos anos como jogadores, tinham preparação para serem treinadores. Espero, muito sinceramente, que Nélson seja muito melhor como treinador do que como guarda-redes (pelo menos, que saiba passar tudo o que aprendeu com Schmeichel e com Silvano de Lucia). E, a confirmar-se a vinda de Domingos, como encarará um ex-avançado ter um técnico especializado para o sector atacante (se não for pedir muito, podem trazer o André Cruz para ensinar os defesas, o Douglas e o Balakov para trabalhar os médios?)?
Já agora, o que é que vão fazer ao Oceano e ao Lima? Um deles vai para os infantis? E o outro? (e eu gostava muito que arranjassem um lugarzinho para o Rui Jorge, de todos estes nomes aquele que me parece mais bem preparado para fazer, realmente, a diferença).

No meio de tudo isto, parece-me bastante acertado entregar o cargo de director da Academia ao José Couceiro.

Que seja o início de algo

«Cerca de 400 adeptos marcaram presença no treino, desta segunda-feira, do Sporting, em Alvalade. […] Esta sessão serviu igualmente para reforçar os laços com os adeptos e conviver com a família sportinguista. Estiveram presentes muitas crianças que no final do treino tiveram a oportunidade de conviver com os jogadores e pedir o obrigatório autógrafo», in A Bola.