As multas são só para o russo?

“Depois da partida com o Manchester City, Liedson – que estava a fazer exercícios de aquecimento, mas não entrou porque entretanto a partida terminou – recolheu aos balneários apressado. Perto do brasileiro seguia Nuno André Coelho. Paulo Sérgio chamou os jogadores para cumprimentarem os adeptos, mas Liedson seguiu em frente, sem dar ouvidos ao técnico.
Confrontado com a situação, Paulo Sérgio foi claro: “os assuntos internos debatem-se com os jogadores, mas que fique claro que o Liedson, bem como qualquer outro elemento da equipa, joga o tempo que eu quiser, não o tempo que eles querem!”

Portanto, agora que já temos a bronca do dia (nós não sabemos viver sem tropeçar, foda-se…), agora que, ainda assim e seguindo a lógica das opções de Paulo Sérgio, Liedson deverá ser titular esta tarde, permitam-me perguntar se, realmente, existem dois pesos e duas medidas ou, se se preferir, se pelas bandas de Alvalade perdoa-se mais facilmente qualquer disparate com sotaque a samba do que se esse mesmo problema tiver sabor a vodka ou for acompanhado por música dos Balcãs?

Somos uns mãos largas!

Primeiro, enchemos os bolsos ao Braga.
Depois, mandamos o Moutinho para o Dragão.
Agora, e com pena dos minhotos, emprestamos-lhe o Stojkovic.
Se não fossemos nós a reforçar os rivais, este campeonato não tinha piada. Vinha direitinho para Alvalade, sem grandes problemas.
Parece-me é que estamos a ser um bocadinho injustos para com os lampiões, mas pronto, ainda temos o Veloso e o Yannick para mandar para lá.

Adeus definitivo?


Stojkovic vai jogar no Wigan Athletic até ao final da época. Foi esta a solução encontrada para que o guarda-redes sérvio possa ter ritmo competitivo quando chegar a altura do Mundial. Se tudo correr dentro da normalidade, Stoj dará nas vistas na África do Sul e, no próximo Verão, permitirá ao Sporting recuperar parte do investimento que fez na sua aquisição, colocando um ponto final numa passagem por Alvalade que nunca chegou a ser o que podia ser.
Eu, confesso, tenho pena de ver partir este guarda-redes, sem que tenhamos aproveitado as suas capacidades e sem termos tido alguém capaz de mediar o seu mau génio, transformando-o em algo de positivo para a equipa.

Foi há três anos…

Que Rui Patrício fez a sua estreia na baliza do Sporting, entrando para o lugar do lesionado Ricardo. O jogo foi nos Barreiros, contra o Marítimo, e o jovem Patrício acabou por ser decisivo, defendendo um penalti e garantindo a vitória leonina por 1-0.

Hoje, Patrício é titular indiscutível da nossa equipa, convivendo diariamente com um fantasma chamado Stojkovic que, imagine-se, escolheu precisamente esta data para voltar a dar sinais de vida. Ao que parece, o sérvio “despediu” o empresário Zoran Stojadinovic e, hoje, quando regressar a Portugal, vai pedir uma nova oportunidade a Bettencourt, Sá Pinto e Carvalhal, dizendo-lhes que quer começar de novo, enterrando as polémicas do passado.

Eu diria que, estando mesmo apostado em recuperar o tempo perdido, Stoj, mais do que o sim dos três acima citados, terá que ter o sim de um balneário onde apenas dois ou três jogadores lhe dirigem a palavra.

Stoj, Stoj, Stojkovic! Stoj, Stoj, Stojkovic!

No dia em que José Eduardo Bettencourt assumiu na totalidade a pasta do futebol leonino, parece-me pertinente abordar o primeiro caso que tem que resolver: o que fazer com Stojkovic, que ontem meteu a pata na poça no jogo contra a França?

Para lá das muitas ou poucas qualidades futebolísticas do sérvio, os factos são estes:
– Stojkovic tem um enorme ordenado, cerca de 700 mil euros/ano, o que tem impedido de ser contratado por outros clubes;
– Stojkovic aceita rescindir se lhe pagarem um ano de salários;
– Stojkovic estará, muito provavelmente, no próximo Campeonato do Mundo e será titular na baliza da selecção sérvia

Não importa agora questionar quem deu aval à contratação de um jogador com tal ordenado (sim, o Ricardo tinha saído e ganhava mais), sem ter-se dado ao trabalho de ponderar o facto de ter vários antecedentes disciplinares. Importa, isso sim, perguntar o seguinte? Damos-lhe 700 mil ou esperamos que o homem se valorize no próximo Mundial para tentarmos conseguir ter algum retorno do investimento feito?

p.s. – já que falamos em Bettencourt e em Mundial, seria bom que o nosso presidente e, agora, responsável pela pasta do futebol, pensasse em, na reabertura de mercado, ir buscar um companheiro de Matias Fernandez na selecção do Chile, o goleador Humberto Suazo (conforme já aqui defendeu o Jordão). Aos 28, perdido nos mexicanos do Monterrey, era menino para marcar 10 a 15 golos por época no nosso campeonato. E, se a defesa da selecção chilena não der barraca como deu ontem, com o Brasil (Suazo marcou dois golos), vai poder mostrar-se ao mundo no Verão de 2010.

O Louco volta a atacar

Stojkovic voltou, ontem, em Belgrado, a mostrar incompreensão por não ser a primeira escolha na defesa das redes – agora, do Getafe. O guardião, cedido pelo Sporting, ao qual está vinculado até 2012, ao emblema espanhol, onde, diga-se, ainda não teve oportunidade de jogar, revelou ter questionado o treinador Victor Muñoz sobre a sua parca utilização, mas a justificação não convenceu Stoi.

“Falei com o treinador e perguntei-lhe o porquê de não jogar. Disse-me que não conheço suficientemente a Liga espanhola e a língua. Não entendo a explicação. Resta-me trabalhar e esperar uma oportunidade”.

in O Jogo

Barco à deriva?

A fonte é duvidosa. Mas, a ser verdade, a notícia é deveras preocupante.
Diz A Bola que o Yannick e o Miguel Veloso estão dispostos a propor a saída.
“[…] A ponto de, apurou A BOLA, os atletas em causa estarem até na disposição de serem emprestados, sendo que, para isso, é preciso que os dirigentes leoninos estejam naturalmente de acordo. Se a situação já era muito complicada, a entrevista recente concedida por António Veloso, pai de Miguel Veloso, ao Correio da Manhã, caiu como uma bomba em Alvalade e extremou ainda mais as posições, já de si muito distanciadas. […]

Eu já nem vou buscar o caso Stojkovic e também sinto que tudo o que se passa em Alvalade e motivo para haver caso (com a ajudinha do próprio PB e de declarações despropositadas como as que se seguiram ao jogo com o Marítimo), mas depois de um caso Liedson, de um caso Moutinho, de um caso Vukcevic, de um caso Djaló e de um caso Miguel Veloso (os quatro principais activos do clube) já para não falar, por exemplo, da forma como despachou o Deivid por uma questão de feitios ou, se quiserem, da forma como o seu estilo de liderança tem sido prolongado da pior forma por dois dos jogadores que deveriam ser uma referência no balneário, Caneira e Derlei, o que podemos nós esperar mais deste reinado bentiano que, com a união da equipa feita num caco, se arrasta penosamente para o fim (ou não…)?

A atracção pelo abismo, de que tão bem falou o Douglas, faz-se sentir com cada vez mais força. Difícil é prever o que sobrará, depois da queda anunciada.

 

p.s. – para não serem só más notícias, hoje ficamos também a saber que o Daniel Carriço vai renovar até 2015.