Sábado é já amanhã

Pela primeira vez desde a época 1994/95, o Sporting pode ascender (ainda que à condição) à liderança da Liga à passagem da 7.ª jornada, em caso de vitória sobre o V. Setúbal em Alvalade. Leonardo Jardim recusa chamar a si o protagonismo e atribui aos jogadores o sucesso do leão. «O Leonardo Jardim pertence a um grupo de trabalho que pretende que o Sporting tenha êxito em todos os jogos. Mas os principais responsáveis são os seus jogadores, são eles que jogam todos os fins de semana», salientou.

«Quando as coisas não correm bem temos de saber o que melhorar, e sabemos que contra o Rio Ave as coisas não correram como queríamos. Com o V. Setúbal vai ser diferente e acredito que vamos fazer um excelente jogo e conquistar a vitória», Rui Patrício.

Mexericos

Boek emprestado, com Cássio a chegar a custo zero para morder os calcanhares a Patrício. O Cássio é bom guarda-redes. Ponto. E, depois do que vi no Guadiana, o Boek é capaz de precisar de desenferrujar durante uma época. Só continua a levantar-me dúvidas o que se perde em termos de balneário e o número de anos que serão propostos a Cássio.

Labyad a treinar com a equipa B (que luxo, o gajo mais bem pago do plantel às ordens de Abel), Nuno Reis, Salomão e André Santos a treinar com a equipa principal. A propósito; renovar com o Salomão? Para quê?

E pimba!

«O Rui Patrício tem honrado a camisola do Sporting, foi formado aqui e já demonstrou publicamente o amor ao clube em diversas ocasiões. Por isso, é logo a primeira pessoa, que numa eventual saída, não quer prejudicar o Sporting Clube de Portugal, nem acreditamos que vá pressionar o clube sabendo que a proposta em cima da mesa seja muito inferior ao seu real valor, mesmo que a nível pessoal a mesma seja satisfatória […]
Estamos a falar do melhor guarda-redes português, titularíssimo da seleção portuguesa, um dos melhores do Mundo. Com certeza que o Mónaco, com o desejo de construir uma equipa com os melhores, terá isso em atenção e fará uma proposta mais condizente com o valor do jogador […] Mas, que fique claro, o Sporting não está em condições de pensar deixar sair Rui Patrício por um valor inferior a 15 milhões, nem sem as partes envolvidas estarem prontas para verem os seus direitos económicos atuais e futuros alterados com o apresentado pelo Sporting. Há uma diferença muito grande entre aquilo que é o valor do Rui Patrício e aquilo que é uma proposta, com certeza, meramente exploratória […]
Os empresários têm de aprender uma lição rápida: quanto mais quiserem fazer negócio com o Sporting pelos jornais, menos negócio farão. Todos aqueles que assim o tentaram, deram-se mal. Quando se quiserem sentar e negociar a sério, então, o Sporting estará sempre pronto a negociar e a defender os interesses do clube e, claro, não menos importante, os do jogador. Comigo não se negoceia através dos jornais», Bruno de Carvalho in Record

Falando em milhões

De um momento para o outro, o que oferecem por Bruma passou de 4 para 15 milhões. E o que oferecem por Rui Patrício passou de 7 para 12 milhões.
São números mais interessantes, obviamente que sim, mas, por exemplo, no caso de Bruma e do propalado interesse do Chelsea, basta-me recordar os 20 milhões que Mourinho “pagou” por Paulo Ferreira para achar que a oferta podia (e devia) ser superior. E que, tendo em conta o que o Mónaco anda a gastar, 12 milhões pelo titular do Sporting e da selecção é uma brincadeira.
Ainda assim, e olhando para os dois casos, continuo a achar que devemos esgotar todas as possibilidades para renovar com Bruma. E, mesmo achando que o Rui merece mais do que um principado, era capaz de colocar de lado aquela ideia bonita de vê-lo fazer uma carreira de Leão ao peito, ajustando o valor nos 15 milhões para dar-lhe a oportunidade, merecida, de experimentar outros campeonatos.

Revista de imprensa

Diz que a fumarada que, diariamente, se sente na redacção do Correio da Manhã, saiu pela janela e encontrou poiso na sua congénere do jornal A Bola.

Face a uma capa tão nojenta (mas esperada há, pelo menos, uma semana), eu gostava que a direcção do Sporting emitisse um comunicado onde dissesse qualquer coisa como «É natural que, face à qualidade do jogador em questão, sejam muitos os clubes que sonham poder contar com ele. Mas, como todos bem sabemos, os sonhos têm um preço e, neste caso, se o sonho partir de clubes nacionais, nem há margem para uma atençãozinha: são 40 milhões».

Entretanto, e porque à fumarada se devem ter juntado flatulências vindas do norte, o mesmo jornal ainda nos dá uma cereja. Cristalizada, porque as do Fundão são a sério. «At de Madrid deve avançar para Capel». É o jornalismo do deve. Eu acho que há muitos jornalistas que devem ter vergonha de trabalhar em jornais com tal linha editorial. E que só o fazem porque precisam de colocar o pão na mesa.

O Zahavi está à rasca. Meteu-se com o Bruno, o Bruno chamou o Cátio e o Cátio chamou o Bebiano.

O Coentrão diz que abandona o futebol, se não o deixarem voltar ao Benfica.

Se o Labyad baixar o salário, compro uma camisola com o nome do puto.

O Jeffren diz que esforçou demais o físico, na temporada passada, mas diz que está pronto para rebentar (com a nossa paciência) porque passou a utilizar óleo de argania (ou de argan) nas massagens. Foda-se, que desta nem o Cacifo de Ideias se lembrou.

Brunch

«Não podemos ter jogadores, sejam eles quais forem, primeiro, que não tenham vontade de estar no Sporting; segundo, que não percebam que o Sporting aposta e investe neles há muitos anos. Os jogadores devem sentir honra, lealdade e tratar o clube com respeito. Todos os que agirem desta forma vão continuar de certeza absoluta», Bruno de Carvalho.

«Não há nenhum jogador do Sporting cuja saída seja inevitável. Sei que há muitos clubes em Portugal, Europa e Mundo que estão com a impressão de que o Sporting tem que fazer alguma venda. Não é verdade, o Sporting irá fazer as vendas que achar que deve fazer. Não vale a pena os clubes virem apresentar propostas irrisórias porque nós no Sporting não iremos vender. Não recusei ainda nenhuma proposta para a transferência de Rui Patrício, mas o Sporting não vai vender a saldo. Se for preciso não sairá ninguém», idem (tirando aqueles que estão com um pé fora e que apenas estão ligados a nós pelos milhões que ganham, certo?)

Se o Barcelona quiser o Patrício, desembolsem 15 milhões, convençam o Bojan a vir, a título definitivo, para o Sporting e emprestem-nos o Deulofeu por dois anos, com os salários a serem pagos via Catalunha. (num mundo perfeito, ela o David Villa quem vinha).

Afonso Alves no Sporting? Se tivesse a certeza que era possível voltar a meter óleo naquela que já foi uma máquina de fazer golos… Já que falamos de avançados, aquele Nenê, que passou e se fartou de marcar, pelo Nacional, não poderia ser o avançado experiente que precisamos (até marca livres)?

Não é chinês, mas é japonês. No mundo dos ricos, o Keisure Honda, que termina contrato em Dezembro com o CSKA, seria o nosso Tsubasa. E nós venderíamos milhões de camisolas e as transmissões dos jogos para o país do sushi.

O filho do Jesualdo, DJ Eddie Ferrer, lançou um disco. Diz que a comissão da ida do Joãozinho para Braga deu uma valente ajuda. (ai isto não era para dizer? Peço desculpa…)

Paciência para o filho do Domingos, que não vai ao mundial. Avança um Cavaleiro encarnado, porque o importante é o Betinho, rei dos goleadores nas camadas jovens, continuar de fora (diz que quiseram levar o Nélson Oliveira, mas o tamanho das orelhas denunciou-lhe a idade)

«Gostaria muito de jogar no Sporting. O clube é a minha cara, é uma ambição jogar no Sporting […] Aposta nos jovens, valoriza-os, tem um futebol atrativo que se adequa às minhas características e é um clube com muito para crescer. Faz-me lembrar um pouco o futebol que se joga em Inglaterra», Bebé. Eu também não me importava de ver-te em Alvalade.

Espero que o relator e os comentadores de serviço da RTP, levem um pacote de toalhitas para o segundo jogo da final de futsal, não vá o Benfica marcar um golo e eles voltarem a sair do pavilhão com uma marca de ejaculação precoce nas calças.