Sorte não, Xampa!

Diz assim o keeper David James, no seu blog..

You can’t save from a brilliant penalty taker and Eric Cantona was the best. His technique was so good it was a joke. You would stand on the goalline waiting and waiting – his run-up was so slow. He didn’t need to sprint and blast the ball: he had control. After he retired I found out his secret – he was watching the keeper. As soon as the keeper’s knee went, Cantona took the ball the other way and left him stranded. For any keeper, a bent knee is the point of no return.

Há mais.

Vá lá, Paulo, façam todos um esforço. Ainda há cinco possibilidades de irmos a penalties para ganhar canecos…

Não vai a bem, vai a mal



Ainda a propósito do emocionante e bem conseguido jogo de sábado à noite, fico-me pelos penalties, esse horrível monstro que tanto nos atormenta. Também.

Tenho cá para mim que não há penalties defendidos por guarda-redes. penalties falhados por jogadores. Nós, este ano, temos estado tristemente coladinhos a esta última afirmação.  Um penalty é simplesmente uma questão de a+b=c.  Exemplo 1: Uma bola (a) bem colocada num dos ângulos superiores da baliza (b) é totalmente impossível de defender (c). Exemplo 2: Uma bola rasteira (a), atirada a um dos ângulos inferiores de uma baliza, bem juntinha a qualquer um dos postes (b), é muito difícil de defender (c).  Nada mais simples: a dado momento, a encontra-se com b e isso dá c. Chamemos-lhe fecundação, para que não pareça muito aritmético.Eu gastei imenso tempo para chegar a esta conclusão do a+b=c. Lá na academia ainda não devem ter conseguido, porque estas coisas demoram a analisar e as equipas técnicas especializadíssimas têm muito mais que fazer do que perder minutos preciosos com pormenores parvos. Penalties, who the fuck cares? Queremos portanto chegar a c e fecundá-los bem. Proponho uma terceira alternativa. É uma solução de recurso, talvez desesperada até,  mas não estamos cá em fase de rodriguinhos:

Façamos uma adaptação aos penalties do chamado estilo Ronny de bater livres directos, tão insistentemente adoptado pelo treinador e que tantas alegrias nos tem dado.

Temos que ser pioneiros mais uma vez e introduzir algo que faça escola.Aqui, não há barreira. Bola na marca, oito passos para trás (dez, se o guarda-redes for reconhecidamente bom – e essas coisas também se descobrem), sprint desgovernado, peitinho do pé bem colocado e toma lá. Vai rede, vai tudo. E se o guarda-redes ficar parado no meio da baliza, vai também. Temos que ser efectivos e consequentes. Afinal, um penalty é uma demonstração de força. E este ano, isso é coisa que nos tem faltado um bocadito. Parece-me. Além do mais, não há nada como surpreender um adversário desprevenido. E nós, de uma vez por todas, temos que começar por algum lado. 

 

Nota: em homenagem ao nosso presidente, decidi escrever penalty e não grande penalidade ou penálti ou penalte.