Os berros e o Bruno

Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal, voltou a estar na berlinda. No final do Sporting vs West Ham, Bruno confrontou a equipa de arbitragem pela forma permissiva como deixou que o estilo trauliteiro dos ingleses se mantivesse ao longo do jogo. E, li em vários comentários, que também terá dado um “raspanete” ao William Carvalho.
A confirmar-se este raspanete, desde já tenho a dizer que discordo totalmente. Não porque, enquanto presidente não possa fazê-lo a um qualquer jogador, antes porque aquele não é o local. O terreno de jogo é território do treinador e há que respeitar essa fronteira. Ponto. Ao presidente cabe avaliar o trabalho e, se achar por bem, “chamar os bois pelos nomes” no local adequado (no balneário, por exemplo).  Quanto ao «olhos nos olhos com os árbitros», penso que pode ser visto de duas formas: é mais um sinal de que estamos fartos de ser gozados e que estamos atentos; é sinal que o espírito de adepto do presidente ainda está demasiado vivo. Isso é bom, na aproximação à equipa e na relação com os adeptos, mas em pleno jogo, as responsabilidades têm, obrigatoriamente, que falar mais alto.

E já de falamos de falar mais alto, houve muito bom Sportinguista que não perdeu tempo em começar aos berros, depois da derrota com os ingleses, afirmando em alto e bom som que estava desiludido, desanimado, que este aquele e mais o outro jogador eram uma merda, incluindo, imagine-se, muitos dos putos que vinham sendo aplaudidos e apelidados de garantia de futuro de sucesso. Estou mesmo a ver que se, esta noite, não ganharmos ao Braga, vou ter que levar com pessoal a berrar o nome do professor e do Rafa e do raio que parta.

O que já foi, o que ainda está e o que há-de vir

Em declarações ao jornal do Sevilha, Daniel Carriço recordou o tempo em que vestiu de verde e branco e deixou uma nota elucidativa: «Os últimos anos foram complicados porque mudámos muitas vezes de presidente e treinador. Eu  era capitão, tinha apenas 21 ou 22 anos e tudo mudava. Éramos jogadores da casa, mas em dois anos chegaram 25 ou 26 jogadores novos e os que já lá estavam sentiam-se deslocados».

Entretanto, Labyad é uma estranha ausência na lista de convocados para o Torneio do Guadiana. Numa altura em que as opções começam a ser mais finais, será que está de saída?

Cardozo já deu a conhecer, através do seu empresário, que nem quer ouvir falar em jogar no Spartak de Moscovo. «Só se eu fosse estúpido é que voltava a equipar de encarnado e branco!», terá dito o paraguaio, segundo confidenciou, ao Cacifo, o seu irmão, Rámon Carodozo. Tacuarita, disse-nos, ainda, que Oscar Cardozo está «entusiasmado com a possibilidade de ir para o Sporting. Ele ainda hoje fala na noite em que, com o estádio da Luz cheio, só conseguia ouvir os adeptos do Sporting

O rabo da Carolina

Da caixa de comentários para as luzes do post, e pedindo desculpa às cacifeiras presentes pelo momento taberneiro, um dos mais geniais golpes de marketing dos últimos tempos:
junta-se um programa merdoso, mas com audiência + uma miúda muito gira. A miúda muito gira tem uma banda. Que, imagine-se, se chama The Girl in the Black Bikini. Ora, e o que faz a miúda gira? Escolhe o mais belo bikini preto que conseguiu encontrar e, com um sorriso maroto que diz, claramente, «eu sei bem o que estou a fazer», sobe a escadaria do sucesso oferecendo ao mundo um momento de pura telegenia.

 

Já gora, e porque as boas ideias merecem ser recompensadas, é esta a banda da Carolina.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UHwE1DRsjwY

Carta aos criativos da Puma

Exmos Senhores,
foi com profundo desagrado que vi confirmados os meus receios, no que toca ao equipamento alternativo. Roxo, depois do laranja. Com jeitinho, e a juntar o vosso iluminado trabalho às mentes iluminadas de quem aprovou estas duas farpelas (e que, felizmente, já não está à frente dos destinos do clube), para o ano teríamos um alternativo azul ou vermelho.
Explicações para uma aposta tão medonha e desprovida de ligação ao clube (sim, caso não tenham reparado, maioria dos adeptos gostam de equipamentos que se relacionem com a identidade do Sporting) só vocês as poderão dar, mas que é notório um retrocesso no que toca às camisolas: começámos bem, com uma branca + calção preto + meias verdes, passámos para uma duvidosa verde água, depois para um bem aceitável kit com base em preto, forçámos com o laranja e vomitámos com o roxo.

Agora, das duas uma: ou vocês se estão a cagar para o que é o Sporting, ou acham que podemos ser cobaias dos vossos devaneios. O que, no fundo, vai dar ao mesmo. E olhem que, atentando no vosso trabalho, nem é assim tão complicado oferecer-nos algo que nos agrade. Senão, vejamos:

Isto, com um tom de verde diferente, não tem mais a ver com o Sporting?

Goias 2013 Puma Home + Away Kits

Isto, trocando o amarelo por verde, não teria feito mais sentido do que o laranja?

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Até isto, que não me enche as medidas, não teria sido mais lógico do que o laranja?

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E uma coisa simples, sem ser simplista (a branco ou a preto, tanto faz)?

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E custará assim tanto beber inspiração em bons exemplos da concorrência, como este?

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Agora… roxo?!? Roxo de raiva fiquei eu, ao ver tamanho disparate. Ah, já agora: qual é o vosso problema com a localização do símbolo?!? O Leão Rampante usa-se sobre o peito, não junto ao pescoço!

O que vos vale é que, no meio de tão palerma momento criativo, acabaram por acertar em algo: em francês, moche significa “feio” e “medíocre”. Não podia ter sido melhor, a publicidade a estampar nesta nódoa roxa.

Sporting recusa 12 milhões por Rui Patrício

Durante esta madrugada, o  Galatasaray fez um raide a Alvalade para levar o guarda-redes.
O campeão turco ofereceu 12 milhões de euros, garantindo o pagamento a pronto, mas os leões colocaram a fasquia nos 17 milhões.
Num acto desesperado, os turcos ofereceram 10 milhões mais o experiente avançado Milan Baros, mas a resposta manteve-se.
O nome de Rodriguez foi falado, mas também não houve acordo.

Brincar ao CM e ao FM

Tendo em conta estas duas capas (não percebo o porquê do Jogo não avançar com outro nome), acho justo que, também nós, possamos entrar na roda dos nomes.
Começo por dizer que, em minha opinião, seria ridículo contratar o Bularrô. Para isso, trazia de volta o Tonel e pagava menos em ordenados. Quanto ao Rojo, e por aquilo que vou lendo, poderia ser uma boa contratação: jovem, já com alguma experiência, canhoto, rápido para a sua altura e capaz de desempenhar uma posição à esquerda (parece que o Evaldo vai passar o próximo ano a comer tapas).

No meio de tudo isto, lamento que tenhamos estado desatentos e tenhamos deixado o Marko Šuler assinar pelo Legia Varsóvia. Creio que assentava que nem uma luva no nosso plantel e podia tornar-se patrão da defesa.
E continuo a achar que o Ricardo Carvalho ainda era menino para festejar um título de verde e branco.
Concordo com os que chamam a atenção para um outro Lisandro López. Aos vinte e poucos anos é um dos melhores centrais argentinos.
Não argentino, mas patrão das defesas das selecções jovens do Uruguai, é Leandro Cabrera. Contratado pelo Atlético de Madrid, emprestado a Huelva e Numancia para ir amadurecendo, poderia ser uma opção para não gastar dinheiro no imediato (empréstimo com possibilidade de compra).
Envolvendo alguma capacidade negocial, seria interessante ver o Adama Coulibaly pisar os relvados portugueses, apesar dos seus 31 anos.
Igualmente experiente, e mais contrastante com o tamanho de Ogushi e de Xandão, é Antônio Carlos, do Botafogo.
Mas nada como ver chegar um dos melhores do Brasileirão, Réver, do Atl. Mineiro (venham de lá essas rúpias indianas).