«Tintin» por «tintin»

Mais uma novela terminada, a de Valentin Viola, cedido por uma época ao Racing Avellaneda que fica com direito de opção por 10 milhões. Desejo a maior sorte do mundo ao TinTin, que até é um puto com bastante talento, e que marque tantos golos que essa verba entre nos cofres leoninos. Para já, e porque a conjuntura assim o exige, poupam-se 700 mil em salários e recebem-se 450 mil pelo empréstimo.

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Foda-se!

Eu sei que não passou de um rumor de mercado. Eu sei que nada indiciou que estivéssemos interessados no jogador. Mas sei que foi o meu rumor de mercado preferido e que via perfeitamente possível pelo seguinte cenário: o Racing queria Viola de volta, Fariña tinha só mais um ano de contrato e o seu valor de mercado rondava os dois milhões. Agora, quando vejo Viola de malas aviadas para regressar à Argentina, ampliando a minha esperança de ver Farinã de verde e branco, vem o cabrão do jornal Ole noticiar que o gajo está negociado com os lampiões.

Eu sei que ninguém me mandou acreditar em rumores, mas, foda-se, também ninguém me avisou que não podia acreditar, principalmente depois de ter ouvido o próprio jogador dizer que queria vir para o Sporting.
Bem, adiante. A confirmar-se, amanhã já estarei a imaginar um futuro radioso ao Ponde e que este será o ano do Carrillo. E a desejar que o Fariña seja o novo Kmet.

Pequenos crimes entre amigos

Sim, é verdade, a notícia do Jogo está por confirmar, mas parece-me perfeitamente possível tendo em conta o nosso passado recente. Como é que se explica uma coisa destas, como é que se pagam balúrdios a dois putos que até podem nunca adaptar-se, é que eu já não sei (mas que alguém deve ter comido umas belas mariscadas, ou pago o colégio dos filhos, com as comissões, ai isso deve).

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Já que começámos o dia a falar de avançados…

«Não me parece que seja uma alternativa ao Ricky. O Sporting tem de encontrar um ponta de lança de nível para os seus objetivos. O Sporting é um clube grande, tem de ter uma equipa grande e que jogue para os objetivos máximos, pelo menos para aqueles que são possíveis lá chegar. Tem de ter um ponta de lança ao nível de uma equipa grande. Tem de ter alguém que tenha apetência pelo golo […] Não é fácil encontrar esses jogadores. Não foi fácil encontrar uma alternativa. O Viola não é esse jogador. O Viola é um avançado. O Viola parece-me tem uma boa imagem de progressão, é um jogador muito potente, muito forte. Tecnicamente tem de se preparar para ser um avançado. Não é a mesma coisa jogar no corredor e depois passar para a zona central», Jesualdo Ferreira in Maisfutebol.

Nem tudo foi mau

É a minha forma de estar na vida: tentar encontrar sempre um lado positivo, principalmente quando as coisas estão mal. Ora, de sábado, para além de um resultado merdoso e uma exibição que misturou o incapaz com o tresloucado, queria, ainda destacar o seguinte:

– Betinho teve, finalmente, uma oportunidade. O jogo era péssimo para a estreia, com o puto lançado às feras como se dele dependesse a nossa capacidade para inverter a desvantagem, daí que nem tenha dado tempo para grandes brilhantismos. Ainda não consegui ter a certeza de foi dele aquela recarga ao livre final, cortada quase em cima da linha, e que, a entrar, lhe daria uma estreia de sonho, mas fica o registo num jogo que também ajuda a tornar jogadores em homens;

– Viola continua a somar pontos pela entrega, irreverência e capacidade técnica. A adaptação ao futebol europeu está a ser feita à força (várias vezes dou comigo a vê-lo ao ritmo do tango), mas arrisco dizer que temos jogador;

– Aquele movimento de Izmailov, recebendo, rodando, cruzando com sabor a golo para Wolfs e Viola ficarem a milímetros do toque final. Tudo em movimento, pensando ao ritmo a que executava. Genial. Balakov ficaria orgulhoso de ver a camisola 10 no corpo do pequeno grande czar;

– Jeffren, quase sem darmos por ele, está recuperado (ou parece). Não só fisica como, não menos importante, mentalmente. Dois jogos seguidos em que entra e onde é visível uma qualidade superior na forma como ocupa os espaços, procura o jogo de equipa ou a iniciativa individual. Uma oportunidade a titular, já!

– Wolfswinkel. Assim, de repente, o «incapaz» começou a marcar e a resolver (ou a salvar). Continuo a achar patéticas as críticas doentias ao holandês, embora perceba que alguns dos seus falhanços são de fazer arrancar os cabelos. Continuo a achar que é um bom ponta-de-lança, com margem para vir a tornar-se muito bom. E, meus amigos, neste momento, o «tartaruga» vai fazendo de Liedson, o tal sacana que ia disfarçando as misérias tácticas e exibicionais.

p.s. – acho curioso como alguns Sportinguistas vão afirmando que o Ínsua devia ir para o banco. é tão bom falar de barriga cheia, não é?