Estava eu aqui a pensar…

Nestas duas últimas épocas, troquei várias vezes opiniões com o Cintra, o Douglas e o Jordão sobre a importância da Taça da Liga. Nessas mesmas conversas, sempre defendi que, apesar da reduzida importância desta Taça face a outras competições, devíamos sempre jogar para ganhar, mesmo que rodando jogadores e correndo o risco de perder recursos para jogos “superiores”.

Opinião semelhante teve que dirige a nossa equipa, chegando ao ponto de defrontar o Fátima como se aquele fosse o jogo da época. No fundo, dos chamados três grandes, o Sporting foi o único que nestas duas primeiras edições da “taça da cerveja”, respeitou a prova e tentou contribuir para a credibilização da mesma.

Em troca, faltam-nos ao respeito na segunda final a que chegamos, tudo fazendo para que o caneco acabasse nas mãos daquele clube cujo apego pela verdade começa na forma patética como festeja o seu centenário três ou quatro anos antes de lá chegar.

Então, estava eu aqui a pensar, e nós? O que fazemos? Duvido que tenhamos dirigentes com tomates para isso, mas não ficava nada mal um simples “o Sporting vem por este meio afirmar que não disputará a próxima edição da Taça da Liga”.

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Se for para enfiar no cu de quem mandou retirar uma faixa do estádio de Alvalade, a atitude do meu clube que mais me envergonhou desde que sou do Sporting, mais até que a própria goleada em Munique, se for para isso, para enfiar no cu dessa gente, acho bem

http://www.maisfutebol.iol.pt/noticia.php?id=1050062&div_id=1457

Alguém tem licença de porte de arma?

… assim como assim, os adeptos já são detidos em Alvalade por muito menos…

Adepto iraquiano mata jogador adversário que poderia empatar jogo

Um adepto iraquiano matou domingo a tiro um futebolista da equipa adversária, numa altura em que este estava isolado frente ao guarda-redes e tinha a possibilidade de marcar um golo que empataria o desafio.

Muthanna Khalid, responsável da polícia iraquiana, revelou que quando um jogador da equipa amadora de Buhairat estava isolado frente ao guarda-redes, durante um jogo de amadores em Hillah, um adepto da equipa de Sinjar atingiu-o com um tiro na cabeça, quando faltava um minuto para o jogo terminar.

A fonte policial indicou que o espectador foi detido.

Fonte: Lusa, via O Jogo Online.

Olha, vai gozar com o caralho!

“O presidente do Sporting não se pode sentir envergonhado. Foi mau, muito mau, para a história e para a grandeza do clube. Não considero que tenha sido uma humilhação. Os sportinguistas, passadas 48 horas, têm de avaliar pela história de três anos e não pelo desfecho de um jogo”, Soares Franco, analisando o Enxovalho de Munique, em declarações à Antena 1.

No pasa nada

Sim, a utilização do termo em espanhol é uma referência ao Paulo Bento, mas também a todos os Sportinguistas que foram capazes de olhar o Enxovalho de Munique e dizer-me “epah, acontece. Não viste que o Real Madrid também foi humilhado pelo Liverpool?”. Pois…

Esta é, quanto a mim, a grande questão. Como é possível olhar-se aquele enxovalho, dividido em dois actos, com tal estado de espírito? Fernando Santos por certo diria, “futebol é isto”, mas como pode um adepto que sofre há anos pelas cores leoninas dizer-me coisas como “Foi um dia mau”. “Foi péssimo”. “Correu tudo mal”. “Acontece”.

Acontece, meus amigos. Acontece.
De cada vez que alguém me diz “acontece”, só me dá vontade de ir-lhe aos cornos com uma chuteira artilhada de pitons de alumínio. Mas, o que é que acontece? Levar cinco do Madrid, cinco do Barça, cinco do Bayern e mais sete do Bayern? Ser constantemente enxovalhado? Como é possível encarar-se tudo isto com um encolher de ombros, com uma atitude avestruz ou, simplesmente, esperar que uma noite de sono ajude a minimizar os estragos?

Isto é grave. Muito. E significa que, tal como a direcção, o treinador e os jogadores, muitos adeptos perderam a noção do que significa jogar de leão ao peito e perderam todo o sentido da responsabilidade. E, assim, o Enxovalho de Munique passa a ser algo que faz parte do passado.
Passa a ser um jogo que, tal como foi encarado, servia para cumprir calendário (afinal, o objectivo estava cumprido e esse passava por chegar aos oitavos para ganhar uns trocos).
Passa a ser um dia mau que, dizem, pode ser apagado com uma grande resposta frente ao Rio Ave, esse grande jogo frente a um colosso que vai permitir-nos continuar em busca do título.
Ou, como ontem já se pedia na Academia à saida dos jogadores, passa a ser um dia mau que terá na final da Taça da Liga, essa maravilhosa competição, um bálsamo topo de gama.

É triste. Mais até do que ser enxovalhado e passar a ser o “artolas da Europa que mais golos comeu numa eliminatória da Champions”, é triste sentir que tudo isto vai passar incólume.

No fundo, é como se ouvisse constantemente na minha cabeça as palavras do De Franceschi (esse mesmo), que foi de propósito a Munique ver o jogo, e depois do enxovalho afirmou “O Sporting nunca, mas nunca pode perder assim! Fazer esta figura!”. Depois… depois tento encontrar uma resposta a este pensamento que me parece correcto e a única que encontro vem ao ritmo das sevilhanas. “No Sportén? No Sportén no pasa nada!”

A gestão do plantel

Depois da mais atribulada parte do pesadelo que se revelou a noite de ontem, já a caminho de casa e enquanto escutava conferências de imprensa e análises ao jogo, fiquei a saber que a visita ao Porto é no Sábado e não no Domingo, como eu pensava e como, digo eu, faria todo o sentido.

A partir desse momento, mais do que tentar entender as razões que levam um treinador a querer rodar o plantel na altura do ano em que os indíces físicos estão mais em alta, a pedir à direcção para renovar com o Romagnoli ou a colocar o Caneira a defesa-lateral, entre outras ideias que na minha cabeça não cabem, o meu objectivo foi tentar descobrir os motivos que levaram a termos que jogar no sábado.

16 horas depois, eis que encontro a resposta: o jogo foi antecipado para sábado, porque o Porto tinha agendado o jogo da meia final da Taça, para quarta. Mais curioso ainda, é constatar que esse dito jogo tão importante, foi entretanto adiado para dia 22 de Março.

Portanto, nesta estranha gestão de plantel, o responsável máximo pelo meu clube, confirmando o ar de cabeludo de Torres com que nos brinda sempre que aparece em público, cagou completamente na sua equipa técnica e nos seus jogadores, no facto de ter menos 24 horas de descanso, e acedeu a fazer mais um bobó ao maior corrupto do futebol português.

E assim vai sendo gerido o  meu Sporting. Uns, querem ficar com o Romagnoli. Os outros, que perebem tanto de futebol como eu de golfe, como que lhe dizem “ai quere-lo? Então tens que jogar com ele!”

A democracia é uma maçada

“Em todas as assembleias gerais há sempre um núcleo aguerrido que contesta todas e quaisquer medidas que queiramos tomar, constituíram-se grupos de opinião e de pressão, como o Leão de Verdade ou a Associação de Adeptos Sportinguistas, que só sabem dizer mal e pôr tudo em causa. É ir aos blogues e ver a contestação diária que existe.”

Soares Franco, ao jornal O Jogo, para justificar porque não participa num processo eleitoral, livre e onde, em tese, se ganha pela força dos argumentos. Ou, por outras palavras, “Eu gostava mesmo era de ser presidente de um clube como o Benfica. Ou o Porto. Ali, sim, vale a pena trabalhar. É um doce…”.