Bem vindos a Alvalade

Muita gente nova, um leão e 50 mil histéricos.

Bem vindos.

O objectivo é simples mas difícil: convencer toda a gente que hoje encheu Alvalade a voltar… nem que seja em Maio…

… e evitar sair ao intervalo debaixo de um coro de assobios. Porque Alvalade não é um estádio como os outros. É um estádio capaz das duas coisas: de encher o balão irracional e de o rebentar com a mesma força demencial.

E para a próxima, talvez fosse melhor convidar um Toulouse e não um Valência para fazer a festa.

Anúncios

Não há dinamarquês, mas há francês

Ponto final na novela Bendtner, com Carlos Freitas a desmentir a chegada do gigante dinamarquês (e eu que me preparava para colocar aqui o vídeo das três batatas que ele espetou aos tripeiros). Pior, a dizer que Higuaín, Drogba ou Krkic também não vestirão de verde e branco.

Quem já chegou (finalmente) foi Turan, esperemos que para infernizar a vida de Evaldo e, das duas uma: ou fazê-lo jogar à bola, ou fazê-lo abancar.
Ah, e amanhã há festa em Alvalade. O jogo começa às 20h30, mas a apresentação começa por volta das 19h.

Golas altas

«O Sporting é o meu clube mãe. Se renovaram comigo é porque acreditam em mim e uma cláusula de 25 milhões só me valoriza», Vitor Golas, a própósito da renovação de contrato até 2014.
Faz todo o sentido, sim senhor. Até porque não acredito que, se contnuar esta época ao nível que terminou a última, o Rui fique por cá muito mais tempo.

“Desculpem” seria o mínimo

Nuno André Coelho, a grande mais valia no negócio Moutinho, está em Braga. Zapater, o grande achado no negócio Veloso, vai para a rússia. Maniche saiu, com 800 mil no bolso (fora os ordenados que foi recebendo). Valdés desapareceu num décimo do tempo que demorou a contratar. Hilde quê? O Tales foi com o Salomão e o Cristiano no comboio, ver o Pongolle ao circo.

É inacreditável o que o excelentíssimo José Eduardo Bettencourt, sob a capa de grande Sportinguista, conseguiu fazer de mau, não é?
E, mais não fosse, recordações como estas só podem deixar-nos cheios de esperança no que aí vem.

Quando se fala numa surpresa para sábado

«”Nada mudou. O Sporting foi o único clube que apresentou uma proposta concreta, rejeitada pelo Depor há mais ou menos duas semanas”, revelou Mario Ordiales, agente de Guardado. A imprensa espanhola adianta que os leões ofereceram pouco mais de 5 milhões de euros, quando os galegos esperam vender o médio acima dos 6 milhões.», in Record

O pormenor

Já muito aqui se escreveu relativamente ao jogo da madrugada de domingo, frente à Juve.
Foi entusiasmante a pressão alta, que durou quase 40 minutos na primeira parte e aniquilou a possibilidade de os italianos tentarem chegar ao empate na segunda. Há, claramente, mão de Domingos neste Sporting onde os jogadores sabem o que fazer com e sem bola. 
Foi impressionante a exibição de Rinaudo, omnipresente em todos os movimentos a meio campo, e entusiasmante a qualidade técnica de Schaars, tanto com a bola corrida como com ela parada.
Foi com um sorriso que assisti ao “comigo isto pia mais fino” transmitido pela exibição de Oguchi, um verdadeiro monstro no centro da defesa com todas a condições para assumir-se como patrão do último reduto.
Sonhei que íamos vender o Yannick por 20 milhões.
Desesperei com a incapacidade de Evaldo de, uma só vez que fosse, impedir Krasic de ir à linha e centrar.
E encolhi os ombros ao constatar que Pereirinha continua com aquela postura de gajo incapaz de declarar-se à miúda de quem gosta desde a 4ª classe.

E, no meio de tudo isto, enquanto pensava que aquela dupla de meio campo é brutal, que “se Deus quiser” o Izma aguenta os jogos mais complicados e que Capel vai agitar o último terço do campo, dei com a minha atenção presa a uma posição, nesta pré-época ocupada por Postiga.
Postiga tem sido o chamado nove e meio, jogando atrás do avançado, e vendo passar por si demasiado jogo para a sua capacidade de dar-lhe seguimento. E, quanto a mim, este é um pormenor incontornável para o futebol que venhamos a jogar: aquela posição não pode ser de Postiga. Ok, pronto, há joguinhos em que pode. Mas aquela posição pede algo mais. Pede magia, e não magia daquela parva em que o rei dos postes se sente capaz de marcar golos à meia volta, a trinta metros da baliza, sem sequer olhar para ela. Pede Matigol. Um Matigol solto, a la Balakov. Será possível?