Uma equipa unida, mais dificilmente será vencida!

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Entretanto, via twitter.
Capel: «Felicidades à minha equipa pela vitória importante. Muito orgulhoso dos meus companheiros e este é o caminho. Felicidades irmão [Montero] pelo golo e pelo trabalho. Enorme! Vamos miúdo!»
Montero: «Obrigado amigo, falta pouco para regressares. Que bem Sporting. Outra vitória. Unidos somos mais fortes. Que grupo cheio de vontade de ganhar!»

Ilusão?

Já me tinha questionado várias vezes sobre se as nossas opções para as alas seriam suficientes. Pensava em Carrillo, pensava em Capel e ficava com a ideia que esses eram os nossos dois únicos extremos de raiz. Depois, Wilson, que tem dado muito boa conta do recado, mas que não vejo como extremo. Há Magrão, que pode jogar junto à linha, mas que está longe de ter o ritmo ideal. E, num momento de revolução, Jefferson pode ser médio-ala esquerdo.
Olho para a B. Há Esgaio, que já mostrou estar preparado para ser chamado. Há Salomão, a quem foi dada uma derradeira oportunidade. Há Iuri, a transpirar qualidade, mas ainda demasiado leve para lançar às feras. Há Mané, que me parece uma adaptação. Tal como Ponde ou Manafá também podem ser adaptados.

Tudo isto a propósito da lesão de Capel. Depois do que eu escrevi, qualquer um dirá que há opções suficientes. Os próximos tempos dirão se tão extensa lista será, ou não, uma ilusão.

Toma, que é fresquinho!

A Sporting SAD, face à informação que tem sido tornada pública, em diversos órgãos de comunicação social, relacionada com questões contratuais e salariais sobre os seus jogadores, esclarece o seguinte:

– A Sporting SAD tem mantido nas últimas semanas contactos constantes com o representante do jogador Evaldo, Renato Moura, no sentido de encontrar uma solução para o atleta, na defesa dos interesses mútuos.

Estranha-se que o referido representante de Evaldo, nunca nos contactos estabelecidos, se tenha referido a qualquer dívida por parte do Sporting ao atleta, situação que aquele vem agora alegar através da comunicação social. A Sporting SAD rejeita liminarmente qualquer dívida ao jogador Evaldo que, como é do conhecimento público, esteve emprestado na época 2012/13 ao Deportivo da Corunha. A existir qualquer falta de pagamento, esta teria que ser naturalmente comprovada e só poderia ser atribuída ao Deportivo da Corunha e nunca ao Sporting Clube de Portugal.

– A Sporting SAD reitera que, desde que esta Administração tomou posse, não existe, nem existiu, qualquer dívida salarial ao jogador Elias. A dívida existente diz respeito a um contrato de direitos de imagem que esta Administração decidiu rescindir, sustentado no reiterado incumprimento por parte do atleta, sendo firme propósito por parte do Sporting a defesa dos seus legítimos interesses, pelo que irá exigir uma indemnização.

– Relativamente ao jogador Bojinov, a Sporting SAD reitera que o mesmo se encontra com o contrato rescindido, tendo o Sporting cumprido todos os preceitos. É com estupefacção que a Sporting SAD é confrontada com declarações hoje na comunicação social de Genaro Palomba, representante do jogador, quando já mesmo depois da rescisão, a Administração da SAD aceitou reunir com ele a seu pedido, no dia 29 de Agosto de 2013, e onde não manifestaram qualquer contestação à rescisão referida.

– A Sporting SAD salvaguarda o grupo de trabalho, a sua dinâmica, os princípios definidos e defende os seus activos como um todo, nas suas múltiplas interacções, não podendo permitir que estes sejam colocados em causa.

No que respeita a Zakaria Labyad, o que tem estado em causa é o não cumprimento dos deveres com o Clube e que em nada tem a ver com o montante salarial por si auferido. Salienta-se aliás que no grupo de trabalho há jogadores com montantes salariais superiores e que dão o seu normal contributo ao Clube. Trata-se, neste caso, de uma opção de gestão desportiva.

Realça-se que o jogador conhece, porque a Sporting SAD comunicou em 8 de Agosto de 2013, as acções que intentou, nomeadamente a rescisão do contrato de direitos de imagem que mantinha, sendo firme propósito por parte do Sporting a defesa dos seus legítimos interesses, pelo que irá exigir uma indemnização. Assim, como irão ser exigidos o cumprimento de vários aspectos do contrato que a esta data ainda não o estão, situação que lesa fortemente a Sporting SAD.
Pese a consciência que tem do seu comportamento, incorrecto e lesivo dos superiores interesses da Sporting SAD, o jogador tenta passar para a opinião pública uma imagem de desconhecimento e inocência de todo este processo, vitimizando-se, quando na realidade se trata do principal responsável desta situação.

O jogador não irá trabalhar isoladamente como tem sido referido publicamente, mas sim integrado na estrutura do futebol profissional. O Sporting evidencia que procurou sempre soluções que salvaguardassem os seus interesses e do atleta, nomeadamente através de propostas de clubes ingleses e turcos, mas que o jogador, pese embora estas cobrissem na totalidade as condições contratuais auferidas, rejeitou-as sempre, liminarmente.

Ponto final, experiências

Há duas formas de olhar para o jogo de ontem: olhar, apenas, para o resultado, dizendo que isto é mais do mesmo e que o melhor é nem renovar a gamebox; olhar para o jogo e perceber que este Sporting, continuando a ter um longo caminho à sua frente, é um Sporting que apresenta excelentes indicadores.

A primeira parte é perfeito exemplo disso mesmo. Só quem pretender ser tendencioso, ou mesmo parvo, pode afirmar que ao longo dos primeiros 45 minutos houve outra equipa em campo que não o Sporting. O Braga, salvo aquele remate à entrada da área que passou perto do poste de Patrício, foi completamente estrangulado no seu meio-campo não conseguindo, sequer, sair em lances rápidos de contra golpe. Os onze leões foram uma equipa, tanto a defender como a atacar, apostando na pressão constante, na procura da bola e inventando formas suficientes para chegar ao golo. Faltou isso mesmo, o golo, algo que o adversário conseguiu no segundo dos dois únicos remates que fez durante o jogo. Claro que a eficácia também conta, e muito, e que as vitórias morais valem o que valem, mas, neste caso, nem é apelar a este tipo de sentimento; é olhar para uma equipa à procura de sê-lo, com jogadores que treinam juntos há duas semanas (ou menos) e que procuram assimilar as ideias de um técnico em quem devemos confiar plenamente (a primeira parte de ontem é mais um ponto a favor de Leonardo). É olhar para um trabalho que, ao fim de um mês, nos permite ver coisas que andaram tão distantes no último ano e meio (pelo menos). É olhar para um trabalho que se quer de fundo, criando bases que vão muito além desta época. E, não me lixem, só um cogumelo pitosga não consegue ver que essas bases começam a ganhar alguma consistência.

Acontece que, a partir de agora, esse solidificar terá que ser promovido em competição e com muito menos margem de erro (e quase todos os golos sofridos resultam de erros um bocado primários). E com muito menos margem para experiências, algo em que o nosso treinador apostou ao longo destes amigáveis (e bem, digo eu, pois servem exactamente para isso). No domingo, frente à Fiorentina, a equipa que entrar de início deverá ser a equipa que Leonardo Jardim já tem na sua cabeça como titular, mesmo que, uma semana depois, frente ao Arouca, um ou dois dos protagonistas ceda lugar a outro.

Pensando no que foi este mês de preparação, diria que há jogadores que são titulares de caras. Patrício, Cédric (cada vez mais consistente), Dier, Maurício, William, Adrien, Carrillo e Montero. Faltam três.

Posso dizer-vos que, pese os elogios recebidos ao longo de toda a época anterior, nunca fui muito fã de Jefferson. E continuo a não ser. Parece-me um jogador preso, talvez pelo peso da camisola, e a jogar constantemente em esforço. Deverá ser titular, até porque, espero, Evaldo não passa de uma brincadeira de mau gosto. Seja como for, e esta parece-me ser uma discussão eterna, continuo a defender que Rojo é defesa esquerdo. Ah e tal, é muito rápido e agressivo para central e coloca bem a bola à distância. O problema é que o argentino continua a mostrar graves lacunas posicionais, o que me lava a perguntar: porque raio é que todos os treinadores apostam no gajo a central, quando até podíamos ter ali um defesa esquerdo completo?

Faltam dois.
Acredito que André Martins completará o meio-campo, ao lado de Adrien e de William (está em melhor forma do que Rinaudo, claramente, embora Fito tenha entrado muito bem, ontem). Seja como for, a primeira aparição de Magrão deixou excelentes apontamentos, tanto técnicos como físicos (bolas disputadas) e deverá ser a próxima boa dor de cabeça de Leonardo Jardim. (e ainda há João Mário, que gostava de ter visto, pelo menos durante 45 minutos, a fazer de André Martins).
Falta um, para a ala.
Capel ou Wilson Eduardo? Eu acho que Capel dá uma alma à equipa que, muito provavelmente, nenhum outro jogador consegue dar. Dá experiência e, já o mostrou, resolve jogos. Wilson fez bons jogos de preparação e, ontem, foi um dos agitadores de serviço, permitindo, ainda, transformar o 4-3-3 em 4-4-2 quando se chegava a Montero e oferecia a ala a Magrão. Resultado? Que bom é poder ter opções.

Depois, depois olhamos para os que sobram, entre plantel principal e equipa B, e somos levados a sorrir. E, permitam-me o desabafo, não acreditar nesta matéria humana e no que ela poderá dar-nos a médio/longo prazo é um exercício de profunda má vontade.

Pré-selecção

Já são conhecidos os nomes dos jogadores que vão para estágio, no Canadá, e aos quais se poderão juntar reforços (Montero, por exemplo). Será esta a base do Sporting 2013-14, na qual, e digo eu, outros dois jogadores farão sempre parte das contas: Esgaio e João Mário (aliás, tendo em conta o facto de Cédric ser o único lateral direito e de Schaars ter saído, creio que faria sentido os dois também seguirem para estágio.
Guarda-redes: Rui Patrício, Marcelo Boeck. Defesas: Maurício, Jefferson, Marcos Rojo, William Carvalho, Ruben Semedo, Cédric Soares, Eric Dier, Seejou King. Médios: Diego Capel, André Carrillo, Labyad, Rinaudo, Adrien Silva, Diogo Salomão, André Santos, André Martins, Filipe Chaby, Zezinho. Avançados: Nii Plange, Cristian Ponde, Wilson Eduardo, Cissé

Brunch

«Não podemos ter jogadores, sejam eles quais forem, primeiro, que não tenham vontade de estar no Sporting; segundo, que não percebam que o Sporting aposta e investe neles há muitos anos. Os jogadores devem sentir honra, lealdade e tratar o clube com respeito. Todos os que agirem desta forma vão continuar de certeza absoluta», Bruno de Carvalho.

«Não há nenhum jogador do Sporting cuja saída seja inevitável. Sei que há muitos clubes em Portugal, Europa e Mundo que estão com a impressão de que o Sporting tem que fazer alguma venda. Não é verdade, o Sporting irá fazer as vendas que achar que deve fazer. Não vale a pena os clubes virem apresentar propostas irrisórias porque nós no Sporting não iremos vender. Não recusei ainda nenhuma proposta para a transferência de Rui Patrício, mas o Sporting não vai vender a saldo. Se for preciso não sairá ninguém», idem (tirando aqueles que estão com um pé fora e que apenas estão ligados a nós pelos milhões que ganham, certo?)

Se o Barcelona quiser o Patrício, desembolsem 15 milhões, convençam o Bojan a vir, a título definitivo, para o Sporting e emprestem-nos o Deulofeu por dois anos, com os salários a serem pagos via Catalunha. (num mundo perfeito, ela o David Villa quem vinha).

Afonso Alves no Sporting? Se tivesse a certeza que era possível voltar a meter óleo naquela que já foi uma máquina de fazer golos… Já que falamos de avançados, aquele Nenê, que passou e se fartou de marcar, pelo Nacional, não poderia ser o avançado experiente que precisamos (até marca livres)?

Não é chinês, mas é japonês. No mundo dos ricos, o Keisure Honda, que termina contrato em Dezembro com o CSKA, seria o nosso Tsubasa. E nós venderíamos milhões de camisolas e as transmissões dos jogos para o país do sushi.

O filho do Jesualdo, DJ Eddie Ferrer, lançou um disco. Diz que a comissão da ida do Joãozinho para Braga deu uma valente ajuda. (ai isto não era para dizer? Peço desculpa…)

Paciência para o filho do Domingos, que não vai ao mundial. Avança um Cavaleiro encarnado, porque o importante é o Betinho, rei dos goleadores nas camadas jovens, continuar de fora (diz que quiseram levar o Nélson Oliveira, mas o tamanho das orelhas denunciou-lhe a idade)

«Gostaria muito de jogar no Sporting. O clube é a minha cara, é uma ambição jogar no Sporting […] Aposta nos jovens, valoriza-os, tem um futebol atrativo que se adequa às minhas características e é um clube com muito para crescer. Faz-me lembrar um pouco o futebol que se joga em Inglaterra», Bebé. Eu também não me importava de ver-te em Alvalade.

Espero que o relator e os comentadores de serviço da RTP, levem um pacote de toalhitas para o segundo jogo da final de futsal, não vá o Benfica marcar um golo e eles voltarem a sair do pavilhão com uma marca de ejaculação precoce nas calças.