Não Há Estrelas no Céu! – Simon Vukcevic

 

Ele estava mesmo a pedi-las. Infelizmente, o Incrível Vuk, chega aqui pela piores razões.

Confortavelmente na liderança e a uns dias de viajarmos à Luz, o Simon passou-se da marmita.

No entanto, nesta história toda há duas questões sobre as quais me detenho:

  1. A falta de habilidade que o Paulo Bento demonstra para lidar com super-egos.

Antes de começarem a chover os insultos, pensem comigo. Isto não é também o que distingue treinadores de excelência dos treinadores apenas bons? O Paulo Bento, tem um livro de estilo desenhado a régua e esquadro. Na maior parte das vezes funciona. Mas como em tudo, existem honrosas excepções. É bom que existam regras e leis num balneário. Mas, por outro lado, se o futebol fosse feito de robots, tudo isto seria uma grande seca. O comportamento do Vuk fora de campo assemelha-se um pouco ao que ele tem dentro dele. Um jogador egoísta, anárquico e um pouco louco. E não é isso que nós tanto aprecíavamos nele. As sapatadas que o gajo dava naquela mesa de matraquilhos que era o futebol do Sporting na época passada. O cabrão chegou a marcar 14 golos (em todas as competições), é preciso não esquecer isso. A atitude dele no fim do jogo contra o Belém, revela falta de maturidade, respeito e é inaceitável. Mas, para mim, é igualmente grave, o Paulo Bento não revelar argumentos para envolver estes tipo de jogadores que se recusam a comportar como meros operários. Pensem no Mourinho. Já treinou grandes estrelas e gajos com uma bolha ainda maior do que a do Vukcevic. Mas não se ouve ninguém queixar. Isso também é um dom.

2 .      A precariedade dos contratos de trabalho no futebol. 

Por muito que se diga, e apregoem o contrário por aí, é o Sporting que está nas mãos do Vukcevic e do empresário dele. Neste momento, são os clubes que se curvam perante os jogadores. Se o Vukcevic decide que se vai embora em Dezembro, acreditem que vai mesmo. Porque quando não há diálogo possível, só resta esse caminho ao clube. Ainda está para nascer a administração ou dono de um clube que obrigue um jogador a cumprir na íntegra um contrato de trabalho, recorrendo, se necessário for, a um castigo exemplar que o impeça de jogar mais na equipa.

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