A vassoura

Maniche (nem devias ter vindo)
Pedro Mendes (se o Polga é útil pela experiência, qual a razão para Pedro Mendes não ficar?)
Caneira (finalmente)
Pedro Silva (quem é que te contratou?)
Purovic (o Youtube foi uma grande invenção, não foi? quase tão grande como o Paulo Bento querer que fosses um avançado móvel, capaz de vir atrás receber, distribuir, e sprintar para a área)
Valdés (não consigo entender a razão da dispensa. Até porque, numa estrutura organizada e com um treinador decente, podia fazer muito melhor)
Grimi (fizeste-me ter saudades do Leal. E do Balajic. Está tudo dito)
Zapater (obrigado pela forma entusiasta como festejaste os golos. Mas o futebol, pelo menos aquele de que gosto, é muito mais do que isso)
Vukcevic (Vuk, é uma pena ver-te partir. Ainda por cima com a certeza de que podias desempenhar na perfeição o papel para o qual estamos a tentar contratar o Bojinov)
Torsiglieri (acho que vai fazer-te bem um ano como titular noutra equipa. Vê se aproveitas para melhorar o teu posicionamento face a cruzamentos, por alto, para a área)
Saleiro (embora sejas capaz de falhar tantos golos como o Postiga, acredito que não farias pior se te dessem as mesmas oportunidades. Mas pronto, também acho que o Rui Fonte é bem melhor do que tu e deixámo-lo ir para Espanha)
Abel (acho bem que sejas integrado na estrutura)
Nuno André Coelho (és patético. Nos gestos e nas palavras. Ah, e nunca serás metade do pior pé do Beckenbauer)

Negócios

Diz o jornal A Bola que Vukcevic poderá estar a caminho de Inglaterra, com o Sunderland a perfilar-se como mais provavel destino (até porque já não é a primeira vez que o nome de Vuk surge associado ao clube inglês).
A confirmar-se, gostaria de ver capacidade negocial para trazer, nem que fosse por empréstimo, o Danny Welbeck (a parceria com o Manchester United ainda existe?) e, melhor ainda, vestir a verde e branca ao Fraizer Campbell que me parece na idade perfeita para confirmar tudo o que de bom tem vindo a mostrar em terras de sua majestade.

Finalmente, alguém que coloca um ponto final nesta teoria de merda

O Vukcevic, apesar de muito evoluído tecnicamente, é indisciplinado?
Curiosamente, não acho que seja indisciplinado. Há outras questões que têm que ser abordadas e tratadas, não em público. Mas não passam pela indisciplina.
São questões psicológicas?
Também. Devemos ajudá-lo para ele se ajudar a ele próprio. Muitas vezes ele não consegue ajudar-se a si próprio e isso é negativo para a equipa, em primeiro lugar, e para ele. Gostava que ficasse claro que o problema de Vukcevic não é de ordem disciplinar.

Quem o diz, sem hesitar, é José Couceiro, numa desassombrada entrevista ao Record. E, confesso, fico contente.
Simplesmente porque continuo com a certeza de que, com um treinador realmente bom, Vuk poderá ser para nós o que Hulk é para o Porto, por exemplo (com menos velocidade, é verdade, mas com igual potência física, capacidade de remate e nível técnico).
Haja alguém com capacidade para lidar com uma personalidade muito própria e fazer sobressair o seu talento.

Só falta chamarem-lhe “falso Sportinguista”

Depois das miseráveis entrevistas do Maniche, acordamos com Costinha a apontar o dedo a uma das figuras mais emblemáticas da história do Sporting (para o bem e para o mal): Sousa Cintra. O ex-presidente disse que o director desportivo tem responsabilidades directas no estado actual do nosso clube; o “ministro” mandou-o meter-se na sua vida e ameaçou, um dia destes, mostrar um papelinho dos tempos em que Cintra dava alma ao leão.

Posto isto, vai-me na cabeça o seguinte:
– Depois do “cala-te, pá! Cala-te!”, com que Bettencourt brindou um adepto, este “ele que se meta na sua vida” é mais uma prova da falta de respeito que esta gente tem por quem não partilha as suas ideias (de merda, grande parte delas). Com a agravante de, neste caso, estarmos a falar de uma falta de respeito a alguém com um peso na história do clube que o moço Costinha dificilmente atingirá;
– Depois do amigo Maniche ter falado em críticas de falsos Sportinguistas, esta reacção do Costinha significa que são pessoas como o Sousa Cintra que são consideradas falsos Sportinguistas? (estás a ver, oh Cintra, devias ter batido com a mão no peito muitas vezes e dito que eras do Sporting desde pequenino);
– Aquilo que Sousa Cintra diz, é alguma mentira? Quem foi o responsável pela contratação deste treinador? Quem é figura de proa no caso Izmailov? Quem geria o nosso futebol quando despachámos o Moutinho para o Porto? E o Veloso, a preço de saldo? Quem indicou o Valdés como solução para uma das nossas alas, quando o homem rende é ao meio? Quem é que, precisamente, se esqueceu de reforçar as alas? Quem é que está a ponderar renovar com o Postiga? Quem é que fez parte da decisão de recambiar o Vuk para a Grécia? Quem é que negoceia dois centrais calmeirões que parecem incapazes de tirar o lugar a um jogador que estava de malas aviadas?

Já viste a quantidade de papelinhos que isto dava, oh Costinha?

O que se salvou, em mais um noite escura

Não sei como explicar isto. Estou muito triste e irritado. O Sporting é um clube grande e coisas destas não podem acontecer, mas continuam a acontecer. Ainda por cima o jogo estava a ser fácil e depois, em apenas dois minutos, tudo mudou. Queríamos chegar ao segundo lugar, ganhar jogo a jogo, para tentarmos diminuir a distância para o primeiro lugar, mas agora terminou. A ganhar 2-0 uma equipa como o Sporting tem que ganhar sempre, esteja com menos um ou com menos dois jogadores“.

O discurso, que me ficou na memória, podia ter sido do nosso treinador, do nosso capitão, do nosso director desportivo, mas foi proferido por Simon Vukcevic, rapaz que, imagine-se, esteve de malas aviadas para a Grécia e só regressou porque os gregos, à última hora, complicaram o negócio.

As multas são só para o russo?

“Depois da partida com o Manchester City, Liedson – que estava a fazer exercícios de aquecimento, mas não entrou porque entretanto a partida terminou – recolheu aos balneários apressado. Perto do brasileiro seguia Nuno André Coelho. Paulo Sérgio chamou os jogadores para cumprimentarem os adeptos, mas Liedson seguiu em frente, sem dar ouvidos ao técnico.
Confrontado com a situação, Paulo Sérgio foi claro: “os assuntos internos debatem-se com os jogadores, mas que fique claro que o Liedson, bem como qualquer outro elemento da equipa, joga o tempo que eu quiser, não o tempo que eles querem!”

Portanto, agora que já temos a bronca do dia (nós não sabemos viver sem tropeçar, foda-se…), agora que, ainda assim e seguindo a lógica das opções de Paulo Sérgio, Liedson deverá ser titular esta tarde, permitam-me perguntar se, realmente, existem dois pesos e duas medidas ou, se se preferir, se pelas bandas de Alvalade perdoa-se mais facilmente qualquer disparate com sotaque a samba do que se esse mesmo problema tiver sabor a vodka ou for acompanhado por música dos Balcãs?

F5

(carregar na tecla refresh)

Esta é a sensação primeira à saída do jogo de apresentação. F5. Sportinguismo refrescado, uma surpreendente sensação de ruptura com o passado recente. F5. Cinco pontos, todos sobre futebol, o novo futebol do leão.

1- Fora-de-jogo
2- Bolas paradas
3- Duplo pivot
4 – Artistas
5 – Liedson

Fora-de-jogo – A filosofia da defesa assenta toda na subida dos quatro jogadores, para “empurrar” o meio campo na pressão e, mais importante, para forçar o fora-de-jogo alheio. Risco alto, a exigir máxima coordenação da defesa. Nos primeiros 15 minutos, foi o caos, com dois defesas centrais – Tonel e Torsiglieri – fortes na marcação mas lentos e pouco coordenados. Depois, mudou a táctica e começou-se a sacar fora-de-jogos, foram quase uma dezena em meia-hora. Na segunda parte, a equipa defendeu toda e a defesa foi poupada (e o adversário ajudou).

Bolas paradas – Há trabalho. Ofensiva e defensivamente. Temos finalmente alguém a marcar livres e cantos com critério e colocação, há livres directos estudados e, mais relevante, a defender houve poucos buracos na primeira parte e só alguns na segunda. Com o tempo, a tendência é melhorar. Pior que nas últimas épocas é impossível.

Duplo pivot – O treinador usou três tácticas, mudando-as a cada meia-hora. Nos primeiros 30 minutos, um 4-1-2-3, com Pedro Mendes (capitão) sozinho atrás. Não resultou, porque abria demasiados buracos a defender (Maniche e Veloso sem ninguém para marcar, ficavam muito subidos). E a atacar, o meio campo não dava linhas de passe. Paulo Sérgio mexeu e mexeu bem. Tirou Veloso (patrão a falar com os companheiros, mas completamente fora da equipa) e meteu Matias, recuando Maniche para o duplo pivot com o Mendes. A equipa melhorou instantaneamente, a defender de forma mais agressiva e coordenada e, a atacar, com dois “registas” alternados a alimentar, com futebol directo, os três artistas. Imagem que vale mil palavras: Maniche e Mendes saíram abraçados ao intervalo, a corrigir posicionamentos: são eles os novos líderes futebolísticos da equipa. Haja saúde…

Artistas – Vuk, Matias e Valdes. Durante os últimos 15 minutos da primeira parte e os primeiros cinco da segunda, o Sporting  jogou à bola. Com Maniche a dar uma dimensão nova ao futebol da equipa, a procurar jogar rápido e nos espaços vazios. E a procurar os artistas: Matigol, Vuk e Valdes, três jogadores que correm com a bola e ultrapassam adversários com facilidade. Valdes foi o melhor, mas também sem “bagagem negativa” com os adeptos. Matigol a distribuir mas ainda sem finalização. E Vuk, um renovado Vuk, pressionante, mais colectivo, sempre em diálogo com o treinador e na direita, como quer. Esta é a melhor versão do Sporting 2010-2011. É a luz ao fundo do túnel. Tem tudo para dar certo, com alternativas como Izmailov (???) e Salomão (está ali um Nani, se ele quiser e o deixarem). Tudo isto é muito giro, mas há um pormaior: Liedson

Liedson – É o herói incontestado de Alvalade. Está sozinho no coração dos adeptos. Basta entrar no relvado em direcção do banco para ser aplaudido e celebrado. Pode ser um problema. No estádio percebeu-se que não gostou de entrar a cinco minutos do fim e “obrigou” o preparador físico a confortá-lo quando Paulo Sérgio lhe disse que entraria daí a dois minutos. Mas, depois, entrou e viu-se logo. A equipa cresceu imediatamente. Mas já em 4-4-2, que tinha sido introduzido aos 60 minutos, com a saída do Matias e a entrada do Postiga e do Salomão. A grande incógnita deste Sporting é o entendimento geral entre Paulo Sérgio e o “cabeça de cartaz” da equipa. Se o treinador convencer o Liedson a jogar sozinho (precisa de trabalhar porque não sabe fazê-lo), a equipa ganha dimensão. Se for “forçado” a jogar no 4-4-2, a ladeira fica mais íngreme.

Fez-me bem ir a Alvalade. As primeiras impressões assustavam (estádio tenso, anti-clímax na apresentação, habitual ambiente de festa artificial) mas, com o tempo, a coisa foi-se compondo. A equipa ajudou. Há um novo Sporting. Ainda sobram “maçãs podres”, o Veloso, o Djaló e o Patrício parecem estar a mais. Involuntariamente, mas são os rostos de um passado que está a ser rapidamente enterrado. Polga sobrevive, Liedson é Liedson e o Vuk pode voltar a ser o Vuk. Falta outro médio centro, outro “artista” e um gajo que marque golos (o Pongole parece mais fresco, mas não rematou…). E um guarda-redes, se a Juve Leo continuar a assobiar o Patrício (outra sintonia com a direcção?).

“O Maniche, o Maniche. Que se foda o Moutinho, nós ficámos com o Maniche”. É o novo cântico da época. Um exagero emocional e claramente em sintonia com a direcção, mas ficou-me na cabeça. Como símbolo do novo Sporting, assente na rodagem de jogadores experientes em detrimento das bandeiras de jovens-velhos. F5. Refresh, o novo Sporting vem já a seguir, para o bem ou para o… costume.

O Sporting somos nós

A célebre frase, transformada em tarja pela mais antiga claque do clube, não me sai da cabeça desde ontem, mais precisamente a partir do momento em que comecei a ler as reacções à saída do Moutinho para o Porto (ainda não está confirmada, mas como os senhores que gerem o nosso futebol ainda não foram a correr à CMVM desmentir…).

Há quem diga que ele é outro Simão. Há quem diga que tem uma cabeça demasiado grande para o corpo. Há quem diga que tem perna curta. Outros preferem insistir na história da braçadeira demasiado larga para a medida do braço. Existe quem não hesite em afirmar que ele era o bufo do balneário. Outros preferem o simples “Moutinho é um filho da puta”. Muitos gritam aos sete ventos “vai-te embora, lampião!”, outros tantos apelidam-no de “birrinhas”. “Não jogas nada”, chega mesmo a ler-se, tal como “ganhavas demasiado para o que jogas”. No topo deste bolo de disparates, a frase “os portistas é que devem ficar preocupados com este negócio!”.

Pois, claro, os portistas devem estar a cortar os pulsos e a atirar-se da Dom Luís, ao saberem que vão encaixar uns 12/15 milhões pela venda do Raul Meireles e, imediatamente, colmatam essa saída com o capitão e um dos melhores jogadores de um adversários directo por… menos de metade da cláusula. E que, ou muito me engano, ou, no máximo, daqui por dois anos estará fora do país a troco de duas dezenas de milhões.

Entretanto, as notícias que eu esperava já começaram a circular, podendo mesmo ler-se num dos pasquins desportivos que o Moutinho afirmou que não voltava a jogar pelo Sporting, dizendo “vendam-me a quem quiserem, vendam-me ao Porto!”. Aliás, até o regresso do Vuk (que eu adoro, sabem), mais vítima que culpado, surge no seguimento das notícias que dão como certo um crescente distanciamento entre Moutinho e o balneário.
Portanto, encaixa tudo na perfeição: Bettencourt e Costinha espetam um barrote cheio de pregos nas costas do sportinguistas, despacham o capitão para um clube rival por menos de metade do preço estipulado, e limpam daí as mãos apontando todos os dedos possíveis e imaginários a um puto que serve a casa há 11 anos e que foi impedido de ir embora há dois, quando o Everton oferecia 15 milhões.

Onze anos, meus caros, é metade da vida de um futebolista. Para um adepto, daqueles pequeninos que querem um novo equipamento todos os anos, é uma vida. E, como o Cintra tão bem afirmou, nessa curta vida de Sportinguista, Moutinho será, senão o maior, um dos símbolos maiores. Expliquem, então, a um desses pequenos sportinguistas, porque razão o seu jogador preferido vai para um dos clubes que o pai aponta como sendo um daqueles contra os quais temos que lutar.

Se não souberem o que dizer-lhes, tal como eu não saberia se a minha filha já tivesse 11 anos e me perguntasse “Papá, porque é que o Moutinho vai para o Porto?”, escolham uma das bonitas frases que eu coloquei acima. Ou, então, vão até Alcochete e esperem que os mentores do negócio (ou quem aplaude o mesmo) conte a história do “Moutinho Pequenino e Mau” que termina, imagine-se, não com um “e foram felizes para sempre”, mas com um “vá, não te preocupes. O Sporting somos nós”.

Nessa altura, se eu estivesse por perto, sentir-me-ia obrigado a acrescentar, em jeito de epílogo: “é verdade, infeizmente o Sporting são vocês. Vocês que clamam a verdade desportiva, mas lambem o cu ao sistema, ao ponto de oferecer-lhes, de mão beijada, alguém que enverga o leão, com toda a dedicação, há mais de uma década. Vocês que crucificam jogadores na praça pública (Izmailov, Vuk, Viana, agora Moutinho), e que depois ficam calados quando vos respondem. Vocês que, apenas num ano, foram capazes de nos dar 90% das piores memórias de sempre. Vocês que assobiam jogadores formados na casa e, agora, cospem no ex-capitão dizendo-lhe que já devia era ter ido embora há mais tempo. Vocês que…”

Por esta altura, já o pequeno ou a pequena sportinguista estaria lavado/a em lágrimas. No fundo, expressando a tristeza que eu sinto por, perante tão vergonhoso cenário, não poder afirmar com orgulho, “este Sporting sou eu!”

Adeus, foi um gosto

Dizes que não acreditas no que te está a acontecer no Sporting. Eu também não. Tinhas tudo para ser feliz, um ídolo da torcida, mas foste lentamente consumido pela autoflagelação do clube. E, para sermos justos, também ajudaste à festa, com alguma falta de professionalismo e nenhum sentido colectivo.

Eu gosto de acreditar que um líder a sério consegue arrebanhar todas as ovelhas e conduzi-las, juntas, no mesmo sentido. E que os melhores treinadores são-no precisamente porque não queimam jogadores, melhoram-nos. O teu problema é que tu nunca foste uma ovelha, quando muito, nos teus melhores dias, foste uma ovelha negra. Nos teus piores dias, foste um bode. Expiatório. Para o Paulo Bento foste um exemplo, para mandar lições para dentro do grupo. Só jogaste porque eras popular na bancada e porque não havia mais ninguém. Para o Carvalhal, foste o dote que ele precisava dar ao grupo, alguém sacrificado para apaziguar a contestação interna dos senadores ao seu trabalho. É claro que te puseste a jeito, egoísta, individualista. Uma qualidade quando se desequilibra, integrado num colectivo, mas um terrível defeito quando se perdem bolas, sozinho, abandonado pelos outros.

Enfim, pouco importa de quem foi a culpa. Vais-te embora. Curiosamente, no mesmo barco em que vai o teu exacto oposto, o jogador trabalhador, cumpridor, pouco individualista, mas igualmente bom (Izmailov). Não deixa de ser irónico que os dois melhores criativos que passaram por Alvalade nos últimos anos saiam em desgraça do clube, apesar de serem personagens totalmente diferentes. Talvez só assim se perceba que a responsabilidade dos jogadores é inversamente proporcional à competência de quem os lidera.

Um bem haja Vuk, gostei muito de te ver de verde-e-branco. Acompanharei sempre o teu percurso, és daqueles que nunca se esquece, para o bem ou para o mal. Desejo-te sorte e espero que vás para bem longe deste rectângulo.