Rojo

Depois de tantos jogos a fazer-nos perder a paciência, aproveita o estabilizar da equipa para rubricar duas exibições consistentes, frente ao Benfica e frente ao Nacional. Neste último, com o bónus de um fantástico cabeceamento que valeria a vitória.
Sim, é verdade que Marcos Rojo, acabado de fazer 23 anos, tem larga margem de progressão. Sim, é verdade que as suas características físicas podem ser as de um central. Sim, é verdade que não é fácil encontrar um central que jogue com o pé esquerdo e que não seja lento. Sim, é verdade que temos que ser pacientes.
Ainda assim, e pelo menos para já, continuo a achar que preferia vê-lo junto à linha. Porque é melhor do que Joãozinho, porque não o vejo muito certeiro nos passes quando quer ser ele a iniciar jogadas e porque continua a aborrecer-me ver Dier longe do centro da defesa.

Enfim…

Dizem que Ogushi Onyewu ganhava muito dinheiro. E que falou grosso para o Sá Pinto. Num misto de contenção de custos e de gestão desportiva patética, emprestou-se o Capitão América ao Málaga. Veio um holandês, que também ganha muito, não joga um caracol e está sempre lesionado. Veio um argentino que é defesa esquerdo, mas que alguém julgou ser capaz de adaptar a central. Ficou um brasileiro que vive dos louros de um golo de calcanhar, ao City, mas que terminará a carreira ao nível de Gladstone. E um português que é mais trinco do que central, mas que, face ao quatro apresentado, tinha lugar sem espinhas no centro da defesa (ele e o Polga).

Agora, o brasileiro que, já se sabia, nunca seria contratado a título definitivo, vai para a Rússia. O português já cá não está. O holandês está lesionado (a sério?!?). E o argentino continuará a ser adaptado. Conclusão? Valia tanto mais pagar o ordenado ao Ogushi, não valia?