Acorda, Sporting!

«O Olhanense prepara-se para fazer um encaixe financeiro importante com a receita de bilheteira do jogo com o Sporting, domingo, no Estádio Algarve. A corrida aos bilhetes tem sido tal que os responsáveis já perspectivam a maior assistência de sempre.», in A Bola.

A onda verde continua a crescer e aproveito para lançar o desafio à direcção: organizar viagens, aos preços das que existem para claques, que levarão os Leões a todos os estádios do país!

spooooooooooorting

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Até um palhaço deixa de ter graça

Não vi e não vejo, a bem da minha sanidade mental. Mas estas misérias correm depressa. E, confesso, já não acho piada a este imbecil deste Rui Oliveira e Costa. Epá, que ele goste de ir trabalhar com os copos, é lá com ele, mas faça-o quando não estiver a representar o Sporting! Ele que se enfrasque com Cheers, que meta um Chapel e que vá no comboio ao circo com o Sereno e com o Venícius! Mas desapareça da vida do meu clube, foda-se!

Valeu a pena fazer barulho!

«O Sporting Clube de Portugal, a Sport TV e o Futebol Clube de Arouca chegaram a entendimento para que o jogo da primeira jornada da Liga Zon Sagres se realize no domingo, 18 de Agosto, às 15h45, em vez da data anteriormente anunciada (segunda-feira, 19 de Agosto, às 20h15). Esta alteração deve-se ao esforço desenvolvido pela direção do Sporting Clube de Portugal, por acreditar que o jogo, a realizar-se neste horário, possibilitará uma maior participação por parte dos sócios e adeptos, indo também ao encontro da vontade manifestada por inúmeras famílias sportinguistas»

Sinto-me feliz, muito feliz, pela barulheira que comecei a fazer aqui e que resultou em muitas outras barulheiras! Assim, é do Cacifo! E temos que encher Alvalade!

Carta aos criativos da Puma

Exmos Senhores,
foi com profundo desagrado que vi confirmados os meus receios, no que toca ao equipamento alternativo. Roxo, depois do laranja. Com jeitinho, e a juntar o vosso iluminado trabalho às mentes iluminadas de quem aprovou estas duas farpelas (e que, felizmente, já não está à frente dos destinos do clube), para o ano teríamos um alternativo azul ou vermelho.
Explicações para uma aposta tão medonha e desprovida de ligação ao clube (sim, caso não tenham reparado, maioria dos adeptos gostam de equipamentos que se relacionem com a identidade do Sporting) só vocês as poderão dar, mas que é notório um retrocesso no que toca às camisolas: começámos bem, com uma branca + calção preto + meias verdes, passámos para uma duvidosa verde água, depois para um bem aceitável kit com base em preto, forçámos com o laranja e vomitámos com o roxo.

Agora, das duas uma: ou vocês se estão a cagar para o que é o Sporting, ou acham que podemos ser cobaias dos vossos devaneios. O que, no fundo, vai dar ao mesmo. E olhem que, atentando no vosso trabalho, nem é assim tão complicado oferecer-nos algo que nos agrade. Senão, vejamos:

Isto, com um tom de verde diferente, não tem mais a ver com o Sporting?

Goias 2013 Puma Home + Away Kits

Isto, trocando o amarelo por verde, não teria feito mais sentido do que o laranja?

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Até isto, que não me enche as medidas, não teria sido mais lógico do que o laranja?

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E uma coisa simples, sem ser simplista (a branco ou a preto, tanto faz)?

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E custará assim tanto beber inspiração em bons exemplos da concorrência, como este?

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Agora… roxo?!? Roxo de raiva fiquei eu, ao ver tamanho disparate. Ah, já agora: qual é o vosso problema com a localização do símbolo?!? O Leão Rampante usa-se sobre o peito, não junto ao pescoço!

O que vos vale é que, no meio de tão palerma momento criativo, acabaram por acertar em algo: em francês, moche significa “feio” e “medíocre”. Não podia ter sido melhor, a publicidade a estampar nesta nódoa roxa.

Chamada para Liverpool

Ian Ayre?
Sim!
Ouvi dizer que querem contratar o Tiago Ilori. É verdade?
Oh, sim! Absolutamente! É um enorme talento!
Sem dúvida que é. E acha que um enorme talento só vale 4,5 milhões de euros?
Bem… também não sabemos se ele virá a ser o craque que esperamos, certo?
É verdade. Mas, foda-se, o rapaz tem uma cláusula de 30 milhões!
Nós emprestamos um craque marroquino!
Já temos um, bem melhor do que o vosso…
Mas este é extremo!
Temos melhores.
Então, o que é que propõe?
15 milhões é uma boa base para começarmos a falar…
Está louco?!?
Não.
15 milhões, por um jogador que só tem mais um ano de contrato?!?
Porra, pensava que estava a falar com o Godinho…
What?!?
Nada, nada. Estava a pensar alto. Bem, vamos lá falar a sério.
Por esses valores não dá para falar… Ainda por cima, o Tiago já nos disse que quer vir para Liverpool.
Foi?!? Nem sabia que ele gostava dos Beatles… Mas sabe que não basta ele querer, certo? Pelo menos, enquanto tiver contrato…
Então prefere que ele venha daqui por um ano, a custo zero?
Não sei se daqui por um ano vocês ainda vão lembrar-se de um reserva da nossa equipa B…
Era capaz de fazer isso ao miúdo?
Tanto quanto vocês e o Zahavi são capazes de manipulá-lo…
Se calhar é melhor desligar…
Espere, tenho uma nova proposta.
Diga.
5 milhões mais o Sebastián Coates!
Fuck!
You!

 

Diz que é uma espécie de Travian

magrebinos
A frase, “twitada” pelo deputado e vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Carlos Abreu Amorim, tem cerca de dez dias, mas eu diria que se arrasta no tempo. Ou, se preferirem, que é um bom exemplo do que está na génese dos dois vergonhosos episódios a que pudemos assistir, este fim-de-semana (pena os tomates não terem aço suficiente para levar a falta de comparência até ao fim). Aceito que, por esta altura, estejam a vociferar qualquer coisa do género: «foda-se, Cherba, mas o que é que nós temos a ver com a guerra entre estes dois clubes de merda?!?». Tudo, infelizmente.

A escalada de violência nos jogos entre porto e benfica, independentemente da modalidade ou do escalão de formação que disputada o desafio, é uma realidade incontornável. E, parece-me, essa realidade resulta de um desejo comum, dominar. O problema é que, para torná-lo real estabeleceu-se uma regra: não há regras. É um vale tudo, entre actos e palavras, que começa nos dirigentes e termina nos adeptos e que conta com a contribuição da nossa comunicação social, sempre pronta a fazer manchete ou notícia de abertura qualquer barrote que ajude a alimentar a fogueira. Sobre ela, um enorme caldeirão onde vai sendo cozinhada a vontade de transformar o desporto nacional numa dicotomia assente numa guerra entre o norte e o sul. A infeliz twitada do Amorim, mais não fez do que, pela enésima vez, transmitir esse espírito pequeno.

E nós? Nós surgimos com o ingrediente que não deixa apurar a receita. Pior, agora, que parecemos querer cortar, drasticamente (e finalmente), com o nosso papel de capachos a que um rol de dirigentes sem espinha dorsal votou uma instituição com mais de um século de história (a propósito, não deixa de ser curioso que os outros intervenientes sintam necessidade de mentir na data da sua fundação). Quanto mais fortes estivermos, mais complicado será alimentar esta guerrilha. Quanto mais alto rugirmos, mas baixo soarão as alarvidades proferidas por azuis e vermelhos. A verdade é que, goste-se ou não, o desporto nacional, o mesmo que bebe do nosso ecletismo e da nossa capacidade formadora há décadas, precisa de fortes pinceladas a verde e branco. A verdade é que, entre a força provinciana dos Teutões e a grandeza periclitante dos Romanos, há uma aldeia gaulesa de Leões que se apresenta como último baluarte da resistência de algo que nos apaixona: a competição em busca da glória; assente não em estratégias inquinadas, antes em esforço, dedicação e devoção!

Bem, parece que vamos ter que falar sobre isto

BdC no banco

Creio que estará para breve, o anúncio da não renovação com Jesualdo Ferreira. Mais do que as notícias que se vão sucedendo, o não anúncio da continuidade representa esse final de ligação. Ora portanto, e mesmo correndo o risco de um golpe de teatro ao minuto 92, a minha primeira reacção é: era o que me faltava, fazer disto um drama! Ou, se preferirem, era o que me faltava achar que Jesualdo é uma garrafa de Ty Nant servida no deserto.
Jesualdo fez melhor do que Sá Pinto, do que Oceano, do que Franky Ve? Fez, claro. Mais não seja, devolveu o conceito de arrumação táctica à equipa e restituiu os níveis de confiança (apesar dos tremeliques quando marcamos um golo e nos apanhamos em vantagem). Depois, e parece-me ter sido essa a sua grande conquista, conseguiu estabelecer uma boa relação com os jogadores, algo a que não será alheio o facto de ser um treinador com o nick de professor (resultou bem, numa equipa de miúdos).
Resumidamente, e já o disse, não me incomodava se Jesualdo ficasse. E, muito provavelmente, era mais do que suficiente para conseguir o que vai ser exigido na próxima época. A questão que se coloca é se, num projecto a médio prazo, seria (será) capaz de nos conduzir a um degrau mais acima?

Entramos, então, na roda dos nomes.
Fala-se em Rui Vitória. No seu percurso, bom trabalho ao serviço do Fátima, ao serviço do Paços e, agora, ao serviço de um Guimarães que começou a época em cacos. Em qualquer um destes clubes, com maior relevo para o actual, trabalhou com gente nova. É visto como um treinador metódico e organizado. Grande dúvida: será um novo Paulo Sérgio?
Fala-se em Leonardo Jardim. Sportinguista de gema, disse, quando era puto e apontando para a televisão, “um dia vou treinar aquele clube”. Esse clube era o Sporting. Deu nas vistas no Beira-Mar, altura em que, até aqui no Cacifo, alguns defenderam o seu nome em Alvalade (enquanto outros garantiam que estava a caminho do Dragão). Acabou em Braga, onde voltou a fazer um bom trabalho e de onde partiu para o Olympiakos. Foi despedido quando seguia em primeiro lugar. Tem imagem de um treinador virado para o ataque e com um feitio lixado. Grande dúvida: o que fará com uma equipa em formação, longe de estar consolidada?
Fala-se em Marco Silva. O brilharete do Estoril catapultou-o para as luzes da ribalta. É apologista de um futebol atractivo, de ataque, onde a equipa raramente se encolhe. Tem tudo a provar e quer prová-lo Grande dúvida: treinar o Estoril nunca será como treinar o Sporting, mesmo que seja um Sporting a reaprender a rugir. E terá ele voz de comando para um balneário de jovens craques em potência?

Podíamos alongar a lista, mas, a ser um português, não me parece que não seja um destes três.
Depois, claro, há os sonhos. Como Bielsa. Ou, mais megalómano ainda, como Jupp Heynckes.
São nomes que se sobrepõe a qualquer teoria estilo «deve ser alguém que conheça o nosso campeonato». São nomes que nada têm a aprender, apenas a ensinar. São nomes que se encaixam num projecto a médio prazo. São nomes que me fazem pensar que, imaginando que o nosso orçamento para a próxima época são 15 milhões, eu reservaria esse dinheiro, em primeiro lugar, para um treinador e um avançado que valessem pontos.

Seja como for, e independentemente dos nomes, há uma questão à qual teremos que ser nós a responder. Teremos paciência para perceber que, para o ano, não jogaremos para o título?