Canhotices

Jefferson é carta fora do baralho para sábado à noite. King, que, supostamente, seria o seu reserva, está sem ritmo depois de uma lesão.
Assim, restam-nos as seguintes possibilidades: Rojo ocupa a lateral e Dier entra para o lado de Maurício; Piris é lançado à esquerda; Mica é promovido. Eu apostaria na solução que nos permitisse não perder o caudal ofensivo pela ala esquerda.

actualização: Jefferson: entorse no joelho direito. Estará ausente durante cerca de quatro semanas (foda-se)

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Ilusão?

Já me tinha questionado várias vezes sobre se as nossas opções para as alas seriam suficientes. Pensava em Carrillo, pensava em Capel e ficava com a ideia que esses eram os nossos dois únicos extremos de raiz. Depois, Wilson, que tem dado muito boa conta do recado, mas que não vejo como extremo. Há Magrão, que pode jogar junto à linha, mas que está longe de ter o ritmo ideal. E, num momento de revolução, Jefferson pode ser médio-ala esquerdo.
Olho para a B. Há Esgaio, que já mostrou estar preparado para ser chamado. Há Salomão, a quem foi dada uma derradeira oportunidade. Há Iuri, a transpirar qualidade, mas ainda demasiado leve para lançar às feras. Há Mané, que me parece uma adaptação. Tal como Ponde ou Manafá também podem ser adaptados.

Tudo isto a propósito da lesão de Capel. Depois do que eu escrevi, qualquer um dirá que há opções suficientes. Os próximos tempos dirão se tão extensa lista será, ou não, uma ilusão.

Ponto final, experiências

Há duas formas de olhar para o jogo de ontem: olhar, apenas, para o resultado, dizendo que isto é mais do mesmo e que o melhor é nem renovar a gamebox; olhar para o jogo e perceber que este Sporting, continuando a ter um longo caminho à sua frente, é um Sporting que apresenta excelentes indicadores.

A primeira parte é perfeito exemplo disso mesmo. Só quem pretender ser tendencioso, ou mesmo parvo, pode afirmar que ao longo dos primeiros 45 minutos houve outra equipa em campo que não o Sporting. O Braga, salvo aquele remate à entrada da área que passou perto do poste de Patrício, foi completamente estrangulado no seu meio-campo não conseguindo, sequer, sair em lances rápidos de contra golpe. Os onze leões foram uma equipa, tanto a defender como a atacar, apostando na pressão constante, na procura da bola e inventando formas suficientes para chegar ao golo. Faltou isso mesmo, o golo, algo que o adversário conseguiu no segundo dos dois únicos remates que fez durante o jogo. Claro que a eficácia também conta, e muito, e que as vitórias morais valem o que valem, mas, neste caso, nem é apelar a este tipo de sentimento; é olhar para uma equipa à procura de sê-lo, com jogadores que treinam juntos há duas semanas (ou menos) e que procuram assimilar as ideias de um técnico em quem devemos confiar plenamente (a primeira parte de ontem é mais um ponto a favor de Leonardo). É olhar para um trabalho que, ao fim de um mês, nos permite ver coisas que andaram tão distantes no último ano e meio (pelo menos). É olhar para um trabalho que se quer de fundo, criando bases que vão muito além desta época. E, não me lixem, só um cogumelo pitosga não consegue ver que essas bases começam a ganhar alguma consistência.

Acontece que, a partir de agora, esse solidificar terá que ser promovido em competição e com muito menos margem de erro (e quase todos os golos sofridos resultam de erros um bocado primários). E com muito menos margem para experiências, algo em que o nosso treinador apostou ao longo destes amigáveis (e bem, digo eu, pois servem exactamente para isso). No domingo, frente à Fiorentina, a equipa que entrar de início deverá ser a equipa que Leonardo Jardim já tem na sua cabeça como titular, mesmo que, uma semana depois, frente ao Arouca, um ou dois dos protagonistas ceda lugar a outro.

Pensando no que foi este mês de preparação, diria que há jogadores que são titulares de caras. Patrício, Cédric (cada vez mais consistente), Dier, Maurício, William, Adrien, Carrillo e Montero. Faltam três.

Posso dizer-vos que, pese os elogios recebidos ao longo de toda a época anterior, nunca fui muito fã de Jefferson. E continuo a não ser. Parece-me um jogador preso, talvez pelo peso da camisola, e a jogar constantemente em esforço. Deverá ser titular, até porque, espero, Evaldo não passa de uma brincadeira de mau gosto. Seja como for, e esta parece-me ser uma discussão eterna, continuo a defender que Rojo é defesa esquerdo. Ah e tal, é muito rápido e agressivo para central e coloca bem a bola à distância. O problema é que o argentino continua a mostrar graves lacunas posicionais, o que me lava a perguntar: porque raio é que todos os treinadores apostam no gajo a central, quando até podíamos ter ali um defesa esquerdo completo?

Faltam dois.
Acredito que André Martins completará o meio-campo, ao lado de Adrien e de William (está em melhor forma do que Rinaudo, claramente, embora Fito tenha entrado muito bem, ontem). Seja como for, a primeira aparição de Magrão deixou excelentes apontamentos, tanto técnicos como físicos (bolas disputadas) e deverá ser a próxima boa dor de cabeça de Leonardo Jardim. (e ainda há João Mário, que gostava de ter visto, pelo menos durante 45 minutos, a fazer de André Martins).
Falta um, para a ala.
Capel ou Wilson Eduardo? Eu acho que Capel dá uma alma à equipa que, muito provavelmente, nenhum outro jogador consegue dar. Dá experiência e, já o mostrou, resolve jogos. Wilson fez bons jogos de preparação e, ontem, foi um dos agitadores de serviço, permitindo, ainda, transformar o 4-3-3 em 4-4-2 quando se chegava a Montero e oferecia a ala a Magrão. Resultado? Que bom é poder ter opções.

Depois, depois olhamos para os que sobram, entre plantel principal e equipa B, e somos levados a sorrir. E, permitam-me o desabafo, não acreditar nesta matéria humana e no que ela poderá dar-nos a médio/longo prazo é um exercício de profunda má vontade.

Pré-selecção

Já são conhecidos os nomes dos jogadores que vão para estágio, no Canadá, e aos quais se poderão juntar reforços (Montero, por exemplo). Será esta a base do Sporting 2013-14, na qual, e digo eu, outros dois jogadores farão sempre parte das contas: Esgaio e João Mário (aliás, tendo em conta o facto de Cédric ser o único lateral direito e de Schaars ter saído, creio que faria sentido os dois também seguirem para estágio.
Guarda-redes: Rui Patrício, Marcelo Boeck. Defesas: Maurício, Jefferson, Marcos Rojo, William Carvalho, Ruben Semedo, Cédric Soares, Eric Dier, Seejou King. Médios: Diego Capel, André Carrillo, Labyad, Rinaudo, Adrien Silva, Diogo Salomão, André Santos, André Martins, Filipe Chaby, Zezinho. Avançados: Nii Plange, Cristian Ponde, Wilson Eduardo, Cissé

Cissé, Hassan e uma questão de golos

Diz que Cissé está muito, muito perto de Alvalade, mas… e se Cissé se transformasse em Hassan, do Rio Ave e, actualmente, ao serviço da selecção do Egipto no Mundial sub-20? Confesso que acharia mais piada à contratação deste último, não só por aquilo que fui vendo ambos fazerem, mas, também, porque seria um negócio que teria passado ao lado da imprensa.

Para lá dos nomes, parece que há algo definido: comprar um avançado possante, homem de área, provavelmente para acrescentar à contratação de Freddy Montero (ou outro avançado mais móvel). A estes se juntará Viola, permitindo atacar a nova época com mais soluções do que o solitário Ricky Wolfswinkel. E há, ainda, Betinho e Rubio, sendo que, em relação ao primeiro, um jornal aponta hoje a vontade da Académica em ficar com ele por empréstimo no negócio Cissé. Depois do Sporting B, não me parece nada mal que Betinho tenha oportunidade de jogar, regularmente, numa equipa como a Académica, dando mais um passo, seguro, na sua formação.

Ainda a propósito de avançados, nota para o facto de Leonardo Jardim ter chamado Alexandre Guedes, para os trabalhos que se iniciaram na segunda-feira. O jovem avançado, com bom registo ao serviço das camadas jovens, fará parte do plantel da equipa B e, note-se, termina contrato no final desta temporada. É capaz de dar jeito decidir se queremos, ou não, ficar com ele.

A não notícia e a questão que levanta

Dier será trinco – Leonardo Jardim prepara jovem inglês para nova posição.
É desta forma, cheia de certezas, que o Record coloca o Sporting na capa da sua edição. Lá dentro, o mesmo de sempre: não há uma única declaração do treinador que sustente a chamada de capa e, a meio, os escrivães de serviço lá resolvem dizer que não está descartada a possibilidade de Dier ser utilizado a central.

Chouriços mal enchidos à parte, esta brincadeira acaba por levantar uma questão (ou recuperar uma velha): onde utilizar o inglês? Eu continuo a achar que o lugar dele é ao lado de Ilori, mesmo acreditando que as suas características físicas e técnicas lhe permitem jogar no meio-campo.

Epá…

«Sai Fito, entra o Adrien. Menos um problema para vocês [jornalistas]. Podiam puxar o Ilori para seis, por exemplo, mas escusam de inventar», Jesualdo Ferreira, citado pelo MaisFutebol.

Adrien a seis?!? Giro. Voltamos ao tempo do Paulo Bento. É que a última vez que vi o Adrien a seis, foi naqueles 5-3 ao Benfica. Adrien saiu ao fim da primeira meia-hora…