Ele sai…

Não!
Soares Franco não se recandidata. Porque a crise obriga a trabalhar nas empresas. Mas também porque os sportinguistas não querem inovar.

Inovar?
Soares Franco explicou, primeiro, o que não é inovar: aprovar uma reestruturação financeira em AG. Isto é, passar direitos TV para a SAD, cujo capital será diluído com a emissão dos bichos (os VMOCs, primos dos ORCs). Ou seja, o Sporting manda menos sobre cada vez menos fontes de receita.  

E o que é, então, inovar? Inovar é passar os direitos TV, a publicidade e a venda de camisolas, mais o estádio e a academia para uma SAD em que vão mandar ainda mais os clientes e fornecedores da própria SAD (por causa dos VMOCs, os gajos). Tipo, eu vou ao talho e voto a favor de um bife a cinco cêntimos. Eu vendo um jogo e decido o preço. Eu dou o nome ao estádio e decido quanto pago. Eu alugo a Academia e decido o retorno. Este tipo de inovação, Soares Franco acha que os sportinguistas não querem. E, então, ele sai.

Mas inovar é mais que isso. Implica que os associados deixem de votar as decisões sobre o destino da sua associação. Porque esta coisa da democracia representativa é uma maçada para quem tem de inovar. Porque, para Soares Franco, o Sporting não é uma associação, é uma empresa. E os accionistas, clientes, fornecedores, financiadores é que têm de mandar numa entidade paga por… por… por… os associados.

Vou… mas ficam esses senhores
Soares Franco sai mas quer deixar o primeiro passo para a inovação aprovado. Se não ficar aprovado, o Sporting entra em incumprimento em Junho. Logo, já com o novo presidente. Que para se candidatar tem de concordar com o projecto de inovação. Se não, candidata-se à presidência de um clube em incumprimento. E ninguém quer candidatar-se a um clube em incumprimento. Logo, o candidato tem de acreditar num clube empresa, onde as maiores fontes de receita estão num talho onde a SAD manda menos que os tipos que compram os bifes. Tem de acreditar… em tudo o que o Soares Franco acredita, a família Espírito Santo acredita, o sr. Vara acredita, o sr. Oliveira acredita, o sr. Madaíl acredita… Se não, o clube entra em incumprimento com estes senhores. E já se sabe, sem estes senhores, ninguém consegue fazer nada neste futebol…

… futebol esse que, para Soares Franco, está uma maravilha. Nem precisa dele. Por isso, ele sai.

Será que sai?
Sai… porque, em boa verdade, ele nunca esteve. Porque deixa o clube entregue aos verdadeiros donos… os que mandam e querem mandar mais. E que rapidamente arranjarão outro Soares Franco, outro Dias da Cunha, outro José Roquette, outra marioneta… quem será?

Avançado XXI

Em clima natalício de listas, balanços e memórias, fica uma discussão metafísica para nos ajudar a todos a passar pelas insónias…

Qual é a melhor dupla de avançados do Sporting desde que o século XXI superou, heroicamente, o bug do ano 2000?

Acosta-Jardel
Acosta- Liedson
Jardel-Liedson

No conceito de “melhor” cabe tudo… desde “os que melhor ficavam de verde e branco” até “os que melhor se davam numa noite de putas”, passando pelos mais interessantes “caricaturas da história do Sporting”, “titulares numa hipotética final da Champions” ou “sem eles a minha vida ficava mais difícil”.

Para mim, Acosta-Jardel… apenas porque o Liedson ainda não foi campeão. Já nos deu muito, mais do que ele próprio imaginava, mas falta aquele danoninho que faz a diferença… E faz toda a diferença, porque foi esse danoninho que os outros dois nos deram quando era preciso… Eles não foram campeões com o Sporting… o Sporting foi campeão com eles… por causa deles… eles foram o danoninho… o Liedson ainda não nos deu um título de campeão. Espero que dê, porque já nos deu tanto… e entrava logo para o lugar do Jardel, nas caricaturas, na final da Champions e facilitava muito mais a minha vida…

Agora sim, cantem tudo o que quiserem!

Há duas coisas que, nos anos em que fui sócio da Juve Leo, nunca percebi muito bem: qual a piada de apanhar dois putos sozinhos, vestidos com as cores adversárias, dar-lhes uns tabefes, gamar-lhes o dinheiro ou a carteira e ficar com os cachecóis para queimar? Qual a lógica de, jogando em casa com o Feirense, passar metade do tempo a cantar merdas só para ofender os lampiões, quando no topo contrário, anichadas em duas dezenas de cadeiras, estão uma dúzia de pessoas alegremente a tocar um irritante bombo?

Hoje, alguns anos volvidos, continuo sem perceber. Pior, começa a irritar-me ouvir constantemente a sigla “slb” ser cantada em Alvalade (da outra acção prefiro nem falar).
O último jogo em casa, com o Belenenses, foi exemplo disso mesmo e mostrou que não sou só eu quem está farto da indicações dadas pelo “sr do megafone” e seguidas sem pensar pelos restantes. A assobiadela geral é sinal desse mesmo cansaço.

Epah, eu estou completamente a cagar-me que o objectivo seja ofender, humilhar ou o raio que parta quem continua a cantar isto a despropósito. Ofender quem? É que os lampiões só lá aparecem uma ou duas vezes por ano.
Ainda não perceberam que isso transmite uma imagem de pequenez nada condizente com aquilo que defendemos ser o Sporting?

Vá, aproveitemos o “cruzeiro telheiras-lampiódromo” para deitar tudo cá para fora. “Filhos da puta slb”, “a águia faz piu-piu”, em cada lampião há um cabrão”, “és miserável, atrasadinho, e ao Eusébio tens que dar o teu cuzinho (o homem já mal se aguenta em pé)”, “oh lampiona eu vou-te à cona” (a todas as gajas que apareçam à janela), “benfica é merda”, “toda a merda é benfica, allez oooh” e por aí fora.

Mas, mais importante ainda, aproveitemos o dito cruzeiro para, quando chegarmos ao destino, gritar bem alto “SPORTING!”. É este o grito que os intimida. E, se não for pedir muito, que eu gostava de ouvir mais vezes em Alvalade.

E se se deixassem de merdas?

Que se foda o gajo de Abrantes e o seu amigo Mendes!
O Rui Santos e o seu discurso tão patético quanto o penteado que apresenta.
O Zoran Stojadinovic e a sua forma nojenta de gerir carreiras de jogadores mentalmente afectados pela guerra.
Os sportinguistas que colocam os seus gostos pessoais acima do bom senso que lhes permita parar para pensar antes de criticar (se preferirem, os sportinguistas que colocam o “eu” à frente do “nós”).
Que se foda até a postura burra do Vuk.

É isto que os montes de merda com quem vamos jogar no sábado querem, ansiosos que tal estratégia impeça o Leão de dar mais cinco açoites ao lampião, cujo terceiro é brilhantemente documentado pela foto.
E é precisamente isto que não podemos deixar que continue, portanto deixem-se de merdas.
A quatro dias do derby, está na hora de cerrar fileiras e pensar naquilo que importa: ganhar. De preferência gritando golo com tanta alma que nos sentimos à beira de um acidente vascular cerebral!

Porque não joga o Vuk?

a) porque não passa uma bola aos colegas?
b) porque não brinca com o Paulinho?
c) porque não gosta de futebol?
d) porque não controla o riso quando Tiuí tenta controlar uma bola?
e) porque o Paulo Bento é ciumento?
f) porque estraga o penteado ao Miguel Veloso?
g) porque faz birras nos treinos?
h) porque não devolveu os cromos dos Morangos ao Moutinho?
i) porque adormece nas palestras do Paulo Bento?
j) porque nós gostamos demasiado dele?
k) porque tirou o Sporting do 7º lugar no ano passado?
l) porque tem uma pila maior que a do Paulo Bento?
m) porque não subscreveu o empréstimo obrigacionista?

A resposta andará algures pela a), pela g) e pela l)… mas que já tenho saudades do rapaz, lá isso tenho…

No topo do mundo

Lá, onde há mais ursos polares que pessoas. Lá, onde os glaciares são monstros gigantescos a derreter. Lá, na aldeia – Longyearbyen – onde tudo é único por estar o mais a norte do planeta. Lá, no Pólo Norte, no Ártico, a uma latitude de 78º, mais 40 que Lisboa, num arquipélago onde a temperatura média varia entre -14º e 6º, onde há noite 24 horas no Inverno e sol outras 24 no Verão, onde a Aurora Borealis faz a sua mais impressionante aparição.

Lá, também já está o Sporting! No topo do mundo… onde pertence!

Pormenores

Pormenor 1: na Dica da Semana que tinha hoje na caixa de publicidade do prédio, vem uma entrevista com o João Pinto. Destaque na capa, com a frase “Era a altura indicada para passar o testemunho”. Abro, para “morder” os produtos em destaque, e dou de caras com uma foto do João equipado à Sporting, mas o melhor ainda estava para vir. Quando espreito os créditos da foto (manias), leio o seguinte: “foto gentilmente cedida por João Vieira Pinto”. Quase tive vontade de ler a entrevista, só para ver se ele dizia que era do Sporting desde pequenino.

Pormenor 2: vocês acham que o Rodrigo Bonifácio da Rocha, mais conhecido por Tiuí, alguma vez na vida sonhou pisar a relva do Santiago Barnabéu, ainda por cima a titular?

Pormenor 3: o Vukcevic está no banco. Isto promete.

Não Há Estrelas no Céu

Estrela da Semana – Nós

 

Nascidos, criados e aculturados no seio da família sportinguista. Em especial, os milhares que comungam quinzenalmente na paróquia de Alvalade. Nós os que deixamos bem claro a atitude e o espírito que nos acompanhará durante a nova época. Porque há coisas que nunca mudam. E uma hora de jogo bastou, para para que a massa verde e branca mostrasse a raça e as garras do leão. Primeiro erro grosseiro de um árbitro em Alvalade e a postura de sempre. Vaia monumental a acompanhar o penalty e consequente  perseguição ao árbitro ao mais estilo PIDE  durante o resto do jogo. Desde o clássico, “boi preto” ou “ladrão” até ao muito acarinhado “gatuno” ouvimos de tudo um pouco. Palavras várias mas sempre com o registo e a marca da casa. Dedos na boca para assobiar ou em riste conforme a situação e o gosto pessoal. Porque há uma questão cultural que não pode ser esquecida. E de pais para filhos a herança de criticar o árbitro deve ser transmitida desde nascença. Para quem lá estava, e para quem viu de fora, a mensagem passou. Não perdoaremos erros dos árbitros. Nem penalties inventados. Só a nosso favor. E fazemos questão de o demonstrar logo a abrir. Na jornada inaugural para que ninguém se esqueça disso mesmo.  Que o Sporting somos nós. Porque nós, em Alvalade, levantamos a voz para que não suceda o mesmo que aos outros 6 milhões que um dia foram roubados e não gostaram da ideia. Nós nunca gostamos. Desde o princípio ao fim!

Lembrem-se disto, seus GATUNOS!

 

Com tomates

 

 

Há por aí nas paragens de autocarro um novo anúncio a uma marca de ketchup.

Mostra uma embalagem de ketchup transparente com tomates lá dentro.

E diz “feito com 8 a 11 tomates”. Simples. A Calvé informa que tem um ketchup feito com tomates. E reparem, eu consegui registar logo à primeira que se trata de um anúncio da Calvé.

E não da Heinz.

Este ano, eu queria que o Paulo Bento fizesse o mesmo.

Eu queria que o Paulo Bento fosse mais Calvé e, por exemplo, menos Super Bock.

A Super Bock anda sucessivamente, há algumas temporadas, a fazer as mais rebuscadas analogias com cerveja e garrafas e rótulos e barris e caricas. Poupem-me. Eu só queria que me mostrassem que a Super Bock é uma cerveja que se bebe bem. Pensem nisso. Paulo, pensa nisso. O pessoal quer mais ketchup e menos bejeca. E tu, desta vez – tu sabes que sim – tens mesmo uma equipa com tomates. Bora lá, caneco.

Na praia, somos campeões

Depois de um forçado mergulho no povo veraneante, volto com a distinta sensação de que somos os campeões do Verão. Pelo mesmo, o orgulho leonino está inchado nas praias, nas esplanadas desse Algarve tão maltratado e cheio de bimbalheira invasora. O barómetro absolutamente científico é o número de adereços que pulalam pelos espaços apinhados da costa algarvia. Desde 2002 que não via um tal massacre. As camisolas do leão, os bonés (é o adereço do Verão!), os cachecóis nos carros, até os tradicionais e chungas galhardetes nos espelhos dos carros. É tal a goleada que, no caso, por exemplo, dos lampiões, até o Liverpool está melhor representado.

Pode ser que em Agosto o balão dos pardalitos volte a inchar e a equilibrar a coisa. Mas, até agora, o Verão é nosso. Já quanto aos campeões nacionais, não sei se é do apito, das lágrimas do Jamor ou de um assomo de vergonha, mas nem parece que ganharam o título com dezenas de pontos de avanço…