O que é um gesto ameaçador?

Eu não faço ideia e, se não for pedir muito, gostava que me mostrassem as imagens que estão na base de mais este exemplo da podridão em que o nosso futebol está atascado.

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Estranhas coincidências

Sou só eu que fico desconfiado ao ver o Izmailov ser expulso, como foi ontem, em vésperas de irmos jogar à Luz?
E sou só eu que fico fodido por não ver nenhum dirigente, director ou o raio que parta, mandar-se ao árbitro, o tal do corte que virou atraso, no Dragão, por mais esta filha da putice?
Vá, continuem caladinhos e a fazer o favor aos lampiões de jogar numa terça-feira, dando-lhes tempo para descansarem da viagem a Liverpool!

Vassalagem de merda!

Ontem, o Record noticiava que a prestação de Wilson Eduardo nos treinos esta a agradar, aproveitando para traçar um breve perfil do jovem avançado, incluindo o pormenor de ter sido “roubado” ao FCPorto. O “roubado” aparecia entre aspas e servia para “apimentar” a história de avançado ter trocado de clube quando se mudou para Odivelas.

Vá lá saber-se porquê, os nossos dirigentes apressaram-se a emitir um comunicado que, confesso, me envergonha, ao ponto de nem me apetecer escrever aqui o que lá pode ler-se.

Continuamos a baixar a calcinha a estes cabrões tripeiros, a estes corruptos de merda, a este clube em relação ao qual a palavra roubo terá sempre que vir sem aspas!

É só isso, sr Presidente?

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Depois de ter dito que confiava em que nomeava os árbitros (ou seja, em quem faz parte da máquina de enrabanços a que estamos sujeitos e que tinha acabado de nomear o árbitro contra quem temos um processo a decorrer);
Depois de ter dito que ia sentar-se ao lado de Pinto da Costa (ou seja, ao lado de um dos rostos da corrupção em Portugal);
Depois de ter dito que o FCP-Sporting ia ser um espectáculo (ou seja, que estava mais do que pronto para o que aí vinha)

José Eduardo Bettencourt, presidente do meu clube, que nas várias entrevistas que deu antes das eleições disse ser importante criar uma estrutura que impedisse o treinador de estar exposto a questões relacionadas com arbitragem e afins, viu o jogo de camarote ao lado de quem todos nós sabemos e, no final, depois de termos sido literalmente gozados pelo gajo do apito que ficou fodido da vida porque a namorada o encornou com o treinador de guarda-redes do Sporting, deixou, uma vez mais, que fosse o treinador, Paulo Bento, a dar corpo às balas. 

Esperei uma reacção durante a noite. Ao pequeno almoço. Ao almoço. A lanche. Até que… aparece esta miséria no site oficial do Sporting:  

1. O Conselho de Administração da Sporting, SAD tudo fez para que a lamentável nomeação do senhor Duarte Gomes para arbitrar o jogo FC Porto – Sporting não criasse um ambiente insustentável à volta desse encontro e não condicionasse ainda mais uma arbitragem já de si condicionada pela decisão do senhor Vítor Pereira;

2. O Presidente do Conselho de Administração da Sporting, SAD sentiu-se até na necessidade de proferir algumas declarações que mais não visavam do que contribuir para que o árbitro pudesse, ainda assim, ter as condições mínimas para dirigir o encontro;

3. O Presidente da Comissão de Arbitragem da LPFP, ao longo dos anos em que vem exercendo o seu mandato, tem tomado decisões que manifestamente têm prejudicado a Sporting, SAD. Desde a inacreditável nota interina lida apenas aos delegados ao jogo Estrela da Amadora – Sporting, sobre os atrasos aos guardas redes na sequência de um jogo no Estádio do Dragão até ao inaceitável silêncio a seguir às incidências da Final da Taça da Liga da época passada e às lamentáveis tentativas de justificação proferidas pelos três dos árbitros dessa partida, tudo tem sido possível e passado impune;

4. Aliás, a dignidade do cargo de Presidente da Comissão de Arbitragem não se compadece com a aparente vontade de usar as nomeações para acintosamente provocar clubes, como aconteceu com a nomeação ora em causa;

5. Apesar de tudo, a Sporting SAD manterá a forma independente e transparente como se tem relacionado ao longo dos anos com as instituições que regem e dirigem o futebol português, sem prejuízo de vir a terreiro sempre que tais princípios sejam postos em causa como o fez agora a Comissão de Arbitragem.

 

É só isso, sr. Presidente? Sabemos que estão a meter-nos o dedo no cu (ou melhor, a mão toda), soltamos um “ai, ai, ai” envergonhado e prometemos continuar a assistir tranquilos à enrabadela?
Olhe, sr. Presidente, a questão é que já não somos só nós a estarmos fartos. Aplaudi de pé quando o Paulo Bento disse “o Sporting é demasiado simpático e depois quem paga são os jogadores e o treinador”, dando voz ao descontentamento que deve ter tomado conta do balneário quando o sr Presidente aceitou de rabo alçado a nomeação do encornado. Aliás, sr Presidente, depois das suas palavras, percebo agora pq razão o nosso treinador não comentou a nomeação antes do jogo.

Sabe, sr. Presidente, dava jeito encontrarem forma do Paulo Bento deixar de fazer o seu trabalho e o do director de futebol que só serve para ir a sorteios na terra do chocolate. Podia ser que, dessa forma, tivesse mais tempo para pensar no porquê de entrarmos a dormir em todos  os jogos.

É tudo normal

É verdade que o Cacifo raramente fala de arbitragens, mas depois de ter aturado, durante dois dias, lampiões e tripeiros (só faltou alguém do Braga) a lixarem-me a cabeça por causa do penalti contra o Olhanense, gostaria de deixar uma breve nota que coloca a contabilidade em dia, no que a questões do apito diz respeito.

Jornada 1
Paços Ferreira – FCPorto (1-1): fora de jogo mal tirado ao jogador do Paços, depois de já ter fintado o guarda-redes, na última jogada do encontro;
Benfica – Marítimo (1-1): penalti forçado por Saviola, que provoca o contacto com o defesa madeirense (Cardozo falhou)

Jornada 2
Sporting – Braga (1-2): aos quatro minutos, Misés corta com a mão um remate de Liedson que ia direito ao fundo das redes. Penalti por marcar e cartão vermelho por mostrar; ainda na primeira parte, fica por marcar um penalti por carga sobre Matigol;
FCPorto – Nacional (3-0): com o jogo empatado 0-0, o ártbitro assinala um penalti inexistente contra o Nacional e, na sequência dos protestos, expulsa dois jogadores insulares;
Guimarães – Benfica (0-1): penalti duvidoso contra o Vítória que Cardozo falha; falta inexistente dá origem ao livre que, no último minuto, dá a vitória ao Benfica

Jornada 3
Benfica – Vit Setúbal (8-1): o terceiro golo do Benfica nasce de um penalti inexistente sobre Ramires
Braga – Belenenses (3-1): o segundo golo do Braga nasce de uma falta que não existe; em cima do minuto 90, com o resultado em 2-1, há uma mão clara dentro da área do Braga, mas o árbitro não assinala penalti

Jornada 5
Sporting – Olhanense (3-2): Miguel Garcia corta a bola com o braço em cima da linha, o árbitro nada assinalada; Liedson remata contra o peito de Anselmo e o árbitro assinala mão (Moutinho faz o 2-2);
Leiria –  Benfica (1-2): a cinco minutos do fim, o árbitro transforma um corte acrobático (que, no máximo, seria jogo perigoso e livre indirecto) em falta sobre Aimar, assinalando penalti (Cardozo faz o 1-2)
Braga – Porto (1-0): com tudo a zeros, o árbitro fecha os olhos a um penalti contra o FCP

Agora, se assim desejarem, façam as contas a tudo isto.
Ah, a propósito, acho vergonhoso que o Duarte Gomes, árbitro contra quem o Sporting tem a decorrer um processo no Conselho de Justiça da FPF, tenha sido escolhido para apitar o jogo no Dragão. Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem, já afirmou que esta é uma nomeação perfeitamente normal. Eu não podia estar mais de acordo.