E porque não 4-2-3-1?

Julho 12, 2009

Eu sei que estamos numa fase em que devemos ser optimistas.
Acreditar que o entendimento entre o Matias e o Liedson vai ser fantástico.
Que o André Marques vai ser o defesa esquerdo com que há tanto tempo sonhamos.
Que o Abel nunca vai ser titular. E que continuar a insistir no Caneira a lateral foi só para baralhar os adversários.
Que o Vuk vai fazer uma época brutal e ser considerado a revelação da Champions depois de pregar três batatas ao Real.
Que vamos iniciar a época a dar um verdadeiro bailinho, na Choupana.
Veja-se bem, é até uma fase em que devemos acreditar que o tratamento conservador escolhido para o joelho do Izmailov foi uma excelente opção e que, daqui por uma semana, o rapaz não está a ser operado e a perder metade da época.

É com estes bonitos pensamentos que devemos encarar um dia de sol melhor que os últimos 15.
Quem estiver duas horas para conseguir chegar à praia, e outras tantas para estacionar, não pode parar de sorrir.
Porque temos que ser optimistas.
Porque ver 20 jogadores, juntos há dois anos e liderados pelo mesmo treinador, chegarem ao primeiro teste da época, frente ao “Trofense de Inglaterra”, e apresentarem-se quase sem fio de jogo e como se se conhecessem há meia dúzia de dias, não pode ser motivo para preocuparmo-nos.
Afinal, o optimismo diz-nos que o losango que, curiosamente, continuaria a manter-se em Alvalade caso o por muitos tão suspirado Jorge Jesus tivesse assinado a verde e branco, é a melhor táctica do mundo.

Peço-vos desculpa mas, talvez por não conseguir sorrir perante a hipótese de ir para a praia a um domingo, quero mudar um pouquinho desta história optimista.
Quero acreditar que o Paulo Bento vai acordar hoje, no hotel, e, por alturas do pequeno almoço, vai anunciar aos jogadores que “acabou o losango!”. Eles vão tremer, claro, até porque o losango é a melhor táctica do mundo, tão boa que qualquer treinador devia ter como máxima “losango forever!”
Mas o Paulo, homem de ideias fixas, não vai vacilar.
Vai colocar o Rui na baliza.
O Pedro Silva à direita, o Carriço e o Polga no meio e o André Marques à esquerda.
Moutinho e Veloso vão formar um duplo pivot, capaz de assegurar transições ofensivas e defensivas.
Vukcevic, Matias Fernandez e Izmailov (se o tratamento conservador se mostrar mais acertado que o losango), formarão uma linha de três, apostada em dar todo o apoio a Liedson.

E digo-vos mais. Depois de imaginar tudo isto, sinto-me capaz de ir dar um mergulho…


Um “lucho”

Julho 10, 2009

É um sonho concretizado. Não tenho dúvidas de que fiz a opção certa. Desde 2003 que me sinto em casa. [...] Espero retribuir com golos a este clube que aprendi a admirar e a amar“, Liedson.

Pois é, caros leões. Está confirmada a renovação de Liedson por mais dois anos com um terceiro de opção. Se esta seria sempre uma excelente notícia, maior importância ganha no contexto da venda de Lucho e Lisandro.

Foram várias as vezes que questionámos o desejo dos nossos jogadores rumarem a clubes de dimensão média (ou nem isso, como por exemplo o Bolton), movidos por questões monetárias.
Imagino que, neste momento, os adeptos do FCPorto ainda não tenham encaixado as vendas de dois dos seus mais influentes jogadores, mesmo tendo em conta os mais de 40 milhões de euros provenientes das vendas.
Imagino, também, que os adeptos do FCPorto tenham engolido um sapo do tamanho do mundo quando ouviram o Lucho dizer que, com a ida para Marselha, ia atingir um novo patamar na sua carreira. Ou quando perceberam que Lisandro se recusava a renovar contrato e podia sair a custo zero.

Assim sendo, a venda destes dois jogadores foi um acto de boa gestão, mas também revela incapacidade para fazê-los renovar contrato antecipadamente. E o que é que nós temos a ver com essa merda?, poderão perguntar vocês. Nada, respondo eu, mas agora deixem que seja eu a perguntar-vos: e se, neste momento, nós tivessemos 40 milhões no bolso, mas Liedson e João Moutinho tivessem sido vendidos?

Da minha parte, continuar a vê-los de leão ao peito é um “lucho” que merece o meu aplauso a todos aqueles que conseguiram fazê-los ficar.

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Quando o ridículo não tem limites…

Julho 9, 2009

… os leitores mais incautos correm o risco de ler coisas destas:

“Jorge Jesus apresentou-se no estágio, em Genebra, com um novo penteado. Não se tratou de uma mudança radical, mas a aparadela foi significativa, dando-lhe um look mais sóbrio. O treinador, de resto, nunca descura os pormenores relacionados com a sua imagem“. (in A Bola, pois claro)

Alguém aceita uma aposta? Meto 20 euros em cima da mesa… Aposto 20 euros em como A Bola conseguirá, até ao fim da época, escrever uma destas três coisas:

a) “o treinador, de resto, nunca descura a fluência no discurso e há quem o compare ao padre António Vieira“;

b) “o treinador, de resto, rivaliza com Alex Ferguson no número de títulos e taças conquistadas“;

c) “o treinador, de resto, é o melhor do mundo porque nós somos patetas o suficiente para assumir que ele é o melhor do mundo porque só os melhores do mundo é que treinam o Benfica como todos os melhores do mundo que treinaram o Benfica nos últimos anos inclusive o Artur Jorge que era o melhor do mundo e os outros e o Koeman e o Sounesse e mais os outros como o Heynckes que esse sim era mesmo bom foda-se mesmo mesmo bom e ainda aquele outro aquele cujo nome não me recordo ah pá aquele pá que tinha bigodinho e era alourado e brasileiro também era mesmo bom quase tão bom como o Camacho que era genial ou o Chalana que era tão bom e tão fluente como o Jorge Jesus talvez tão bom como o Quique pá um senhor mesmo mesmo bom mas não tão bom como o Jorge Jesus que esse sim é mesmo mesmo bom é espectacular e fala bem e tem métodos de treino inovadores e o fato de treino cai-lhe tão bem e que bom que ele é foda-se ninguém pára o benfica allez oh viva o Jorge Jesus“.


O dia em que Paulo Bento não usou risco ao meio

Julho 8, 2009

Em que foi possível ver que o Grimi precisa de perder 15 quilos. E o Rochemback uns 10.
Em que o Vuk fez cara de mau ao fotógrafo. E o Izmailov imitou.
O dia em que Liedson voltou a vestir de verde e branco e as novas camisolas nem pareceram tão feias.
Não acreditam? Está tudo aqui.


Já faço parte da família

Julho 6, 2009

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Conforme prometido durante a campanha eleitoral, fui hoje fazer-me sócio do Sporting. Calhou-me o número 97 mil trezentos e tal (não divulgo o número completo, não vá existir alguns SIS lagarto).
O que interessa é que já faço oficialmente parte da família. Segundo alguns, agora sim, posso criticar ou falar mal com justa causa. Posso, por exemplo, dizer que acho inacreditável que a carta de boas vindas que veio parar-me às mãos ainda seja assinada pelo Soares Franco. Precisamente o homem cuja saída me fez decidir tornar-me agora sócio do Sporting.
Mas enfim. Não vamos assinalar esta data tão bonita com críticas vãs.
Sou sócio do Sporting, foda-se!!! 33 anos e 68 dias depois de ter nascido, finalmente sou sócio do Sporting! Não me sinto mais sportinguista por isso, confesso. Mas sinto-me bem por contribuir um pouco mais para um clube que ajuda a identificar a minha essência. Por exemplo: desde criança nunca me perguntaram se eu era católico ou judeu. Mas perguntaram-me muitas vezes se era do Sporting ou de outra merda qualquer. Nesta perspectiva, sempre dei por mim a achar que fazia mais sentido ser sócio do Sporting do que ser baptizado. E de facto faz. Agora ainda mais.


Não faltou enviar nenhum convite?

Julho 6, 2009

Está tudo a postos para a galáctica apresentação do Cristiano Ronaldo, mas há um pormenor que me faz alguma confusão. É impressão minha, ou não vai estar ninguém do Sporting presente? Fará isto sentido quando resolvem convidar o Eusébio?


E porque não os putos?

Julho 5, 2009

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Para nós o ideal é ter 24 jogadores: 21 jogadores de campo mais três guarda-redes. Oito defesas, oito médios e cinco avançados. Se conseguirmos ter esses 24 jogadores, melhor. Se ficarmos só com 23 não há problema, fico satisfeito na mesma“, Paulo Bento, no final do jogo de preparação frente ao Atl. do Cacém.

As palavras do “mister” confirmam dois factos:
- estamos no mercado à procura de um avançado;
- o Paulo Bento é um porreiro e percebe melhor do que ninguém a constante crise financeira em que o Sporting parece viver;

Partamos, então, do pressuposto que não há dinheiro para trazer quem quer que seja.
Será que não faz sentido integrar Wilson Eduardo e Diogo Rosado na equipa principal?

Wilson é um avançado que quem acompanha as camadas jovens já apelidou de “Liedson dos júniores”, pela quantidade de golos que marca e o verdadeiro pânico em que deixa as defesas adversárias. No entanto, as características de Wilson Eduardo são bastante diferentes, talvez mais aproximadas das de Yannick, só que W mostra-se um pouco mais inteligente que Y. Não podemos esperar um jogador de área, antes um avançado talhado para jogar entre o central e o lateral impedindo, desde logo, que estes últimos se aventurem muito. Porquê? Porque Wilson Eduardo é bastante rápido e mostra uma característica que, quanto a mim, só encontramos em Vuk e Izmailov: diagonais capazes de desequilibrar.

Diogo Rosado, o 10 dos júniores, é craque. Não sei se será o “novo Pedro Barbosa”, se será melhor; sei que tem capacidade para fazer parte da nossa equipa principal. Médio ofensivo, talhado para jogar atrás do(s) avançado(s), Diogo Rosado estendeu o seu raio de acção ao lado direito do meio-campo, posição onde jogou praticamente toda esta última época. Visão de jogo acima da média, toque de bola que não engana, grande capacidade de passe, remate fácil e cerca de 1,85 de altura, características que, penso eu, justificam a entrada directa no nosso plantel, para além de dar-nos mais uma opção de um jogador para as alas (eu sei, eu sei, o Moutinho vai voltar a jogar como interior).

E se tivesse que escolher apenas um? Diogo Rosado, permitindo assumir de vez Vukcevic como parceiro de Liedson. Mas confesso que gostava de ver os dois na equipa principal, em vez de vê-los rumar ao Leiria ou ao Real Massamá…

p.s. – duas notas sobre o jogo/treino contra o Atl. do Cacém: foi agradável ver o André Marques de volta e ficar no ar a ideia de que o rapaz marca bem livres; fez-me sorrir a “vírgula” com que o Matias Fernandez brindou a assistência, no terceiro golo. Estou ansioso por vê-lo fazer o mesmo ao Luisão ou ao Bruno Alves.


O Golo

Julho 3, 2009

 

Se alguém me apertar os colhões com toda a força, ao mesmo tempo que me enfia os dedos no nariz, e me perguntar qual o golo do Sporting que eu escolheria nos últimos 25 anos, eu não hesitaria em escolher o do André Cruz, o primeiro golo contra os tripeiros que abriu a estrada para o Título de 2000.

Foram 18 anos de alma gaseificada, a rodar lentamente a tampa, com a pressão a subir pela garrafa verde e branca, as bolhas a acumularem-se no gargalo, a rodar, a rodar, a rodar… Foi aquele pontapé que deu a última volta à tampa, deixando escapar o agudo som do fervilhar da esperança de voltarmos a ser campeões. Eu estava lá no estádio e é uma das imagens mentais mais límpidas da minha memória leonina.

Este foi o Golo das duas últimas décadas e meia. Já podem largar-me os colhões.

E se apertassem os vossos?


Roupinha nova

Julho 2, 2009

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18h30

Julho 1, 2009

O Cacifo tem a honra de avançar a informação de que Matias Fernandez será apresentado hoje, às 18h30. E o mais certo é vermos já a nova camisola.


Até morrer!

Julho 1, 2009

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Douglas: já podes ir comprar a camisola.


Estado de graça?

Junho 30, 2009

derby

Ainda não ouvi uma palavra do nosso presidente. Nada. Viu-o a dirigir-se para a claque, com um tipo de bandeirola de canto erguida, atrás dele. Dizem-me que deu um pólo verde a uma senhora e que saltou ao ritmo de “quem não salta é lampião”, repetindo uma receita de sucesso. Não o vi nem o ouvi mais acerca de um dos maiores insultos feitos ao Sporting por representantes do clube rival.

O Bettencourt não tem culpa do que se passou, cumpriu as regras, foi um bom anfitrião e, acredito, tentou resolver as coisas a quente, directamente com os homólogos lampiões.

O que se passou foi demasiado grave. Com todo o respeito, acredito que só quem lá esteve percebeu mesmo o que se passou. Sol, famílias, campo, um derby, a pérola do novo Sporting, a formação como maior orgulho leonino, novas promessas, a rivalidade, um título. O futebol puro na sua essência maior. O futuro descomplexado à nossa frente, para sarar um passado recente traumatizante. Tudo isto acabou em poucos minutos. Porque o Sporting foi agredido por adeptos do Benfica e insultado pelo maior símbolo do Benfica. E, cereja no topo, ficou um cheirinho a concertação entre arruaceiros e dirigentes rivais, agarrados à perspectiva de uma vitória que salve umas eleições ilegais e fraudulentas.

Aí estava o primeiro verdadeiro teste ao Bettencourt, para provar que é diferente, que a conversa que o elegeu não é da treta. Que ele próprio não é uma treta.

Ora, todas – e sublinho, todas – as reacções leoninas são patéticas. Um representante que nunca ninguém tinha visto (por muito respeito que o seu trabalho na Academia mereça) falar de questões metafísicas e/logísticas, dois comunicados institucionalmente vazios e – inacreditável – fontes anónimas à Lusa!! Do outro lado, tivemos o símbolo do rival a juntar-se aos deliquentes no ataque. Do lado de cá tivemos fontes anónimas a defender, em vez do presidente do clube a contra-atacar.

O presidente que eu queria para o Sporting era o primeiro a dar a cara, minutos depois de ter ouvido o Rui Costa (provavelmente até terá ouvido de viva voz), e a pôr os lampiões numa posição impossível: ou se demarcavam daqueles adeptos e puniam-nos ou deixavam de ter qualquer relação institucional com o Sporting, ficavam sem bilhetes para os derbys em Alvalade e seriam declarados cúmplices de um crime pelo qual teriam de responder em tribunal.

Em vez disso, Bettencourt saltou com a claque, insultou o adversário e desapareceu entre os sobreiros da Academia. E deixou os estados de alma (”os dirigentes do Sporting dizem-se chocados”) para as fontes anónimas. Ainda espero que apareça, defenda a imagem do clube e acabe com a sensação de impunidade que continua a existir de forma generalizada no futebol português. De um presidente do clube eu espero que faça os benfiquistas terem vergonha dos lampiões. E os sportinguistas orgulhosos de serem lagartos.

Fico à espera.


Tomates

Junho 29, 2009

Se não formos campeões será uma má época [...] No nosso reduto temos de ganhar os jogos todos“, Tiago, na primeira conferência de imprensa 09/10.


Não sendo possível exterminá-los, não daria para bani-los?

Junho 29, 2009

Um dia depois dos lamentáveis acontecimentos de Alcochete - onde meia dúzia de insuficientes mentais do Benfica expressou as suas angústias com argumentos ao nível dos seus cérebros (calhaus) – há notícia de mais um incidente com claques. Desta vez os SuperDragões, antes de um jogo de andebol em Lagoa, no Algarve.
Momentos antes da final da Taça da dita modalidade, uma vintena de alarves do clube-que-compra-títulos decidiu irromper por uma pastelaria e partir tudo. Literalmente. “Partiram tudo sem mais nem menos, mesas, cadeiras, arrancaram o extintor e agrediram um jovem que estava na esplanada”, contou à Lusa a dona da pastelaria. Saldo final: três feridos. Sem justificação? Não! O macaco explica: “Reagimos aos insultos de dois ou três jovens que estavam na esplanada com camisolas dos No Name Boys”, disse também à Lusa.
Se tudo isto não fosse já lamentável por si só, espreitem o final da notícia: Certo é que a situação foi controlada pela GNR, que identificou os elementos da claque mas não fez detenções. Os Superdragões dirigiram-se depois para o pavilhão onde assistiram à final (?!?!?!?!?!).
Aqui chegados, a pergunta que se impõe é: de que tem medo a autoridade? De que têm medo a PSP ou a GNR? Até quando teremos de baixar as calças a estes labregos do caralho (desculpem, mas não há outra forma de qualificar estas coisas), até quando teremos de aceitar que estes parasitas circulem por aí impunes, reinando na selva que criam e alimentam?
Não percebo isto. Eu nunca pertenci a uma claque e só fui à bola uma vez “integrado” numa claque (e não gostei). Não vou ao ponto de dizer que odeio claques, porque sei que há que separar as águas. Sei que há o lado coreográfico, a parte do apoio ensaiado, o espírito de grupo, a identificação com uma causa, essas coisas todas. Sei que, em certa medida, as claques ajudam a dar alguma cor ao espectáculo. Mas há demasiadas coisas (e demasiado importantes) que suplantam esses aspectos positivos. Nomeadamente o facto de as claques potenciarem a violência, darem abrigo a crime organizado e corromperem o ambiente saudável que era suposto viver-se nas bancadas. E perante tudo isto o que faz a polícia? Identifica e siga o baile. E o que fazem as Ligas deste país? Lamentam “veementemente” o sucedido, emitem comunicados, promovem conferências e siga o baile. E o que fazem os clubes? Dão uns açoites ligeiros nos meninos, põem-nos de castigo umas jornadas e depois volta tudo ao mesmo.
Uma pergunta simples: como é que este alarve deste Fernando não sei quantos, dos tripeiros, ainda anda por aí? Pior: como é que este gajo é o interlocutor da PSP na organização da segurança dos jogos em que participam os tripeiros e a sua claque? Foda-se… como é que esta merda é possível num país que se diz evoluído? Puta que os pariu a todos!

PS: Não refiro as claques do Sporting neste texto pelo simples facto de não terem sido elas a causar qualquer dos distúrbios das últimas 24 horas. Mas as críticas feitas aos outros são igualmente válidas para os energúmenos que também habitam o nosso estádio. Há disso em todo o lado, não tenhamos ilusões. Aliás, ontem, em Alcochete, a reacção às agressões da claque lampiã deixou perceber o genuíno prazer que brotava nalguns rostos de jovens sportinguistas que viam ali o pretexto perfeito para odiar e odiar ainda mais os lampiões. E se pudesse ser com calhaus à mão, tanto melhor. Enfim… foi tudo muito triste. E mais triste ainda fiquei quando vi hoje num jornal uma foto de um líder de uma claque do Sporting a dar um beijo na testa do nosso presidente. Vã presunção minha: gostava que também soubéssemos ser diferentes nesses pormenores, que soubéssemos marcar a bitola que deveria pautar a relação entre os clubes e… esta gente.


Desculpem?!?!

Junho 28, 2009

derby3

Diz o Rui Costa que a Academia não tinha condições para o derby de juniores que ia decidir o campeão desta época.

Está doido?!?!

Não teve condições durante 26 minutos? Não teve condições para 2000 pessoas, incluindo cinco representantes do Cacifo, assistirem a uma maravilhosa jogada da próxima vedeta do Sporting, que acabou na barra? Não teve condições para se ver como um Sporting com extremos até funciona bem? Não teve condições para Rui Costa e um leão de ouro como o Jesus verem alguns dos seus juniores de 30 anos sem um incidente? Não teve condições para que os 50 e tal pais e amigos dos miúdos do Benfica pudessem apoiar livremente a sua equipa?

Teve. Porque é que deixou de ter?

Porque o Benfica decidiu vender largas dezenas de bilhetes – estupidamente cedidos por nós, como alertou e bem o Cherba, em baixo – a membros da sua claque ilegal, repleta de pequenos criminosos, que têm a presidência do clube  refém em pleno período eleitoral. E a Academia deixou de ter condições quando, numa óbvia manobra planeada, esses atrasados mentais decidiram chegar com o jogo a decorrer, com o controlo de entradas já desmobilizado e as 2000 pessoas entretidas com futebol, explorando, estrategicamente, à pedrada o pouco ambicioso sistema de segurança montado. Pouco ambicioso para energúmenos. Razoável para gente normal.

O Rui Costa e os srs. do Benfica queriam o quê? Polícia de intervenção a cavalo e com gás lacrimogénio? Para afastar as famílias e as dezenas de crianças nas bancadas? É este o futebol que o sr. Rui Costa quer? E que tal controlar os arruaceiros que tem dentro de casa? Alertar, não para a falta de segurança, mas para o plano que estava a ser montado para tirar o jogo da Academia (que ele, pelos vistos, sabia que estava a ser preparado)?

O Rui Costa não é doido. O Rui Costa está à rasca, tal como toda a direcção do Benfica, esborrachada contra a parede da sua incompetência e com o “glorioso” à beira de um abismo inimaginável. Neste cenário dantesco na Luz, é difícil controlar os membros destas claques criminosas, em cujos crimes o sr. Vieira é cúmplice. É difícil, depois, criticá-los pela vergonha que proporcionaram a quem lá esteve. Mas gostava de saber o que disse o Rui aos pais dos miúdos do Benfica que serão o futuro do clube… Um futuro cujos contornos deprimentes ficaram hoje à vista de todos os que lá estiveram.