Explica-me como se tivesse cinco anos

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«Em relação ao Titulo do Jornal de Negócios. Importa esclarecer os Sportinguistas que: os investidores não são Angolanos, o que está em causa é uma divida de 20 Milhões de Euros que o Sporting contraiu para a Empresa Imobiliária Holdimo (De Álvaro Sobrinho), o que pode obrigar (se assim os sócios aceitarem em AG) a entrada de essa empresa no Capital da Sporting SAD. Os verdadeiros investidores vêem posteriormente com uma entrada de 18 milhões de Euros na SAD Leonina», in Cortina Verde.

E, já agora, quem quiser preparar-se para a Assembleia, tem a convocatória aqui e mais explicações aqui.

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Alguém me explica isto como se eu fosse um puto de cinco anos?

«O Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal informa que, no âmbito do processo de reorganização e simplificação do universo empresarial do Sporting, foi hoje aprovado pelos Conselhos de Administração das sociedades Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD e Sporting Património e Marketing, SA o projecto de fusão por incorporação da Sporting Património e Marketing, SA na Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD, com a consequente extinção da primeira.
A fusão permitirá resolver a situação dos capitais próprios da Sporting SAD, que hoje se encontram negativos, e que desta forma passarão a positivos.
Por outro lado, a fusão permitirá concentrar todas as actividades económicas relacionadas com o futebol numa única entidade, a Sporting SAD, eliminando custos duplicados decorrentes da existência das duas sociedades, permitindo uma optimização dos recursos e a constituição de uma estrutura mais coesa, constituída apenas por duas entidades: o Clube e a Sporting SAD.
A operação de fusão permitirá ainda ao Sporting Clube de Portugal manter a maioria do capital social da Sporting SAD, mesmo depois da conversão das VMOC em capital da SAD.
Finalmente, a concretização da fusão terá impacto positivo na Sporting SAD ao nível do cumprimento das regras de Fair-Play financeiro da UEFA, facilitando a obtenção da rentabilidade mínima exigida pela UEFA a partir do Exercício de 2013/14.

O Conselho Directivo»

O Sporting de hoje: do “clube amador” à “gestão profissional”

Reza a lenda que no início da década de 90 havia um clube governado por um louco ali para os lados de Alvalade. O louco era o Sousa Cintra e o clube era o Sporting. Nesse tempo, quando se vivia na expectativa de voltar a ganhar o título que fugia há uma década, havia um leão a viver verdadeiramente na selva: despediam-se treinadores como quem bebe copos de água, vendiam-se ilusões, apareciam Pelés que acabavam a jogar no Famalicão, corríamos com quem liderava o campeonato, contratavam-se Douglas, Silas e Luisinhos, viviam-se momentos históricos na UEFA, juntavam-se Balakovs, Figos, Valckxs e Paulos Sousas num único onze, levava-se a imprensa em tournée para contratar avançados jugoslavos que acabavam por não vir, pilhava-se o plantel aos lampiões, enfim, era a loucura. Não ganhávamos, mas era a loucura. Acreditávamos, enchíamos Alvalade, jogava-se à bola, tínhamos jogadores com mística e mesmo perdendo para os rivais havia sempre ânimo em cada adepto para enfrentar uma discussão, convicto de que nós é que éramos realmente grandes. Isso de não ganhar era um detalhe.

Nesse tempo que a história teimou em marcar como a época de gestão taberneira e amadora, o Sporting tinha um passivo de 30 milhões de euros. Estávamos em 1995. Repito: 30 milhões de euros. Com a curiosidade de, nesse mesmo ano – e como explicou recentemente o Tomás Aires num artigo do “CM” – o Sporting ter um património superior a 60 milhões de euros só em terrenos. Ou seja, sensivelmente o dobro do passivo. E isto, sublinhe-se, com uma gestão amadora.

Depois veio Roquette. Primeiro com Santana como fantoche, depois ele próprio como mestre da banda. Vinha o mundo das SAD e da gestão profissional. O argumento era simples: o futebol moderno era uma indústria e o clube tinha de ser gerido como tal. Uma indústria que pressupôs ser visionário, antecipar o futuro, transformar o clube numa empresa, primeiro, e num conjunto de empresas, depois. Todas elas com activos tangíveis e intangíveis, capitais, accionistas, balanços, empréstimos obrigacionistas, dívida financeira, passivo corrente, passivo não corrente, VMOCS, enfim… um fartote. O adepto comum não percebeu nada. Ouviu falar num estádio novo, numa academia, na aposta na formação e na projecção do Sporting como grande emblema nacional do século XXI. E nisto o povo português é fodido: cheirou a modernice, o verbo era erudito, a malta tinha pinta de perceber do assunto e até era descendente de fundadores, portanto… vai de aceitar tudo.

Depois, depois cá estamos nós, hoje, para fazer contas à gestão profissional: o estádio ia custar 75 milhões e teve uma derrapagem para mais de 115 milhões; a Academia estava orçada em 6 milhões e custou quase o triplo; na vertigem de consolidar o domínio após o primeiro título (em 2000) gastou-se o que se tinha e o que não se tinha na compra e salário de jogadores caros nos anos seguintes (João Pinto, Paulo Bento, Dimas, Sá Pinto, Jardel, entre outros), construíram-se edifícios-sede, centros comerciais, exploraram-se clínicas… por aí fora. Em 2000 o passivo do clube rondava já os 65 milhões de euros. Em 2005 os relatórios e contas apontavam para passivos na ordem dos 150 milhões de euros. Mas em 2009, Soares Franco viria esclarecer que afinal o passivo estava mascarado e o seu montante real era de 280 milhões desde… 2005 (?!?!?!?!). O clube estava tecnicamente falido e nas mãos da banca e credores. Hoje o passivo ronda os 300 milhões e sucedem-se as fugas em frente com reestruturações financeiras atrás de reestruturações financeiras.

Aqui chegados, que balanço? Em 15 anos ganhámos dois campeonatos, meia dúzia de taças e supertaças e fomos a uma final da UEFA. O passivo entretanto cresceu de 30 para 300 milhões. Compensou? Claramente não! Sobretudo porque ninguém consegue perceber ao certo o que se passou durante este trajecto que levou o clube a multiplicar o seu passivo por 10 em década e meia. A não ser o mais simples de se perceber: que muita gente terá ganho dinheiro à custa do clube e que José Roquette, Dias da Cunha e Soares Franco (e todos os que os acompanharam nas suas aventuras) são os rostos de uma gestão danosa que comprometeu seriamente o presente e o futuro do Sporting.

Não, isto não é populismo: é um facto. Foi esta gente que conduziu o Sporting à situação actual. Por isso me custa hoje a acreditar que esteja nestes senhores, ou nos seus cooptados, a salvação para o buraco em que estamos enfiados. Ainda acreditei em Bettencourt: pela falta de comparência de oposição credível e talvez porque me parecesse menos engravatado que os antecessores. Mal sabia eu o que aí viria… Por isso, repito, já não consigo acreditar nesta gente. Espero que me surpreendam, claro, mas já não acredito. Sobretudo porque, com o clube financeiramente estrangulado e com a gestão desportiva algemada à banca, a Sporting SAD está hoje condenada a colocar em segundo plano aquilo que era suposto ser o “core business” da “empresa”: o futebol enquanto espectáculo. Pior do que não ganhar, pior do que a terrível sensação de não estarmos aptos a lutar pelos títulos, é esta ideia de que o futebol jogado do Sporting parece traduzir, há um par de anos, a mesma sensação que os nossos gestores e accionistas devem ter quando olham para a merda que fizeram: “é uma chatice”.

(Próximo capítulo – “O Sporting de hoje: o jogador, o activo e a acefalia do gestor”)

Sucessão – O Treinador

Não creio que o nome do treinador seja, por si só, um assunto vital. Definir o perfil, sim. Arrumar a casa primeiro, claro. Varrer a merda toda, evidentemente. Depois da aventura Carvalhal, que quase toda a gente já sabia não ter mãos para tamanha empreitada, é necessário escolher. Existem duas opções:

Treinador “Cromo” –  Um verdadeiro rato de laboratório, preocupado única e exclusivamente com o rendimento desportivo da equipa. Em sintonia com a Direcção. Pode ser estrangeiro ou português. De preferência sem os tiques e manias do futebol nacional. Um tipo duro com conhecimentos contrastados e curriculum à prova de bala para não ser queimado por qualquer Liedson desta vida. Só poderá resultar se antes a estrutura for devidamente parametrizada. Necessita o apoio de um bom Director Desportivo que blinde o balneário e que crie a sensação de família. Precisa que o trabalho de casa da pessoa que coordena o mercado seja feito a tempo e horas e com critério. Confeccionar um plantel competitivo é crucial. E depois, deve olhar para cima e ver um Presidente solidário que defenda institucionalmente o clube. A missão deste tipo de treinador fica confinado ao futebol da equipa. Não contem com este treinador para gerir situações em que depois de uma vitória se depare com um balneário em pé de guerra onde o Director Desportivo ande à bofetada com o melhor jogador. No fundo, o clássico treinador à Porto. Entra com a máquina bem oleada e só se preocupa com o que tem que fazer. Se for razoavelmente bom, é meio caminho andado para o sucesso. É a minha opção preferida mas de execução inviável no contexto actual. Quanto a nomes, já se sabe não custa sonhar. Mas dentro das possibilidades económicas do Sporting, até pode ser um André Villas Boas (não porque tenha provado especialmente nada mas porque acredito que os melhores nesta profissão bebem da experiência dos melhores), ou já com provas dadas (muito mais do que o Carvalhal) como são, por exemplo, um Domingos Paciência, um Jesualdo Ferreira ou um Manuel Machado. Estrangeiro, seria melhor. Ernesto Valverde, Dick Advocaat, Michael Laudrup. Boloni não, por favor.

Treinador “Segurança” – O famoso costas largas. Num mundo perfeito seria um mestre das ardósias e dos desenhos tácticos. No momento actual e para a realidade portuguesa basta o resto. A personalidade envolvente e aglutinadora poderiam compensar as carências conceptuais relacionadas com o jogo. É o típico sobrevivente mesmo quando nada no lodo. No fundo, seria uma espécie de Paulo Bento mas numa versão revista e melhorada. O seu magnetismo e força dentro do futebol seriam tão impressionantes que disfarçariam a inexistência de um departamento de prospecção, um líder de mercado e um Presidente como Deus manda. É pau para toda a obra. Conhece o mercado, rodeia-se de agentes influentes, compra guerras com quem entende. A política de comunicação do clube é da sua responsabilidade. Mas, acima de tudo, é um terapeuta. Um Psicólogo. Junta os jogadores. Faz acreditar o plantel numa causa. Luta e faz lutar todos até à morte por um objectivo. Na sua versão mais perfeita e completa, é o Mourinho. Um treinador Estrela maior do que o clube. Na versão do Sporting para mim só tem um rosto. Luiz Felipe Scolari.

Importa, portanto, definir o perfil pretendido e começar a preparar a época. Escolha-se agora. Para que em Maio se prepare tudo com tempo. Que o serviço funerário arranque. A sentença de morte do treinador está assinada. Alguns jogadores também têm os dias contados. É o momento de cortar com o passado e avançar sem medo do futuro.

P.S. – Relativamente à opção Manuel José, tenho as minhas dúvidas. O seu nome remete para uma ideia romântica do futebol. É o 7-1 ao Benfica, o ataque com o Ralph Meade, as épicas noites europeias e a frustração de nunca ter tido a real possibilidade de mostrar o que vale com armas a sério. Mas para mim também é o insucesso no Sporting e a experiência totalmente falhada num Benfica à deriva. A verdade é que a nossa realidade não dista assim tanto desse Benfica de Paulo Nunes e Donizete. Eu gosto do Manuel José. Acho que é um treinador mais do que competente para o futebol em Portugal. Não sei é se o Manuel José não é apenas carne para canhão se o modelo para o futebol continuar a ser este.

FODA-SE!!!

´E com tristeza que escrevo este post que, amanha de manha, enchera´ a blogosfera leonina e servira´ para nos enfernizarem a vida durante todo o dia.
E, a confirmar-se, cheira-me que sera´ o proprio Carvalhal a nao querer ficar mais que seis meses…

A noticia, dada pelo Record, e´ esta:

Murros e empurroes cancelam conferencia
Liedson e Sá Pinto desentenderam-se violentamente no final do encontro, já em pleno balneário do Estádio José Alvalade. Na base da discussão, ocorrida na presença de todos os jogadores, esteve o erro de Rui Patrício que resultou no segundo golo do Mafra e, embora ninguém assuma que avançado e diretor de futebol chegaram a vias de facto, é certo que existiram empurrões e alguns murros pelo meio.
Diversos jogadores tentaram separar os dois contendores, mas o ambiente só serenou quando o luso-brasileiro foi retirado do balneário, argumentando que, a partir de ontem, dificilmente conseguirão conviver no mesmo espaço. “É ele ou eu!”, foi a ideia deixada pelo goleador.
Carvalhal assistiu à cena incrédulo e impotente. Um problema para o técnico, que poderá ver-se privado do concurso de Liedson. O dianteiro de 32 anos está sob a alçada disciplinar do clube e poderá ser alvo de um pesado castigo. A discussão começou ainda no banco de suplentes, com o diretor-desportivo a criticar o erro do guarda-redes e Liedson a sair em sua defesa. A troca de argumentos alastrou ao balneário e foi subindo de tom até ao contacto físico.

Portanto… depois da suposta troca de galhardetes entre o Stojkovic e o Barbosa, temos este suposto problema entre o Liedson e o Sa Pinto. E, se querem que vos diga, nao me admira nada que o Sa Pinto tenha sido uma besta na forma como criticou o Rui Patricio (sim, foi um frango), pois na altura em que eu defendia o seu nome para o lugar do Barbosa, um dos elementos da nossa actual direcçao disse-me: “as pessoas querem o Sa Pinto mas vai ser um erro. Um gajo que agrediu o seleccionador?! O gajo nao tem postura nem feitio para ser director desportivo. Ainda este fim-de-semana (esta conversa foi depois do empate, 2-2, em Vila do Conde), quando o Caicedo falhou o golo, levantou-se e berrou “este gajo e´ um anormal! Anorma!!!”. Um director desportivo nao pode agir assim, de cabeça quente”.

Nao sei se tera´ tambem chamado anormal ao Rui Patricio. Mas sei que, se eu mandasse e o Liedson dissesse “e´ ele ou eu”, eu respondia “es tu!”.

Foda-se pra esta merda!!!

Actualizaçao
O jornal O Jogo confirma a troca de murros. Fica a noticia (foda-se, nao bastavam os tres golos do chines, caralho?!?)

Sá Pinto e Liedson envolveram-se ontem numa cena de pancadaria no balnéario logo após o triunfo diante do Mafra por 4-3, soube O JOGO. A pega começou ainda no relvado mas alastrou-se até ao balneário, onde dirigente e futebolista chegaram ao confronto físico. Foi este o “problema pessoal” invocado pelo treinador Carlos Carvalhal para não comparecer na sala de Imprensa após a partida. Os próprios jogadores do Sporting também demoraram mais tempo do que é habitual para irem à zona mista.
Tudo terá começado na sequência da falha de Rui Patrício no lance do segundo golo do Mafra. O público apupou o jovem guardião, o 31 não gostou e insurgiu-se contra a reacção dos adeptos. Sá Pinto colocou-se do lado das bancadas e repreendeu com veemência o ex-companheiro. A discussão subiu de tom e alastrou-se ao balneário, onde ambos se pegaram num confronto físico a que só outros jogadores e elementos do “staff” verde e branco puseram cobro.
A cena apanhou todos de surpresa, mas o filme já vem de trás. Sá Pinto e Liedson nunca tiveram uma relação fácil. Na época 2003/04, num jogo frente ao Rio Ave, o baiano preparava-se para bater um penálti frente ao Rio Ave e o então camisola 10, contra as ordens do técnico Paulo Bento, tirou-lhe a bola, assumindo a conversão, perante a estupefacção do brasileiro.
Resta agora saber quais as consequências desta cena, que promete reacender os ânimos no seio de um grupo que recuperava de uma acidentada primeira metade de época.

“Só por causa disso?”

– Tou?
– Boa noite, é do Sporting.
– Desculpe?
– Estou a ligar-lhe do Sporting para saber se está interessado em aderir ao tarifário Sporting, que lhe dá 10% de desconto nas cham…
– Desculpe lá, mas não tou a perceber…
– Falo-lhe do Sporting Mobile, que lhe dá um cartão com carregamentos e…
– Ó amigo, não vale a pena que eu não estou interessado.
– Mas… nem no cartão recarregável?
– Não! Este ano não gasto nem mais um euro com o Sporting…
– Porquê?
– Porquê!?!? (Risos) Você não vê os jogos de futebol?
– (…)
– Acha que os jogos do Sporting dão vontade de gastar dinheiro no clube?
– Só por causa disso?
– Ó amigo, vá lá à sua vida e deixe-me em paz.
(desligo)

Foi esta a chamada que interrompeu o meu serão. “Só por causa disso?”. A frase continuou a soar na minha mente durante mais alguns minutos. Este é o estado do clube. Um rapaz de uma qualquer empresa de marketing liga a um sócio e gameboxeur em nome do Sporting e questiona a razão do meu divórcio comercial com o clube. E, pelo tom, até foi uma pergunta sincera, sem ironia. Eu acho que até tinha preferido a ironia. O gozo, de algum lampião disfarçado de operador de call center. Mas não… foi honesto, completamente alienado da desilusão colectiva que se apoderou da alma do clube.

O episódio é revelador. Como a carta que recebi esta segunda-feira a propor a ida ao jogo da Taça contra o Penafiel (na véspera…), tendo em conta a “busca incessante de melhores condições para os seus Sócios”. Isto só não é de uma total falta de respeito, porque é simplesmente estúpido e um comportamento acéfalo de uma organização amadora. É gerir um manicómio com técnicas de gestão aplicada.

E é grave. Porque revela que ninguém no clube parece perceber os perigos do Sporting Corporate. Não há Corporate sem Sporting. Não há Mobile sem Sporting. Não há cash-flow sem golinhos, sem futebol. E quando se investe recursos no Corporate, sobram défices no relvado, sobram buracos no tapete. É uma inversão da lógica. Não se investe no “core business” e desperdiça-se dinheiro no marketing de uma coisa podre. Se não estivesse podre, nem era preciso muito marketing. Mas quem escolhe poupar dinheirinho, não pode querer estimular o consumo. 

Se o rapaz me tivesse ligado em plena euforia futebolística eu tinha, provavelmente, subscrito o Sporting Mobile, para gritar golos entre amigos, para mandar sms com imagens tremidas das coreografias da claque. Teria ido ao jogo da Taça, mesmo pagando mais uns euros. Já teria comprado duas camisolas, a do Liedson e a do Vukcevic, talvez até a do Matigol. Teria os novos cachecóis, uma ou duas garrafas de vinho, um abre caricas, uma ou duas bandeiras, provavelmente uma bola verde e branca.

Agora, gasto o dinheiro em cinema (a conselho do Paulo Bento). Quanto às chamadas do Sporting, só se for para mandar aquela gente toda para o caralho!