A vergonha ou a falta dela

A arbitragem tem melhor imagem e está melhor do que em 2003, a época a que se reportam os factos do processo Apito Dourado. Hoje não há árbitros corruptos […] Foram analisados 530 jogos durante a época, entre Liga Sagres, Liga de Honra e Taça de Portugal e o resultado geral é francamente positivo. A verdade desportiva não foi atingida“, Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem, fazendo o balanço da época 08/09.

Olha que dois

Como qualquer sportinguista que se preze, Sá Pinto e João Vieira Pinto compreendem perfeitamente a atitude de Pedro Silva, na final da Tacinha da Vergonha.

“A frio é fácil analisar. Quando estamos sentados no sofá não temos noção do cansaço e da emoção que se vive dentro do campo. Quem é que nunca cometeu excessos? Quem está lá dentro é que sabe!”, diz JVPinto.

“Se calhar, na minha cabeça, tinha sido 30 ou 50 vezes pior. Logicamente que os jogadores têm responsabilidade perante todos os adeptos, mas é uma grande frustração saber que não se cometeu qualquer tipo de erro e, daí, ser expulso, ainda para mais numa final”, diz Sá Pinto.

Entretanto, o Pedro Silva foi premiado com um cartão de sócio honorário da Juve Leo.

Deus, Buda, Alá, sejas tu quem fores, obrigado por não me teres deixado ser lampião

ferrari1

O árbitro assistente que apoiou Lucílio Baptista na controversa decisão de assinalar grande penalidade contra o Sporting na final da Carlsberg Cup, disputada com o Benfica no Estádio Algarve, ganha a vida como 1.º Sargento de Infantaria do Exército e reside no concelho de Setúbal, onde, segundo O JOGO apurou, é conhecido pelo seu… benfiquismo, que não reprime nem mesmo no curso de árbitros. A afeição pela cor forte do emblema da Luz – o encarnado – levou inclusivamente a que Pais António recebesse a alcunha de “Ferrari”, numa alusão directa aos modelos (e à cor) de referência da famosa marca italiana de carros de alta cilindrada.

p.s. – a capa daquela merda intitulada A Bola, dá voz a um dos jogadores mais patéticos de que tenho memória, mas pelo menos ficamos com a certeza de que, para aquela espécie denominada lampiões, a vitória de sábado teve um brilho imenso. Tenho tanta pena em viver num país onde a maioria das pessoas simpatiza com tão real poia de clube e de espírito…

p.s.2 – a conferência de imprensa dada pelos lampiões fez-me vomitar a noite toda. E transformou o João Gabriel no novo “malheiro desta vida” ou, se preferirem, num dos dez gajos mais ridículos de Portugal.

Estava eu aqui a pensar…

Nestas duas últimas épocas, troquei várias vezes opiniões com o Cintra, o Douglas e o Jordão sobre a importância da Taça da Liga. Nessas mesmas conversas, sempre defendi que, apesar da reduzida importância desta Taça face a outras competições, devíamos sempre jogar para ganhar, mesmo que rodando jogadores e correndo o risco de perder recursos para jogos “superiores”.

Opinião semelhante teve que dirige a nossa equipa, chegando ao ponto de defrontar o Fátima como se aquele fosse o jogo da época. No fundo, dos chamados três grandes, o Sporting foi o único que nestas duas primeiras edições da “taça da cerveja”, respeitou a prova e tentou contribuir para a credibilização da mesma.

Em troca, faltam-nos ao respeito na segunda final a que chegamos, tudo fazendo para que o caneco acabasse nas mãos daquele clube cujo apego pela verdade começa na forma patética como festeja o seu centenário três ou quatro anos antes de lá chegar.

Então, estava eu aqui a pensar, e nós? O que fazemos? Duvido que tenhamos dirigentes com tomates para isso, mas não ficava nada mal um simples “o Sporting vem por este meio afirmar que não disputará a próxima edição da Taça da Liga”.

Filho de um comboio cheio de putas!

fdp

A estrevista que este cabrão deu ontem, à SIC, é uma afronta a qualquer Sportinguista.
Portanto, este fantoche diz que, no campo, não teve dúvidas que era penalti (apesar de avaliar o lance da linha de meio campo).
Então, e pergunto eu, um gajo que não tem dúvidas precisa da opinião do auxiliar?
Ou será que o auxiliar, o único que tinha uma correcta visão do lance, lhe disse que não era penalti?
Vir agora dizer que foi o outro auxiliar, que ainda estava mais longe que ele, a confirmar-lhe o penalti, é gozar com a nossa cara. Vir agora dizer que, no campo, não se apercebeu da peitada que o Pedro Silva lhe deu, é confirmar que tinha a perfeita noção da merda que estava a fazer. O penalti estava marcado, o jogador estava expulso, portanto não vale a pena carregar no relatório.

Eu não sei o que vocês pensam mas, para mim, é precisamente na cara deste filho de um comboio cheio de putas que cada leão devia cuspir, de cada vez que com ele se cruzasse.

O espírito

Izmailov, Polga, Caneira, Rochemback.
Todos eles sofrendo de problemas físicos. Todos eles fazendo um esforço para tentar terminar a época da melhor forma possível. Todos eles dando seguimento ao espírito de sacrifício que outros, como Liedson, Moutinho, Vuk ou Derlei, já demonstraram.

Eu, quando era puto e sonhava ser jogador do Sporting, nem que fosse à baliza defendendo penaltis como o Schumacher (mas sem o bigode) ou sorrindo depois de sacar uma bola como o Jean-Marie Pfaff (mas sem os caracolinhos), só não jogava à bola se tivesse um pé partido.

Seria precisamente esse espírito que teria, caso vestisse a verde-e-branca, por isso, tal como critico quando julgo que devo fazê-lo, não posso deixar de aplaudir quando vejo alguém do meu clube perceber que, no futebol, há dores bem piores do que as provocadas pelas lesões.

“Goal average”

Será que vale mesmo a pena perder tempo e energia com uma competição cujos regulamentos datam de uma época em que os bandeirinhas eram linesmans, os fora-de-jogos offsides e os cantos corners. Termos que, obviamente, as bestas do dirigismo português não percebem… e como não percebem, não traduzem… e, depois, prestigiam-nos com estas pérolas:

O que é goal-average? Segundo os srs. da Liga, diz respeito «à diferença entre golos marcados e sofridos; tal corresponde ao entendimento comum na linguagem do futebol e, certamente por isso, como tal, foi interpretada pela generalidade da comunicação social, designadamente as televisões quando traçaram cenários de apuramento em face dos resultados que se iam verificando nos jogos da última jornada».

Isto é genial!! A mais pura ciência jurídica!! Há dúvidas? Não, os srs. da TV já explicaram… eles é que sabem. Será que temos todos noção que os dirigentes do futebol português são, literalmente, atrasados mentais!?! São estes pequenos pormenores que, todos juntos, puxam pelo adepto de curling que há dentro de mim… lá no fundo… logo a seguir à ligação entre o intestino delgado e grosso… um local onde também estão os neurónios de todos os dirigentes do futebol português.

Um caso Paulo Bento?

“Em todos os jogos há coisas a melhorar e alguns jogadores têm que melhorar em termos individuais se quiserem continuar a jogar no Sporting. Não me estou a referir a ninguém em particular, mas alguns têm de melhorar e olhar mais para a equipa do que para eles próprios. Alguns, se quiserem continuar a jogar, têm de fazer mais do que fizeram hoje”.

Paulo Bento, após um jogo sem interesse, sem incidências especiais para além de um bom golo do Liedson. E que rapidamente entraria no total esquecimento se não fosse a ânsia demente de manter em marcha esse imparável comboio de casos…