O efeito catapulta que te pariu

A noite passado, no canal de televisão do jornal A Bola, assistiu-se a um arriscado número de circo: num banco estreito, mas comprido, sentaram-se vários personagens ligados ao passado recente do Sporting e acusados de terem conduzido o clube aos anos mais negros da sua história.
Numa das pontas, Godinho Lopes; na outra, Luís Duque. Incomodados com as acusações, ambos gesticularam e bradaram em sua própria defesa. Duque, aborrecido, até porque um gajo com excesso de peso tem que ter cuidado com a circulação, levantou-se. «Querem que eu vos conte mais? Então vou falar-vos do Elias e até aproveito o bom trabalho do Leonardo Jardim para me armar em visionário». E, sem demoras, voltou a sentar-se. Com estrondo. Boquiaberto, com aquele seu ar de boneco palerma, Godinho foi surpreendido pelo movimento sexy do seu ex-compincha de direcção e catapultado sem destino previsível.

p.s. – diz que os outros estão calados e agarrados ao banco com toda a força possível, rezando para que Duque não faça mais uma tentativa para sair do lado negro da força…

O Sporting de hoje: do “clube amador” à “gestão profissional”

Reza a lenda que no início da década de 90 havia um clube governado por um louco ali para os lados de Alvalade. O louco era o Sousa Cintra e o clube era o Sporting. Nesse tempo, quando se vivia na expectativa de voltar a ganhar o título que fugia há uma década, havia um leão a viver verdadeiramente na selva: despediam-se treinadores como quem bebe copos de água, vendiam-se ilusões, apareciam Pelés que acabavam a jogar no Famalicão, corríamos com quem liderava o campeonato, contratavam-se Douglas, Silas e Luisinhos, viviam-se momentos históricos na UEFA, juntavam-se Balakovs, Figos, Valckxs e Paulos Sousas num único onze, levava-se a imprensa em tournée para contratar avançados jugoslavos que acabavam por não vir, pilhava-se o plantel aos lampiões, enfim, era a loucura. Não ganhávamos, mas era a loucura. Acreditávamos, enchíamos Alvalade, jogava-se à bola, tínhamos jogadores com mística e mesmo perdendo para os rivais havia sempre ânimo em cada adepto para enfrentar uma discussão, convicto de que nós é que éramos realmente grandes. Isso de não ganhar era um detalhe.

Nesse tempo que a história teimou em marcar como a época de gestão taberneira e amadora, o Sporting tinha um passivo de 30 milhões de euros. Estávamos em 1995. Repito: 30 milhões de euros. Com a curiosidade de, nesse mesmo ano – e como explicou recentemente o Tomás Aires num artigo do “CM” – o Sporting ter um património superior a 60 milhões de euros só em terrenos. Ou seja, sensivelmente o dobro do passivo. E isto, sublinhe-se, com uma gestão amadora.

Depois veio Roquette. Primeiro com Santana como fantoche, depois ele próprio como mestre da banda. Vinha o mundo das SAD e da gestão profissional. O argumento era simples: o futebol moderno era uma indústria e o clube tinha de ser gerido como tal. Uma indústria que pressupôs ser visionário, antecipar o futuro, transformar o clube numa empresa, primeiro, e num conjunto de empresas, depois. Todas elas com activos tangíveis e intangíveis, capitais, accionistas, balanços, empréstimos obrigacionistas, dívida financeira, passivo corrente, passivo não corrente, VMOCS, enfim… um fartote. O adepto comum não percebeu nada. Ouviu falar num estádio novo, numa academia, na aposta na formação e na projecção do Sporting como grande emblema nacional do século XXI. E nisto o povo português é fodido: cheirou a modernice, o verbo era erudito, a malta tinha pinta de perceber do assunto e até era descendente de fundadores, portanto… vai de aceitar tudo.

Depois, depois cá estamos nós, hoje, para fazer contas à gestão profissional: o estádio ia custar 75 milhões e teve uma derrapagem para mais de 115 milhões; a Academia estava orçada em 6 milhões e custou quase o triplo; na vertigem de consolidar o domínio após o primeiro título (em 2000) gastou-se o que se tinha e o que não se tinha na compra e salário de jogadores caros nos anos seguintes (João Pinto, Paulo Bento, Dimas, Sá Pinto, Jardel, entre outros), construíram-se edifícios-sede, centros comerciais, exploraram-se clínicas… por aí fora. Em 2000 o passivo do clube rondava já os 65 milhões de euros. Em 2005 os relatórios e contas apontavam para passivos na ordem dos 150 milhões de euros. Mas em 2009, Soares Franco viria esclarecer que afinal o passivo estava mascarado e o seu montante real era de 280 milhões desde… 2005 (?!?!?!?!). O clube estava tecnicamente falido e nas mãos da banca e credores. Hoje o passivo ronda os 300 milhões e sucedem-se as fugas em frente com reestruturações financeiras atrás de reestruturações financeiras.

Aqui chegados, que balanço? Em 15 anos ganhámos dois campeonatos, meia dúzia de taças e supertaças e fomos a uma final da UEFA. O passivo entretanto cresceu de 30 para 300 milhões. Compensou? Claramente não! Sobretudo porque ninguém consegue perceber ao certo o que se passou durante este trajecto que levou o clube a multiplicar o seu passivo por 10 em década e meia. A não ser o mais simples de se perceber: que muita gente terá ganho dinheiro à custa do clube e que José Roquette, Dias da Cunha e Soares Franco (e todos os que os acompanharam nas suas aventuras) são os rostos de uma gestão danosa que comprometeu seriamente o presente e o futuro do Sporting.

Não, isto não é populismo: é um facto. Foi esta gente que conduziu o Sporting à situação actual. Por isso me custa hoje a acreditar que esteja nestes senhores, ou nos seus cooptados, a salvação para o buraco em que estamos enfiados. Ainda acreditei em Bettencourt: pela falta de comparência de oposição credível e talvez porque me parecesse menos engravatado que os antecessores. Mal sabia eu o que aí viria… Por isso, repito, já não consigo acreditar nesta gente. Espero que me surpreendam, claro, mas já não acredito. Sobretudo porque, com o clube financeiramente estrangulado e com a gestão desportiva algemada à banca, a Sporting SAD está hoje condenada a colocar em segundo plano aquilo que era suposto ser o “core business” da “empresa”: o futebol enquanto espectáculo. Pior do que não ganhar, pior do que a terrível sensação de não estarmos aptos a lutar pelos títulos, é esta ideia de que o futebol jogado do Sporting parece traduzir, há um par de anos, a mesma sensação que os nossos gestores e accionistas devem ter quando olham para a merda que fizeram: “é uma chatice”.

(Próximo capítulo – “O Sporting de hoje: o jogador, o activo e a acefalia do gestor”)

Histéricas

Tão chocante como a derrota na capital do móvel é, para mim, o tom apocalíptico da conversa de muitos adeptos, sócios, figuras pardas e parvas do sportinguismo. “Temos de repensar a estrutura do futebol”, “este presidente tem de ser corrido”, “este treinador é uma merda”, “este clube está condenado”, “a belenização”.

As histéricas queiram acalmar-se, por favor.

Sim, perder é tramado. Perder no primeiro jogo oficial depois de uma época como a transacta, ainda mais tramado é. Mas o futebol é assim: o Sporting não joga contra cones. Pode jogar com cones proveta ou outros cones, mas joga contra rapazes mexidos, igualmente dotados de membros superiores e inferiores.

O Sporting perdeu porque não tem jogadores que marquem golos. De forma regular. Em quaisquer circunstâncias. Já não tem há várias épocas e, no ano passado, essa foi a principal razão do caos que se viveu. Porque em casa onde não há pão (golos), todos ralham e ninguém tem razão (tácticas, atitude, disciplina, etc.). Os golos mascaram tudo, dão oxigénio às equipas, dão tempo aos treinadores para encontrarem a força colectiva que permite virar resultados.

Sim, o treinador falhou a leitura do jogo na segunda parte, a equipa “andou um bocado aos papéis” depois do intervalo, o meio campo esteve deserto, a defesa desarticulada, quase ninguém desequilibrou. Mas, quando na primeira parte os treinos fizeram sentir-se, criaram-se oportunidades, bem gizadas, bem esgalhadas, bem falhadas.

Não vi nenhum equipa grande jogar melhor que o melhor deste Sporting. E vi todas a jogar tão mal como o pior deste Sporting. O que vai ditar a diferença – para além dos penalties inexistentes que já começaram a desequilibrar – é a capacidade de marcar golos. Eles têm vários jogadores com golo, dois em particular são tramados (Falcão e Cardozo). Nós não temos nenhum. Portanto, acalmem a pássara, ajudem o clube e vão para as praias, ringues, pracetas procurar jogadores que marquem golos, e calem a matraca do apocalipse. Entretanto, espero que nos treinos os jogadores estejam a fazer remates à parede.

Ajudem o Paulo Bento

“Como treinador assumo totais responsabilidades”… E então? O que é que isso quer dizer na prática? Como não disse, o treinador do Sporting provavelmente não sabe. Por isso, ajudemos o Paulo Bento. As hipóteses para o que ele queria dizer mas o seu cérebro não conseguiu formular, são:

a) “Amanhã de manhã, pego no meu saquinho lá na Academia, despeço-me do pessoal amigo e vou à minha vida… à espera que o Pinto da Costa me ligue para substituir o Domingos daqui a um ano”.
b) “Quando chegar ao balneário vou encher 150 flexões. E depois pego no meu saquinho lá na Academia, despeço-me do pessoal amigo e vou à minha vida”.
c) “Hoje não tomo banho antes de dormir. E depois pego no meu saquinho lá na Academia, despeço-me do pessoal amigo e vou à minha vida”.
d) “Vou ver todos os jogos do Benfica esta época, em repeat. E depois pego no meu saquinho lá na Academia, despeço-me do pessoal amigo e vou à minha vida”. 
e) “Admito que não treinamos bolas paradas, jogadas de futebol corrido, pressão alta, não consigo motivar os jogadores, temos demasiadas lesões, as contratações foram todas feitas com o meu aval e a meu pedido, o Caneira não foi eleito. E, por isto tudo, pego no meu saquinho lá na Academia, despeço-me do pessoal amigo e vou à minha vida”.
f) “Vou pedir desculpa aos sócios e adeptos pelo triste e lamentável espectáculo em que o meu trabalho de treinador profissional de futebol se transformou. E depois pego no meu saquinho lá na Academia, despeço-me do pessoal amigo e vou à minha vida”.

Ajudem o Paulo Bento a ir-se embora. Com dignidade. Com (já pouca) honra. À homem… porque a alternativa é ir-se embora à rato, aliás bem patente nas últimas afirmações: “não tenho culpa da relva, há mais gente que deve assumir as suas responsabilidades”… pois, quanto maior for a ferida, maior a infecção, maior o pedaço de dignidade que se terá de amputar…

Nós, as moscas…

… eles, a mesma merda.

merda

Nós, mudámos, estamos mais velhos, alguns mais morenos, uns mais felizes, outros mais tristes, uns mais realizados, outros mais frustrados, uns mais magros, outros mais gordos, uns mais educados, outros mais broncos. Estamos todos diferentes.

Este Sporting?

A mesma merda do costume, a mesma merda de organização na entrada para o estádio, a mesma merda de speaker, a mesma merda de relvado, a mesma merda dos passes sem direcções do Polga, a mesma merda de falta de ritmo do Caneira, a mesma merda do Moutinho perdido nas alas, a mesma merda do Vuk longe da baliza, substituído injustamente, a mesma merda de reacção – justificada – no caminho para o banco. A mesma merda do Postiga sem controlo de bola e de espaço, a mesma merda de substituições, a mesma merda de jogadores fora de posição, a mesma merda do Djaló inofensivo, a mesma merda de Rochemback gordo e patético, a mesma merda de desposicionamento de jogadores, a mesma merda de centros a 20 metros da linha final, com centrais enormes a cortar as bolas de frente, a mesma merda de lances de bola parada inofensivos, a mesma merda de penaltys falhados, a mesma merda de atitude temerosa, sem arrojo, sem rasgo, sem um-para-um, sem espaços, sem rupturas, sem improviso, sem imaginação, sem criatividade, a mesma merda de sempre.

A mesma merda de losango, a mesma merda de discurso no final do jogo, a mesma merda de treinador.

Houve Patrício, Carriço, pouco, muito pouco Moutinho, muito Veloso (até ser desterrado na esquerda), algum Mati (que diferença!), nenhum Liedson.

Praticamente os mesmos a remar contra a mesma merda. Novidades? Remates a 35 metros dos centrais e uma enorme faixa vermelha na Sul, do patrocinador.

Este pesadelo futebolístico e sportinguista só acaba quando o Paulo Bento for despedido. Tive a certeza quando perdemos os dois jogos seguidos contra os rivais há quase um ano. Fiquei revoltado em Munique. Agora? Estou perto da indiferença, o maior atentado que alguém no Sporting pode fazer a um adepto, sócio e doente do clube.

Parabéns, sr. Presidente. O seu treinador vai afundá-lo com ele.

Gomes Pereira forever

gomes pereira

O actual Sporting é isto:

“13-07-2009
Informação Clínica

Izmailov: De acordo com o carácter evolutivo desta situação e dos últimos exames realizados, a direcção clínica entende que se justifica a solução cirúrgica. Neste contexto, o jogador será operado com vista à resolução da patologia tendinosa. Neste momento preparamos a cirurgia, bem como o momento da sua realização. O tempo de inactividade desportiva rondará as dez semanas. Oportunamente, actualizaremos esta informação clínica.

Direcção Clínica
José Gomes Pereira”

Porque é que “a direcção clínica entende” AGORA “que se justifica a solução cirúrgica”? E porque é que a “patologia tendinosa” não foi resolvida em ABRIL, quando o jogador deixou de jogar por causa da “patologia tendinosa”? Agora “a inactividade desportiva rondará as dez semanas”. Mas ainda bem que esta gente irá actualizar “oportunamente” esta FANTÁSTICA “informação clínica”, depois de prepararem a “solução cirúrgica, bem como o momento da sua realização”.

Se o comunicado fosse só patético e mal escrito, a coisa até se engolia bem. Mas não é. É um símbolo da incompetência que marca, há anos, o futebol profissional do clube, desde que esta gente trata da saúde ao Sporting. O grave é que não é caso isolado, todos podemos citar exemplos trágicos como este, de memória. E o que se passa? Estes belíssimos incompetentes continuam a trabalhar impunemente no clube. E vão continuar. Sem que sejam despedidos por justa causa, como o seriam nas empresas geridas de forma séria.

Já nem falo de pobre futebol, do teimoso treinador, do anémico losango ou da falta de fibra. Falo do amadorismo que grassa em todas as estruturas do clube e que arrasta, impune, o Sporting para uma “patologia tendinosa” nos nossos cérebros.

O melhor é o presidente não saltar mais vezes com os adeptos, não vá parar à próxima Informação Clínica do clube.

Diário de campanha I

A corrida mais louca do mundo já está na estrada. Confirmando as melhores expectativas, os candidatos a Rei Leão já protagonizaram episódios à altura do fabuloso potencial de parvoíce que apresentam. Eis o primeiro diário desta campanha que verá os diversos patrimónios de estupidez digladiarem-se pela conquista de um cantinho no nosso coração.

(nota: abreviamos a nomenclatura das personagens a dois nomes. Por conforto, para tentar que o ACP pague meia-página de publicidade no Cacifo,  mas também com a missão de combater uma avassaladora praga social como a “umnomeprópriodoisapelidos” que fez mais mossa na militância sportinguista que o fosso do novo estádio. A propósito…)

Pedro Souto e o fosso – o seu administrador financeiro sombra apresentou à imprensa algumas ideias do candidato, seguramente ocupado numa visita de negócios aos stands de carros em segunda mão de Fernão Ferro. A pérola estratégica que maior destaque merece é a épica tarefa (só ao alcance de Souto, aparentemente) de tapar o fosso de Alvalade. Ora aí está, finalmente, a propalada inovação! Num golpe de génio, pisca o olho à Cimpor para uma parceria, transforma aquele espaço na saudosa pista de tartan por onde poderão voltar a passar Maria José Valério em carros descapotáveis (fornecidos pelo presidente), bem como os alegres cabeçudos de Torres Vedras, agora personalizados em figuras da história recente do Benfica. Pelo caminho, aproveita para fazer desaparecer o Tiuí e dará aos sócios o impagável espectáculo de ver betoneiras a despejar cimento durante dois dias.

Dias Ferreira e as prioridades – Falhou um jantar em que os membros da hidra (inspirado termo surripiado à Última Roulote) procuravam convencê-lo a ocupar um lugar de destaque na lista de Carlos Barbosa (o advogado). Porquê? Tinha que ir à SIC participar no seu já lendário programa de gritaria e descontrolo taberneiro… evento onde terá versado todas as teorias sobre a sua candidatura a presidente do Sporting… candidatura que estaria mais definida se tivesse comparecido ao jantar da hidra… mas que faltou para discutir cenários… a questão coloca-se: e se o Sporting jogar à segunda à noite? Será, ele, o primeiro líder que assiste em directo aos jogos nos estúdios da SIC, com direito a golos gritados e cuspidos na tromba do caixadóculos do Cervan?

Carlos Barbosas e o complexo da pila pequena – Eis que surge o primeiro dislate da campanha. Carlos Barbosa contra Carlos Barbosa. Um Kramer contra Kramer leonino. O presidente do ACP inaugurará um novo estilo de comunicação no Sporting. Qualquer mal entendido custará meia página dos jornais de maior circulação do país. Paga pelo clube. “O Sporting vem esclarecer que o sr. Carlos Barbosa citado ontem na imprensa como o condutor do Suzuki Swift que tentou abalroar o autocarro onde ia Dom Duarte de Bragança, não tem qualquer ligação ao dr. Carlos Barbosa, presidente da Sporting SAD. Pelo erro e confusão que gerou na família leonina pedimos as nossas desculpas”.
Já o outro Carlos Barbosa promete suplantar o incumbente Soares Franco como o presidente mais monótono e menos carismático de todo o futebol da Euroásia. Para funcionar como boneco de um ventríloquo convém, ao menos, abrir a boca.

Paulo Cristóvão, o Florentino da Gomes Freire – Vive num afã. Reúne com Soares Franco para conhecer o passivo do clube. Manda o seu vice estudar os números. Anuncia uma apresentação aos sócios. Vê-se que está feliz com este protagonismo gratuito. E promete “já tenho jogadores”. A água na boca dos sócios cresce… finalmente isto fica mais interessante. Há nomes! Há unhas! Venham elas… Certamente a birra de Ronaldo não aconteceu esta semana por acaso. O CR7 prepara-se para ser anunciado como um dos vários jogadores de elite mundial na carteira de Cristóvão, com Pato, Essien e Ibrahimovic, todos com as mães raptadas num armazém de Mem Martins. Entretanto, já fez o reparo de que na conferência de imprensa agendada não apresentará jogadores. Um sinal, porventura, de que a compra do Essien está tremida…

A 23 dias do juízo final, Menezes Rodrigues e Rogério Alves esconderam-se um bocadinho. O primeiro estará muito provavelmente a estudar a viabilidade de uma candidatura ao rival da Segunda Circular, onde o seu perfil circense se adapta melhor. O segundo quer é mesas de AG, onde pode sentir-se feliz, entre garrafinhas de águas, copos virados ao contrário em papelinhos redondinhos cortados em ondas, e folhas em branco com o cabeçalho do Sporting.

A luta promete. Neste momento, aposto numa fusão automóvel entre Carlos Barbosa e Pedro Souto, que apresentará como reforço Luiz Miguel Militão, para liderar a obra de enchimento do fosso. E aposto que Dias Ferreira nunca irá candidatar-se. E que Cristóvão tem no bolso os direitos desportivos de João Pereira, Zé Manel e Paulo China.