Estes belgas devem estar loucos

«Apresentado oficialmente como treinador do Sporting, Franky Vercauteren decidiu conceder um dia de folga extra ao plantel, pelo que só na quinta-feira orientará o primeiro treino». Espero que tenha sido porque, para hoje, estavam agendadas sessões no psicólogo…

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Acho que isto diz tudo

O Sporting está na merda. E, a cada decisão de quem gere os destinos do clube, mais me convenço que o pesadelo está longe de terminar.
O novo treinador chegou há quase uma semana. Viu o jogo, na quinta, tirou notas, conversou com os jogadores. Deverá ter a cabeça cheia de ideias e vontade de colocá-las em prática mas, em vez de ter começado a trabalhar a sério e de, hoje, estar no banco, voltou a sentar-se na bancada para, confortavelmente, ver aquilo que, actualmente, vale o meu Sporting: zero, dentro de campo, abaixo de zero, fora dele.

Ensaio sobre Godinho (parte 2)

Nota prévia: este post dá continuação a este.

Godinho continua a ser presidente. E continua a tomar decisões. Agora, com um brinde: uma entrevista que mostrou alguém completamente alienado da realidade, agarrado a ideias balofas, patéticas, desprovidas de sentido, bem como a afirmações à laia de lavagem cerebral («tenho a certeza que hoje voltaria a ganhar as eleições»). Melhor, mesmo, só a tirada «Tenho jeito para ser presidente do Sporting porque tenho competência».

Ora, parece-me, Godinho, tem sido tudo menos competente. Aliás, não me recordo, enquanto Sportinguista, de chegar a Outubro e olhar para o que falta da época com tamanho desencanto. «Incompetência», escrevi eu no post anterior, uma incompetência que alastra pelo meu clube, sob a batuta deste senhor. Um senhor que assume, sem vergonha, que o projecto para o futebol falhou, que este ano é para reestruturar e o próximo para ganhar. Uma conversa ouvida há ano e meio, onde se prometia arrumar a casa e devolver o clube às vitórias. Pelo contrário, a casa parece cada vez mais desarrumada e as vitórias cada vez mais distantes.

Por muito que se fale em investidores (quem? onde?), por muitos nomes que se utilizem para atirar areia para os olhos dos sócios e dos adeptos (onde é que, por exemplo, Pedrosa é mais competente e mais Sportinguista do que Litos, Filipe, Mário Jorge ou Paulo Torres, já para não falar de um Carlos Pereira que não tem que ser desprezado só porque lá esteve no tempo de Paulo Bento), por muito que se fale da formação e das modalidades (era o que faltava quererem os louros do que de melhor funciona no clube, há anos, e de onde resulta, também, o sucesso da equipa B), por muito que se acene, em estilo de ameaça, com a possibilidade do fim do clube (caricato, vindo de alguém que intitula outros candidatos de “vale e azevedo”, e com estas ameaças se apresenta como mecenas e salvador), a verdade é apenas uma: a cada nova medida, a cada nova intervenção, Godinho mostra ser incompetente e nada talhado para a função de presidente.

A escolha do treinador é, apenas, o mais recente episódio. Não porque tenha algo contra Vercauteren, antes por não perceber a razão pela qual se perderam 20 dias de trabalho para trazer um treinador que, penso, não terá sido assim tão complicado de contratar. Mais, se Godinho assume que o treinador era a escolha de Duque e de Freitas, menos se entende o porquê da espera. E, após tanta espera, o que temos é um treinador a prazo. Sem projecto. Apenas mas um nome, para ver o que dá. Se correr bem, Godinho fará aquele sorriso palerma de gajo que se julga iluminado; se correr mal, Godinho inventará qualquer novo nome, ao estilo de «desculpem lá, enganei-me novamente, mas desta é que vai ser».
A questão é que, desta, Godinho não terá pessoas para mandar embora. Sobrará ele, neste seu novo estilo presidencialista.
Godinho será o presidente. E terá que despedir-se a ele mesmo. Com justa causa.

O Bloco de Notas do Gabriel Alves, Liga Europa, jornada 3

Oceano, peço-te o favor de passares esta mensagem à rapaziada.
«Meus caros, creio ser altura de terem um bocado de vergonha na cara. Não só por respeito ao clube que representam, mas por respeito a vocês mesmos. No campeonato, já vamos com uma volta de atraso e deixámos de depender de nós mesmos. Na Taça, vamos ficar a ver os outros jogar. Sejam homens, olhem-se ao espelho, e perguntem-se: depois da figura patética que fiz na Hungria, quero ser enrabado por uma espécie de Marítimo belga, e passar os próximos sete meses a jogar para ir à Champions?»